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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Projeto Consciência Negra


O objetivo maior do projeto é estudar para conhecer e respeitar.

 





 Educação, Condições de vida, História, Remanescentes de quilombos.

 

A população negra brasileira (constituída de negros e pardos) chega ao século XXI sem ter as mesmas oportunidades do restante dos brasileiros. Sua ascensão econômica e o exercício de seus direitos de cidadão ainda são restringidos pela dificuldade de acesso à educação, à saúde, a melhores salários e à colocação no mercado de trabalho.

O indicador que melhor ilustra a condição do negro no país é sua realidade no mercado de trabalho. Na Pesquisa Mensal do Emprego de março de 2004, realizada pelo IBGE, em seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre), o rendimento médio dos afro-descendentes (535 reais) é metade do recebido pelos brancos (1.096 reais). Em todas as regiões pesquisadas, a taxa de desocupação é maior entre a população negra do que na branca. Na de Salvador, enquanto 9% dos brancos estão desempregados, essa condição atinge 18% dos negros.

Educação - Apesar dos avanços alcançados nos níveis de educação da população brasileira nos últimos anos, o analfabetismo prevalece em 18% da população negra. No grupo dos brancos, o índice é 7%. De cada dez pessoas com 11 a 14 anos de estudo, apenas três são negras. De cada dez com 15 a 17 anos de escolaridade (o suficiente para cursar uma faculdade), 1,5 é negra. Os dados são do Estudo de Desigualdades Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em 2001.

Como a baixa escolaridade é um dos fatores que mais pesam na obtenção de trabalho e rendimento, o governo brasileiro estuda meios para garantir o acesso do negro à educação superior. Em maio de 2004 é criado um projeto de lei que reserva uma parcela das vagas das universidades públicas a alunos egressos de escolas públicas, afro-descendentes e indígenas. Apesar de os princípios do projeto terem criado polêmica nos meios acadêmicos, algumas universidades públicas se anteciparam à aprovação da lei, que ainda não ocorreu, e tomaram a iniciativa de reservar vagas para esses grupos.

Condições de vida - A qualidade de vida da população negra é menor que a da branca em diversos aspectos, segundo o estudo do Ipea. São menos numerosos os lares chefiados por negros que têm condições de saneamento adequadas (58% contra 75% dos brancos) e banheiro exclusivo (84% contra 95%). Em 10% dos domicílios de famílias negras há mais de três pessoas por dormitório, enquanto entre as famílias brancas o índice é de 5%. Também na saúde se constatam grandes diferenças. Segundo especialistas, os maiores índices de mortalidade materna são observados entre as mulheres negras, por causa da hipertensão arterial não diagnosticada na gravidez. Há ainda grande incidência entre os negros de ambos os sexos de doenças como diabetes, hipertensão arterial e anemia falciforme, moléstia que causa alterações nos glóbulos vermelhos do sangue.

História - Os negros começam a ser trazidos para o Brasil em meados do século XVI, para trabalhar como escravos. Conforme estimativas mais aceitas, o total de africanos desembarcados oscila entre 3,5 milhões e 4 milhões. Durante mais de 300 anos, a mão-de-obra escrava é a principal força de trabalho no país e a base de toda a atividade econômica. A face mais visível da resistência à escravidão são os quilombos – comunidades de escravos fugidos que tentavam sobreviver à margem da sociedade colonial.

Os negros encontram dificuldade para integrar-se à sociedade brasileira após a abolição da escravatura. A reforma agrária e a educacional que os abolicionistas pregavam não ocorrem, e o acesso dos negros à escola e à terra se torna difícil. No mercado de trabalho, há a concorrência com os imigrantes europeus. No decorrer do século XX, surgem inúmeros movimentos e entidades para defender os direitos da população negra e lutar por cidadania plena. Um dos grandes símbolos dessas manifestações é Zumbi, o maior líder do Quilombo dos Palmares. O dia de sua morte, 20 de novembro, é transformado em Dia Nacional da Consciência Negra.

Remanescentes de quilombos - Sobrevivem no Brasil várias comunidades negras que nasceram como quilombos. A Fundação Cultural Palmares, ligada ao Ministério da Cultura, identifica 743 em 21 estados. A maior parte está na Região Nordeste, principalmente na Bahia e no Maranhão. No Sudeste, essas comunidades se concentram em São Paulo e Minas Gerais.

A Constituição reconhece o direito de posse da terra para as populações dos quilombos, e o processo de legalização tem início em 1995. A maioria das unidades é formada por algumas dezenas de famílias. Outras, no entanto, reúnem milhares de habitantes, como a Comunidade Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, com cerca de 16 mil moradores. Geralmente instalados em locais de difícil acesso, os remanescentes dos quilombos têm um modo de vida em que predominam a posse coletiva da terra, a agricultura de subsistência e a criação de animais.

A partir do decreto sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, o critério para o reconhecimento de uma comunidade quilombola passa a ser o da auto-identificação, dispensando a apresentação de documentos que comprovem a descendência de escravos e a posse ininterrupta sobre o território.

Atividades:

Esse projeto envolverá toda a escola, desde a educação infantil até a série final do ensino médio. Várias são as atividades que poderão ser desenvolvidas: dança, música, teatro, paródias, poesias inéditas ou não, concurso de redação, confecção de painéis, pesquisas de campo na comunidade, entrevistas com pessoas negras da comunidade escolar a fim de fazer um levantamento sobre quem são, o que pensam, area de atuação e perspectivas para o futuro, apresentações de grupos de capoeira e outros, pratos típicos com degustação ( cada sala ou grupo de alunos poderá preparar um prato culinário que tenha influencia da cultura negra) , criação de um mini dicionário com palavras incorporadas ao nosso uso e costume trazidas pelos negros ou criadas por eles aqui, personalidades negras no mundo, incluindo o atual presidente dos EUA, Barack Obama, etc..

A culminância do Projeto poderá no dia 20 de novembro, dia nacional da consciência Negra, com a apresentação de todo material de trabalho reunido pelos alunos e as apresentações artísticas.

PS- O professor poderá ainda desenvolver o projeto apenas em sua própria sala de aula, aproveitando o tema para contextualizar suas atividades interdisciplinarmente, diversos textos, músicas falam da luta do negro para conquistar sua dignidade e seu lugar em nossa sociedade.

 É muito importante focar que o negro nunca aceitou passivamente a condição de humilhação que nós impusemos a eles, e ainda, que se é dificil ser negro no Brasil, igualmente é vergonhoso para nós sermos descendentes dos brancos que construíram essa parte vergonhosa de nossa História. O Dia Nacional da Consciência Negra é também um pedido de desculpas do nosso país aos nossos irmãos negros.

 

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