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Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

terça-feira, 31 de março de 2009

Janusz Korczak: Como amar uma criança...


Rafael F. Scharf
Vice-Presidente da Associação Internacional Janusz Korczak da Inglaterra

A vida de Janusz Korczak é tão tocante que, ao contá-la, é necessário evitar a ênfase patética que se impõe, a fim de permanecer-se fiel àquele sobre o qual falamos.

Ele era, na mais profunda acepção do termo, um homem simples, toda afetação lhe era estranha. É certo que ele não imaginava que seu nome seria célebre, e é por isto que cada vez que o glorificamos publicamente, inaugurando um monumento em sua homenagem, eu me pergunto qual seria o seu comentário se sua boca de pedra pudesse falar.

Sua história foi recontada inúmeras vezes e continuará sendo, porque ela mostra melhor, sem dúvida, não importando o caso particular, o horror inexprimível da última guerra e a exterminação dos judeus poloneses.

Em 5 de agosto de 1942, durante a liquidação do gueto de Varsóvia, os hitleristas ordenaram o agrupamento das crianças do orfanato de Korczak e o envio das mesmas ao campo de morte de Treblinka. O ‘Velho Doutor’ reuniu duzentos pupilos, os fez colocar-se sabiamente em fileiras e, à sua frente, partiu com eles para o ‘Umschlagplatz’, no cruzamento das ruas Stawki e Dzika, onde todos foram colocados em vagões de carga e enviados para os fornos crematórios.

Esta marcha nas ruas do gueto foi vista por algumas centenas de pessoas, e a silhueta pequena de Korczak dirigindo-se para seu calvário, inconsciente de seu heroísmo, fazendo aquilo que lhe parecia evidente, excitava as imaginações. A novidade espalhou-se imediatamente, repetida de boca em boca com a força de detalhes inventados: que Korczak carregava nos braços os dois menores, coisa pouco provável, porque ele mesmo estava doente e tinha dificuldades em andar; que o ‘Jundenrat’ tinha intervindo no derradeiro momento e tinha despachado em seguida um mensageiro atrás da fila, portador de um salvo conduto somente para Korczak, que foi por ele rejeitado com desprezo; que para apaziguar as crianças ele tinha lhes dito que iam em excursão e que eles, confiantes, o seguiam sem choro e sem protesto. Mas nenhum embelezamento é necessário diante dessa verdade nua e crua; não é preciso ajuntar qualquer coisa para torná-la mais eloqüente. A antítese do espírito e das dificuldades é clara e definitiva: um homem sábio por excelência, desinteressado e bom, opondo-se aos covardes, bárbaros obtusos, que se mostravam sob seu aspecto mais satânico.

Entre os milhões de mortes anônimas, a de Korczak tem um grande significado. Nos campos e guetos, ele se tornou para muitos, uma inspiração, pois aí o que mais ajudava a sobreviver era a convicção obstinada e indestrutível que a dignidade humana poderia vencer , embora tudo parecesse provar o contrário.

A imprensa clandestina dos campos mostra bem o quanto esta derradeira caminhada sublime do Velho Doutor foi um reconforto e uma dose de ânimo para seus contemporâneos. A partir daí sua glória tem crescido e o mundo fez de Korczak um símbolo moral.

É preciso que nossa atenção à sua morte não obscureça o caráter de sua vida. Henryk Goldszmit (este era o seu verdadeiro nome – Janusz Korczak foi um pseudônimo tirado de um romance pouco conhecido de Kra Szewski) nasceu em Varsóvia há pouco mais de cem anos numa família abastada. O fato de seu pai ter sido um advogado conhecido e seu avô um médico mostra até que ponto o seu meio foi assimilado. Ele cresceu na solidão, preservado das influências do exterior, sem se dar conta de que era judeu e sem saber o que isso significava. Antes de terminar a escola ele perdeu o seu pai, atingido por uma doença mental. A miséria sucedeu a abundância. O jovem Henryk tomou sobre si, da maneira como pode, o encargo de sua mãe e irmã, e nos anos seguintes, freqüentemente passando fome, estudou medicina com enormes dificuldades. Quando, por fim, obteve seu diploma, as coisas começaram a melhorar, contribuindo também para isso sua reputação de escritor que se afirmava. Mas isto não durou muito tempo. Repentinamente um tipo de necessidade interior mudou completamente seu destino.

Com trinta e quatro anos ele abandonou o exercício da medicina para se ocupar de um orfanato, que do início ao seu fim, permaneceu associado ao seu nome. A idéia fixa de consagrar sua vida às crianças parecia possuí-lo. Ele não era um idealista ingênuo; o que o caracterizava era uma compreensão extraordinária da criança e a convicção da necessidade de lutar pelos seus direitos no mundo governado pelos adultos. Ele não tinha confiança no mundo governado pelos adultos, mas como cada verdadeiro reformador ele julgava que mesmo uma só pequena vela acesa valia mais que lamentar-se de escuridão. Sua intuição não excluía sua sensibilidade e ela está edificada sobre uma observação constante, clínica, poder-se-ia dizer, sobre um estudo minucioso dos fatos. Totalmente absorvido por sua única idéia, não havia lugar nele para tudo que os outros davam tanta importância – dinheiro, a celebridade, um lar, uma família.

Seu orfanato, construído e mantido exclusivamente graças às doações de pessoas caridosas, era destinado às crianças dos bairros pobres de Varsóvia. A obtenção de fundos para fins de caridade tinha então, como hoje, seu aspecto desagradável, que freqüentemente irrita aqueles que dela dependem. Korczak balançava a cabeça em desaprovação perante o preço do material gasto para encerar o assoalho antes de um baile de benemerência e ele se lamentava do tempo que perdia com quem vinha visitar o orfanato. Mas a força de sua personalidade fazia que os doadores considerassem uma honra o financiamento de seu trabalho.

No domínio da educação e da psicologia da criança, ele era um pensador pragmático original e, ao mesmo tempo, um pioneiro de princípios que serviam de modelos para outros. Ele se esforçava constantemente de refazer seu sistema baseado sobre a compreensão das necessidades mais profundas da criança. Sua influência se exercia tanto por sua presença direta quanto pelo que escrevia no jornal do orfanato preparado pelas crianças e destinados à elas mesmas; a leitura em comum dessa publicação era um acontecimento semanal dos mais importantes. Conta-se que ao longo de 30 anos de seu trabalho intenso, ele jamais deixou de fornecer um artigo por semana à redação. As regras do orfanato eram seguidas por um código, cujo parágrafo 1000 previa como a pena mais alta, a expulsão pura e simples. Cada criança que tinha reclamação contra outra tinha o direito de a fazer comparecer perante um tribunal composto por seus colegas. Korczak mesmo, se tivesse sido convocado, teria de se apresentar perante este tribunal e de se submeter a sua sentença.

À noite, após uma ronda em todos dormitórios, o Velho Doutor retornava ao seu quarto no sótão, a única ‘casa’ que ele teve durante toda a sua vida adulta, e lá, até tarde da noite, ele colocava ordem em suas notas e escrevia.

Ele era um escritor fecundo tanto no seu domínio profissional quanto, e antes de tudo, na sua criação para as crianças e sobre as crianças. Seus livros ilusoriamente simples nas suas formas e conteúdos, impregnados na mesma proporção de melancolia e humor, refletindo seus anseios interiores, muitas vezes satiricamente áspero em relação a sociedade, sempre cheios de emoção e compreensão, deixavam traços duráveis na memória de seus leitores jovens e velhos, destinando-se a ficar gravados na história da literatura desse gênero.
Lá pelos meados dos anos trinta Korczak envolveu-se em dois empreendimentos na Palestina. O que ele aí viu o comoveu e o refrescou espiritualmente. Sob o encorajamento de numerosos amigos e antigos discípulos ele começa então a pensar seriamente em fixar-se lá para sempre. Mas havia obstáculos. O que o atormentava sobretudo, era o medo de não encontrar um sucessor adequado para continuar seu trabalho em Varsóvia. Ou seja, o pensamento de se afastar de sua terra natal lhe era insuportável. Nas cartas que ele escrevia aos seus amigos para explicar as causas de suas hesitações ele invocava o ‘seu Vístula’ e ‘sua Varsóvia bem-amada’, das quais ele jamais se consolaria se tivesse que deixar. Além do mais, ele estava sem dinheiro e hesitava em se colocar dependente de qualquer um.

Quando os hitleristas fecharam os judeus de Varsóvia dentro do gueto, o orfanato perdeu sua casa à Rua Kruchmalna, do lado ‘ariano’, e transportou-se para locais provisórios, no interior dos muros do gueto. Naquele momento Korczak já percebia melhor que a maioria das pessoas que a máquina impiedosa os mataria a todos. Mas ele pensava em não renunciar ao seu direito de aliviar os sofrimentos. Alquebrado e doente, cada dia ele reunia as forças que lhe restavam e partia à procura de viveres e de medicamentos para as crianças. Às vezes ele não trazia nada de suas buscas obstinadas, outras vezes ele voltava somente com uma ínfima parte do necessário. Ele não temia solicitar com impertinência, de mendigar, de envergonhar as pessoas que se esquivavam de sua nobre ação. Nos dias em que ele nada encontrava ele não hesitava em dirigir-se mesmo aos piores especuladores e opressores judeus. Apesar de fome incessante cada vez mais insuportável e às doenças sempre mais freqüentes, ele cuidava para que seu orfanato funcionasse normalmente, a fim de que seus alunos pudessem sentir-se bem. Freqüentemente ele trazia dos locais mais distantes uma nova criança encontrada na rua, no fim de suas forças, para quem a bondade do Velho Doutor significava a salvação durante algum tempo ainda.

Nestas condições rigorosas levadas ao extremo e que em tempo normal é difícil de se imaginar, nós temos em Korczak, no seu trabalho cotidiano, um exemplo do que pode fazer um genuíno homem guiado pelo amor.

Sua vida é um modelo e somos tentados a ver nele, nesta silhueta franzina revestida de avental de inspetor que ele usava habitualmente, um exemplo típico de toda uma geração, uma encarnação da ‘idade da criança’. Sua grandeza, que consistia nem mais nem menos em fazer seu dever, podia ser aquela de qualquer um, e mesmo sua morte trágica foi uma coisa comum, lá onde o martírio estava na ordem do dia.

Durante o ‘Ano Korczak’, instituído pela UNESCO para celebrar o centenário de seu nascimento, os escritores, os sábios, as pessoas de boa vontade em todas as partes do mundo, procuraram enriquecer-se com o conhecimento desse homem e de suas idéias, de sua vida e de sua morte, através de livros, de artigos e simpósios.

É de se supor que graças a isto, numerosos são aqueles que tomaram conhecimento do seu nome e do que ele significa. Sem dúvida é na Polônia e em Israel que ele é mais conhecido. Mas, nesse mundo barulhento e apressado de hoje em dia, a lembrança empalidece rapidamente. A despeito de todos os esforços ela desaparece progressivamente, sob uma massa de outros negócios. Aqueles que amam Korczak e que crêem na força de seu exemplo sentiam que era necessário encontrar um modo mais concreto de imortalizar sua figura e suas idéias. Assim souberam com alegria que uma obra grandiosa seria realizada na Polônia com a aprovação e a sustentação financeira do governo: um Instituto Científico de Proteção e Educação Janusz Korczak.

Foi-lhe destinado um espaço deslumbrante de uma centena de hectares lá onde Vístula – o Vístula bem-amado de Korczak – contorna a localidade de Lomianski. O projeto já está pronto.

É um empreendimento magnífico que levará seu nome. Não uma estátua de bronze ou de mármore, mas um centro cheio de vida, para onde virão crianças de perto e de longe, onde elas crescerão, se instruirão, se divertirão juntas, próximas à natureza, numa atmosfera de compreensão e boa vontade para com todos. Os educadores e os professores aí se reunirão para aprender observar, para participar das experiências de trabalho com as crianças e os adolescentes, para aproximar-se da realização dos sonhos de Korczak, mesmo que isso seja um passo apenas para um mundo no qual as crianças possam viver felizes.


É um empreendimento magnífico que levará seu nome. Não uma estátua de bronze ou de mármore, mas um centro cheio de vida, para onde virão crianças de perto e de longe, onde elas crescerão, se instruirão, se divertirão juntas, próximas à natureza, numa atmosfera de compreensão e boa vontade para com todos. Os educadores e os professores aí se reunirão para aprender observar, para participar das experiências de trabalho com as crianças e os adolescentes, para aproximar-se da realização dos sonhos de Korczak, mesmo que isso seja um passo apenas para um mundo no qual as crianças possam viver felizes.

Augusto Cury

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:”Que tamanho tem o universo?”Acariciando a cabeça da criança,ele olhou para o infinito e respondeu:”O universo tem o tamanho do seu mundo.”Perturbada,ela novamente indagou:”Que tamanho tem meu mundo?”O pensador respondeu:”Tem o tamanho dos seus sonhos.”Se seus sonhos são pequenos,sua visão será pequena,suas metas serão limitadas,seus alvos serão diminutos,sua estrada será estreita,sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.Os sonhos regam a existência com sentido.Se seus sonhos são frágeis,sua comida não terá sabor,suas primaveras não terão flores,suas manhãs não terão orvalho,sua emoção não terá romances.A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis,faz dos idosos,jovens,e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história,fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.Sonhe!"

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS 

A capacidade de sonhar sempre foi o grande segredo daqueles que mudaram o mundo. Os sonhos alimentam a alma e dão asas a inteligência. É no solo fértil da memória onde semeamos os sonhos que farão grande diferença em nossa existência. 

Os sonhadores mudaram a história da humanidade. Eles fizeram da derrota, o pódio para a vitória; das críticas, o palco, de onde receberam os aplausos. 

O Mestre dos mestres foi o mais ousado dos sonhadores. Ele fez de homens simples e iletrados, arquitetos da vida. A estes, vendeu o sonho de um reino justo, em um mundo de injustiça, de liberdade em uma terra de escravidão, de vida eterna em um território onde imperava a morte, de felicidade em um país onde reinava o ódio. 

Jesus Cristo tirou aqueles homens da platéia e os introduzir no palco da vida. Fez deles autores de sua própria história. Ao encantá-los com suas palavras e surpreendê-los com suas atitudes, ele tocou o inconsciente dos seus discípulos, reeditou novas janelas em sua memória e abalou os fundamentos da psicologia. 

Abraham Lincoln superou os seus fracassos porque exerceu o direito de sonhar. Enquanto falia nos negócios, e consecutivamente era derrotado na política, soube mais do que ninguém exercer a liderança do ?eu?. Estava convicto de que contra traumas e frustrações que a vida nos impõe, o melhor remédio, é uma alma controlada por um grande sonho. 

Embora o décimo sexto presidente dos EUA tenha tido mais derrotas do que vitórias em sua vida pública, do ponto de vista da psicologia foi o grande vencedor em todas as disputas. Ele venceu o preconceito com criatividade, as suas inseguranças com motivação, os seus medos com ousadia. Mas acima de tudo, foi sempre consciente que o destino é uma questão de escolha, não uma fatalidade, por isso, optou por continuar sonhando. 

A discriminação, o preconceito, o racismo e a indiferença, foram porções que coube a outro sonhador: Martin Luther King. No entanto ele teve a capacidade de criticar a violência exercida contra os negros do seu país. E assim, reeditou sobre os traumas arquivados em sua memória, os sonhos que mudaria as gerações subseqüentes. 

O autor da teoria da Inteligência Multifocal foi sem dúvida um sonhador. E como todos os outros, encontrou muitos desafios pelo cominho. Depois de 19 anos escrevendo sobre o processo como os pensamentos são construídos viu sua tese ser rejeitada por muitos e incompreendidas até mesmo por especialistas ligados às ciências humanas. 

Não obstante a isto, Augusto Cury não se deixou vencer. Resolveu provar suas teses a luz de um personagem histórico. Escreveu uma coleção onde analisa a inteligência de Cristo. Foi incrível, com este ato ele democratizou a ciência, popularizou suas teses e surpreendeu o mundo ao entrar em uma área, até então, completamente dominada pela teologia. 

Se pensar é o destino do ser humano, continuar sonhando é o seu grande desafio. E isto, é lógico, implica em trajetórias com riscos, em vitórias, com muitas lutas, e não poucos obstáculos pelo caminho. Apesar de tudo, seja ousado. Liberte sua criatividade. E NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS, pois eles transformarão sua vida em uma grande aventura.

Augusto Cury

1° de Abril

Vergonha Nacional: vereadores ganham mal, enquanto professores recebem salários astronômicos

Os vereadores laboram de segunda à sexta, oito horas por dia, num ambiente turbulento, hostil e sem infra-estrutura. Apesar disso, recebem apenas um salário mínimo por mês. É uma das remunerações mais baixas entre todas as classes trabalhistas.


Só para se citar um exemplo, nas Câmaras de todo o País faltam materiais imprescindíveis para a execução das funções desses políticos, como mesa, cadeira, tinta para impressora e papel. Além disso, por trabalharem arduamente pelo povo, nossos parlamentares municipais sofrem constantes ameaças dos poderosos (inclusive à mão armada).

Um vereador – que não quer ser identificado – diz que pensa em sair da vida política. “Todos os cargos públicos eletivos – não apenas o de vereador – são desestimulantes. Trabalhamos exaustivamente a favor da população. E é por isso que muitos inconformados magnatas invadem nossos gabinetes para nos ameaçar e, muitas vezes, chegam a cumprir a ameaça”. Esse vereador, que usa chinelo de dedo e uma camisa desbotada, ainda acrescenta: “Na maioria das vezes, temos de tirar o dinheiro do próprio bolso para suprir a falta de material de trabalho. Com isso, no final do mês, não sobra quase nada, pois, como já é público e notório recebemos os piores salários do Brasil”.

Enquanto os políticos reclamam, com razão, dos baixíssimos salários, os professores brasileiros – incluindo aqueles que lecionam para as séries iniciais – ostentam o contracheque mais gordo do País. Seus ordenados chegam a oito mil reais mensais. Por conta disso, o termo Mestre virou sinônimo contemporâneo de Marajá (já incorporado aos dicionários).

Muitos organismos sociais empreendem uma luta permanente para tentar combater essa astronômica disparidade. Eles já sugeriram aos deputados e senadores vários projetos de lei para redução dos salários colossais dos professores brasileiros. Entretanto, os documentos nem chegam a ser discutidos, em virtude da bancada da Educação no Congresso. Essa bancada formou um impiedoso lobby que insurge contra qualquer coisa que tente diminuir os privilégios dos professores.

João da Silva e Silva, coordenador de uma ONG, reclama que a alta remuneração dos docentes é desproporcional ao ambiente de trabalho em que eles atuam. “Nas escolas particulares ou publicas, todos os alunos são disciplinados e educados. Nunca respondem aos professores. Adicione-se a isso que as instituições de ensino são tão tranquilas e silenciosas que uma professora chegou a dormir dentro da sala de aula, diante dos alunos adolescentes do Ensino Médio”, diz o coordenador.

Para afirmar isso, João da Silva e Silva se respalda em dados concretos, que trazem outras revelações, como o fato de os professores não necessitarem desenvolver trabalhos extraclasses, conforme se imaginava. “Só seria trabalhoso se a realidade do alunado e de sua comunidade fossem totalmente diferentes da comunidade escolar. Mas, como as realidades são as mesmas, qualquer projeto é inútil”.

João revela também que os professores não precisam mais perder seus finais de semana corrigindo avaliações. Afinal, as provas foram extintas das escolas há muitos anos.


Este foi o sonho que a professora Maria José teve, enquanto ficou desacordada sobre uma cama de hospital.

Horas antes, a sala onde ela estava dando aula fora invadida por vândalos que estudavam na própria escola que depredavam. Maria José entrou em pânico, sofreu crise de convulsões e perdeu completamente os sentidos.

Agora – na sala do hospital – sentindo intensas dores físicas e emocionais, a professora conseguiu sorrir sarcasticamente de si mesma. Isso porque, após olhar o calendário na parede ao lado da cama, viu que aquele era dia 1º de Abril.

Com o sorrido ainda presente em seu rosto, ela falou:

“Bem que minha realidade poderia ser uma brincadeira, uma pegadinha do Dia da Mentira. Mas minha vida é uma verdade nua, crua e dolorosa”.

Coragem é recomeçar...

Não quero defender as relações falidas e que só fazem mal, nem estou sugerindo que as pessoas insistam em sentimentos que não são correspondidos, em relacionamentos que não são recíprocos, mas quero reafirmar a minha crença sobre o quanto considero válida a coragem de recomeçar, ainda que seja a mesma relação, a coragem de continuar acreditando, sobretudo porque a dor faz parte do amor, da vida, de qualquer processo de crescimento e evolução. Pelos comentários que ouço, pelas atitudes que vejo, pela quantidade de pessoas depressivas que perambulam ocas pelo mundo, parece que temos escolhido muito mais vezes o "nada" do que a "dor". Quando você se perguntar "Do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de mim, se depois vem à dor da separação, do abandono, da ingratidão?", pense nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas? Então você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um desejo de amor? Você prefere o nada, simplesmente para não doer? 
Não quero dizer que a dor seja fácil, mas pelo amor de Deus, que me venha a dor impagável do aprendizado que é viver!! Que me venha a dor inevitável à qual as tentativas nos remetem. Que me venha logo, sempre e intensa, a dor do amor... 
Prefiro o escuro da noite, a nunca ter extasiado o brilho da lua. 
Prefiro o frio da chuva, a nunca ter sentido o cheiro da terra molhada. 
Prefiro o recolhimento cinza e solitário do inverno, a nunca ter me sentido inebriada pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e seduzida pelo calor provocante do verão. 
E nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida, a nunca ter me esparramado num abraço. 
Prefiro o amargo do "não", a nunca ter tido coragem de sair da dúvida. 
Prefiro o eco ensurdecedor da saudade, a nunca ter provado o impulso de um beijo forte e apaixonado, daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no lugar. 
Prefiro a angústia do erro, a nunca ter arriscado. 
Prefiro a decepção da ingratidão, a nunca ter aberto meu coração. 
Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido, a nunca ter amado loucamente. 
Prefiro a certeza desesperadora da morte, a nunca ter tido a audácia de viver com toda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível. 
Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada... 
Não há, de fato, nada mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o "nada". E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez, porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar... Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo... Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração... Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros... Mas que eu nunca, jamais, deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vou doer de novo e, sobretudo, vou amar mais uma vez. E não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!! 

Amem, sempre, incondicionalmente!O amor é a única coisa que vale a pena... 

Autor: Xênia da Matta

segunda-feira, 30 de março de 2009

Curiosidades sobre a camisinha

12 CURIOSIDADES SOBRE A
CAMISINHA


Imagine só: em Londres, num leilão da conceituada joalheria Christie's, um modelo de camisinha foi arrematado por 5.200 dólares! Uau!

E na França, ergueu-se um museu em homenagem a ela. Tá importante, né?
 

Já na Colômbia, inventaram a calcinha-camisinha. Peraí, como assim...
 

Abaixo, divirta-se com essas e outras extravagâncias sobre essa pequena peça, mas de grande importância nos dias atuais.

CURIOSIDADES

 
Em 1564, o anatomista
italiano Gabriel Fallopius
criou a primeira camisinha. Era uma peça feita de linho
e tripa que se mantinha 
presa ao pênis por uma
faixa cor-de-rosa fixada diretamente na base.

A camisinha de borracha
vulcanizada só apareceu
por volta de 1840. 

Em Londres, no século 
XVIII, comerciantes 
vendiam preservativos lavados, de segunda
mão, com desconto.

As camisinhas descartáveis
só foram inventadas nos 
anos 30.

Um operário de Akron,
em Ohio, Estados Unidos,
chamado Alfred Trojan, 
num acidente de trabalho
em 1921, mergulhou seu membro ereto em um barril
de borracha vulcanizada. 
Foi ele quem acabou por 
fundar a maior companhia
de camisinhas do mundo.

Ossos do ofício, o pobre 
do pênis de Alfred ficou
irremediavelmente 
deformado depois
da ocorrência.

Conta-se que, durante a
Segunda Guerra Mundial,
a Força Aérea americana
jogou milhares de camisinhas do tamanho extragrande
sobre o Japão - todas elas vinham propositadamente 
com a etiqueta "média". A intenção era derrubar o 
moral do inimigo.

Uma lei de 1873 proibiu o
envio de materiais "obscenos,
libertinos e lascivos" pelo
correio americano, incluindo
contraceptivos. Com isso,
65.000 camisinhas foram
apreendidas em depósitos e
médicos corriam o risco de
ficar presos por dez anos se
citassem o item em sua
correspondência. Essa lei
vigorou até 1965.

Na frança, há uma cidade 
com o nome de Condom -
camisinha, em inglês -, que
é motivo de piada entre os
turistas americanos. Os
franceses, que chamam o
item de "préservatif", não vêem graça na gozação.
Recentemente, porém, o 
povo de Condom entrou na onda: abriu um museu da camisinha e uma fábrica de borracha com sabor de armanhaque, um tipo
de conhaque produzido
na região.

Um provérbio japonês diz
que uma boa dona-de-casa deve sempre guarnecer a bagagem
do marido com uma
caixa de camisinhas quando ele viaja.

Em maio do ano passado,
um fabricante colombiano
de preservativos lançou a
calcinha-camisinha. Em 
vez de algodão ou tecido
sintético no gancho, ela 
tem uma fina membrana de resina capaz de esticar
como um preservativo na
hora da penetração.

Em 1992, uma camisinha
feita de membrana
animal, com 180 anos,
alcançou o valor de 
5.200 dólares em um leilão da Christie's de Londres. Cor-de-rosa, 
a embalagem exibe a
imagem de uma freira
"medindo" três sacerdotes seminus e
um texto que diz: 
"Vou ficar com este".

Quanta criatividade!!!

HINO DO CONSUMIDOR


Bacaninha

Bacaninha.com.br

Autores do hino:
 Ricardo Pipo, Jovane Nunes, 
Victor Leal, Adriano Siri e Welder Rodrigues

Meninos X Meninas

Entenda a diferença de aprendizado entre meninas e meninos

Por Içami Tiba
Um professor fazendo uma explicação a uma classe mista de alunos. De repente, o professor escuta conversas. Ele interrompe sua explicação, exige silêncio e emenda uma bronca na classe.

O professor agiu corretamente?

Depende. Se os conversadores fossem rapazes, assim como os outros alunos, ele agiu acertadamente. Os rapazes, quando conversam, não conseguem prestar atenção no professor. Ou prestam atenção na conversa ou no professor. O professor também se atrapalha na sua explicação. Ou explica ou escuta. O cérebro masculino executa uma coisa de cada vez. Agora, a bronca na classe toda, isto é para mostrar quem manda naquele território...

Na mesma situação, na mesma classe, mas agora é uma professora que explica. Ela não se incomoda com as conversas paralelas, portanto não interrompeu a sua explicação nem deu bronca em ninguém.

A professora agiu corretamente?

Depende. Se quem conversava eram os rapazes, ela fez mal em não exigir silêncio deles, pois, com certeza, eles não estariam prestando atenção na explicação. Mas se fossem garotas, elas conseguiriam manter a atenção na explicação da professora e ainda fazer comentários paralelos sobre a roupa, sapatos, óculos que ela estivesse usando e comparar com o que ela usou "outro dia"... Para que dar bronca na classe, se ela não está incomodada com as conversas paralelas e nem querendo mostrar quem manda lá? Para ela basta cumprir a sua parte e não mostrar autoridade.

Um homem volta para casa. Ele precisa descansar. Então liga a TV e assiste a um jogo de futebol, a filmes de luta, briga ou guerra, a uma corrida de F1. Prefere ficar sozinho, em frente à telinha com jogos de computador. É a versão moderna do jurássico caçador cheio de testosterona.

Uma mulher volta para casa. Ela também precisa descansar. Então liga para uma amiga, se possível, encontra com ela, liga a TV para assistir a uma novela enquanto conversa com a empregada ou a um filme de amor, lê um romance, cuida da casa. São os jurássicos hormônios estrogênio e progesterona do relacionamento.

Hoje há homens assistindo novelas e mulheres indo a estádios de futebol. Estarão degenerando os gêneros a que pertencem? Muito propícia a comemoração de 200 anos do nascimento de Charles Darwin. Ele pôs em confronto a sua criação, o evolucionismo, com o criacionismo da Bíblia. Darwin afirmou na sua Teoria da Evolução publicada no seu livro "A Origem das Espécies": "há uma seleção natural ao longo das eras e sobrevive quem conseguir se adaptar às mudanças". O mundo está mudando. A sobrevivência não depende mais da força física, mas da capacitação profissional. 

O homem era melhor do que a mulher na matemática, na orientação espacial, na força física, atributos de um exímio caçador. Hoje ele precisa saber também se comunicar e se relacionar com outras pessoas.

A mulher cuidava das crianças, usava todos os sentidos para perceber se um filho estava bem ou não. Sua capacidade relacional e afetiva eram atributos necessários para a perpetuação da espécie, e continuam sendo. Hoje ela precisa saber também dirigir carros e empresas, e suas áreas responsáveis pelas ciências exatas já estão sendo estimuladas.

Biologicamente as diferenças já existentes deverão permanecer, mas funcionalmente tanto o masculino quanto o feminino terão muito mais áreas em comum diminuindo bastante estas clássicas diferenças: masculino é bom nas exatas e feminino nas humanas. 

A exclusão e a inclusão de alunos


Por Içami Tiba
A escola tem sido um excelente meio de contribuir com a exclusão do cidadão no mercado de trabalho quando aprova alunos que não aprenderam o que tinham que aprender.

Os pais também estão sendo excludentes quando querem que seus filhos sejam aprovados mesmo que não tenham aprendido nada.

O governo contribuiu bastante com a exclusão dos seus alunos quando obrigou as escolas a adotarem a aprovação sistemática, pela qual nenhum aluno poderia ser reprovado, mesmo que nem ler soubesse.

Todos estes alunos que receberam diplomas sem merecer estão chegando ao mercado de trabalho sem qualificações necessárias para sequer escrever um relatório, e muito menos compreendê-lo. 

O Brasil do trabalho reclama que falta competência aos candidatos às vagas existentes. Ao mesmo tempo sobram desempregados.

Minha orientação aos professores é que eles sejam inclusivos por meio da mudança de atitude no processo ensino-aprendizagem, pois atualmente ele está deturpado para processo aprovação-reprovação do aluno.

Método excludente: quando um aluno atrasa para chegar à aula pela terceira vez, o professor clássico não permite que ele entre na sala de aula. Dá uma suspensão para que o aluno aprenda a não se atrasar. Como se, ao excluir o aluno, ele aprendesse a chegar a tempo, a não se atrasar.

O princípio pedagógico desta suspensão é privá-lo de algo que lhe seja importante. Mas é importante para quem? Para o aluno que não é, pois quando ele está interessado, não perde um segundo na cama. Exemplo: acordar de madrugada aos sábados e domingos para surfar. 

O aluno atrasa porque não está interessado. Não lhe cobram aprendizado, mas a presença na classe. Reprova-se por faltas às aulas, mas não por falta de aprendizado.

Esta suspensão aumenta o desinteresse do aluno, que agora tem motivo para não assistir à aula: a própria suspensão. Agora ele tem justificativa de não conseguir acompanhar a matéria, afinal ele estava suspenso.

Método inclusivo: já no primeiro atraso de um aluno, o professor com nova atitude, a de estar interessado no aprendizado do jovem, explica ao atrasado:

"Como você se atrasou, mas não quero que você perca o que eu já expliquei, você escolhe um colega para que depois da aula lhe explique o que você perdeu com o atraso. Na próxima aula, vou lhe perguntar o que o seu colega lhe explicou. Se você souber você ganha um ponto na nota, e quem lhe explicou também ganha um ponto." E continua dando a aula.

Este professor não deve esquecer a promessa feita. Deve anotar no diário e, na próxima aula, essa deve ser sua primeira ação. Se você é o professor, pergunte ao estudante atrasado quem foi o aluno escolhido para lhe explicar.

Este tempo é necessário para o aluno organizar sua mente e mostrar o que aprendeu com o colega. Se perguntar direto, além de intimidar, pode dar um "branco" no aluno, pois ele pode não ter a prontidão esperada. Se mesmo assim ele não se lembrar, vale a pena jogar para os alunos: "quem disser uma palavra que resuma a aula passada ganha um ponto!"

A maioria dos alunos não está ainda com a mente aquecida para começar a pensar na matéria, enquanto a mente do professor já está preparada faz tempo para dar a aula.

Sempre há um aluno que diz uma palavra. Se for pertinente, o professor dá um ponto e pede a segunda palavra. Esta segunda surge mais rapidamente, e a terceira, mais ainda. Em menos de um minuto, o professor já tem 5 palavras e os alunos estão com a mente preparada para receber a sequência da aula passada. Depois volta-se ao aluno, que atrasou na aula passada, com a mesma pergunta.

O professor tem de ter a nova atitude de querer incluir este aluno no aprendizado. Portanto, deve também ser criativo em facilitar que o aluno lhe responda, e não torcer para que ele não se lembre para "ferrar com ele". 

Há décadas existia um exame oral, no qual o professor sorteava uma pergunta ao aluno que tinha que lhe responder. Quando o professor queria reprovar o aluno, não lhe ajudava em nada, pelo contrário, criava um campo; tempo para forçar um "branco" no aluno. Mas quando ele queria aprovar, tudo favorecia, dizendo até o início da palavra-resposta para o aluno simplesmente completar.

Com esta nova atitude, a inclusiva, o professor está preparando um futuro profissional competente para melhorar o Brasil.

Violência doméstica tem explicação?

Violência doméstica tem explicação?

Por Içami Tiba
Ser um dos campeões mundiais em violência doméstica é um título que envergonha qualquer brasileiro. A mulher é a sua maior vítima: segundo a Sociedade de Vitimologia Internacional, 70% dos assassinatos de mulheres são praticados pelo próprio marido e 25% delas sofrem agressões em casa. De cada 4 mulheres que você vê na rua, uma apanha do marido, quando não apanha do próprio pai, irmãos e tios. 

Em um ranking da violência doméstica contra a mulher feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2006, a Etiópia é líder, com índice de 71% de violência. O Japão, com 15%, é um dos últimos da lista.

As mulheres que mais apanham dos seus maridos são as que não trabalham fora, não têm instrução, têm filhos e moram na região rural. Mas existe uma qualificação ou defeito que está presente em todas as condições acima citadas: é o machismo. O machismo existe desde que o homem sentiu que tinha poder para subjugar a mulher.

Na Mesopotâmia, há 12 mil anos, quando se descobriu a agricultura, as organizações familiares que eram matrilineares viraram patrilineares. Algumas famílias começaram a invadir e conquistar agriculturas e seus donos. Os homens eram mortos e as mulheres e crianças tinham novo chefe de família. 

Já existiu o comércio de homens e mulheres como escravos. A escravidão foi oficialmente abolida antes da emancipação da mulher, que foi muito recente. Ainda hoje existe trabalho escravo aqui e acolá, mesmo que seja muito combatido. 

A cultura machista, do homem sentir-se dono da mulher, ainda existe bastante, principalmente nas famílias chefiadas pelo homem. O nome de "rainha do lar" é um disfarce para a situação da maioria das mulheres, que na realidade são escravas do lar. Ai das mulheres que não fizerem o que os seus donos homens desejam...

Mais do que a agressão física, existe ainda, em grande escala, o abuso moral social da mulher. A mulher receber menos dinheiro do que o homem pelo mesmo serviço é um abuso financeiro.

A mulher, por mais que trabalhe fora e produza dinheiro, ainda dedica entre 23 e 27 horas por semana aos afazeres de "rainha do lar de todos", principalmente em feriados e finais de semana. Uma dedicação sem direito a férias nem a décimo terceiro salário... A mulher tem mais direitos, ainda que abusada, fora de casa do que dentro dela.

Há muitas famílias que ainda cantam amorosamente canções infantis como "Terezinha de Jesus":

"Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão 
Acudiram três cavalheiros 
Todos de chapéu na mão. 

O primeiro foi seu pai, 
O segundo seu irmão, 
O terceiro foi aquele 
Que a Tereza deu a mão."

Com tanto amor e proteção, como pode uma mulher ser tão vilmente agredida dentro do seu próprio lar?

Um padrão cultural para ser mudado leva no mínimo algumas gerações. É o que acontece com a cultura machista. Os homens aos poucos estão mudando, e os últimos a mudar são os que têm menor grau de instrução. No íntimo de cada um ainda há ranços da lei da matilha, a lei do mais forte, ou seja lá qual for o nome dado ao machismo.

É neste íntimo que reside a família, na convivência mútua da qual não se presta contas a ninguém a não ser a si mesma. Assim como um usuário, que na solidão e intimidade do seu quarto faz o que quiser na internet; um homem, na intimidade do seu lar, se sente o dono de tudo, inclusive da alma de sua mulher.

Culturas há que perpetuam tais violências contra a mulher, das quais ela mesma faz parte. As mulheres que se insurgem contra têm o apoio da lei, mas ainda são condenadas pelos padrões culturais dos seus próprios pares, homens e mulheres. Tudo isso explica (mas não justifica) a violência doméstica nos dias de hoje.

Içami Tiba

Psiquiatra, educador e conferencista. Escreveu “Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos" e mais 22 livros.

Fotos da escolinha Tia Nina




Uma Escola de amor e de caridade, onde todo o trabalho é obra do amor ao próximo, da doação e da esperança. 

Mídia e Violência

Vale a pena refletir sobre os valores que estamos transmitindo para nossas crianças:


Este artigo foi escrito por Carlos Alberto di Franco, professor de Ética e doutor em comunicação pela Universidade de Navarra

Impressiona-me o crescente espaço destinado à violência nos meios de comunicação. Catástrofes, tragédias e agressões, recorrentes como chuvaradas de verão, compõem uma pauta sombria e perturbadora. A violência não é uma invenção da mídia. Mas sua espetacularização é um efeito colateral que deve ser evitado. Não se trata, por óbvio, de sonegar informação. Mas é preciso contextualizá-la. A overdose de violência na mídia pode gerar fatalismo e uma perigosa resignação. Não há o que fazer, imaginam inúmeros leitores, ouvintes, telespectadores e internautas. Acabamos, todos, paralisados sob o impacto de uma violência que se afirma como algo irrefreável e invencível. E não é verdade. Podemos, todos, jornalistas, formadores de opinião, estudantes, cidadãos enfim, dar pequenos passos rumo à cidadania e à paz.

Os que estamos do lado de cá, os profissionais da mídia, carregamos nossas idiossincrasias. Sobressai, entre elas, certa tendência ao catastrofismo. O rabo abana o cachorro. O mote, freqüentemente usado para justificar o alarmismo de certas matérias, denota, no fundo, a nossa incapacidade para informar em tempos de normalidade. Mas, mesmo em épocas de crise (e estamos vivendo uma gravíssima crise de segurança pública), é preciso não aumentar desnecessariamente a temperatura. O jornalismo de qualidade reclama um especial cuidado no uso dos adjetivos. Caso contrário, a crise real pode ser amplificada pelos megafones do sensacionalismo. À gravidade da situação, inegável e evidente, acrescenta-se uma dose de espetáculo. O resultado final é a potencialização da crise. Alguns setores da mídia têm feito, de fato, uma opção preferencial pelo negativismo. O problema não está no noticiário da violência, mas na miopia, na obsessão pelos aspectos sombrios da realidade. É cômodo e relativamente fácil provocar emoções. Informar com profundidade é outra conversa. Exige trabalho, competência e talento.

O que eu quero dizer é que a complexidade da violência não se combate com espetáculo, atitudes simplórias e reducionistas, mas com ações firmes das autoridades e, sobretudo, com mudanças de comportamento. Como salientou o antropólogo Roberto da Matta, “se a discussão da onda de criminalidade que vivemos se reduzir à burrice de um cabo de guerra entre os bons, que reduzem tudo à educação e ao “social”; e aos maus, que enxergam a partir do mundo real: o mundo da dor e dos menores e maiores assassinos, e sabem que todo ato criminoso é também um caso de polícia, então estaremos fazendo como as aranhas do velho Machado de Assis, querendo acabar com a fraude eleitoral mudando a forma das urnas.” O que critico não é a denúncia da violência, mas o culto ao noticiário violento em detrimento de uma análise mais séria e profunda.

Precisamos, ademais, valorizar editorialmente inúmeras iniciativas que tentam construir avenidas ou ruelas de paz nas cidades sem alma. A bandeira a meio pau sinalizando a violência sem fim não pode ocultar o esforço de entidades, universidades e pessoas isoladas que, diariamente, se empenham na recuperação de valores fundamentais: o humanismo, o respeito à vida, a solidariedade. São pautas magníficas. Embriões de grandes reportagens. Denunciar o avanço da violência e a falência do Estado no seu combate é um dever ético. Mas não é menos ético iluminar a cena de ações construtivas, freqüentemente desconhecidas do grande público, que, sem alarde ou pirotecnias do marketing, colaboram, e muito, na construção da cidadania.

A violência está aí. E é brutal. Mas também é preciso dar o outro lado: o lado do bem. Não devemos ocultar as trevas. Mas temos o dever de mostrar as luzes que brilham no fim do túnel. A boa notícia também é informação. E, além disso, é uma resposta ética e editorial aos que pretendem fazer do jornalismo um refém da cultura da violência.


domingo, 29 de março de 2009

Crianças no narcotráfico, é muito triste!

Droga responde por 25% da apreensão de menores em Ribeirão Preto

Adolescentes chegam a ganhar R$ 50,00 por dia em Ribeirão Preto para trabalhar no tráfico de drogas. O dinheiro fácil ilude e está diretamente associado às estatísticas da Delegacia da Infância e da Juventude (Diju). Das 782 apreensões de adolescentes feitas neste ano, 201 envolvem drogas - 24,8% do total.

O levantamento é da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, e engloba as ocorrências atendidas pelas polícias Civil e Militar e ainda pela Guarda Municipal (GM).

Do total de 345 mil criminosos no Brasil, 17,4% são crianças e adolescentes com menos de 18 anos que estão internados em estabelecimentos de correção ou cumprindo medidas em regime de liberdade assistida.

A delegada da Infância e Juventude Sílvia Cristina Carreta diz que a desigualdade social e a falta de estrutura familiar são os principais motivos que levam o adolescente ao crime.

- Hoje os adolescente são proibidos de trabalhar, mas o consumismo é incentivado o tempo inteiro. Esses jovens não tem emprego, mas querem comprar o que os outros têm. Por isso acabam praticando pequenos furtos ou traficando drogas - disse a delegada.

Quanto à falta de estrutura familiar, Sílvia explicou que a formação de um adolescente ocorre com a união da presença e exemplo dos pais. Segundo ela, quando os pais passam o dia todo fora, os adolescentes, geralmente, caem na marginalidade.

- Além disso, existe o exemplo dos pais. Muitos desses menores infratores têm pais presos, alcoólatras ou drogados. É esse exemplo que eles vão seguir - declarou.

Além do tráfico e do porte de entorpecentes, os menores infratores de Ribeirão Preto foram apreendidos por homicídio culposo por acidente de trânsito (um), lesão corporal dolosa (99), tentativa de homicídio (um), lesão corporal por acidente de trânsito (seis), porte ilegal de armas (seis), roubo de veículos (dois), roubos em geral (53), furto de veículos (17) e furtos em geral (133).

Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, há 60 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas no Brasil, sendo 14 mil em regime de internação e os demais em regime aberto. O Departamento Penitenciário Nacional registra 285 mil adultos presos no país.

A diferença está no tipo de punição. Entre os adultos há 240.300 presos em regime fechado - incluindo os ainda não sentenciados, detidos em cadeias e presídios - e apenas 44.700 em regime semi-aberto ou aberto.

Entre os adolescentes infratores, a maioria cumpre as chamadas medidas de meio aberto: liberdade assistida, prestação de serviços, reparação de danos ou apenas advertência. Cerca de 70% desses adolescentes acabam se tornando reincidentes, ou seja, cometendo novos crimes ao deixar os institutos.

São internados os adolescentes que cometem os crimes mais graves, como homicídio, latrocínio ou assalto à mão armada. Nesses casos, de acordo com dados da subsecretaria, o tempo médio de internação de adolescentes infratores é de um ano e meio.

Fonte: O Globo Online

Se você tá a fim de impressionar
os 
amigos com o seu vocabulário
apurado... fale 
difícil
 !

Eles ficarão admirados com a 
sua 
inteligência conhecimento
da língua portuguesa.


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Então, que
 gíria que nada, o 
bom mesmo é falar algo que
todo mundo já escutou, mas 
de uma 
forma bem diferente
...

Aprenda e pratique !

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1 - Prosopopéia flácida para acalentar bovinos(Conversa mole pra boi dormir)

2 - Colóquio sonolento para gado bovino repousar. 
(História pra boi dormir) 

3 - Romper a face. 
(Quebrar a cara)

4 - Creditar o primata. 
(Pagar mico)
 
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5 - Inflar o volume da bolsa escrotal. 
(Encher o saco) 

6 - Derrubar, com a extremidade do
membro inferior, o suporte sustentáculo
de uma das unidades de acampamento. 

(Chutar o pau da barraca) 

7 - Deglutir o batráquio. 
(Engolir o sapo)

 
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8 - Derrubar com intenções mortais. 
(Cair matando)

9 - Aplicar a contravenção do Dr. João, deficiente físico de um dos membros
superiores.
 (Dar uma de João sem braço) 

10 - Sequer considerar a utilização de 
um longo pedaço de madeira.
 
(Nem a pau)

11 - Sequer considerar a possibilidade 
da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.
 
(Nem que a vaca tussa)

 
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12 - Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica. (Tirar o cavalinho da chuva)

13 - Derramar água pelo chão através 
do tombamento violento e premeditado 
de seu recipiente. 
(Chutar o balde)

14 - Bucéfalo de oferenda não se questiona formação odôntica! 
(Cavalo dado não se olha os dentes)
 
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ADVERTÊNCIA PARA FINS 
DE SEMANA OU FERIADOS 

 
O orifício circular corrugado, localizado 
na parte ínfero-lombar da região glútea
de um indivíduo em alto grau etílico,
deixa de estar em consonância com
os ditames referentes ao direito
individual de propriedade.

 
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TRADUÇÃO:

(C. de bêbado não tem dono!)