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quinta-feira, 19 de março de 2009

Armas, nem de brinquedo!

Armas, nem de brinquedo!
O que estamos vendo ultimamente?
Vemos as lojas de todos os tipos abordoadas de produtos que visam a agradar ao público infantil. Até aí nada de se espantar numa sociedade consumista. O que me chama a atenção é a quantidade de brinquedos, jogos e até roupas de caráter bélico. Como pode numa sociedade onde a violência atinge cada vez mais patamares alarmantes, onde todos proclamam discursos inflamados a favor da paz, não repensarmos nossa cultura marcantemente bélica e beligerante?
Brincar de matar e morrer não é brincadeira. A brincadeira infantil é marco essencial do processo evolutivo. É onde a criança projeta e elabora suas questões inconscientes e projeta-se para a realidade. Podemos dizer que no ato de brincar a criança constrói uma ponte entre seu imaginário e a realidade e assim vai elaborando suas questões e construindo os limites, valores e símbolos sociais. O ato de brincar nos humaniza e nos socializa. O que dizer então de uma sociedade que ensina sem questionamentos a brincar de matar, guerrear, punir, salvar e condenar através de brinquedos e jogos bélicos?
Paz e violência são construções culturais, ou seja, das referências que construímos e que orientam e canalizam nosso maneira de nos relacionarmos com os outros e com o mundo. Os brinquedos e as brincadeiras infantis são signos importantes e referenciais em qualquer cultura.
É obvio que a relação não é simplista ou se reduz a questão de causa e efeito. A violência não se presta a reducionismos. Mas o fato de culturalmente aceitarmos e incentivarmos os brinquedos e jogos bélicos, representa bem nosso antagonismo e incoerência diante desse tema. Nunca teremos paz se não educarmos para a paz e o brinquedo e as brincadeiras são elementos essenciais em qualquer processo educativo. Nunca teremos uma cultura balizada pelos valores da paz enquanto ensinarmos às nossas crianças desde a tenra idade a conviver com armas, mortes, violências de todos os tipos.

Diga não à cultura de violência, eduque para a paz. Não dê brinquedos nem jogos de guerra ou de qualquer outro tipo de violência.

Dê brinquedos que incentivem a criatividade, a cooperação e o desenvolvimento da imaginação.

Armas, nem de brinquedo!

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