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segunda-feira, 16 de março de 2009

Limites e regras

Hoje meus alunos tiveram aula de Kung Fu. São crianças carentes, que ficam numa instituição de apoio pedagógico que oferece um suporte que não teriam se não estivessem lá: aulas de teclado, artesanato, tribais(percussão), informática, inglês, futsal, Kung Fu e claro, reforço escolar e auxílio para realização de suas tarefas de casa.
Não pude deixar de notar como as crianças estão tendo dificuldade de respeitar regras, de obedecer limites e sobretudo de acatar ordens. Isso que é basicamente o alicerce das artes marciais.
Na TV, estamos assistindo a massacres feitos por jovens. Então me pergunto: onde estamos falhando? Qual é o elo perdido em tudo isso, que faz com que nossas crianças e jovens atropelem os valores que cultivamos através dos tempos? Seria prejudicial essa nova pedagogia? A quem podemos atribuir a culpa? A familia, a sociedade ou a escola?
Sinceramente acredito que atribuir culpa e encontrar os vilões não eliminam o mal. Devemos nos posicionar como educadores, já foi dito que o exemplo educa muito mais que mil palavras. temos que rever a nossa conduta em casa, na rua e também nas escolas.
Tudo que se inicia começa pequeno e vai se agigantando gradativamente. A criança que assiste aos pais mentindo que não estão em casa, que assistem ou são vitimas de falta de respeito físico ou moral, que são criados em um ambiente de brigas e palavroes, e principalmente sem nenhum temor a Deus, sem religião, poderá se tornar um adulto de bem? Um adulto solidário?
É preciso impor limites, estabelecer regras desde a primeira infância para que compreendam que existem convenções sociais e que existem valores humanos.Sem essa base não conseguiremos atingir a educação plena, cidadã, democratica e solidária.

Se puderem leiam o livro de Içami Tiba : "Quem amam educa". Muito bom. Eu recomendo!

2 comentários:

Silvia Alambert disse...

Prezada Xênia, foi um prazer te-la descoberto com seu blog. Creio que enquanto educadores, devemos trocar experiências para que possamos, assim, crescer com a experiência uns dos outros.
Como você mesma comentou, já estivemos em sala de aula e se o educador não torna aquela matéria interessante de se aprender, ele acaba perdendo o direito de ensinar, simplesmente porque os alunos não prestam atenção aos ensinamentos que estão sendo transmitidos. O conhecimento se perde. É hora de mudar o jeito de educar. Estamos no século XXI e ainda o que se vê é o modelo de educação do século XIX.
Indico o site www.cidadedocerebro.com.br
Indico, também, o filme " Escritores da Liberdade".
É inspirador, para nós educadores,continuarmos acreditando que para educar, precisamos estar conectados com os nossos alunos.
Um forte abraço. E vamos em frente, sempre em frente. A sala de aula é um aprendizado para todos que ali estão.
Fique com Deus.

Xênia da Matta disse...

Que bom, fico feliz que tenha vindo visitar o blog. seja sempre bem vinda aqui. Acho muito legal a gente poder trocar ideias com outros educadores que gostam do que fazem e são verdadeiramente profissionais da educação. Bjux.