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sábado, 21 de março de 2009

O que estamos fazendo com nossas crianças?


Agora o bebê de 1 ano e 2 meses não mais corre risco de morte. Quando foi levado ao hospital na quarta (19), os médicos ficaram impressionados: ele estava com escoriações e queimaduras de esqueiro na barriga e na genitália e com traumatismo craniano. Eles colocaram a criança na UTI e chamaram a polícia.

Quem cometeu tais barbaridade foi a garota de programa Valdecina Alves de Almeida, 33, conforme confissão dela à polícia. Foi ela quem levou o bebê a um hospital de Jundiaí (SP) temendo que o menino morresse.

O bebê é filho de Luciene Barbosa, 19, que veio há dois meses do sertão baiano contratada pela Valdecina para ser babá da filha dela, de 2 anos. Na Bahia, a família de uma e a de outra se conhecem, são vizinhas. Valdecina e Luciene foram amigas de infância.

Quando se mudou para a casa de Valdecina, em Itupeva (SP), cidade de 40 mil habitantes que fica a 60 km de São Paulo, Luciene não imaginava que o seu bebê fosse submetido a tortura. “Ela [a Valdecina] pegava o nenê pela perna, balançava no ar, batia nele com cabide e o jogava no chão”, disse ela aos jornalistas.

Vizinhos afirmam que escutavam um choro de criança, mas acreditavam que era da filha de Valdecina. Alguns nem sabiam que havia uma babá com filho na casa da “Loira”. Luciene era mantida em cárcere privado, sem poder sair da casa.

Valdecina disse que, por trabalhar a noite toda, chega cansada de manhã em casa e não aguenta choro do bebê. “Eu ficava nervosa, não conseguia me controlar e batia no menino.”

E a babá apanhava, falou, porque não fazia nada direito.

Valdecina foi presa por tentativa de homicídio e lesão corporal dolosa, mas as detentas da cadeia de Itupeva não a quiseram lá, mesmo em cela separava.

Nesta sexta (20), a acusada das agressões foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tremembé, a 147 km de São Paulo. E a prisão onde está Anna Carolina Jatobá, acusada de matar a enteada Isabella, de 5 anos.

A garota de programa poderá ser condenada de 20 de prisão. A filha dela foi encaminhada ao Conselho Tutelar.

Luciene, sem ter para aonde ir, foi acomodada em um quarto do hospital, perto onde se recupera o seu filho.

Quando o bebê obtiver alta, ela sabe o que fazer: voltará rápido para a Bahia.

ATUALIZAÇÃO

Ao final da tarde, o bebê teve alta. Os médicos afirmaram que ele não vai ficar com sequelas.

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