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domingo, 15 de março de 2009

Artigos : Educação

Sutil e cruel agressão

Pesquisa comprova que apelidos, provocações e outras formas de violência verbal e física entre crianças deixam marcas profundas. AIDA VEIGA


Desde o ano passado, a menina V.G.B., de 15 anos, aluna da 7a série de uma escola carioca, tem sido chamada de Bob Esponja e Assolan. 'Tudo por causa do meu cabelo', reclama. O apelido foi dado por um grupo de garotos da escola e logo adotado pelos amigos de V.G.B. 'Pedia para eles pararem porque eu ficava realmente triste. Não adiantou e eu fui me isolando, me sentindo sozinha', conta a garota. 'Sou tímida e nunca xinguei ninguém porque não gosto de machucar os outros.
 


É como dizem: 'Amigo da gente mesmo, só a nossa mãe'.' A história de V.G.B. se repete em todo o país. Apelidar, humilhar, isolar, ofender, amedrontar, perseguir e bater são atitudes que sempre foram comuns entre crianças e adolescentes. A partir de estudos realizados na década de 90, no entanto, elas deixaram de ser consideradas brincadeiras e agora são compreendidas como uma forma de violência que provoca marcas tanto na pessoa que a sofre como em quem a pratica - incluindo efeitos na vida adulta que podem abalar a vida afetiva e profissional.


ISOLADA 
Cansada de ser chamada de Bob Esponja, V.G.B., de 15 anos, afastou-se dos colegas da escola, que faz campanha para evitar casos como o dela
 


Entre 2002 e
2003, a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia) realizou um projeto em 11 escolas do Rio de Janeiro - nove públicas e duas particulares. Entrevistou 5.482 alunos de 5a a 8a séries. Depois partiu para uma campanha de conscientização. Por fim, fez uma nova pesquisa para investigar o que havia mudado. Se os resultados iniciais pareceram alarmantes, os finais foram animadores. 'É possível, sim, diminuir essa violência que causa tanto sofrimento. É preciso mostrar aos alunos as conseqüências de seus atos, orientar os professores a não legitimá-los e alertar a direção sobre a necessidade de prevenir e punir', afirma o pediatra Aramis Lopes Neto, coordenador do projeto.

Na primeira etapa da pesquisa, 41% dos alunos disseram ter sofrido ou cometido alguma forma de agressão física ou verbal. Na segunda, houve uma queda de 6%, e diminuiu em 35% o número de casos ocorridos dentro de sala de aula. 'Um dos aspectos que mais nos impressionaram na primeira abordagem foi que 60% das agressões aconteceram num espaço em que existe uma autoridade presente', comenta Lopes Neto. 'Em outros países, elas ocorrem no pátio, no portão e nos corredores.' Nas entrevistas, foram descobertos casos de professores que reforçavam a violência ao chamar de 'meu lindo' um garoto 'muito feio', por exemplo. 'Ao usar apelidos ou chamar várias vezes a atenção de um aluno que tem dificuldade de aprendizado, o professor legitima a violência praticada pelos colegas', opina Lucy Wenzel, coordenadora pedagógica do Colégio Humboldt, de São Paulo. 'Fazemos um trabalho de formação desse profissional, ressaltando a importância de valores como polidez, justiça e tolerância para impedir atitudes discriminatórias na sala de aula.' Segundo especialistas, o primeiro passo para acabar com a violência é mesmo investir numa mudança de atitude do professor. 'Ele não percebe qual perfil de aluno pode ser vítima e que tipo tem predisposição para ser o vitimizador. Se fosse treinado para fazer um raio X de cada turma, poderia evitar muitos problemas', afirma Joe Garcia, doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e consultor especializado em disciplina escolar.

"Deixamos de ser patricinhas para sermos aceitas" 
MELISSA AVILLA, 14 anos, e Laura Welter, de 13, ambas na 8ª série

Com mais preparo dos mestres, casos como os de Lucas De Bem Fernandes e Marco Fábio Campos Jr. poderiam ser evitados ou reparados. Desde os 8 anos de idade, o paulistano Lucas é chamado de rato. Hoje, aos 13, vê-se obrigado a suportar os professores e até mesmo o pai chamarem-no de ratão. 'Ninguém nunca respeitou meus pedidos. Não adiantou retrucar, xingar e brigar', reclama Lucas. Marco Fábio, de 14 anos, passou a ser chamado de burro depois que repetiu a 6a série. Ele já havia mudado de escola uma vez, porque brigava com os colegas que o ridicularizavam por ser baixo. 'Não gosto de partir para a ignorância, mas é duro ser um zé-ninguém na classe', defende-se. 'No ano que repeti, era excluído dos grupos de trabalho, vivia isolado', lembra.

Na Europa e nos Estados Unidos, é chamado de bullying esse tipo de violência intencional e repetitiva que ocorre sem motivação aparente, afetando em média 15% dos alunos. Pesquisas feitas na Noruega, na Inglaterra, nos Estados Unidos e na França apontam características semelhantes para esse fenômeno: os agredidos não conseguem se defender, e os agressores têm dificuldade para assumir outro comportamento que não seja violento. Estudos mostram que os autores têm maior probabilidade de praticar atos delinqüentes e criminosos e violência doméstica. Já entre as vítimas há maior incidência de depressão e suicídio. Outras se rebelam e partem para vingança. Segundo a CIA, três quartos dos alunos americanos que praticam atos muito violentos como roubar ou matar foram vítimas de bullying. O grande dilema é levar educadores e pais a não fazer vista grossa diante de um problema que só tende a crescer em uma sociedade cheia de desigualdades sociais. 'A maioria está preocupada apenas com drogas e desempenho escolar', comenta Aramis Lopes Neto. 'Nosso trabalho é evitar que a delinqüência  

infanto-juvenil vire fato cotidiano e forme jovens violentos.'


''É duro ser um zé-ninguém na classe, ser chamado de burro pelos colegas'' 
MARCO FÁBIO, 14 anos, na 7ª série

''Já briguei, xinguei, mas até meus pais e os professores me chamam de ratão'' 
LUCAS FERNANDES, 13 anos, na 7ª série

J.D.N., de 15 anos, era xingada de 'oferecida' e 'metida' pelas colegas da 5a série porque tinha mais amigos meninos que meninas. 'Isso me incomodava muito, mas eu não falava para os professores porque não queria chamar a atenção para o problema', diz ela. Hoje na 8a série, J.D.N. escolheu uma garota para ser objeto de sua vingança. 'Ela é metida, debochada e fica se fazendo de vítima. Quando passa por mim, falo mal dela bem alto, para todo o mundo ouvir. Os meninos entraram na minha e fazem piadinhas o tempo todo', conta, orgulhosa. O comportamento de J.D.N. confirma a pesquisa da Abrapia e os índices mundiais: as meninas preferem a violência verbal. 'É mais sutil, porém tão cruel quanto a física, perpetrada pelos meninos', afirma a psiquiatra inglesa Anne Alvarez, especialista da Clínica Tavistock, um dos mais conceituados centros de estudo do desenvolvimento infantil. Garotas difamam chamando outros de 'galinha', 'sapatão' ou 'bicha', ou então adotam nomes pejorativos ligados à aparência física, como 'barril', 'Olívia Palito', 'quatro-olhos' e 'Chokito'. Já os meninos - que são maioria entre os agressores - dão empurrões, tapas nas costas e chegam a bater. Sem falar do ato grupal de escolher alguém para ser alvo de rajadas de bolinhas de papel. Outra situação comum é excluir o sujeito ruim de bola dos jogos de futebol e a menina esquisita das baladas noturnas.

Todos os tipos de agressão mexem profundamente com a auto-estima. 'Quem é chamado de baleia ou frangueiro na infância nunca esquece', afirma o psicólogo Marco Antonio de Tomazzo, de São Paulo, especialista no tratamento de transtornos de ansiedade como anorexia e bulimia. 'Dependendo da estrutura psicológica, tem menina que acaba desenvolvendo anorexia para não ser chamada novamente de gorda', explica. As amigas Laura Welter, de 13 anos, e Melissa Avilla, de 14, ambas na 8a série, eram rotuladas de patricinhas. 'Muitas meninas tinham inveja e me chamavam de vulgar porque sou loira e tive corpo de mulher antes de todas', diz Melissa. 'Zoavam porque vivia com roupa de grife', conta ela, que fez plástica para corrigir as orelhas de abano. Por sua vez, Laura, que fazia o tipo desleixada, sofreu nas mãos de um namorado na 5a série. 'Ele disse que tinha ficado comigo só para gozar com os amigos porque eu era esquisita.' Laura adotou o visual patricinha, mas continuou sendo ofendida. 'Decidimos mudar para sermos aceitas', conta Melissa, que seguiu os conselhos da mãe. 'Continuo vaidosa, mas baixei a bola. Procuro não chamar a atenção.'

''Apesar de não gostar, resolvi estudar só para não ser mais chamado de burro'' 
ROBERTO KLEPACZ, 11 anos, na 6ª série do Instituto Peretz, onde os alunos escrevem um gibi sobre a violência nas escolas

É na infância que a criança começa a desenvolver um perfil de agressor ou de vítima. 'Pode-se notá-lo a partir da maneira como ela se coloca no grupo de pré-escola', afirma Ceres Alves de Araújo, professora de Psicologia da PUC-SP. 'Quem não aprende a controlar os impulsos, entre eles o da agressividade, adota dois comportamentos: ou fica exageradamente agressivo e nunca pensa antes de agir, ou se inibe, tornando-se uma pessoa medrosa, que não consegue se defender.' Sabe-se que a chave de tudo está nos primeiros anos de vida. 'Aquela criança que não acredita que foi suficientemente amada se torna uma pessoa insegura. Como acha que jamais será amada pelo que é, ela se retrai ou tenta se impor aos outros', conclui Ceres. 'Os alunos-alvos de nossa pesquisa demonstraram grande preocupação com a imagem, o que reflete baixa auto-estima', explica Aramis Lopes Neto. 'Inseguros, viram alvos fáceis. Serão ainda mais visados se tiverem alguma diferença em relação ao grupo, como obesidade, deficiência física, inteligência acima da média ou dificuldade de aprender.'


60% das agressões ocorreram na sala de aula e 70% foram cometidas por 1 a 3 alunos juntos

58% das vítimas sofrem há pelo menos um ano

  Fonte: Abrapia

 

Estudos mostram que o agressor tem uma boa imagem de si, com predisposição para quebrar regras. Muitos têm dificuldade de relacionamento com outras crianças. Outros já sofreram algum tipo de abuso, intimidação ou são tratados como bodes expiatórios em sua casa. Há os que aprendem com os pais a conseguir o que querem por meio da violência ou foram mal-acostumados - esperam que o mundo atenda a suas vontades. Todos, sem exceção, sonham com reconhecimento. 'Eles querem ser os poderosos da escola', comenta Ana Claudia Correa, coordenadora pedagógica do Colégio Stance Dual, de São Paulo. 'Não é à toa que escolhem a sala de aula para seus atos. Esses alunos desejam ser o ator principal do espetáculo, ter uma platéia rindo de suas brincadeiras, que nada têm de engraçadas.'

''Quando vemos alguém incomodando outro colega, pedimos para ele parar. Ninguém tem esse direito'' 
TAÍS FERNANDES, e as voluntárias Karol, Evelyn e Mayara

''Na escola tem uma menina metida. Quando ela passa por mim, falo mal dela alto, para todos ouvirem'' 
J.D.N., 15 anos, 8ª série

Era o que acontecia com L.S., de 18 anos, que cursa a 8a série depois de ter repetido de ano duas vezes. 'Quando eu zoava alguém, me sentia realizado, porque todos riam. No ano passado, meu alvo foi um gordo. Às vezes, ele começava a chorar com os apelidos que eu criava. Aí é que todo o mundo zoava também', lembra. Quando L.S. entrou no colégio, vivia brigando porque era chamado de macaquinho. 'Um dia, quando o tal garoto gordo revidou em outro colega, resolvi parar. Percebi que era o culpado e que estava revivendo o que tinham feito comigo.'

Tanto as vítimas quanto os agressores precisam de ajuda. 'O envolvimento dos pais é muito importante', afirma Anne Alvarez, da Clínica Tavistock. 'Eles não podem ignorar a situação, mas também não devem incentivar uma resposta agressiva', ensina. 'Muitos esperam que o filho consiga resolver tudo sozinho, mas se ele estiver aterrorizado com a situação não vai conseguir. É preciso se envolver e envolver a escola.' Na Inglaterra, a Tavistock manda especialistas atuar em instituições com grande incidência de bullying. No Brasil, a Abrapia seguiu o modelo. 'Fizemos uma intervenção com os alunos que agrediam, avisando que esse tipo de comportamento não seria mais tolerado', conta Maria das Graças Freire, diretora da Escola Municipal Thomas Mann, no Rio de Janeiro. 'Dos alunos aos diretores, todos se envolveram numa campanha para valorizar as diferenças individuais e respeitá-las.' As colegas Karol Castro, Evelyn Nascimento, Mayara Araújo e Taís Fernandes são voluntárias do projeto. 'Quando vemos alguém incomodando um colega, pedimos para não fazer isso. Se a pessoa não pára, contamos para os diretores', diz Taís.


A maioria dos autores são meninos e um terço deles nem sequer levou advertência pelo que fez



Além de os índices de agressão terem diminuído, o projeto se transformou em um elemento de propaganda. A professora universitária Maria Angélica de Oliveira colocou seu filho de 13 anos em uma das escolas participantes. 'Ele era o melhor aluno da classe no outro colégio, mas vinha sendo perseguido por um grupinho', conta. Depois de ser agredido verbal e fisicamente, o desempenho escolar caiu e o garoto não queria ir mais às aulas. 'Eu e meu marido nos revezávamos para levá-lo, com medo de que alguém o pegasse na porta', recorda Maria Angélica. 'Nosso filho voltou a ser o que era. Os amigos pedem ajuda para fazer trabalhos e ele recuperou a confiança.'

Mesmo escolas que não participaram do projeto da Abrapia se mostram sensibilizadas com o problema. Muitas estão focadas na conscientização do professor. Outras discutem com os alunos e suas famílias ética, cidadania e respeito ao semelhante. Algumas tomaram atitudes práticas. O Colégio Assunção, de São Paulo, trocou o pessoal que fazia vigilância nos corredores por orientadores educacionais. 'Eles estão mais bem preparados para perceber o problema antes que ele cresça e fique difícil de resolver', explica a coordenadora pedagógica, Silvia Russo. O Instituto Peretz, de São Paulo, partiu para um trabalho de sensibilização. Depois de um debate sobre as diversas formas de violência, o colégio propôs aos alunos da 6a série fazer um gibi sobre o tema. 'Depois vamos introduzir o Estatuto da Criança e do Adolescente para fazê-los entender melhor questões como respeito e regras de convivência', conta a orientadora educacional Mônica Fonseca. O aluno Roberto Klepacz, de 11 anos, não teve receio de retratar sua experiência. No ano passado, os colegas começaram a chamá-lo de burro porque ele só tirava notas baixas. 'Xinguei, briguei, mas me sentia mal por ter tanta raiva dos meus colegas', conta ele. 'Apesar de não gostar, resolvi estudar direito neste ano, para não ter de passar por tudo novamente.'

''Quando zoava alguém, eu me sentia realizado, porque na hora todo o mundo ria'' 
L.S., 18 anos, na 8ª série



Sinal de alerta

Casos extremos mostram que a violência moral pode ter efeitos trágicos

No dia 20 de abril de 1999, dois jovens americanos entraram na Escola Secundária Columbine, onde estudavam, e executaram 13 pessoas, além de deixar dezenas de feridos. Ao final, suicidaram-se. A polícia descobriu que eles haviam sido vítimas de bullying. Depois da tragédia, foram implementadas novas leis de segurança nas escolas nos Estados Unidos e o tema virou alvo de debate de toda a sociedade. Mas as estatísticas mostram que a situação só piorou. Em 2001, 8% dos alunos entre 12 e 18 anos afirmaram ter sido vítimas desse tipo de violência - em 1999, eram 5%.

O Brasil ainda não presenciou uma tragédia como Columbine - que inspirou o último filme de Gus Van Sant, Elefante -, mas dois casos recentes confirmam que esse comportamento já chegou por aqui. Em janeiro de 2003, Edmar Freitas, de 18 anos, pulou o muro de sua ex-escola e abriu fogo contra os ex-colegas. Depois de ferir sete pessoas, ele se matou. Edmar era alvo de chacota desde a infância por ser 'gordinho'. Em fevereiro, um estudante baiano de 17 anos matou dois colegas. Detido em uma unidade da Febem, ele alegou que um deles, Farllei Almeida, o ridicularizava.

Segundo a socióloga Miriam Abramovay, coordenadora de várias pesquisas sobre violência, a escola se tornou um lugar inseguro porque alunos, professores e diretores fingem que nada está acontecendo. 'A intimidação e a humilhação são a pontinha do fenômeno da violência que se observa nas escolas brasileiras', analisa. 'Não podemos individualizar um problema muito maior, que diz respeito às relações dentro das escolas, ao fenômeno social das gangues, à desigualdade social e às drogas, que fazem parte do cotidiano dos estudantes.'

Uma pesquisa recente feita com 12.312 alunos de 143 escolas públicas em cinco capitais e no Distrito Federal oferece um retrato dessa realidade: 83% disseram haver violência em sua escola e 5% confessaram ter apanhado de alguém no último ano. Mais: 69% contaram que há roubos em sua escola e 5% admitiram ter participado de algum. 'Há muito o que investir na formação dos profissionais que trabalham nas escolas para reverter este quadro', analisa Miriam. Em 2005, ela estará na linha de frente do III Congresso Internacional sobre Violência nas Escolas, que será realizado no Brasil.

Confira os números da violência entre crianças:

 


O TAMANHO DO PROBLEMA
 
Dos 5.482 alunos participantes, 41% admitiram ter sofrido ou cometido alguma violência

 

Alvos e autores

12%

Alvos

17%

Autores

 13%

Testemunhas

 58%

 


TIPOS DE VIOLÊNCIA 
A agressão verbal é a mais comum entre as meninas, enquanto os meninos partem para o confronto físico

 

 

Geral

Masculino

Feminino

Apelidar

54%

50%

64%

Agredir

16%

27%

8%

Difamar

12%

6%

12%

Ameaçar

9%

9%

8%

Tomar pertences

4%

2%

5%

Excluir

2%

2%

2%

 


REAÇÃO DOS ALUNOS-ALVOS 
65% tiveram algum sentimento negativo 

 

Não me incomodou

36%    

Tive raiva

22%

Fiquei preocupado com o que pensariam de mim

19%

Fiquei mal

16%

Não quis ir para a escola

3%

Fiquei assustado

2%

Fiquei com medo

2%

 


SENTIMENTO DOS ALUNOS-AUTORES 
Apenas 21% demonstraram arrependimento

 

Foi engraçado

30%

Pensei no que fariam comigo

14%

Senti que eles mereciam aquilo

13%

Senti pena

11%

Não senti nada

10%

Fiquei mal

9%

Fiquei bem

7%

Fiquei preocupado que alguém visse

5%

 


OS MOTIVOS 
Explicações dadas pela maioria sobre a razão dos atos

 

Fez por brincadeira

29%

Por maldade

1%

Porque os autores são mais fortes

12%

Porque os alvos são diferentes

7%

Porque os alvos merecem castigo

 4%

Não sabem

33%


 
O que os pais podem fazer:


OS SINAIS 
Como reconhecer se seu filho está sendo
vítima de intimidação na escola

1- Não quer ir para a aula

2- Pede para trocar de classe

3- Começa a tirar notas baixas

4- Apresenta manifestações de baixa auto-estima

5- 'Perde' seus pertences repetidas vezes

6- Chega em casa com roupas ou livros rasgados

7- Evita falar sobre o que está acontecendo ou dá desculpas pouco convincentes


O QUE FAZER


Como os pais podem ajudar o filho

1 - Insista em conversar com ele sobre o assunto

2 - Procure o professor e a direção da escola

3 - Não exija o que ele não se sente capaz de realizar. Por exemplo: peitar o agressor, pedir ajuda aos colegas

4 - Não o incentive a se vingar fisicamente

5 - Não o culpe pelo que está acontecendo

6 - Elogie sua atitude de relatar o que o está atormentando

7 - Se ele não conseguir se levantar, procure uma terapia de apoio


Como tratar o filho que agride os outros 

1 - Não ignore a situação, fazendo de conta que está tudo bem

2 - Converse, procure saber por que ele está agindo assim

3 - Não o intimide nem o agrida. Mostre que a violência deve ser sempre evitada

4 - Tente identificar algum problema atual que possa ter desencadeado essa atitude

5 - Dê orientações e limites firmes para ajudá-lo a controlar seu comportamento

6 - Encoraje-o a pedir desculpas ao colega que ele agrediu

7 - Demonstre que, apesar de tudo, você o ama


Fonte: Abrapia/2003


  
 

COLABOROU ELISA MARTINS

 

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