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terça-feira, 21 de abril de 2009

Alienação coletiva x valores humanos

Muitos de nós andam se perguntando: O que está acontecendo com o mundo? Por que nos impressionamos tanto com notícias de tragédias e catastrofes e tão pouco com os valores humanos esquecidos pela sociedade em geral? As pessoas tem verdadeira atração pelas tragédias. Notícias de assaltos, sequestros e mortes tem uma grande visibilidade e várias mídias sobrevivem dessa curiosidade humana mórbida.

Mas o mundo somos nós. Então o quê acontece conosco?

Quero realmente poder mudar o pensamento das pessoas. Quero poder proporcionar a profunda reflexão de cada pessoa, não só sobre a sociedade, mas principalmente sobre si mesma. Mas a dura impressão que tenho é que todos fogem desse tipo de pensamento, como da sua responsabilidade.

Por vezes, sinto que estes assuntos são chatos, e a maioria prefere deixar que outros pensem nisso.

Fazendo uma retrospectiva sobre a nossa estada na Terra, não lembro nenhuma passagem áurea onde todos aqueles valores que pensamos existir - gentileza, educação, cordialidade e outros - tenham sobressaído em nosso comportamento, muito pelo contrário. Logo, como falar de paz e solidariedade se ignoramos isso?

Assuntos como violência, corrupção e degradação ambiental são as tônicas da sociedade atual, e sempre foram. Antigamente as comunidades assistiam a extermínios em praça pública, e os apoiava. Julgavam e davam o veredicto: morte.

Por sinal, estamos mais evoluídos. Hoje temos outras possibilidades: prisão, cadeira elétrica, morte induzida, fuzilamento, prisão perpétua e etc. Mas ainda não há sinal da nossa clemência humana, nem da possibilidade de reabilitação de um ser humano.

Porque as mensagens de Paz, Amor, Consciência não tem a mesma expansividade? Porque de uma forma geral ninguém acredita nisso? A esperança de um Mundo Melhor não permeia a conciência do povo, ainda.

Se forem publicadas no miolo de uma revista, um texto falando sobre consciência e responsabilidade e do outro lado um furo, uma fofoca quentíssima de uma celebridade, a fofoca receberá 80% de atenção.

É realmente incrível! É incrível o nível de alienação. A fuga da realidade, e com ela, a própria responsabilidade.

Me sinto de braços curtos e queria poder dar um sacode coletivo e gritar: ACORDA!!! Mas, minha participação nisso tudo é somente escrever. Por enquanto.


Quero abrir um espaço aqui no blog para postar um e mail que recebi de uma mãe que leu o meu desabafo quando da prisão do meu filho... O que ela relata é um outro lado da moeda e uma situação muito mais triste pela qual ela e outra mãe passaram.

Leia:

(ASSUNTO VERÍDICO).

*Carta enviada de uma mãe para outra mãe em São Paulo, após um noticiário na TV:

De mãe para mãe...

'Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infrator, das dependências da prisão em São Paulo para outra dependência prisional no interior do Estado de São Paulo.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu  a este fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG's, etc...
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carinho em  seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia...
Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.cNo cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas 'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais "Os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor":
Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola o Brasil e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!



3 comentários:

jussara samara jabbur disse...

Xenia,
Mais uma vez seguimos a mesma linha de raciocínio. Ontem mesmo publiquei uma matéria que aborda a alienação de todos. Também minha única maneira de gritar é escrevendo. Quem sabe um dia encontraremos mais pessoas que se unam a nós.
Também percebo que quando se trata de matéria falando de celebridades ou bobageiras, estas alcançam alto índice ao contrário do que acontece diante de nossos olhos.
"O pior cego é aquele que não quer ver" - não é mesmo?
Leia a minha matéria: Mídia & TV - formadores de opinião.
Verá que tem muito a ver com a sua linha de raciocínio.
Um abraço
Jussara

Xênia da Matta disse...

Realmente, estava lendo sua matéria e penso justamente isso mesmo.
Obrigada por sua participação no blog. Volte sempre, querida.

Guaraci disse...

Xênia,
Existe sim uma inversão de valores que podemos identificar em nosso dia-a-dia. Basta notarmos na fisionomia das pessoas em diversos lugares. Nas repartições, nos bancos, nas lojas, etc. Pessoas extresadas, mal-humoradas, "nem aí" para com o próximo. Infelizes sem saber o porque.
Valores humanos é uma das categorias que procuro desenvolver, para ajudar as pessoas e indiretamente me ajudar a formar uma consciência de solidariedade.
Já conhecia o texto e divulguei através do e-mail.
Parabéns pelo Blog.
Abraço
Guara.