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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Auto estima e os três porquinhos







Por Gisela Rao

Auto-estima é um assunto tão falado hoje em dia que chega a encher o saco. Está em anúncio de cosméticos, de academia, de leite em pó... Dá vontade de dar um peteleco nas pessoas que viram do nada para você e dizem: “Você precisa se gostar, ter uma auto-estima alta!”. Bom, a ouvinte, que já se acha um pano de prato ambulante, certamente tem vontade de se enfiar mesmo debaixo da pia e sair pelo ralo, afinal parece tão simples se gostar e ela não consegue. Parece que é tão fácil quanto apalpar um mamão na feira ou comprar um moletom do Mickey na Disneylândia. Mas não é! Se gostar, enquanto a maré inteira tenta te convencer de que você não é magra o suficiente, não é linda o suficiente, não é sexy o suficiente, não é bem-sucedida o suficiente, não é casada o suficiente... É dose! É como remar dentro de um caiaque no meio do tsunami. Na minha opinião, auto-estima é um negócio que se constrói aos pouquinhos, tijolo por tijolo... Não de uma vez só, na porrada. Gosto de compará-la à fábula dos 3 porquinhos.Às vezes, encontro mulheres com a auto-estima como a casa de palha de Cícero, o porquinho preguiçoso, completamente frágeis e, mesmo assim, arrastando trens por homens que, num simples sopro, as destroem em pedacinhos. Também encontro algumas como a casa de madeira do porquinho Heitor, com a auto-estima média, um pouco de insegurança, um pouco de firmeza, mas mesmo assim se sabotam facilmente colocando muitas coisas a perder, principalmente no amor. Basta um gesto que pareça com rejeição e pronto: é aquele drama. E a rejeição nem existia, era fruto dos machucados delas de infância. Foram poucas as que encontrei com a auto-estima do Prático, o porquinho inteligente. Essas são mais trabalhadas, construídas com cimento e tijolos, praticamente inabaláveis. A má notícia é que posso contar nos dedos essas mulheres. Uma pena...Vira e mexe transito pela casa de palha, de madeira e, às vezes, de tijolo nos meus relacionamentos. Mas se ainda oscilo tanto é porque preciso construir melhor o meu gostar, o meu aceitar. A melhor forma de fazer isso é quando você está só, solteira. E a maioria de nós pensa exatamente o contrário, que é preciso ter um homem ao lado para sentir-se amada e va-lorizada. Terrível engano. Quando estamos sós temos todo o tempo do mundo para a gente, para aumentar nosso autoconhecimento. Quando você se liberta do pavor de ficar solteira é aí que começa o seu verdadeiro processo de se amar. Dói no começo, mas depois é bão demais. Então, que resposta você dá a si mesma? Sua auto-estima é como a casa de palha, de madeira ou de tijolos – dos 3 porquinhos? Se a resposta for a 1 ou a 2, minha pergunta é: onde está a sua pá? Chega de drama e vamos botar a mão na massa! Se quiser conversar sobre esse precioso assunto, seu e-mail sempre é bem-vindo. Feliz já! (mas aos pouquinhos...).

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