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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Como lidar com as mentiras das crianças e adolescentes.

Os pais ficam de cabelo em pé quando percebem que seu filho está mentindo. Bronca, castigo, conversar ou dar umas boas palmadas no bumbum... qual seria a melhor reação dos pais quando descobrem uma mentira contada pela criatura que pensam ser a mais ingênua de todas?De início devemos saber que crianças de até cinco anos de idade não conseguem separar a fantasia do real. A imaginação faz parte do desenvolvimento normal da criança e é base para o pensamento lógico que o adulto tem. Mas com o passar dos anos, a fantasia dá lugar à noção de realidade, sem desaparecer totalmente.A partir dos seis anos a criança ainda brinca com a sua imaginação e cria situações que não são reais, mas as invenções já são bem menores. A mentira torna-se intencional a partir dos sete anos, onde a criança já adquiriu noções de valores sociais e sabe exatamente a diferença da verdade e da mentira.Normalmente, as crianças maiores mentem por temer repreensões e castigos, para fugir das suas responsabilidades, chamar a atenção dos pais ou melhorar a auto-estima.Malandrinho - Uma criança vai mentir que está doente para não ir à escola, inventa que tem milhares de amigos no Orkut ou que fez viagem maravilhosa com os pais no fim de semana simplesmente para não ficar "por baixo" dos amiguinhos.Mesmo que a criança ainda não saiba diferenciar a fantasia do real, desde pequena os pais devem lhe mostrar o que é mentira e o que é fantasia nas histórias dos pequenos.Se a criança na fase pré-escolar traz um material escolar estranho e diz que a amiguinha lhe deu de presente, confirme se a história é real. Se não, diga à criança que aquilo não é seu e que não lhe foi dado, fazendo-a devolver para a colega. A criança inventou uma história, mas ainda não sabe distinguir o real da fantasia, mas a verdade precisa ser mostrada. Jamais aceite passivamente o fato de uma criança chegar em casa com objetos que não são seus. investigue, pois isso pode extrapolar no futuro. Merece muita atenção.De pai para filho - Outros motivos que podem levar as crianças a mentirem é o exemplo dos pais. Se os pais mentem pedindo para o filho dizer que não está quando o telefone toca ou são tolerantes quando o pequeno mente, a criança poderá achar natural mentir e fica sujeito a fazer isso.Se tiver dúvida sobre a história da criança, não insista, peça que conte a história horas mais tarde e compare as versões ou faça perguntas amplas como: "O que aconteceu na escola?" em vez de "Te bateram na escola?".A criança deve sentir que ao contar a verdade terá a admiração dos pais, professores e amigos e que a mentira "tem perna curta" e logo será descoberta e desaprovada pelos mesmos.Broncas severas ou castigos podem levar a criança mentir mais vezes para não receber novamente esse tipo de punição. Mostrar os benefícios da verdade e os prejuízos que mentira traz para a própria criança e para as outras pessoas é o melhor caminho.Tente perceber e diferenciar o que é imaginação, fantasia ou malícia e artimanhas. Não comente perto de seu filho sobre o seu comportamento com outras pessoas. E jamais afirme: "Joãozinho" é mentiroso. isso reforçará um comportamento negativo. Dicas

  1. Mentiras freqüentes sobre um mesmo assunto podem expor uma angústia da criança. Será que alguém gosta de ser chamado de Pinóquio?
  2. Interrogatórios insistentes e pressão em gritos não levarão a criança a dizer a verdade. Pode ter efeito contrário.A fantasia faz parte do desenvolvimento da criança.
  3.  Estimule a criança de forma saudável e criativa.
    Na adolescência


Um comportamento que costuma incomodar e angustiar os pais é o fato da criança ou adolescente mentir.As crianças maiores e os adolescentes já possuem uma melhor noção da realidade e das normas sociais. Por este motivo, a mentira já não pode ser interpretada, unicamente, como uma expressão de fantasias. Em primeiro lugar, é importante observar a freqüência com que a mentira ocorre. Se foi um ato isolado, frente a uma situação difícil para a criança, os pais devem tentar escutar o filho para entender o que o levou a não dizer a verdade. Uma criança pode comer um chocolate escondido e dizer que não foi ela ou um adolescente pode, eventualmente, falar que foi bem na prova enquanto que na verdade tirou uma nota baixa. Frente a essas situações, a família deve incentivar o filho a falar a verdade, mesmo quando estiverem errados. Explicar que mesmo que briguem, não deixarão de gostar dele e que fazem isso para educá-lo. A mentira pode aparecer como uma forma de defesa. Por exemplo, uma criança pode dizer que está doente para não ir à escola, porque no ambiente escolar está brigando com alguns colegas e tem medo de enfrentá-los. Muitos podem ser os motivos que levam à mentira, dentre os mais comuns podemos citar a culpa, medo de repreensão e vergonha. Adolescentes podem mentir para seus amigos, dizendo que já beijaram ou que já tiveram relações sexuais como uma forma de serem aceitos no grupo. Quando o ato de mentir se torna freqüente, quando a criança e o adolescente mostram intenção de omitir a verdade ou distorcer os fatos, os pais devem se preocupar e procurar atendimento psicológico. A mentira constante pode indicar sérias questões emocionais e conflitos familiares. A mentira pode se referir à uma falta de confiança do jovem nos pais. Crianças que são severamente repreendidas tendem a ter medo das reações dos pais, professores e adultos em geral.
A exigência de ser um filho “perfeito”, sem falhas, também pode contribuir para o ato de não dizer a verdade. Outros sintomas podem estar presentes junto com a mentira como é o caso do furto de objetos. Nesses casos é importante que a criança devolva o que pegou, mesmo que tenha que passar por situações embaraçosas. É fundamental que aprenda a se responsabilizar pelos seus atos. Cabe também analisar como a família lida com as mentiras, se os pais acabam mentindo para os filhos, se mentem um para o outro. Uma mãe pode, sem se dar conta, ajudar no ato de mentir do filho, ao esconder de seu marido, por exemplo, uma nota baixa do adolescente. O jovem passa a compreender a mentira como uma saída dos conflitos e vê esse modelo em casa. Mentir nem sempre sinaliza falta de caráter, até porque na infância e adolescência, questões do caráter ainda estão se formando. No entanto, se não for cuidado pode levar a questões sérias de personalidade que irão atrapalhar os relacionamentos sociais.


( As crianças que ilustram este texto são meus alunos: José Henrique e Mariane e não possuem comportamentos relativos ao assunto aqui abordado, apenas emprestam suas imagens por serem crianças bonitas e de meu grupo convivente.)

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