Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

De santa essa semana não tem nada...

Semana Santa?

NOS TRÊS ANOS ANTERIORES À MORTE DE JESUS

Ele pregara o Evangelho do Cristo, com grande receptividade, na Galiléia e em outras cidades pobres da Judéia, porém nunca em Jerusalém porque ele bem sabia que tanto os fanáticos jerusalemitas quanto (principalmente) o orgulhoso, rico e poderoso clero judaico não entenderiam e muito menos aceitariam a sua revolucionária (para aquela época) doutrina universalista de paz, perdão e amor.
Mas ele sabia que já estava na hora de pelo menos tentar realizar aquela tão difícil missão. Assim sendo, com antecedência de alguns dias, ele anunciou aos seus apóstolos que no próximo domingo ele iria, pela primeira vez, pregar o Evangelho em Jerusalém. Rapidamente, aquela tão esperada notícia se espalhou entre todos os seguidores de Jesus.

DOMINGO "DE RAMOS"

Os galileus, simples e pobres porém sempre alegres e festeiros, com antecedência plantaram-se, em grande número, na entrada de Jerusalém. Quando chegaram Jesus e seus apóstolos, foram eles, os galileus (e apenas eles) que promoveram a tal entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
Os jerusalemitas, que desprezavam os ("primos pobres") galileus e ridicularizavam o "Messias Jesus", assistiam - uns contrariados, outros surpresos, outros zombando, outros achando um espetáculo cômico - aquela enorme algazarra dos galileus.
Após aquela "recepção triunfal", os galileus, em ruidosa e tumultuada procissão, seguiram Jesus pelas ruas de Jerusalém.
Vale lembrar que aquelas ruas, todas estreitas, estavam abarrotadas de comerciantes com suas tendas e bancas armadas que nem os atuais camelôs. Além disto, a numerosa população de Jerusalém estava acrescida com os muitos judeus de outras cidades que, tradicionalmente, vinham participar das festividades da Páscoa judaica.
Em tal situação crítica, foram inevitáveis os muitos atritos com os revoltados comerciantes que tiveram suas bancas, tendas e mercadorias derrubadas por aquela multidão de galileus.

O INCIDENTE MAIOR, NO PÁTIO DO TEMPLO

O climax daqueles atritos ocorreu quando aquela ruidosa procissão chegou ao amplo Pátio do Templo, e Jesus e seus numerosos seguidores se aglomeraram naquele local. Rapidamente a situação ficou completamente fora de controle, e ocorreram brigas corporais entre os galileus e os comerciantes jerusalemitas.
Em tal situação extrema, a qualquer momento Jesus, seus apóstolos e seguidores poderiam ser presos por, no mínimo, perturbarem a ordem pública e causarem prejuízos aos comerciantes jerusalemitas.
Alguns apóstolos, preocupados, imediatamente retiraram Jesus daquele local e rapidamente o conduziram ao Horto das Oliveiras, local previamente combinado para hospedar Jesus e seus apóstolos.

NO HORTO DAS OLIVEIRAS

Jesus e seus apóstolos ficaram carinhosamente hospedados.
O planejado era eles ficarem naquele aprazível bosque até a semana seguinte, quando os ânimos estariam serenados e as festividades da Páscoa teriam terminado, e, finalmente, Jesus poderia pregar o Evangelho para os jerusalemitas.

2ª FEIRA

Jesus e alguns apóstolos foram ao centro da cidade e se misturaram com o povo para conhecerem as notícias sobre os acontecimentos da véspera. O que eles apuraram foi terrível:
-- Pelo Sinédrio (clero judaico) Jesus era considerado inimigo e profanador da religião judaica.
-- As tropas romanas estavam de prontidão, temerosas de mais uma tentativa de rebelião dos galileus.

3ª FEIRA

Novamente, Jesus e alguns apóstolos transitaram no centro de Jerusalém, porém daquela vez para visitarem os locais onde Jesus ainda alimentava esperança de pregar o Evangelho do Cristo da Terra. Mas o que eles souberam foi ainda mais alarmante:
-- Os portões da cidade foram fechados.
-- De Jerusalém só podia sair ou entrar quem tivesse autorização do Sinédrio ou dos romanos.

4ª FEIRA

Os amigos e seguidores de Jesus, que o visitavam desde a segunda-feira passada, trouxeram mais notícias inquietantes:
-- Muitos galileus foram presos pelos romanos. Alguns, em troca da liberdade, prestaram falsas declarações contra Jesus.
-- Não havia dúvida de que a prisão de Jesus seria iminente.
Jesus, percebendo que estavam próximas a sua morte e a conclusão da sua divina missão na Terra, antecipou duas cerimônias tradicionais e, naquela mesma noite, com seus apóstolos realizou a "santa ceia" e o "lava-pés".

5ª FEIRA

Após as orações das 18:00 h, Jesus foi à parte mais alta do horto e, em pouco tempo, entrou em êxtase, quando, dentre outros fenômenos, teve a visão dele crucificado ao lado de duas outras pessoas, no cimo do Gólgota. Pronto! Jesus já sabia que a sua iminente morte ocorreria na cruz.
Pouco tempo depois, uma escolta mista de soldados romanos e esbirros do Sinédrio penetrou no Horto das Oliveiras, prendeu Jesus e o conduziu para a casa do sumo-sacerdote judaico, onde imediatamente começou o julgamento da pequena corte do Sinédrio, constituída por juízes "escolhidos à dedo" pelo sumo sacerdote.

POR QUE AQUELA PRESSA TODA?

Para o maquiavélico plano do Sinédrio dar certo, Jesus teria que ser executado até o dia seguinte, sexta-feira, haja vista que, conforme a rígida tradição dos judeus, no sábado, véspera da Páscoa judaica, nem no domingo, dia maior da Páscoa, nenhum judeu poderia ser punido.

O SINÉDRIO

Há tempos, o rico e poderoso clero judaico, preocupado com o potencial perigo que a doutrina pregada por Jesus representava para seus interesses pessoais, observava atentamente o Rabi da Galiléia. Mas nada de concreto podia fazer contra ele.
Aquela algazarra ocorrida nas ruas de Jerusalém e, principalmente, a pancadaria no pátio do Templo, seriam, para o Sinédrio, um bom motivo para denunciar Jesus como prafanador da religião judáica e falso messias e, principalmente junto às autoridades romanas, como um judeu revolucionário à frente de uma revolta contra a tirania de Cesar. Mas faltavam "provas" concretas que, de uma vez por todas, incriminassem Jesus.
"Provas" de menor peso foram obtidas através daquela sórdida troca da liberdade dos galileus por declarações acusatórias contra Jesus. No entanto, embora fossem numerosas, tais "provas" tinham pouco poder incriminatório contra Jesus, principalmente junto aos romanos que bem conheciam as sórdidas artimanhas do Sinédrio.
Mas a "prova" maior de todas contra Jesus - esta sim, decisiva - foi, ironicamente, fornecida pelo bem-intencionado porém tolo apóstolo Judas, que, pressionado, convencido e ameaçado pelo Sinédrio, acabou assinando a sua célebre confissão. Isto ocorreu porque Judas, há tempos, imprudentemente porém com honestas intenções, secretamente negociava o que ele julgava ser o "apoio" dos sagazes membros do Sinédrio ao Evangelho.

MADRUGADA DE SEXTA-FEIRA "SANTA"

Acabou o breve julgamento judaico de Jesus.
Haja vista as "provas" apresentadas pelo sumo-sacerdote e a firme atitude de Jesus de, a qualquer preço, proteger seu apóstolos e seguidores - negando-se a se defender e assumindo a responsabilidade exclusiva de todas as acusações - Jesus foi, por unanimidade, condenado à morte.
Em seguida, imediatamente ele foi conduzido à prisão judaica.

AMANHECER DE SEXTA-FEIRA

Esbirros do Sinédrio conduziram Jesus a Pôncio Pilatos, com o pedido pessoal do sumo-sacerdote para Jesus ser também condenado à morte pelos romanos, dessa vez por crime de tentativa de rebelião contra a autoridade romana.
Esta manobra do sumo-sacerdote tinha motivos óbvios, ou seja, ele não queria que o Sinédrio sujasse as mãos matando um compatriota judeu, e muito menos produzir um mártir, e sim Jesus deveria ser morto pelos romanos.
Logo após o conhecido diálogo com Pôncio Pilatos, que condenou Jesus à morte na cruz, Jesus foi imediatamente conduzido ao pátio da prisão romana para o rotineiro açoitamento que precedia a crucificação.

FINAL DA MANHÃ DE SEXTA-FEIRA


Como ocorria com todos os condenados à crucificação, Jesus foi açoitado por soldados romanos.
Entretanto, o célebre e degradante episódio que ocorreu em seguida - as humilhações, zombarias, insultos, escárnios e maus tratos a Jesus - não foi de autoria dos soldados romanos, e sim foi protagonizado por infelizes judeus, criados da corte de Pilatos, naquele momento na folga para almoço, que com aquela atitude queriam "mostrar serviço" aos seus senhores romanos.

QUASE MEIO-DIA DE SEXTA-FEIRA

Um grupo de soldados romanos, seguido por uma lamentosa procissão, conduziu Jesus ao cimo do Gólgota.

POUCO DEPOIS DO MEIO-DIA DE SEXTA-FEIRA

Jesus e mais dois sentenciados foram crucificados, sob a vista da multidão que os cercavam.

TRÊS HORAS DA TARDE DE SEXTA-FEIRA


Morreu, crucificado como um reles criminoso, o maior, o mais heróico, o mais amoroso, o mais sábio e o melhor homem que já nasceu na Terra, Jesus, o mais perfeito intérprete do Cristo da Terra, o meigo e divino Rabi da Galiléia!
Suas últimas palavras terrenas, pronunciadas quando ele agonizava e enquanto sofria dores lancinantes, bem identificaram e testemunharam a sua elevadíssima hierarquia espiritual:
-- Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem!

SÁBADO "DE ALELUIA"

Judas, tomado por insuportável remorso, suicidou-se por enforcamento.

DOMINGO "DE PÁSCOA"

Jesus materializou-se três vezes:
-- Para Maria de Magdala.
-- Para seus apóstolos.
-- Para Maria, sua divina mãe terrena.


Fonte:
Livro "O Sublime Peregrino", de autoria de Ramatis, psicografado pelo saudoso Hercílio Maes.

Nenhum comentário: