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terça-feira, 21 de abril de 2009

Desempenho escolar: colabore com o sucesso de seu filho.

Saber a hora de cobrar tarefas e notas ou apoiar nas dificuldades não é tarefa fácil. Ao trabalhar com famílias, tenho observado que elas apresentam dificuldades em situações cotidianas, principalmente na tentativa de conciliar jornada de trabalho, educação dos filhos e lazer.

Quando a criança não vai bem nos estudos, na maioria das vezes os pais culpam o ambiente escolar. Prefiro refletir sobre o outro lado: o meio escolar não é o único responsável pelo baixo rendimento. A família tem um peso muito grande por incutir na criança seus valores, crenças e ideais. Esses aspectos são passados de geração para geração e nem se faz uma reflexão a respeito, é tudo muito inconsciente. Quando a culpa de um mau desempenho não está ambiente escolar, o pai ou a mãe atribui a culpa ao outro, que pode ser até mesmo um amigo.
Ressalto que as crenças e valores são passados pela prática do dia-a-dia. E exemplifico: “Por vezes, a mãe comenta coisas como ‘você é igual ao seu pai’, “é desligado com o irmão” e nem sempre como elogio. Não reconhece a individualidade do filho e ele, inconscientemente, passa a se identificar com esse pai ou irmão, já que parece não ter opção de construir sua própria identidade.

Confira as dicas  para prevenir o mau desempenho escolar dos seus pequenos:

- Evite fazer os trabalhos escolares de seu filho, faça junto com ele! Do contrário, estará demonstrando que o considera sem maturidade ou inteligência suficientes, afetando sua auto-estima.

- Não aja como quem não quer que o filho cresça, superprotegendo-o o tempo todo. Ele se sentirá mal e ainda mais dependente quando se vir sem recursos para agir com espontaneidade e autonomia.

- Consulte profissionais antes de atribuir distúrbios de aprendizado a problemas neurológicos ou fisiológicos. Eles representam porcentagem pequena dentre as causas.

- Abandono total também faz mal. Dê atenção ao desempenho escolar de seu filho. Ele procura atrair a atenção do pai ou da mãe e espera reconhecimento e valorização e não um mero ‘não fez mais que sua obrigação’.

- Evite fazer comparações com a vida pregressa escolar do pai, da mãe ou de um irmão, seja para usá-los como bons ou maus exemplos.

- Se a criança ou o adolescente foi reprovado, evite ficar repetindo o tempo todo, frases como ‘não vá levar paulada de novo’ ou ‘este ano vai ser bem difícil’. Pense que este é um novo ano, fique atento e ajude no que for preciso.

- Supervisione diretamente os afazeres do filho até os 12 ou 13 anos de idade. Para os mais velhos, dê pelo menos uma conferida se as tarefas foram adequadamente realizadas.

- Se precisar ser autoritário, mande-o fazer as tarefas para depois permitir que ele se ocupe com internet, televisão ou os amigos. Esse tempo despendido deve ser controlado.

- Dê mais espaço (inclusive físico) para a autonomia de seu filho de forma que possa organizar bem os estudos.

É preciso, ainda, saber como o filho está emocionalmente. Muitas vezes, a família só cobra e impõe, enquanto deveria ajudar a fazer, estimulá-lo. Fazer junto não é fazer pelo filho, mas acompanhar suas atividades e permitir que ele tenha autonomia.


2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei muito desse blog,é tudo que eu preciso trabalhar com os pais e os alunos do meu 2º ano.

EternoAprendiz disse...

Parabéns pelas postagens Xênia!!!
Peço licença para colocar em meu blog, algumas postagens suas.
Quanto mais divulgarmos artigos bons, mais contribuiremos com nossa comunidade educacional. Não se preocupe, pois darei os devidos créditos.
Beijos!!!!