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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Insensibilidade

Um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado no Vietnã, liga para seus pais em São Francisco:

- Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a pedir. Tenho um amigo que eu gostaria de levar comigo.

- Claro, ele respondeu, nós adoraríamos conhecê-lo!

- Há algo que você precisa saber - continuou o filho - ele foi terrivelmente ferido na luta; ele pisou em uma mina e perdeu um braço e um perna. Não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.

- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para ele morar.

- Não, papai, eu quero que ele venha morar conosco.

- Filho, - disse o pai, - você não sabe o que está pedindo. Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós. Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo...

Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.

Alguns dias depois, no entanto, ele receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio.

Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levado para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, o filho deles tinha apenas um braço e uma perna.

 

 

Reflexão:

Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis. De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou espertas como nós somos.

 

 

Se em condições normais já encontramos as pessoas com a inclinação de ânimo descritos na estória acima, imagine aqueles pais que têm filhos que estão destruindo sua saúde com o uso de drogas e vida devassa, sem respeito a nenhuma instituição, violentos, chegam a um ponto de tal exaustão que têm vontade que o problema se afaste, desapareça, saia do convívio de suas casas.

Tal é seu desespero, sentimento de revolta, de culpa, que chegam ao extremo de desejarem que esta pessoa, antes muito querida, morra. Não desejam mais conviver com um ser virtualmente coto de suas capacidades morais, físicas e intelectuais. Realmente não é fácil conviver com pessoas que de alguma forma estão mutiladas, mesmo que este seja o próprio filho. Daí ser necessária muita força interior, muita espiritualidade, para superar o trauma destas anomalias.

Se você chegou a este extremo, sente estes impulsos, não demore mais, aja agora, procure se fortalecer e em conseqüência poder ajudar aquele ente querido a se reencontrar para a vida e proporcione muitos momentos de felicidade para todos.

Um comentário:

Sissym disse...

Xenia, eu francamente acho que existem pessoas assim. O filho testou a confiança e amor dos pais, estava completamente arrasado... os pais nem deram a oportunidade de ver. Muitas vezes só de olharmos nos olhos já é algo tão bom e certo. Pequenas diferenças no dia-a-dia mostram a dureza da realidade de cada um. Que texto! Bjs