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quinta-feira, 9 de abril de 2009

“Marilyn Manson” é uma influência perigosa aos nossos jovens?

Biografia “Marilyn Manson”


Excêntrico? Atormentado? Marketeiro? O Anti-Cristo em pessoa? Muitos são os adjetivos que classificam Marilyn Manson, porém todos concordam em um ponto: Ele sabe como impressionar e causar polêmica.

Brian Hugh Warner (seu verdadeiro nome), nasceu em Ohio, no dia 5 de Janeiro de 1969. Teve uma formação católica, tradicional e sua infância foi muito perturbada. Estudou Jornalismo e começou a trabalhar na revista 25th Parallel, onde entrevistava bandas.

Nessa época, já havia adotado a alcunha de Marilyn Mason (junção dos nomes da sex-symbol Marilyn Monroe com o do serial killer, Charles Manson) e era muito influenciado por grupos como Kiss, Black Sabbath, Alice Cooper e AC/DC. Numa de suas reportagens, conheceu Trent Reznor do Nine Inch Nails e este o convidaria mais tarde para abrir um show dele. O Marilyn Manson and the Spooky Kids tinha a seguinte formação: Brian Tutunick (Olivia Newton-Bundy) no baixo, Perry (Zsa Zsa Speck) no teclado, Scott Putesky (Daisy Berkowitz) na guitarra e uma bateria eletrônica.

Começaram a se apresentar em pequenos lugares, já mostrando a que tinham vindo: além das roupas e maquiagens bizarras, usavam garotas nuas banhadas em sangue e crucifixos invertidos para “decorar” o palco.

O baterista Freddy Streithurst (Sara Lee Lucas) se junta aos Spooky Kids e eles assinam com a Nothing Records, selo de propriedade de Reznor. O álbum de estréia “Portrait of an American Family”, veio em 1994 e logo saíram em uma excursão junto ao Nine Inch Nails.

De volta pra casa, o batera Sara Lee Lucas deixa o grupo e Kenny Wilson (Ginger Fish) assume as baquetas. Era hora do segundo álbum. Eis que no ano seguinte é lançado “Smells Like Children”. Um cover do Eurythmics, a faixa “Sweet Dreams”, tornou a banda bastante conhecida na cena musical, graças a um videoclipe que foi muito exibido na MTV.

Mas foi só no terceiro álbum que Marilyn Manson se consagrou no mundo todo. Ainda durante as gravações, Daisy foi substituído por Zim Zum e, em 1996, “Antichrist Superstar” entra nas primeiras posições das paradas.

Os shows eram cada vez mais requisitados e cada vez mais insanos. O Reverendo Marilyn Manson, como já era conhecido, rasgava Bíblias no palco, limpava-se com a bandeira americana, cortava o próprio corpo com lâminas e ainda fazia questão de destruir por completo todos os camarins. Muitos prefeitos tentavam proibir os shows de Manson em suas cidades, o que só servia para aumentar a fama do vocalista.

A faixa “The Beautiful People” foi executada incessantemente e ganhou um videoclipe tão bem produzido quanto bizarro. O próximo passo foi a publicação de um livro de memórias, intitulado “The Long Hard Road out of Hell”, que foi muito bem sucedido. Neste ano, 1997, Manson faz sua primeira apresentação no Brasil. 

Já em 1998, o guitarrista, John Lowery entra no lugar de Zim Zum e o quarto álbum, “Mechanical Animals”, chega ao mercado. Manson surpreende a todos com um novo visual, meio andrógeno e mais colorido que o anterior. O disco foi bem recebido e o destaque desta vez foi “The Dope Show”.

A banda, que já havia participado da trilha sonora do filme “Spawn” em 1997, repetia a dose em “Matrix” e “Detroit Rock City”, dois anos depois e em “The Blair Witch” em 2000. No mesmo ano, é lançado “Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death)”, o novo álbum de estúdio que não causou grande impacto, mas agradou os fãs.

Após um tempo sumido da mídia, Manson volta com força total em 2003 com “The Golden Age of Grotesque”. Pesado e agressivo, o álbum mistura elementos de “Antichrist Superstar” em faixas como “Doll-Dagga Buzz-Buzz Ziggety-Zag ” e “Slutgarden”, e de “Mechanical Animals” como em “Spade” e “Para-Noir”. O destaque ficou para o criativo vídeo de “mOBSCENE” e para o ‘cover’ “Tainted Love”, do Soft Cell, que ganhou uma cara totalmente nova. O resultado final foi um grande disco capaz de causar bastante repercussão pela música em si e não só pelas extravagâncias do Reverendo.

Em setembro de 2004 chega às lojas a primeira coletânea de Manson, “Lest We Forget”, lançamento em CD e DVD que traz sucessos como “Rock is Dead” e “mObscene” além dos ‘covers’ “Sweet Dreams”, do Eurythmics e “Personal Jesus”, do Depeche Mode.

O próximo lançamento de Manson só seria lançado em junho de 2007, “Eat Me, Drink Me”. O disco traz algumas mudanças na sonoridade e mesmo nas letras, mostrando um lado mais maduro e ao mesmo tempo melancólico do cantor. Muito foi dito que o clima deste álbum é resultado dos problemas pessoais pelos quais Manson estava passando enquanto compunha o material como problemas de saúde de sua mãe e desavenças amorosas. 

Dez anos após tocar no Brasil, “Eat Me, Drink Me” dá a oportunidade dos fãs brasileiros assistirem mais um show de Manson. O cantor se apresenta no Rio de Janeiro e em São Paulo no final do mês de setembro, além de uma participação na cerimônia VMB da MTV.
LETRA: The Beaultiful People (Marilyn Manson)
The Beaultiful PeopleAs pessoas bonitas
I don’t want you and I don’t need you
Don’t bother to resist, I’ll beat you
It’s not your fault that you’re always wrong
The weak ones are there to justify the strong
The beautiful people, the beautiful people
It’s all relative to the size
Of your steeple 

You can’t see the forest for the trees
You can’t smell
Your own shit on your knees
Hey you, what do you see?
Something beautiful, something free?
Hey you, are you trying to be mean?
If you live with apes man,
It’s hard to be clean
There’s no time to discriminate,
Hate every motherfucker
That’s in your way 

The worms will live in every host
It’s hard to pick which one they eat most
The horrible people, the horrible people
It’s as anatomic as the size
Of your steeple
Capitalism has made it this way,
Old-fashioned fascism
Will take it away
Eu não quero você e eu não preciso de você
Não tente se opor, baterei em você
Não é sua culpa estar sempre errado
Os fracos estão aí para justificar os fortes
As pessoas bonitas, as pessoas bonitas
É tudo relativo ao tamanho
Da torre da sua igreja 

Você não pode ver a floresta para as árvores
Você não sente o cheiro
Da sua própria merda nos seus pés
Ei, você, o que você vê?
Algo bonito? Algo livre?
Ei, você, está tentando dizer algo?
Se você vive com macacos, cara,
É difícil estar limpo
Não há tempo para discriminar
Odiar todos os filhos da puta
Que estão no seu caminho 

Os vermes viverão em cada hospedeiro
É difícil dizer qual eles comerão mais
As pessoas horríveis, as pessoas horríveis
É tão anatômico quando o tamanho
Da torre de sua igreja
O capitalismo deixou as coisas desse jeito
Facismo fora de moda
Vai acabar com isso

4 comentários:

TONY disse...

Olá "Cuca" Xénia

Apesar da minha idade , sou fã (não adolescente) dele.
Ainda não senti nenhuma influência em mim, rsss

Xênia da Matta disse...

Muito legal, é bom saber que ainda temos jovens com personalidade e opinião própria. Bjux

http://achediscipulos.blogspot.com disse...

O que é interessante é que na maioria das vezes, quem é influênciado por alguém ou alguma coisa não percebe até que ponto já está envolvido. Ser influenciado não diz respeito simplesmente a passar a se vestir, falar ou praguejar como Marilyn Manson, mas a adotar sua postura frente a valores extremamente necessários a construção de uma sociedade que vale a pena.

maite_edc disse...

eu acho que esse Marylin um nojo..
tenho amigos fãs dele que são completamente Anti-Cristo e veneram esse homem como de ele sim fosse O DEUS.. Aff ele é ridiculo em atitudes e pensamentos. e concordo com o Titulo aê..