Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

domingo, 26 de abril de 2009

Nunca foi tão fácil: encontrar o inimigo chamado: drogas.


A cultura das drogas dos anos 60 ruiu. Mas essas substâncias continuam fazendo parte do cotidiano dos adolescentes. Saiba mais lendo pesquisas sobre o uso de drogas no Brasil.

Entre os estudantes de 1º e 2º graus, o álcool é a droga mais amplamente utilizada, muito à frente do tabaco, que é o segundo colocado. Apenas 0,9% dos estudantes tentaram e não conseguiram comprar bebidas alcoólicas. Cerca de 50% dos alunos entre 10-12 anos já fizeram uso dessa droga.

O uso inicial do tabaco é bastante precoce na vida dos estudantes da rede pública de ensino. Aos 10-12 anos de idade, cerca de 11,6% já fizeram pelo menos uso experimental dessa substância.


Consideram muito fácil conseguir (faixa etária 12-17 anos):

- maconha: 66,1%
- cocaína: 57.5%
- crack: 57,1%
- LSD: 30,4%
- heroína: 33,3%
- solventes (esmalte, acetona, removedores, gasolina): 82,7%
- benzodiazepínicos (ansiolíticos): 44,3%
- anfetamínicos: 42,1%
- anticolinérgicos: 39,1%
- esteróides / anabolizantes: 50,3%

Prevalência de pessoas afirmando que alguém:

- se aproximou para vender drogas nos últimos 30 dias prévios à entrevista:
Faixa etária 12-17 anos: 7,1%
Faixa etária 18-24 anos: 8,7% :: Meninos: 9,4%

 

- visto alguém bêbado nas vizinhanças (nos últimos 30 dias prévios à entrevista):
Faixa etária 12-17 anos: 63,2%
Faixa etária 18-24 anos: 66,7%

 

- visto alguém "doido" sob efeito de drogas (nos últimos 30 dias prévios à entrevista):
Faixa etária 12-17 anos: 42,2%
Faixa etária 18-24 anos: 41,9%

 

- vendendo drogas (nos últimos 30 dias prévios à entrevista): 
Faixa etária 12-17 anos: 23,7%
Faixa etária 18-24 anos: 22,1%

 

- alguém procurando por traficantes (nos últimos 30 dias prévios à entrevista):
Faixa etária 12-17 anos: 24,4%
Faixa etária 18-24 anos: 23,2%

Fonte: I Levantamento Domiciliar Nacional sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas - Estudo envolvendo as 24 maiores cidades do Estado de São Paulo - 2009


O que fazer contra esse grande vilão que rouba nossos filhos?

O desafio da conversa

Os pais que foram jovens em 1970 sabem pouco sobre o mundo das drogas no século 21.

 Um problema mais comum do que se pensa. O mundo das drogas transformou-se radicalmente e o pessoal com mais de 40 anos se sente desnorteado. Algumas mudanças:

 As drogas hoje são mais fortes e viciam mais. Estudos mostram que a concentração de tetraidrocanabinol, princípio ativo da maconha, é muito maior hoje do que há trinta anos.

 Antigamente, a maioria dos jovens começava a tomar drogas no período de faculdade, ou seja, depois dos 17 anos. Hoje, a idade média da primeira experiência caiu para 13 anos.

 O mundo das drogas desconectou-se da histórica associação com a rebeldia e passou a ser um negócio pragmático e próximo da marginalidade. 

Diante desse panorama, muitos pais partem para duas soluções extremas. Ou se tornam repressores e policialescos, ou invocam seu passado liberal e tentam se tornar "amiguinhos" dos filhos, conversando sobre maconha e cocaína de forma descontraída. Ambas as atitudes, estão erradas – especialmente a segunda, que pode levar os pais a perder a autoridade. Além desses, existem vários erros na abordagem do assunto drogas que podem ser evitados. Não existe, no entanto, uma fórmula certa. Cada caso é um caso. 





Drogas e o amor-exigente 

OS 12 PRINCÍPIOS DO "AMOR EXIGENTE"

Primeiro Princípio: "Ninguém dá o que não tem".

Pais vazios, filhos frágeis. Escrevia um jovem encarcerado a seus pais: "Porque vocês foram fracos no bem, eu fui forte no mal”. Pais despreparados, filhos desorientados.

Segundo princípio: “Os pais também são gente”.

Isso quer dizer que os pais não são onipotentes; pelo contrário, devem aceitar suas imperfeições e devem perdoar a si próprios, sem perder sua autoridade,nem desanimar por causa dos problemas.

Terceiro princípio: “Os recursos dos pais são limitados”.

Na verdade, os pais precisam ser ajudados com apreço, reconhecimento e atenção dos filhos, pois sofrem limitações econômicas, emocionais, éticas, religiosas.

Quarto princípio: “Pais e filhos não são iguais”. 

Aos pais cabe a obrigação de intervir, de estabelecer normas, de cobrar. Não podem abdicar de sua missão nem de sua autoridade. Os filhos devem respeitoaos pais, inclusive porque o quarto que ocupam é dos pais.

Quinto princípio: “A futilidade da culpa”.

O jogo da culpa não resolve nada porque é auto-censura. De nada adianta auto-flagelar-se. O que importa é mudar, aprender com os erros. Pela culpabilização os filhos manipulam os pais, os quais, por sua vez, se fazem vítimas pela auto-culpabilização.

Sexto princípio: “O comportamento dos pais afeta os filhos, e o comportamento dos filhos afeta os pais”.

O jeito de ser pai e mãe, o testemunho de vida dos pais, os gestos mais que as palavras afetamos filhos. Por outro lado, os acontecimentos da vida dos filhos, sua conduta, suas crises afetam os pais como uma caixa de ressonância. Os pais precisam de ajuda.

Sétimo princípio: “É preciso tomar atitude”.

Não se omitir nem delegar responsabilidades para terceiros. Os pais devem discordar dos filhos quando errados, tomar atitudes contra os abusos, buscar apoio deoutras pessoas, obter informações.É preciso decidir, agir,cumprir seu dever e sua missão.

Oitavo princípio: “Administrar as crises”.

Os problemas são possibilidades de vitória. É preciso trocar idéias, aceitar ajuda de outras pessoas.

Nono princípio: “Ter um grupo de apoio”. 

Esse grupo é formado por pais envolvidos com problemas de drogas com seus filhos, para troca de experiências, informações e instruções. Assim, os pais não e sentem sozinhos e têm um ambiente propício para seus desabafos e alívio das tensões.

Décimo princípio: “Exigir a cooperação dos filhos”.

Os pais devem dar tarefas e trabalhos para os filhos, fazendo-os participar da vida familiar. Eles devem arrumar seus quartos, lavar a louça suja da pia, não deixar tênis e roupas jogadas no chão. 

Décimo primeiro princípio: “A necessidade da disciplina”.

Sem disciplina, os filhos crescem inseguros e tornam-se onipotentes. Os pais acabam sendo reféns de seus filhos. É preciso estabelecer limites, educar a vontade. Não esconder a verdade.

Décimo segundo princípio: “Amar é saber ser firme, saber dizer não”.

Os pais não devem ceder aos sentimentos e emoções. Não colocar panos quentes sobre os erros dos filhos. Muito menos justificar seus erros, não se abalar com as chantagens. O sofrimento é redentor. O amor é exigente.

 

AMOR EXIGENTE NÃO É CONTRA O JOVEM

                    O Amor Exigente manda o pai colocar o filho drogado fora de casa? 

A resposta é mais longa do que sim ou não.

O Amor Exigente não "manda", mas orienta, mostra caminhos, e o pai e mãe decidem o que querem fazer em relação ao filho que causa problemas no lar.

Consideramos que a família seja um grupo de pessoas sob um mesmo teto, tendo os mesmos interesses, cooperando entre si para atingir seus objetivos.

Consideramos também a grande influência que os elementos da família exercem uns sobre os outros. Qualquer um pode observar como o grupo familiar acaba tendo posturas parecidas, timbre de voz, maneira de atender o telefone, enfim, maneiras de ser semelhantes, até que influências externas comecem a ser mais fortes.

Quando essas influências externas começam a crescer e com elas entra a droga, a familia perde a sua harmonia, os comportamentos começam a se complicar, a se chocar, aparece a agressividade ou a apatia e falta de interesse por tudo (escola, trabalho, bem-estar familiar) a familia se desequilibra, os pais perdem o rumo, a direção a seguir, os outros filhos se revoltam. Nessa hora, se os pais quiserem salvar a familia, devem parar, se orientar, pedir ajuda de quem já passou pelo problema, controlou ou solucionou. Se os pais procurarem o grupo de Amor Exigente, serão orientados a deixar o filho escolher onde ele quer viver: ou continuar vivendo com a familia de origem, seguindo suas regras e valores éticos, ou passar a viver com pessoas diferentes que ele conheceu na rua ou escola.

O Amor Exigente, então, não expulsa o filho drogado de casa, mas pede que ele escolha em que grupo ele quer participar, a que grupo ele quer se igualar, cooperar, - a familia ou o grupo de droga. Nós, pais do Amor Exigente, não somos um grupo de adultos contra o jovem: somos a favor do jovem e, por isso, queremos salvá-lo, quando ele está perdido. É por amor ao jove

m que dedicamos parte de nossas vidas a esse trabalho voluntário, estudando, nos informando e tentando acertar cada vez mais, sempre com muita perseverança e dedicação amorosa.

"Nós amamos, mas não aceitamos o que você está fazendo" - esta é uma frase básica do Amor Exigente. Nós o amamos, mas não aceitamos o que você está fazendo com você, conosco, pais, irmãos, avós, tios. Você, meu jovem , tem que escolher entre a garrafa e familia, entre a droga e sua casa.

A droga e a bebida fazem do jovem o que ele não é. Um filho drogado não é aquele filho que a mãe gerou, amamentou, embalou, se encantou com as primeiras palavras, levou para seu primeiro dia de escola. Esse filho jovem, de olhos lustrosos ou vermelhos, esse filho que ora não quer sair da cama, e ora agride com palavras e gestos em reação a qualquer negativa que recebe dos pais, esse filho não é seu filho... ele é filho da droga, ele é filho da rua. Então, pai, mãe, você tem sim que ter coragem de tomar uma atitude e pedir para ele escolha seu caminho. A resposta à pergunta formulada é: - Não. Mas a familia lúcida e corajosamente tem que agir para salvar seu filho e, mais do que isso, salvaguardar a harmonia familiar.

2 comentários:

ICPNI disse...

Amada Xenia, para resolver esse problema, é preciso encontros interdisciplinares, leis, lutas de todos os grupos humanos. Precisamos parar de ficar procurando bodes expiatórios para quem é o culpado de tudo o que está nos acontecendo. O que esta acontecendo é produto de que nós, seres humanos, esquecemos que somos seres biológicos, que temos limites e que formamos parte de um todo, onde o ar, a água, as plantas, os animais, tudo está ligado. E se levarmos em conta tudo isto e fizermos uma luta pela vida, o problema das drogas, que é o problema da destrutividade, vai ser vencido.
A paz

Ismaelita Nascimento disse...

Oi Xênia! achei importante deixar meu depoimento em seu post ,quando estava na direção de escola enfrentei muitos problemas com relação aos vícios dos alunos muito deles ´para disfarçar consumiam álcool misturado com refrigerante e ficavam bêbados pela manhã coisa incrível e triste de se ver. Consumiam outros tipos de drogas e ainda consumem,
devido a este fator enfrentamos muita violência na escola e as vezes não sabemos lidarr com isto.