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quarta-feira, 22 de abril de 2009

O melhor amigo gay:Mulheres héteros e homens homossexuais tendem a se tornar inseparáveis.



 Comportamento
O melhor amigo gayMulheres héteros e homens homossexuais
tendem a se tornar inseparáveis. Mas, se ela quer arranjar um namorado, é bom um pouco de distânciaCena do seriado americano Will & Grace: eles moram juntos e já dividiram o interesse pelo mesmo tipo de homemEle quase é o homem que toda mulher gostaria de ter: é companheiro, topa qualquer programa – até almoço em família –, gosta de discutir a relação – a sua e a dos outros –, é sincero e sensível. Só não é perfeito porque sexo – com você – não faz parte dos interesses dele. Logo, não pode ser o homem ideal. Mas pode ser o amigo ideal. "Ter um grande amigo gay é a relação platônica dos sonhos: solidária, não competitiva, alegre e sem potencial sexual, acrescida ainda – como diz o mito popular – por um interesse comum por dois assuntos: acessórios e homens", explicou ao jornal The ObserverJonathan Harvey, autor do seriado Gimme Gimme Gimme, que ganhou status de supercult na Inglaterra, sobre um casal de amigos (ele gay) que divide a mesma casa.Nenhuma mulher duvida que amigo gay é excelente companhia para ir a boates animadas, fazer compras, jantar em restaurante japonês, olhar vitrines e até freqüentar o cabeleireiro – onde se pode contar com aquele palpite masculino que nenhum namorado ou marido jamais se prontificou a dar. 

A relação da amiga hétero, sobretudo a solteira, com os gays é tema de vários seriados de TV, como Will & Grace, um dos mais populares do canal Sony. Protagonizado por um advogado homossexual e uma decoradora que dividem apartamento em Nova York, suas histórias refletem muito bem a relação de cumplicidade entre eles. 


As situações contadas na série se aproximam muito de casos reais do cotidiano de uma mulher que tem um amigo gay. São exemplos o episódio em que ambos se apaixonam pelo mesmo sujeito (que, diante do absurdo, prefere cair fora), o capítulo em que fazem um pacto segundo o qual, se não arrumar um marido até os 38 anos, ela terá um filho dele, e as cenas freqüentes em que aparecem devorando potes de sorvete e falando de homens diante da TV. Ou seja, tudo o que aconteceria entre duas amigas, mas com o detalhe de a personagem contar com um interlocutor, e cúmplice, do sexo masculino – mesmo que ele seja gay. "É por isso que, no fundo, toda mulher gostaria que seu amigo gay fosse hétero", diz a comissária de bordo baiana Helenice Javanish, que tem o hábito de só sair com amigos homossexuais. 


Elizabeth e Leonardo: para ele, ela é uma "irmã"Não bastasse isso, ele ainda é excelente ouvinte nas horas difíceis. A advogada mineira Elizabeth Monteiro, de 30 anos, e seu amigo gay, o biblioteconomista Leonardo Assumpção, de 27, não se desgrudam há cinco anos. "Sei que com ele posso contar", diz Elizabeth. Quando terminou um relacionamento de oito anos, foi ele quem mais a ajudou nas horas difíceis. A maioria dos amigos não tinha a menor paciência para escutar suas lamúrias nem as lembranças do ex. "Também fiquei surpresa ao ver que, depois que fiquei solteira, minhas amigas casadas ou com namorado passaram a me ver como ameaça e se afastaram", conta. A psicóloga Carmen Lúcia Souza, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, acha que a mulher busca no amigo gay uma sensibilidade maior. "O homossexual é de fato um homem mais sensível, que exprime sentimentos de forma mais livre que os heterossexuais", ela observa.E os gays, por que se apegam tanto a suas amigas? André Fischer, diretor do portal e do festival de cinema Mix Brasil, voltados ao público GLS, acredita que eles encontram nelas o carinho e o suporte emocional que gostariam de ter na família. "É outro nível de amizade. A amiga hétero acaba sendo como uma irmã", explica. Leonardo, o grande amigo de Elizabeth, conta que o relacionamento deles vai muito além das boas risadas durante as baladas gays e dos conselhos divertidos sobre como conquistar alguém. "As mulheres conseguem enxergar as coisas sem preconceito", diz Leonardo.Os vários aspectos positivos desse tipo de amizade podem, no entanto, nublar outra verdade. Andar só com gays pode ser um empecilho sério para quem quer arrumar um namorado. O ambiente e os papos GLS costumam ser refratários a uma paquera hétero. "Você acaba se acostumando a sair na noite gay, o que é muito divertido, mas é nulo para engatar um relacionamento hétero", afirma a empresária carioca Tatiana Romeno, de 35 anos, que resolveu se afastar – pelo menos provisoriamente – das baladas GLS. De fato, em boates gays é difícil encontrar um hétero disponível. Caso ele exista, ainda assim sempre vai pairar aquela pergunta no ar: "Será hétero mesmo? E aquela dancinha que ele fez com o cara sem camisa agora há pouco?" Outro aspecto é que, em geral, homem hétero morre de medo de gay. É raro ver um sujeito paquerar uma mulher que esteja rodeada deles. "Já reparei várias vezes que o cara está até interessado em mim, mas tem medo de ficar me olhando porque pode parecer que está paquerando um dos gays da minha mesa", conta a professora primária carioca Janaína Fernandes, de 27 anos. Nem tudo é perfeito.   

Um comentário:

ivandro disse...

Para mim esta informação corresponde a realidade que a gente propio ve por ai algumas até se apaixonam por eles.