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domingo, 19 de abril de 2009

Ontem meu filho foi preso.


 
















Fiz algumas anotações  sobre um assunto sobre o qual não tenho competência alguma, quer acadêmica, quer prática. Credenciados a falar sobre o que vou escrever, por competência científica e prática, são os advogados e os policiais. Mas, como o exercício de pensar e de comunicar o pensamento é um direito dado a todos os cidadãos, ouso falar sobre o crime, com olhos que olham de longe. 
Ontem meu filho foi perseguido por policiais e preso. Então, eu que estava tão afastada do crime, me vi dentro de uma delagacia, passando por toda sorte de humilhação que passa uma mãe em casos assim. E na minha angústia pude enxergar todas as mães que tem seus filhos presos e que são privadas de seu convívio por anos a fio. Vou contar a vocês o crime que meu filho cometeu, resumidamente:
Meu filho é um jovem (foto acima) de 22 anos, não bebe, não fuma, nunca usou drogas, trabalha durante o dia e a noite cursa o 3° ano de fisioterapia, na faculdade. Ele tem uma moto, que comprou na loja e está devidamente documentada e com os impostos e seguro pagos. Bem, ontem ele chegou do trabalho por volta das 13:00 horas. Almoçou, tirou um cochilo e saiu pra ir a casa de um amigo. Moramos em uma cidadezinha do triangulo mineiro com pouco mais de 20 mil habitantes e aqui todo mundo conhece todo mundo. No trajeto, encontrou um amigo, que acidentalmente tinha virado o pé e se machucara, estava mancando. Meu filho parou a moto, e perguntou o que havia acontecido, o amigo relatou, como esse amigo morava perto, coisa de 4 quadras aproximadamente, ele se ofereceu para levá lo, apesar de não estar com o capacete do carona. Foi aí, que aconteceu o crime...
Ao longe, ele avistou uma viatura da polícia, e se assustou por estar "fora da lei", acelerou a moto e saiu em disparada, virou na primeira esquina e pediu o amigo que descesse da moto. Continuou sua fuga insana, e sem motivo, pois teria sido tão mais simples assumir uma multa, não é?
Não sei se por erro meu, como mãe, que sempre falei muito sobre o que é a lei, o que é certo ou errado, das nossas responsabilidades, ainda não entendi o que ele pensou e do que ele fugia, mas, se comportou como um marginal ao correr. Na fuga, entrou pela contra mão, tentou fazer uma manobra arriscada, bateu com a moto na guia da calçada e se acidentou. Graças a Deus, não se machucou muito, não quebrou nada, só ralou bastante. Então foi abordado pelos policiais que o reconheceram como meu filho, conduziram ao hospital, e depois a delegacia. Me ligaram da delegacia, pois ele estava sem os documentos da moto, fui com o coração aflito: - Meu filho, meu menino, preso, numa delgacia? O que ele teria feito, Meu Deus? Estaria com drogas? Estaria envolvido com más companhias? Roubo? Assassinato? Que horrror, como sofri nesse pequeno percurso, de casa  até a delegacia.
Chegando lá, fui recebida por um policial armado, ansioso por ver os documentos da moto, talvez acreditando que ela pudesse ter sido roubada. 
Meu filho me deu um olhar, que alcançou com a força de um meteoro  o meu coração de mãe, senti que ele dizia com os olhos: Mamãe, me perdoe por você estar aqui, por eu estar aqui.
Fui ao encontro dele e fui contida por outro policial que disse ser necessário aguardar o delegado, pois, ele tinha desobedecido ordem policial de parada, tinha dirigido na contra mão, caracterizando direção perigosa e irresponsável. 
Como tive pena do meu menino! Mas, não pude demonstrar, ele tinha que arcar com o ônus de sua imaturidade. Chamei um advogado. A polícia depois de lavrar B.O. e tudo o que determina a lei, depois de eu  vê lo entre outros presos por longas 2 horas,nos liberou, (sim, por que é claro que não o deixaria ali sozinho, em hipótese alguma),  agradeci aos policiais e voltamos pra casa.
Eu perguntei por que ele correu da polícia? Perguntei se ele tinha dimensão do que ele tinha feito? E se os policiais tivessem atirado nele, meu Deus? 
A única resposta: Mãe, eu estava levando uma pessoa sem capacete.
Puxa! Será que sou uma mãe muito rigorosa? Será que ensinei valores muito rígidos aos meus filhos? 
E esse crime aparentemente "inocente", me trouxe uma série de reflexões...
Nesse exato momento em que escrevo só tenho em mente as mães de outros tantos jovens que vi presos lá. Alguns foram meus ex alunos. Alguns já moraram perto de casa. 
Olha, o que acontece dentro do peito de uma mãe é indescritível, é uma dor e uma impotência muito grande. É um misto de amor e ódio. Um emaranhado de sentimentos.
Nenhuma mãe merece ver um filho preso. Nenhum filho tem o direito de fazer sua mãe assistí-lo preso. É uma situação muito complicada. 
Com meu filho, vai acontecer um processo crime, que terá como penalização  serviços comunitários ou o pagamento de cestas básicas.
E com os outros que lá ficaram? Que mataram, que roubaram, que são traficantes de drogas? 
Eu tenho certeza que suas mães ensinaram coisas boas também pra eles, pode haver exceções, claro. Mas, a maioria, tem família. E, daí? Não ouviram, não pensaram, não refletiram, e assim como meu filho fugiu sem pensar, cometeram outros crimes, muito mais sérios que carregar um amigo na garoupa sem capacete. O dia numa prisão é eterno, o tempo não passa. Tudo é muito igual, sem lógica.
É possível que a lei, ao punir o criminoso, esteja punindo o inocente.Inocente e criminoso vivem no mesmo corpo.
Os crimes  se assemelham a uma amputação – um momento de distração e a serra amputa um dedo. É um acontecimento individual, doloroso, localizado, completo. Cicatriza, deixando marcas. Mas o corpo não é ameaçado. Os crimes de poder são totalmente distintos. Assemelham-se ao câncer. Têm a configuração de uma rede que não para de crescer. Elimina-se um tumor aqui, mas as metástases aparecem em lugares distantes. Sendo uma rede, organizam-se social e politicamente: bandos, gangues, quadrilhas, máfias. Apossam-se de territórios e sobre eles estabelecem suas próprias leis, transformando-se assim em estados. Navegam em todos os canais de comunicação, embarcados no dinheiro. Os meios de circulação de dinheiro são os meios de circulação dos crimes de poder. Onde houver dinheiro ali haverá crimes de poder. Porque dinheiro e poder são a mesma coisa. Agora, num mundo interligado pela globalização da circulação do dinheiro, os crimes de poder ganham o status de “empresa transnacional“. Os crimes de poder têm também a sua ONU, melhor dizendo, OCU, Organização do Crime Unido, que funciona com muito mais eficiência que a Organização das Nações Unidas. Constituem-se como uma potência internacional, um Estado Internacional, com filiais em todos os países. Os assassinatos em favelas, decorrentes de disputas entre traficantes, são nada mais que manifestações da rede mundial de circulação de riqueza ligada ao tráfico de drogas.
Caçador não é quem anda com espingarda pendurada no ombro. Caçador é quem conhece os hábitos da caça.
No passado os criminosos eram as caças a serem caçadas. O Estado era o caçador. Para isso ele criou a polícia.
Os caçadores competentes – detetives - conheciam os hábitos da caça. Sherlock Holmes e Hércules Poirot não usavam revólveres. Usavam o cérebro.
As novelas policiais clássicas descrevem um tipo específico de crime: crimes individuais. Os criminosos eram feras solitárias, lobos soltos que atacavam suas vítimas, protegidos pelo escuro. Atacavam no escuro porque tinham medo. Medo da polícia. Sabiam que, se fossem descobertos, seriam punidos. Enjaulado o lobo o crime estava encerrado. O livro terminava.
Para descobrir tais criminosos os detetives se valiam das luzes da psicologia. A psicologia lhes dava a base teórica que lhes permitia conhecer os hábitos da sua caça. Essa situação se alterou: as caças se transformaram em caçadores. Perderam o medo. Agem abertamente à luz do dia. Sabem que os crimes não serão punidos. Hoje são os caçadores de antigamente que têm medo.
Como explicar essa inversão? É simples. O crime deixou de ser ação de indivíduos solitários. Transformou-se em empresa. Os recursos da psicologia já não são suficientes para compreender os hábitos dos criminosos.
Santo Agostinho já havia notado essa inversão: os ladrões se juntam, transformando-se em quadrilhas, os indivíduos unidos por uma lei comum. Desta forma o seu poder aumenta ao ponto de ocuparem territórios onde os caçadores não podem entrar. Deixam de ser criminosos individuais e se transformam num estado. O que lhes dá a qualidade de estado é a impunidade. É essa a nossa situação no presente. Santo Agostinho disse “estado“, palavra retirada da política. Mas eu prefiro a palavra “empresa“, retirada do discurso da economia.
Empresas são organizações que existem em função do lucro. As empresas procuram vender uma outra imagem, como produtoras de bens. E é verdade. Se não produzissem bens que pudessem ser comprados não sobreviveriam: laboratórios vendem saúde, empresas de turismo vendem viagens, escolas vendem educação, etc. Mas elas sabem que esses bens, em si mesmos, por desejáveis e eficientes que sejam, não garantem a sua sobrevivência como empresa. Muitas empresas vão à falência.
É o lucro, e não a excelência dos bens que produz, que garante a sobrevivência de uma empresa. É o lucro que torna uma empresa desejável como lugar onde fazer investimentos. Assim, do ponto de vista econômico é indiferente que a empresa produza rosas ou armas, livros ou cigarros, sucos ou pornografia.
Uma empresa é legal se, para obter seus lucros, ela se enquadra dentro das determinações da lei: impostos, obrigações trabalhistas, etc. Mas a legalidade implica um ônus econômico para a empresa. Estar dentro da legalidade, para uma empresa, é ter seus lucros diminuídos. Essa é a razão porque, frequentemente, as empresas têm um “Caixa 2“: lugar escuro para transações não permitidas pela lei. É o jeito de aumentar os lucros.
Empresas criminosas são aquelas que obtêm seus lucros por meio de atividades proibidas pela lei.
Ambas as empresas, as legais e as criminosas, só realizarão o seu objetivo econômico de obter lucros se obedecerem as leis da economia. Diferentemente das leis do estado, inventadas pelos homens, as leis da economia não podem ser burladas. Aqueles que as desrespeitarem sofrerão as consequências. Uma empresa que só contabilize prejuízos terá de falir.
As leis da economia nos revelam os caminhos pelos quais o dinheiro flui e reflui. O dinheiro flui e reflui segundo a lei da oferta e da procura. Traduzida de forma simples, a lei da oferta e da procura diz que, havendo procura, haverá oferta. Sou diabético. Minha vida está à procura de algo que seja capaz de controlar o açúcar no meu sangue. Se eu não fosse diabético nem procuraria o endocrinologista e nem compraria remédios. Mais ainda: se não houvesse diabetes não haveria laboratórios pesquisando, produzindo e vendendo medicamentos para diabetes. O diabetes de milhões, assim, é a garantia de bons negócios e lucros para os laboratórios. Mau negócio seria produzir um medicamento que viesse a curar o diabetes. Porque se o diabetes fosse curado, desapareceria esse mercado em demanda permanente de medicamentos. A cura do diabetes é um ideal ético louvável. Realizada, seria um bem para os doentes. Mas, segundo a lei da oferta e da procura, aquilo que é um bem para o ser humano não é, necessariamente, um bem para a economia. Seria um mal para os laboratórios, empresas que obtêm seus lucros da produção e venda de medicamentos a um mercado em expansão: a doença dos indivíduos é a saúde das empresas.
Se a oferta for em excesso os preços cairão e, com eles, os lucros. Geadas sobre os laranjais da Flórida são a felicidade dos produtores brasileiros de laranja: queda na oferta, aumento dos lucros. Se a demanda for grande e a oferta for pouca, os preços sobem e, com eles, os lucros.
As leis da economia ignoram a ética. O jogo econômico só conhece a ética do lucro. Se não me falha a memória, num dos prefácios d‘O Capital, Marx observou que a lógica do capitalismo nada tem a ver com o caráter moral dos capitalistas. Os capitalistas podem ser pessoas maravilhosas e sensíveis. Mas a lógica do jogo econômico os obriga a jogar de uma certa forma, para não irem out of business.
Na década de 20 os legisladores americanos pensaram ser possível abolir as leis do mercado por meio da ética. Puritanos e religiosos, sabiam dos malefícios individuais e sociais do álcool. Pensavam que um país sóbrio seria um país sábio. Assim decretaram a proibição de bebidas alcoólicas.
Mas o que se seguiu não foi o que haviam imaginado. Uma lei não tem o poder para eliminar um desejo. O país não ficou nem mais sóbrio e nem mais sábio. Ficou mais criminoso. Os americanos continuaram a querer beber bebidas alcoólicas. Havendo demanda sem haver mecanismos para satisfaze-la legalmente, mecanismos ilegais aparecem para atender ao desejo. Surgiu, então, uma empresa para atender à demanda: a Máfia. Com a proibição as bebidas se tornaram bens raros e caros. E sem o ônus das obrigações fiscais. Os lucros subiram. O mercado do tráfico ilegal de bebidas se revelou, então, como infinitamente mais lucrativo que o mercado legal. A proibição ética foi boa para os negócios. O poder econômico da Máfia cresceu como um polvo e se infiltrou em todos os setores da vida americana: na política, na justiça, estabelecendo uma rede de corrupção mais poderosa que a moral puritana dos protestantes. Crimes individuais são pequenos ferimentos no corpo, logo cicatrizam. Mas crimes econômicos empresariais são um câncer: tomam conta do corpo e o matam.
Aumentar o número de policiais, o número de viaturas, o poder das armas: essas são providências inúteis. São inúteis porque as instituições policiais funcionam também segundo as leis do mercado.
O que são instituições policiais? São organizações que vendem serviços – como hospitais e escolas. Que serviço vendem? Vendem segurança. Sendo serviços, os seus preços seguem a lei da oferta e da procura. Tem o serviço quem paga mais. Os policiais: quem paga mais pelos seus serviços de segurança? O Estado ou as empresas do crime?
Os legisladores americanos invocaram razões éticas para proibir o comércio das bebidas. Fracassaram. As leis do mercado foram mais fortes. Da mesma forma é irrealista imaginar que a polícia, por razões éticas, vá se colocar fora das leis do mercado. Imagino que sou um policial. Ganho R$ 1.000,00 para arriscar a minha vida em defesa da lei, lutando contra as empresas do crime. Aí uma empresa do crime me oferece uma mesada de R$ 5.000,00 simplesmente para fechar os olhos. Com esse dinheiro a vida ficaria muito melhor: um carrinho para passear com a família, uma bicicleta para o filho, um vestido novo para a mulher, maternidade para o nenê a caminho... Não são esses desejos legítimos de qualquer homem? Ser ético num país de anões de orçamento, lalaus, barbalhos e malufs: será integridade ou idiotice?
Antes da proibição havia o mal das bebidas alcoólicas. Depois da proibição continuou o mal das bebidas alcoólicas, acrescido do mal muito maior do império da Máfia. Na primeira alternativa, as bebidas, sendo comercializadas livremente, fica o mal da bebida, sozinho. Na segunda alternativa, o comércio das bebidas sendo proibido, fica o mal da bebida acrescido do mal muito maior das empresas underground do crime e toda a sua violência e corrupção.
Essa, precisamente, é a situação do Brasil, diante do tráfico de drogas. Primeira alternativa: o mal das drogas, sozinho. Segunda alternativa: o mal das drogas acrescido da rede underground do crime, com todas as suas consequências. As consequências da existência dessa rede são infinitamente piores que o puro mal das drogas. Uma proibição, baseada em nobres intenções éticas, pode ser a causa de um mal maior que aquele que ela pretende eliminar. Por vezes é impossível decidir entre o bom e o mau. Só é possível decidir entre o mau e o horrendo. Essa, a meu ver, é a primeira decisão a ser tomada pela sociedade, se é que ela deseja atingir a rede de violência no seu coração.

11 comentários:

Stanley Rossine disse...

Olá,
Realmente é lamentável a situação que vc passou, e ainda bem que diante da reação dele nenhum dos policiais efetuou disparos. Situação conplicada.
Abraço,
Stanley

Francisco Castro disse...

Olá, Xênia!

Eu me solidarizo com você e com seu filho. Realmente, foi um fato que pode acontecer comn qualquer pessoa, se está fazendo algo errado, fugir da punição. Evidentemente, o garoto estava errado, embora estivesse fazendo uma ação nobre que era dando uma carona a uma pessoa em dificuldade de se locomover, deveria ser multado ou advertido porque estava infrigindo uma lei de trânsito. Mas, as consequências por ter tentado escapar dessa punição foram muito pior.

Mas, o que é um alívio é que isso pode acontecer com qualquer pessoa e seu filho não prejudicou ninguém com essa ação.

Abraços

Francisco Castro

EAD disse...

Amiga, essa é uma das piores situações para uma mãe. Depois, que crime horrendo ele praticou? Foi por excesso de zelo e, talvez, por saber dos desmandos praticados pela polícia. Sinto a mesma impotência que vc sente. Talvez por vc morar numa cidade pequena e ser conhecida, não tenha acontecido nada pior com seu lindo filho. Bjs

Nessullius disse...

nossa, eu simplesmente não tenho como dizer, mas mãe é mãe e tem que passar por situações como essa... :/

agora ele toma jeito! :D

Sissym disse...

Xenia, imagino a angustia.

Já reparou que quando fazemos tudo certinho, é só pisar fora da linha sem querer que algo acontece de errado?! Lei de Murphy. Eu já vi um caso semelhante com um amigo.

Como está seu filho? Ainda nervoso com o que lhe passou?

Desejo que voces recuperem logo deste trauma.

Um beijo e fiquem na paz.

Arthurius Maximus disse...

Entendo o seu sofrimento de mãe. Mas é necessário entender a visão "do outro lado". Muitos inocentes morrem no Brasil porque, apesar de serem honestos e inocentes de qualquer crime, nunca foram educados para se comportarem durante uma abordagem policial.

Ao fugir de uma infração de trânsito grave (ou média não me recordo) seu filho disparou uma cadeia de eventos que poderia até acabar com sua própria morte.

Ao ser abordado por policiais, deve-se sempre manter a calma e agir com naturalidade. Talvez, mesmo com o garupa sem capacete, ele sequer teria sido abordado pelos policiais. Mas ao fugir, disparou o "alarme interno" dos PM's que o perseguiram.

Por sorte, tudo acabou bem e uma importante lição foi aprendida.

Um abraço

FaeL disse...

Espero que tudo melhore daqui pra frente.
Deve ser horrível pra vc mãe passar por isso.
Abraço,
RafaeL Grecco.

NOGUEIRA disse...

Olá Xênia! Me coloquei no seu lugar e por isto entendo o que você passou. Tenho um filho jovem, como pais conhecemos a índole de nossos filhos. Numa situação de confronto com a justiça dos homens e suas índoles das mais variadas, penso que devemos refletir sobre a necessidade de criarmos nossos filhos para o mundo, em detrimento de mundos para nossos filhos. O que é uma pena, pois o mundo que idealizamos para nossos filhos viverem, está longe do que nós, enquanto sociedade criamos.
Abração amiga!

Xênia da Matta disse...

é, o susto foi grande e como disse o amigo acima, poderia ter tido maiores consequencias. Graças a Deus tudo se resolveu a contento. espero que ele tenha aprendido a lição sobre abordagem policial. Bjux e muito obrigada, amigos.

MAURICIO FERRAZ disse...

Querida xenia,posso imaginar sua angustia diante do fato ocorrido, mas creio que tudo isto trará algo possitivo no futuro, e caso lhe sirva de consolo, na familia de minha mulher, a poucos meses, aconteceu um fato bem parecido com o seu, mas o desfecho foi o pior. o primo dela, um adolecente de 16 anos, na garupa de um moto com outros dois amigos, se assustaram ao ver o carro da policia e sairam em disparada, sendo perseguidos pelos policiais, mas a moto acidentou-se vitimando o menor que perdeu sua vida, e posso garantir-lhes que o motivo da fuga era porque os documentos da moto estavam irregulares... não julgo os menores, pois fui adolecente e vez por outra fazia umas merdinhas, mas não estou passando a mão na cabeça de nenhum adolecente, nem mesmo em seu filho que já é um maior de idade, mas o que quero dizer que as reações momentaneas é que devem ser avaliadas, pois nem sempre o desfecho è favoravél...
tudo passara com o tempo.. pois vivo ele está e poderá refazer sua vida, superando este trauma.;.;.
Um forte abraço
Mauricio ferraz

Fernando Claro disse...

Caríssima Xenia, tudo bem agora?

Reverencio muito sua dor.
Passado o susto e a angústia fica-nos a fragilização e vulgarização da vida humana.
É fato que seu filho correu sério riscos, e todos aqui concordam.
Temos uma população carcerária que até cometendo crimes de bagatela não tem mãe ou pai ou pessoa responsável e com dinheiro para ir acompanhada de um advogado para tirá-lo do inferno terrestre quanto antes, evitando um horrendo pernoite em cela com inúmeros anônimos.
Este caso e a reflexão que você fez sobre a criminalidade/segurança/economia despertou minha solidariedade e uma inquietação psicológica e intelectual, dada sua extrema pontaria no busílis da questão.
Estamos interessados em saber como se darão as coisas a partir deste evento com outras famílias Brasil adentro.
Em momentos como estes nossas reações são imprevisíveis e conhecidas por você em razão da profissão, argúcia e sensibilidade.
Dizem haver no País mais de doze máfias transnacionais em pleno funcionamento, no BRasil. (Uma redundância para maximizar o registro).
Podemos perguntar o que pode fazer um Presidente da República ou um Primeiro-Ministro diante desta lógica mercadológica e da acumulação do capital?
Sim, podemos. E temos que reconhecer que eles são grandes administradores de interesses criminosos. Siga o dinheiro e encontrará, quase sempre, sangue, maldade, violência.
Mr. Barak, o Obama, já tem em sua conta milhares de mortes no Iraque e no Afeganistão.
Os EUA são grandes produtores de armas e armas são mercadorias e precisam ser vendidas. Uma vez vendidas, devem ser usadas.
Some-se a isso a sociedade que mantém com Israel e teremos exemplos de grandes genocídios.
Precisamos sim, Xenia, saber para onde queremos ir.
E nesta fase de denúncia contra as maracutaias dos parlamentares fico me perguntando se nosso inimigo não seria o Sistema Capitalista ao invés dos delitos de nossos políticos.
Quando se combate a corrupção não se combate o capitalismo e este engendra maiores estragos econômico-financeiros e enseja mais genocídios e desgraças que farras de passagens aéreas.
Vejo nesta frente de corrupção, em que pese nosso dever em combatê-la e de muitos patriotas bem intencionados algo de estranho, coisa da direita, como afirma Celso Lungaretti, pois não nos propõe um outro modelo de sistema, o que nos faz temer um golpe, uma intervenção no Parlamento, em nossas instituições democráticas sempre mais bem-vindas que as ditaduras.
Bom, muito bom este seu espaço.
Espero ter contribuído de alguma forma.
Saudações fraternas,
Fernando, O CLARO