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domingo, 12 de abril de 2009

Por que os Adolescentes se drogam?

Hoje todo mundo sabe, pelos professores e pelas campanhas antidrogas, que as drogas fazem mal. Daí a dificuldade de se entender porque os adolescentes se drogam. Nem eles mesmos devem saber o motivo.

Talvez, por se sentir mais independente - já está fisicamente crescido - e por sentir-se psicologicamente mais preparado para a vida, o adolescente queira provar que já cresceu, que tem sua própria opinião. Querendo então provar sua segurança pode experimentar drogas, sem perceber que está fazendo exatamente o contrário de tudo o que ouviu sobre drogas.

Além disso, a curiosidade pode também levar um jovem a se drogar, pois a adolescência é a época das descobertas, e o adolescente quer conhecer tudo. É preciso entretanto, saber diferenciar a boa curiosidade da curiosidade nociva, e querer conhecer o mundo das drogas, é, de fato uma curiosidade ruim, já que sabemos efetivamente que as drogas fazem mal à saúde, alteram o pensamento e mudam o comportamento das pessoas.

Outro fator que pode induzir um jovem a se drogar é a incapacidade de enfrentar problemas. Principalmente aqueles que sempre tiveram tudo e nunca passaram por frustrações e tristeza mais sérias.

Muitos desses adolescentes, quando surgem os problemas, acabam recorrendo às drogas, achando que assim os afastarão ou terminarão com eles. Na verdade, só se afastam, porque nenhuma drogas resolve nada. Ao contrário, quando passa o seu efeito, o conflito ainda existe e acrescido de mais um: o próprio envolvimento com a droga.

A importância juvenil (mania de Deus do adolescente) também pode motivar um jovem a se drogar. Acreditando que nada de ruim vai lhe acontecer, ele abusa de tudo: velocidade, sexo, drogas, etc. Mas é justamente esse excesso de confiança em si mesmo que acarreta acidentes automobilísticos, gravidez indesejada, o vício nas drogas.

É comum ainda o jovem usar drogas para ser aceito pelo grupo que as usa. Outros querendo mudar seus jeito de ser, recorrem às drogas, pois eles mesmos não se aceitam e acreditam ser esse o caminho para mudarem. Enganam-se. Assim como se enganam aqueles que acham que as drogas acabarão com a solidão, ou que preencherão o tempo quando não houver nada que fazer.

 A Droga Influi no Desenvolvimento da Pessoa em Três Níveis: Biológico, Psicológico e Social

Desenvolvimento biológico:

O feto é diretamente atingido por tudo que a mãe ingere. Se forem alimentos saudáveis, isso irá ajudá-lo. Se forem drogas, venenos, poluição, isso irá prejudicá-lo. A maioria das drogas atravessa a barreira placentária e atinge estruturas biológicas em formação, que são muito mais vulneráveis que as já formadas A maconha por exemplo, dificulta a síntese do DNA (ácido desoxirribonucleico), que é o constituinte fundamental dos genes e dos cromossomos responsáveis pela hereditariedade. A maconha também dificulta o desenvolvimento dos neurônios, prejudicando a formação do cérebro fetal. Se a mãe cheirar cola de sapateiro, que de

As crianças e os adolescentes são mais vulneráveis que os adultos aos efeitos das drogas, juntamente por estarem em desenvolvimento. A puberdade, aliás, é um dos períodos mais vulneráveis por que passa o ser humano, pois nesse período manifestam-se suas características sexuais secundárias, sendo grande o movimento de hormônios, de crescimento celular com conseqüente maturação de muitos órgãos e estruturas cerebrais neurológicas e corporais. Toda essa movimentação orgânica torna o puberdade., muito suscetível aos efeitos prejudiciais da droga no seu desenvolvimento e crescimento.

Desenvolvimento psicológico:

A parte psicológica é constituída pelo potencial físico (biológico) e pelas experiências de vida. Portanto as drogas que atingem e/ou destroem os neurônios (biológico) atrapalham também o desenvolvimento psicológico. As experiências emocionais negativas, provenientes das drogas e do seu uso, podem diminuir a auto-imagem do usuário, desvalorizando-o perante seus amigos não-usuários. O período de vida de que um drogado passa sob os efeitos da droga, "fora do ar", sem nada produzir, colocam-no em desvantagem em relação aos outros, que, durante esse mesmo tempo, fizeram algo útil, colaborando para seu próprio desenvolvimento psicológico. Repetir de ano é atraso de vida, não importa qual seja a justificativa. Dizer que "foi bom ter repetido", ou que "o tempo absorve a repetência", ou que "a maioria repete" são desculpas para tentar negar o prejuízo. E o maior prejudicado é aquele que teve seu desenvolvimento psicológico afetado.

Desenvolvimento social:

As drogas prejudicam o desenvolvimento social profissional e afetivo trazendo sérias conseqüências aos jovens, como repetência escolar, afastamento da família, brigas com namorado, rejeitar e ser rejeitado pelo amigos que não usam drogas. Para os adultos; as conseqüências podem ser perda de emprego, de dinheiro, da família e dos amigos. As drogas só dão dinheiro aos traficantes.

 As Funções dos Pais Quando o Filho é Drogado

Os pais são responsáveis por seus filhos quando eles são menores de 18 anos e quando maiores, caso tenham alguma anormalidade psíquica (os doentes mentais não são responsáveis por si mesmos, portanto, perante a lei, os pais são seus responsáveis). Independentemente da idade, quando os filhos ficam doentes, os pais são os primeiros a socorrê-los. No caso das drogas, o esquema é o mesmo: cabe aos pais cuidar do filho drogado. Mesmo se for maior de idade, ao ser internado, a lei exige que um adulto assine um termo de responsabilidade pelo tratamento.

Difícil é enumerar quais as atitudes que os pais devem tomar em relação a um filho drogado, porque é preciso levar em conta as características pessoais do pai, da mãe, do filho drogado e também do relacionamento entre eles (pai-mãe, pai-filho), além da relação com os outros elementos da família (irmãos, tios, avós, etc.).

De maneira geral é importante primeiramente conhecer a situação e fazer um diagnóstico: qual é a droga usada; há quanto tempo existe o vício; qual é a freqüência do uso; qual a quantidade; de que maneira é usada (se injeção, fumo ou ingestão oral); como a droga é comprada, etc.

Dificilmente alguém se sente à vontade para responder a todas essas questões. São muito comuns a vergonha, o constrangimento, o silêncio, as reticências, o mau humor, as respostas evasivas. Também não é fácil para os pais fazer tais perguntas sem alterar seus estados emocionais pois a cada resposta vem o inesperado, o não desejado, a frustração, a mágoa, a agressão...

Diante de situações desse tipo, é comum o pai ficar bravo, agressivo, e a mãe entrar em depressão e chorar, sentindo-se culpada: "onde foi que errei?".

Enfim, é difícil para todos - pai, mãe e filhos - manter um diálogo tranqüilo numa hora dessas, pois todos se encontram emocionalmente envolvidos uns com os outros, e cada um à sua maneira, com a droga.

Se essa conversa for de topo impossível, é preciso recorrer à ajuda de uma terceira pessoa, que se sinta livre e preparada para ajudá-los. Geralmente trata-se de um profissional especializado, como um psicólogo, um psiquiatra, um assistente social. Ou seja, obtém um bom diagnóstico e um bom encaminhamento, ou o tratamento pode estar fadado ao fracasso.

Ansiedade também só atrapalha; de nada vale querer soluções imediatas para o problema. É mais eficiente a busca de um tratamento adequado que a urgência de uma solução apressada e inadequada.

É Verdade que a Maconha não Vicia?

É mentira. A maconha vicia e provoca dependência psicológica. Com base num levantamento, feito para se saber quantos se viciam após experimentarem drogas, ficou constatado que 50% dos que provaram maconha ficaram viciados, isto é, de cada dez pessoas que experimentam maconha, cinco acabam viciadas nela.

Cada droga apresenta um índice conhecido como Poder Viciante da Droga. No caso da maconha existe um poder viciante de 50%; da cocaína, de 80%; do crack, da heroína e da morfina há um poder maior que 80%.

É preciso considerar ainda que 14% da população em geral é suscetível a algum vício. Se somarmos o poder viciante da droga com o Fator Viciável da pessoa, dificilmente esta escapará ao vício, se experimentar drogas viciantes.

A afirmação de que a maconha não vicia vem do próprio canabista (pessoa que fuma a Cannabis Sativa, nome científico da planta de que se extrai a maconha). Em geral, ninguém gosta de admitir que está viciado, pois isso significa estar submetido à droga. Não importa a freqüência; se a pessoa não resiste passar sem a droga e foi dominada pelo desejo de consumi-la, já está viciada. É claro que quanto mais freqüente for o uso e mais pesada for a droga, mais grave é o vício. Porém, para continuar alimentando a vaidade pessoal e a auto-estima, o viciado costuma afirmar: "eu paro quando eu quiser". Mentira - Para ele mesmo e para os outros, porque geralmente todos os viciados querem parar com o vício, mas poucos conseguem. São os que não conseguem parar que usam o argumento de que maconha não vicia.

A medicina já comprovou que a maconha produz uma dependência psicológica. Sua dependência física é que não está comprovada. Só se sabe que alguns canabistas apresentam uma discreta síndrome de abstinência, demonstrando assim a existência de certa dependência física. (Síndrome de abstinência é o conjunto de sintomas pela falta de droga(s) num organismo acostumado a ela(s).

Textos baseados nos livros do Autor: Içami Tiba, conferencista, escritor, médico, orientador educacional, psicodramatista, psicoterapêuta e psiquiatra brasileiro. Famoso especialista no aconselhamento e terapia de jovens com problemas e suas famílias.

 

5 comentários:

Cleyton Bonamigo disse...

Hehehe um problema sério mesmo.
Mas.. Segundo os meus amigos (que se drogam) dizem que é para escapar dos problemas, fazer charme (não sei aonde) e também porque é legal.

Escapar dos problemas -> Não sei como, porque depois que o efeito passa chega um problema maior ainda.

Fazer charme -> Não vejo charme nenhum, e muitas outras pessoas também não. Como é que uma pessoa acha charmoso um drogado ?

Porque é legal -> Sensação legal ? Como diz, é só uma sensação hehehe.

Muito bom o texto, parabéns.

Abraço.

Xênia da Matta disse...

Bom, eu nunca usei drogas, mas, eu acredito que o riso e o prazer devem ser espontâneos e verdadeiros. qual a graça de ser "feliz" só quando se está drogado?

Iara Grisi disse...

Olá Xênia!!! Pra começar seu blog é excelente e se permitir vou adicioná-lo em minha lista de blogs. Se tiver um banner ou algo assim,coloco também.
Sou médica neurologista e já lidei inúmeras vezes com drogaditos e familiares. Acredito que a falta de perspectiva de futuro da atual juventude seja um forte motivo para o uso de drogas aliado a desestruturação da família. Existem adolescente bem "criados" que usam drogas? Existem sim, mas são minoria perto dos demais. Abraços e parabéns mais uma vez.

Lilly disse...

Muito pertinente o texto, além de mostrar a verdade nua e crua, doa a quem doer, como qdo diz o que realmente a Maconha é, uma DROGA que vicia como as demais. Logo, nada a ver o papo de doido de legalizar a Maconha. Concordo com vc que prazer e o riso devem ser espontâneos e não fruto de uma falsa sensação de ambos e, sobretudo que graça tem supostamente rir e sentir prazer, mas que p/ isso tenha de deixar de ser vc mesmo? Parabéns pelo excelente blog!

Márcio Lima disse...

Uma coisa que me faz sempre pensar é que no passado, década de 60 ou 70, os jovens utilizam drogas para abrir a mente e isso rendeu várias obras de arte, principalmente na música.

Hoje os jovens se drogam, mas acabam se oprimindo e caindo na marginalidade. E não estou falando só de drogas ilícitas. Estou me referindo aos medicamentos contra depressão, e outras usadas para transtornos diversos.

Tenho notícia de jovens que usam ritalina em tempos de vestibular para aumentar a concentração...