Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

domingo, 31 de maio de 2009

Como avaliar o caso Suzane von Richthofen? Ela passará por exame criminológico.

O juiz solicitou que os profissionais responsáveis pelo exame respondam às seguintes perguntas sobre Suzane:

1 - A sentenciada tem consciência da moral social? Em caso positivo, qual o grau de consciência desse valor?
2 - A sentenciada apresenta valores éticos ou os têm preservados? Em caso positivo, qual o grau de desenvolvimento de tais valores?
3 - Quais os conceitos que a sentenciada apresenta sobre o trabalho, a justiça, a família e a sociedade?
4 - Qual é o juízo ou a explicação que a sentenciada apresenta para o(s) crime(s) praticado(s)?
5 - A sentenciada aceita a prática do(s) crime(s) e mostra resignação, ou arrependimento, ou remorso por nele(s) se envolver?
6 - A sentenciada apresenta sinais ou traços de agressividade e/ou impulsividade? Em caso positivo, como esses sinais ou traços estariam se manifestando atualmente?
7 - Há sinais de repúdio ou outros que demonstram não ser conveniente a sua transferência para um regime de cumprimento menos rigoroso?
8 - A sentenciada está apta a ser transferida para o regime semiaberto?


Mas, o caso não é tão simples assim. A cada pergunta subjetiva como essa, caberá uma interpretação por parte dos avaliadores, no caso, psicologos e psiquiatras. Mas, todas as teorias e conhecimentos da ciência pode ser facilmente manipulados por uma mente doentia. Ela poderá se sair bem na avaliação escondendo seus reais juízos de valores.

Eu não estou julgando aqui se ele deve ser ou não condenada a ficar em regime aberto ou fechado. Quem cabe a isso são os doutores em leis. Mas, vejo o caso na ótica educacional.

Suzane foi uma menina amada por seus pais. Tinha um padrão de vida muito bom. E ao ser contrariada com a proibição do namoro se mostrou vulnerável as drogas e a violência. Isso demonstra claramente que ela não tinha esses valores consolidados dentro de si. Não é portanto, uma pessoa confiável.

Uma filha que respeita seus pais não se resignaria, mas, não chegaria a ponto de assassiná-los. Até os sete anos a criança ainda não sabe muito bem o que é eterno ou não, quanto tempo dura para sempre, mas, ela sabia que seria definitivo para seus pais, sabia mensurar que eles perderiam a vida. Uma criança de oito anos já é capaz de fazer essa análise.

O promotor da VEC (Vara de Execuções Criminais) de Taubaté (140 km de São Paulo) Paulo José de Palma enviou à Justiça parecer contrário à concessão de pena de regime semiaberto, ele considera que os advogados de Suzane precisam provar que ela pode viver em sociedade novamente, além de bom comportamento na prisão. Ela é  condenada a 38 anos de prisão em regime fechado por participar da morte dos pais.

"O advogado não conseguiu provar que ela experimenta ressocialização, que ela melhorou, que ela se arrepende. Por enquanto não temos nada disso nos autos, só o bom comportamento. Para a sociedade é muito pouco nós recebermos uma pessoa como ela de volta sem que haja prova indiscutível de que ela está melhor", afirmou Palma.

Em uma reportagem do fantástico, suzane foi flagrada, simulando comportamentos infantis e atuando como atora de sua própria história.

Talvez se ela não tivesse direito a herança dos pais, não existiria por parte dos advogados tanto interesse em mantê la em liberdade. A única avaliação que posso fazer dado a repercussão que teve esse caso no Brasil, que conceder esse benefício a uma pessoa que foi capaz de permitir e ficar imóvel diante do assassinato dos pais éno minimo uma falta de moralidade da nossa justiça. Nossos jovens e adolescentes estão se tornando pessoas sem escrúpulos e sem valores morais. E a culpa é deles? Não só deles, mas, tyambém, fruto do mundo em que vivem, cercados de impunidade e de falsos conceitos.

Precisamos ser mais exigentes na educação de nossos filhos e alunos. Cobrar mais compromisso e atitude norteadas por valores imprescindíveis ao convivio em sociedade: amor, solidariedade, ética, companheirismo, caridade, amor ao próximo, verdade e justiça.

Existe no sul do país uma grande campanha contra o crack, estive lendo sobre ela. Mas, por ser um assunto abrangente, merece que seja tratado a parte, mas, em muitos depoimentos de pais, são relatados casos de agressões e de intimidação moral pelos filhos usuários. e aqui cabe um alerta: o mal nasce pequenininho. Ninguém que nunca gritou com um pai e uma mãe passa para o estágio da violência física pulando essa etapa. Fica a dica de um dito popular aqui de Minas Gerais: "É de menino que se torce o pepino." Não podemos permitir e nem nos iguarlarmos com nossos filhos. Somos pais e por isso, mesmo sendo muito amigos, mesmo com todo diálogo necessário, temos que exigir o respeito de nossos filhos e os respeitá los também.

Um pai e uma mãe que gritam, batem, agridem verbalmente seu filho não será respeitado, jamais.Cuidem para que as crianças desde pequeninas sejam filhos e não se descuidem jamis de seus deveres de ser educadores.

Bjux e sucesso!

O que existe por tras do sucesso de Susan Boyle que cantou na final do ‘Britain’s got talent’?



Bem, o mundo todo se apaixonou por Susan Boyle  que chegou a final do ‘Britain’s got talent’. Mas, o que fez essa escocessa tão comum  fazer tamanho sucesso? Onde está o segredo e a semente de sua vitória pessoal?Apesar das pressões e da complicada semana que passou, Susan Boyle subiu ao palco do “Britain’s got talent” neste sábado (30) para a grande final do programa de calouros que a tornou na maior celebridade recente da música mundial.Vestindo um elegante longo prateado –bem diferente do estilo simples apresentado na primeira etapa da da competição–, ela cantou a mesma música que a consagrou: “I dreamed a dream”, do musical “Les misérables”.No fim da apresentação, ela disse que queria agradecer o apoio de todos, de sua cidade natal e também do público. “Foi uma semana de muita pressão para todos nós. Mas valeu muito a pena. Me sinto em casa no palco. Afinal, estou entre amigos”, afirmou Boyle.Após o show, a escocesa foi aplaudida de pé tanto pelo público quanto pelo jurados, que a exemplo das outras apresentações, foram só elogios para a cantora.Olhando friamente para a foto dela, e até mesmo assistindo aos vídeos o que a torna tão especial? Ela foge completamente a regra dos conceitos de beleza das divas da música, é gordinha e desajeitada ao fazer graças e dancinhas... O que nos faz apaixonar por ela, então?
Todos nós buscamos ao longo de nossa existencia o "reconhecimento" das pessoas aos nossos talentos e habilidades pessoais. Todos nós possuímos vários dons, podemos realizar coisas grandiosas, mas, mesmo assim, não subimos ao pódio, não somos consagrados campeões e vencedores. Somos julgados pela aparência física, pela situação sócio-economica, pelo cargo que ocupamos na empresa, pelo sucesso de nossos relacionamentos, pelo sucesso de nosssos filhos, enfim, o tempo todo, mesmo que intrinsicamente, damos satisfação a sociedade do somos e esperamos ser reconhecidos na multidão. Mesmo que esteja a nivel inconsciente. Aristóteles definiu o homoem como um "animal social".A superação de Susan Boyle é uma superação coletiva, é como se cada um de nós fossemos finalmente descobertos. E, então todos se IDENTIFICAM com a Susan Boyle. 

Poderia ser eu, você. Poderia ter sido a minha vez ou a sua. Entende?

Por que será que há indivíduos que parecem predestinados a viver envoltos em um mar de sofrimento e angústia enquanto outros vivem uma vida próspera e feliz e toda a sorte parece fluir a seu favor?

Será que o destino age de maneira diversa dependendo da simpatia ou antipatia para com este ou aquele indivíduo?

Na verdade o homem é o único a possuir a condição de transcendencia, que significa que ele pode sempre se superar, ultrapassar suas barreiras e seus próprios limites. Para isso necessitamos apenas de objetivos e estimulos.

A ação e reação é Lei irrevogável. Dê amor ao mundo que o cerca e o receberá de volta, multiplicado. De votos de prosperidade a todas as criaturas e a prosperidade entrará em seu círculo de energias dominantes, produzindo êxitos em todos os sentidos. Dê alegria às pessoas que cruzam o seu caminho e será abençoado com experiências alegres e felizes. De a sua energia boa, alegre e jovialmente e o universo trará emanações energéticas de igual natureza para sua vida.

Eis então,  o segredo do magnetismo pessoal positivo que muitas pessoas produzem sem saber. Não é necessário conhecer os fundamentos de uma lei ou princípio. Os resultados serão os mesmos, se aplicados. As Leis Universais são imparciais e não há injustiça nelas. E são simples para todos os que querem vê-las.

Isso levou Susan ao palco pela primeira vez aos 48 anos. ela acreditou que podia, ela teve consciencia de sua habilidade com a musica. Soube valorizar suas potencialidades.

Quantas vezes nós nos focamos nas nossas fraquezas e desprezamos tudo o que fazemos bem? Se Suzan tivesse se preocupado com sua beleza externa, com seu modo de ser e de se vestir, estaria hoje no patamar em que se colocou? 

Nós, as vezes boicotamos nossas oportunidades por sentimentos pequenos, por não acreditar que podemos. Somos o Homo Sapiens sapiens( aquele que sabe que sabe) temos consciência de nosso conhecimento de nossa capacidade e de nossa sabedoria. Por que então somos fragéis e não acreditamos em nosso sucesso?

Há um segredo  por trás de todo homem que se tornou grande e vitorioso. Esse segredo baseia-se na sua  crença na vitória alimentada persistentemente até ser transformada em parte integrante do ser. O segredo para a superação de limites consiste principalmente em acreditar em si mesmo. Tudo o que você acredita com sentimento se torna realidade para você e se manifesta no mundo. Você só será capaz de realizar aquilo que julgar capaz através da fé e aquilo a que se fizer capaz através da ação. É isso. Simples. Todos podemos alcançar nossos objetivos.

Importante ainda que como pais e educadores, estejamos sempre desafiando positivamente nossos filhos e alunos, incentivando-os a cada vitória, e nunca nos focando em seus erros e derrotas.

Imagine uma situação: Lucas, tem um ano de vida, começa a dar os primeiros passinhos. Sua mãe feliz o vê soltando de um sofá e se agarrando ao outro, o que ela fala?

- Parabéns, meu anjo, você conseguiu, que gracinha, deu 2 passinhos, é isso aí.

Agora imagina a mesma cena e mãe dizendo:

- Puxa vida, você deu só 2 passos e caiu? Credo, desse jeito você nunca conseguirá andar.

Percebe a diferença? O segredo do sucesso pessoal de nossos filhos e alunos pode estar no elogio, na confiança, no " Eu acredito que você vai conseguir um dia". Com estes estímulos ao longo da vida vamos fortalecendo a nossa autoestima, a nossa autoconfiança, a coragem de enfrentarmos os obstáculos com serenidade e segurança. Igaulmente as frases e os reforços negativos que recebemos ao longo de nossa vida vão minando nossa autoestima e driblando nossa autoconfiança, até que nos tornamos muito menores do que realmente somos.

Encerrrando gostaria de responder o que há por tras do sucesso de Suzan boyle: Ela simplesmente acreditou que podia. E isso, despertou em nós, a nossa vontade de sair da multidão e nos mostrar únicos e especiais.

Pense nisso e direceione suas atitudes pela vida. Você pode estar semeando a vitória ou a derrota.Saiba que as limitações de tempo e espaço que lhe parecem óbvias neste momento podem ser apenas os limites de sua atual capacidade de compreensão. Ninguém sabe o que é realmente impossível. Se você sentir uma inclinação para tentar algo novo e diferente, não tenha medo. Vá em frente. Deixe que as coisas aconteçam. Você pode estar abrindo um caminho que não existia antes. Escolha uma justa ambição que valha a pena. 

Quando você sente medo da pobreza, está injetando nisso sua própria energia. Quando passar a sentir entusiasmo pela possibilidade de prosperar, também estará injetando nisso sua energia. Então; aja com sabedoria. substitua o temor do fracasso pela confiança na vitória. Substitua o medo pelo entusiasmo em todos os setores de sua vida e milagres passarão a acontecer. Quando você acha que o dinheiro é mau, estará afastando-o para bem longe de si. Esqueça essa ideologia derrotista de que os ricos não herdarão o Reino de Deus porque o reino de Deus em seu aspecto material é, sem dúvida composto por riquezas imensuráveis. Descubra o que você não quer para a sua vida e decida e lute por aquilo que você quer. Livre-se paulatinamente de todas as crenças negativas ou limitadoras que o prendem ao fracasso.

O foco de sua atenção concentra energia. Portanto; cuide-se para que sua força interna não se volte contra você. Não se detenha em pensamentos e emoções de limitação. Crenças limitadoras alimentadas com forte emotização são vibrações poderosíssimas de energia, cujas ondas vão provocar aquilo que elas representam em você. Então, cuidado com seus sentimentos e emoções. Daí surgiram os resultados que você está experimentando agora. Mude o foco de sua atenção para a natureza abundante e expansiva do cósmos e você será redirecionado de maneira magnífica para que tenha experiências gratificantes de crescimento e abundância no futuro.Acredite em você, na sua força interior. O objeto da fé que você cria é importante mas o objetivo será sempre se tornar receptivo para que a Fonte da Vida aja através de você. Acredite e você será capaz de progredir, além dos seu sonhos mais caros. Desperte em você a partir de hoje, o desejo de evoluir, de crescer, de prosperar de tal forma que ajude o mundo a prosperar contigo. 

Acredite em você, acredite na sua força para superar limites porque todos os grandes mestres da humanidade nos mostraram que temos um poder infinito dentro de nós e que aje em nós, por nós e através de nós, quando nos alinhamos a Ele. 
Experimente!
Muita luz, sucesso, saúde, abundancia e paz pra você!

Bjux e sucesso!

sábado, 30 de maio de 2009

Tá doendo?!? Então, solta!



Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?

Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos. 

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!
Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.
Ta difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que "certo" é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama "FÉ"! Isso é o que desejo a mim e a você, quando algo estiver doendo em nós...

Por: Rosana Braga

Amor de gente grande é assim...



Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda.
Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.

Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter de sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.

Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores! Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.

Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.

Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.

Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.

Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido. De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão liquida que escorre, que desliza, que não cristaliza.

Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está! E o que quer que ainda possa surgir... besteira!

Fique, permita-se, comprometa-se! Simplesmente amor...
Por Rosana Braga.

Entre uma decepção e outra, que tal uma pausa para aprender?

Tem época na vida da gente que parece que os encontros 'amorosos' são mais uma provocação do que uma oportunidade de se sentir satisfeito e feliz... Assim, vamos contabilizando decepções e desacreditando na possibi-lidade de viver uma experiência positiva e motivadora. 

Quando isso acontece, creio que o melhor seja parar. Uma pausa para aprender. Ou melhor, antes apreender. Perceber o que está acontecendo, quais são nossos verdadeiros desejos e quais tem sido nossas atitudes para torná-los concretos. 

Muitas vezes, fazendo uma análise mais justa e desapegada, sem assumir nenhum papel, nem o de vítima das armadilhas da vida, nem da sacanagem dos outros e nem o de culpado, como se tudo o que fizéssemos estivesse definitivamente errado, terminamos descobrindo que há alguma incoerência nisso tudo. 

Só que para isso precisamos de tempo... e principalmente de coragem para admitir limitações, assumir pensamentos negativos e confiar mais na sabedoria da vida e seu ritmo. O que acontece, no entanto, é que a maioria de nós não quer esperar, não quer refletir. Tem apenas um único pensamento que alimentamos o tempo todo: quero namorar, quero ter alguém!!! 

Será que estar com alguém é o mesmo que estar feliz? Pode ser que sim, mas pode ser que não... e se por qualquer motivo você não tem ficado com quem deseja, talvez seja o momento ideal para um intervalo, tão útil entre uma decepção e outra... 

Tempo de se observar, de observar as pessoas e ouvir o que elas dizem. Tempo de aprender, crescer, ter uma nova conduta, desenvolver uma nova postura. Aguardar até que a vida lhe mostre qual é o melhor caminho a seguir... mas para ver, você precisa estar atento... sem tanta ansiedade, sem tanto desespero para tentar fazer com que as coisas aconteçam do jeito e na hora que você quer... 

E se nenhuma resposta vier, talvez signifique que você precisa ver e ouvir com o coração. Respeitar o silêncio. Aceitar a ausência de quem você tanto deseja encontrar... Talvez não haja uma resposta e nem haja uma expli-cação. 

Às vezes, simplesmente não existem respostas nem explicação. Apenas a vida. Apenas as pessoas. Apenas o mundo. Apenas a dor e o amor. Apenas... 

E se insistirmos em não aceitar, em brigar, em nos rebelar, em nos revoltar... conseguiremos tão somente mais dor... e menos amor. Aceite que você não tem o controle, que você não pode decidir sozinho, que o universo tem seu próprio ritmo. Faça o que está ao seu alcance; faça a sua parte... e bem feito; da melhor maneira que puder... 

E o que não puder, entregue e espere... porque embora diga sabiamente a música "quem sabe faz a hora, não espera acontecer", tem ocasiões nesta vida em que quem sabe espera acontecer e respeita a hora de não fazer... até que um dia, o amor de repente acontece... porque seu coração estava exatamente onde deveria estar para ser encontrado! 
Por: Rosana Braga

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Especialmente enamorados





Existe coisa mais gostosa que estar apaixonada(o)? Estar em extase, amando com toda a força do coração?
Sabe essa coisa de ficar o dia todo conectado ao outro sem fio nenhum, é como diz o poema é estar preso por vontade própria, um querer bem maior que bem querer, é tudo de bom.
Quando estamos apaixonados até nos sentimos mais bonitos e mais leves, parece que tudo flutua, que tudo está mais colorido, mais vivo.
E estou falando de todo tipo de namorados: namorados heteros ou homossexuais, namorados com 50 anos de casados, com 25, com 10, ou até mesmo solteiros, ou relações proibidas, namoro de casais que já tiveram outras experiencias de casamento frustado e ainda creem que amar pode mesmo dar certo. Não me interessa os rótulos, os pré-conceitos, o que quero é sim´plesmente falar de amor, uma vez que aproxima o dia 12 de junho, dia do comércio ganhar o seu dinheirinho, mas, também , uma data para se fazer uma reflexão e até mesmo uma homenagem ao seu companheiro, namorado, marido ou caso, vai saber?
Tem namorados(a) que são aventureiros(a) por natureza, gostam de desafios e de se movimentar bastante. Desafios são para eles. Gostam, também, de andar na moda e acompanhar e ter novidades à mão. Esses nos motivam a sair da redoma de vidro e nos lançar num vôo livre, aberto, tropical...
Tem namorados(a) que são pés no chão, que transmitem segurança, confiança, gostam de coisas caras e de boa mesa. Esses nos conquistam por que precisamos mesmo de um porto seguro, de um lugar para abrigar nossa alma aflita, cansada da lida diária.
Te namorados(a) que são parceiros, companheiros, amigos, dividem o pão, a vida e o riso. esses nos deixam soltas, livres para descobrir o prazer e a diversão a dois. É um amigo que é o amor...
E o namoro vai passando por fases e mais fases que vai do encantamento a cumplicidade total.
Um primeiro estágio é a atração: Vocês se conhecem e, por não saberem muito um do outro, ainda estão atentos às aparências. Segundo Deepak Chopra, nessa fase é fácil cair na tentação de querer agradar sempre e se comparar com outras mais bonitas, magras... O que a torna realmente desejável? "Acima de tudo, a atração provém da naturalidade. Somente ela contém o mistério e o fascínio que desencadeiam o romance", explica. Ele recomenda que você seja autêntica. "A pessoa que tem pontos fortes e fracos não é defeituosa, e sim completa", diz o sábio, acrescentando que aceitar isso ajuda a afastar sua culpa ou vergonha e a cativar pela essência.
Segundo estágio, a fascinção: Vocês se conhecem e, por não saberem muito um do outro, ainda estão atentos às aparências. Segundo Deepak Chopra, nessa fase é fácil cair na tentação de querer agradar sempre e se comparar com outras mais bonitas, magras... O que a torna realmente desejável? "Acima de tudo, a atração provém da naturalidade. Somente ela contém o mistério e o fascínio que desencadeiam o romance", explica. Ele recomenda que você seja autêntica. "A pessoa que tem pontos fortes e fracos não é defeituosa, e sim completa", diz o sábio, acrescentando que aceitar isso ajuda a afastar sua culpa ou vergonha e a cativar pela essência.
Terceiro estágio, comunhão: A lei da comunhão diz que ela é o compartilhamento do espírito. Portanto, a partir de agora, vocês começam a confiar, a contar segredos. "Os amantes penetram o território do desconhecido, tomando um do outro o que não possuíam sozinhos", explica o mestre. "Quando a comunhão é profunda, você se transforma naquele que ama." Uma dificuldade: continuarem a agir como se fossem solteiros, com hábitos, manias próprios. Vencer a batalha contra o ego é um desafio aqui. O segundo é não projetar no outro uma insatisfação própria. Digamos que tem achado seu namorado grosseiro. Tente ver se não é você que anda irritada nos últimos dias. Você alimenta esse comportamento nocivo se costuma terminar as frases dele, fazer afirmações estereotipadas (como "Homem só pensa em sair com os amigos"), pedir opinião e ficar zangada quando ele discorda de você, sentir-se o tempo todo incompreendida, acreditar que, quando ele olha para outra mulher, alimenta interesse sexual por ela. Vale a pena identificar e eliminar sentimentos que possa projetar nele, e vice-versa. "A comunhão fracassará se vocês construírem novas defesas", diz Chopra. Cabe aos dois ainda cultivar três qualidades: igualdade (não se sentir superior nem inferior ao outro), sensibilidade e comunicação (para ambos expressarem suas emoções).
Quarto estágio, intimidade: A lei da comunhão diz que ela é o compartilhamento do espírito. Portanto, a partir de agora, vocês começam a confiar, a contar segredos. "Os amantes penetram o território do desconhecido, tomando um do outro o que não possuíam sozinhos", explica o mestre. "Quando a comunhão é profunda, você se transforma naquele que ama." Uma dificuldade: continuarem a agir como se fossem solteiros, com hábitos, manias próprios. Vencer a batalha contra o ego é um desafio aqui. O segundo é não projetar no outro uma insatisfação própria. Digamos que tem achado seu namorado grosseiro. Tente ver se não é você que anda irritada nos últimos dias. Você alimenta esse comportamento nocivo se costuma terminar as frases dele, fazer afirmações estereotipadas (como "Homem só pensa em sair com os amigos"), pedir opinião e ficar zangada quando ele discorda de você, sentir-se o tempo todo incompreendida, acreditar que, quando ele olha para outra mulher, alimenta interesse sexual por ela. Vale a pena identificar e eliminar sentimentos que possa projetar nele, e vice-versa. "A comunhão fracassará se vocês construírem novas defesas", diz Chopra. Cabe aos dois ainda cultivar três qualidades: igualdade (não se sentir superior nem inferior ao outro), sensibilidade e comunicação (para ambos expressarem suas emoções).
Quinto estágio, entrega e desapego: A lei da comunhão diz que ela é o compartilhamento do espírito. Portanto, a partir de agora, vocês começam a confiar, a contar segredos. "Os amantes penetram o território do desconhecido, tomando um do outro o que não possuíam sozinhos", explica o mestre. "Quando a comunhão é profunda, você se transforma naquele que ama." Uma dificuldade: continuarem a agir como se fossem solteiros, com hábitos, manias próprios. Vencer a batalha contra o ego é um desafio aqui. O segundo é não projetar no outro uma insatisfação própria. Digamos que tem achado seu namorado grosseiro. Tente ver se não é você que anda irritada nos últimos dias. Você alimenta esse comportamento nocivo se costuma terminar as frases dele, fazer afirmações estereotipadas (como "Homem só pensa em sair com os amigos"), pedir opinião e ficar zangada quando ele discorda de você, sentir-se o tempo todo incompreendida, acreditar que, quando ele olha para outra mulher, alimenta interesse sexual por ela. Vale a pena identificar e eliminar sentimentos que possa projetar nele, e vice-versa. "A comunhão fracassará se vocês construírem novas defesas", diz Chopra. Cabe aos dois ainda cultivar três qualidades: igualdade (não se sentir superior nem inferior ao outro), sensibilidade e comunicação (para ambos expressarem suas emoções).
Sexto estágio, paixão: A lei da comunhão diz que ela é o compartilhamento do espírito. Portanto, a partir de agora, vocês começam a confiar, a contar segredos. "Os amantes penetram o território do desconhecido, tomando um do outro o que não possuíam sozinhos", explica o mestre. "Quando a comunhão é profunda, você se transforma naquele que ama." Uma dificuldade: continuarem a agir como se fossem solteiros, com hábitos, manias próprios. Vencer a batalha contra o ego é um desafio aqui. O segundo é não projetar no outro uma insatisfação própria. Digamos que tem achado seu namorado grosseiro. Tente ver se não é você que anda irritada nos últimos dias. Você alimenta esse comportamento nocivo se costuma terminar as frases dele, fazer afirmações estereotipadas (como "Homem só pensa em sair com os amigos"), pedir opinião e ficar zangada quando ele discorda de você, sentir-se o tempo todo incompreendida, acreditar que, quando ele olha para outra mulher, alimenta interesse sexual por ela. Vale a pena identificar e eliminar sentimentos que possa projetar nele, e vice-versa. "A comunhão fracassará se vocês construírem novas defesas", diz Chopra. Cabe aos dois ainda cultivar três qualidades: igualdade (não se sentir superior nem inferior ao outro), sensibilidade e comunicação (para ambos expressarem suas emoções).
Sétimo estágio, e também o mais dificil de ser alcançado, o extase Parabéns, vocês agora atingiram o estado de graça e experimentam o amor puro, simples e incondicional. É a experiência mais espiritual de todas. Ao chegarem aqui, já não enfrentam mais dificuldades e, portanto, não precisam de soluções. Alcançaram a iluminação amorosa e estão curados de qualquer mal. Chopra diz que o sétimo estágio contém três partes. O êxtase físico é conseguido quando vivemos o presente com consciência e estamos com os cinco sentidos apurados para cada nuance do toque, do som, da imagem... "Sentimos prazer em tocar e ser tocados, em banquetear os olhos com a beleza do corpo e do mundo, nutridos em cada poro do nosso ser", exemplifica. O êxtase mítico é alcançado quando vocês entendem que todos somos deuses e, portanto, capazes de fazer coisas magníficas. Já o casal que fica preso às preocupações triviais e atividades mundanas empobrece espiritualmente e pena no tédio. "O mistério, a aventura, o assombro, a imaginação, novos desafios, todos eles nos esperam", diz Chopra. E o êxtase espiritual, que abrange o físico e o mítico, ocorre quando os amantes finalmente compreendem que o amor é maior do que o sentimento entre dois seres: é uma energia sagrada que os aproxima de Deus.

O que é um lar?

Estive ausente por um tempinho, espero que tenham percebido e sentido a minha falta, rrss. Estava me mudando de casa. 
Ninguém merece uma mudança.Quanta desordem, quanta bagunça, meu Deus! Quanta coisa vamos acumulando ao longo da vida, quantas lembranças boas e agradáveis alguns objetos nos trazem, de lugares e viagens que fizemos, de pessoas que passaram por nossas vidas, de amigos muito especiais, de nossos pais, e até aqueles desenhos "lindos" que nossos filhos foram fazendo ao longo dos anos, e graças a Deus melhorando, apesar de que a gente sempre achou tudo muito  lindo, não é?
Por 3 dias estive envolvida nessa atividade, de sair de uma casa e passar para outra praticamente ao lado, fruto de um sonho e de muita luta, mas, agora uma casa da "Barbie", como disse meu filho Matheus(pintamos de flamingo as paredes e de cerâmica o piso do pátio e quintal, ele disse que ficou tudo rosa, kkkkk.).
De repente, me vi livre de tudo que me acumulava nos últimos dias: o acabamento da obra, os pedreiros, o piso, as peças do banheiro que vieram trocadas, o portão que ficou só com 2 controles , o gesso do teto que não tem o formato que escolhi,  o pintor que adoeceu, e etc e tal. Enfim, chaves na mão... E, aí, bateu uma ansiedade, um desejo de colocar tudo no lugar, de ver o meu lar "funcionando" novamente. 
Àrdua tarefa que só quem já  se mudou consegue imaginar como é.
Bom, com o final dos trabalhos, me sobrou "apenas" o lar... E fiquei me perguntando, o que é de verdade um lar?
Existem milhares de boas definições para um lar, mas, eu vou ficar com a mais simples de todas, ditas por meu filho Pedro: Mãe, como é bom estar em casa outra vez!
Isso é um lar, um lugar onde você se sente acolhido, protegido, amado. Independente de sua aparência estética, um lar é um ninho, um ninho de amor de uma família. Que lindo, ter um lar!
E, só, depois, de tanta correria e de tanta expectativa me dou conta que eu sempre tive a "casa dos meus sonhos", o meu ninho, o meu lar.
Não tem preço ter uma família, ter filhos, estar juntos numa empreitada, compartilhando cada momento, dividindo tarefas, pertubando um ao outro com uma infinidade de: onde está isso, pega aquilo pra mim, a não esse quarto é o meu... Que gostoso!
Minha filha, Nathany, traduziu esses ultimos dias assim: - Mãe, eu estou na capa! O que significa na linguagem dela que está cansadíssima e que "trabalhou" duro para organizar seu quarto e se preocupou demais onde deixaria seu violão e sua coleção de revistas e CDs das bandas prediletas.
Que gracinha! Ficou tão fofo, em seu aparador colocou uma fotinha minha e dela no Guarujá, me emocionei com o carinho da lembrança.
E como tudo me remete a educação, fiquei imaginando as crianças que não possuem um "lar", que não tem a proteção de um adulto, que estão nos abrigos e orfanatos a espera de uma família, e a cada dia fica mais distante de seu sonho, pois, o tempo é seu grande inimigo por que  os bebês e crianças menores de 02 anos tem a preferência nacional dos candidatos a pais.
Um filho é a maior dádiva divina . Na verdade não é uma dádiva, mas o empréstimo de uma vida. Este precioso empréstimo traz consigo muitas responsabilidades. Aos pais e educadores  cabem a responsabilidade não só de cuidar deles física, mental e socialmente, mas também de sua educação espiritual. A orientação que a palavra de Deus dá aos pais quanto à criação de seus filhos é: “ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele”. (Pv 22.6). 

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Só por amor se justifica uma adoção

Meu pai e o caçula da família, Luis felipe, filho do Júnior.


Adotar uma criança é um gesto de amor. E só por amor se justifica a adoção. Tem pessoas que erroneamente pensam que ao adotar uma criança estão ajudando ou praticando a caridade... Nesse caso, o melhor é ser voluntário em um orfanato, em abrigos, participar de entidades filantrópicas,Ongs e afins.

Ser mãe ou ser pai implica muito mais que isso... Tem que AMAR!

Um filho natural é fruto do amor entre duas pessoas, mesmo que com o tempo, esse amor se desgaste, mesmo que se separem um dia, no ato da concepção houve uma cumplicidade, uma doação, houve amor. Muitos poderão me dizer que nem sempre é assim, pois existem muitas crianças que são concebidas involuntariamente, sem o desejo dos pais, ou foram frutos de uma aventura sexual. Concordo com a não intencionalidade do ser humano, mas, a criação é sempre de Deus.
Deus nos criou por amor. Nós, somos meros instrumentos para Ele. Algum de nós poderia ter essa capacidade de "gerar" um filho?
Uma vez, no corpo da mãe, o feto se desenvolve de maneira quase que mágica, sendo orquestrado pelo Criador.
Em meu trabalho como orientadora educacional e ainda como psicopedagoga, tenho atendido vários pais de crianças que são filhos do coração. Muitos deixam claro a insegurança e o medo de não estarem"acertando" por que não são os pais biologicos daquela criança. Para eles falta lhes algo. É como se nós, pais naturais,  pelo simples, o fato de passar pelo processo de espera da gravidez e do parto, tivessemos um diploma de pais. Como seu filho é adotivo, eles se sentem sem preparo para lidar com a criança em algumas situações cotidianas.
A minha resposta é sempre a mesma para as inúmeras dúvidas que me apresentam:
- AME SEU FILHO, INCONDICIONALMENTE!
Só através do amor podemos educar, só através de cumplicidade, de companheirismo, do respeito, da ética, da doação e da entrega total.
Minha mãe, ficou viúva aos 27 anos, com 07 (sete) filhos: Geisha, Vinícius, Cícero, Djalma, Ciro e as gêmeas Shirley e Sheila. Minha mãe nunca evitou filhos, seu tempo era outro, antes das pípulas anticoncepcionais. Ao se ver viúva com toda essa prole, ela considerou que teria que dedicar sua vida a eles, e a sua profissão ( professora). Ela só não sabia que ainda seria mãe de mais 3(três) filhos... Isso mesmo, minha mãe teve 10 filhos naturais.
Depois, de viúva, aos 30 anos, ela se casou com meu pai, que tinha 23 anos, e era 7 anos mais novo. Para cada ano que ele era mais novo ela tinha um filho. Ninguém imagina isso nos dias de hoje, não é verdade? Um jovem solteiro de 23 anos se casando com uma viúva, mãe de sete filhos...
Então, nasceram: Eu, o Júnior e o Renato. 

Por que estou contando aqui a história de minha mãe?

Para contar a história do meu pai. Desde o primeiro dia de casado ele assumiu a família com tanto amor, que eu nunca percebi que meus sete irmãos era filhos só da minha mãe. Pelo contrário, ele sempre foi tão dedicado a nós, que muitas vezes a gente disputava o seu colo, o seu abraço, seus cafunés ( meu pai adora, pegar a pontinha do nosso cabelo e ficar enrolando enquanto assiste TV). Sempre contaram a verdade, nunca foi escondido ou camuflado, era o dito, mas, não era o  vivenciado. O que nossos olhos viam era apenas um pai e uma mãe e seus 10 filhos muito amados.  A educação se faz pelo exemplo e no exercício diário. Ele e minha mãe foram guerreiros, criaram e deram boa formação a todos. Sempre priorizaram o estudo e exigiram compromisso e bom desempenho escolar. Todos nós cursamos  universidade, fizemos todos os cursos que nos foram oferecidos e quando olho para o passado vejo a figura de meu pai e minha mãe nos incentivando, nos acolhendo, nos motivando, nos abrigamos. 
Não sei contar quantos livros ganhei de presente de meus pais, assinaturas de revistas e jornais, eles nos incentivavam e oportunizavam  um contato diário com a leitura. (É de uma grande importância colocar os filhos diante ao letramento e em contato com boas leituras. Forma se o hábito de ler. Forma se o leitor crítico.)
Meu pai adotou com amor meus o7 irmãos, e quando é perguntado quantos filhos tem, ele responde 10 filhos, 28 netos e 4 bisnetos. Todos os meus irmãos o chamam de pai e tomam a bençao ao chegar em casa e ao se despedirem com o tradicional beijo na testa.
Eu, por experiência posso afirmar, que quando existe amor, não existe nada e nem ninguém que possa atrapalhar a criação de um laço afetivo consolidado.
Muitos pais querem adotar apenas os bebês, por acreditarem que só assim poderão ter o total amor de seus filhos. Isso não é verdade. Todo ser humano é capaz de reconhecer o amor, o carinho, o afeto e a atenção recebida... quando esta é verdadeira, espontanea e brota do coração.

terça-feira, 26 de maio de 2009

A Criança e a Autoestima

Alunas da Escolinha Tia Nina

Um processo autônomo, como o gesto de andar, depois correr, ou aprender a pegar, segurar alguma coisa, nada disso requer inteligência, uma vez que são processos involuntários, do mesmo modo que o são, o olhar, o sentir cheiro, o escutar sem direito a escolha. Já sabemos pegar nas coisas, de berço, e com o tempo, apenas vamos aperfeiçoando a técnica, depois aprendemos a dar nomes aos objetos que estamos segurando. E para nada disso é requerida a inteligência, pois trata-se de um mero gesto de repetição, imitação, assim como o faz um papagaio, que é capaz de imitar sons, mesmo sem saber o que significam. 

Criatividade não significa estar apto a repetir, a imitar, a decorar pantomimas para depois praticá-las como se fossem habilidades. Podemos ter ideias, mas isso na verdade reflete apenas uma diferente forma de se ver algo já existente. Nesse caso, uma ideia anterior, segue modificada, com aparência de nova, assim como nosso comportamento, que se parece coisa nova, quando na verdade, apenas o veículo que é nosso corpo é novo, não os hábitos.A insatisfação e satisfação, opostos de um mesmo estado, é a causa e efeito de toda ação humana. É o que determina o que devemos ou não desejar, procurar obter, evitar, criar nossos objetivos de vida. Também, a partir destes dois pontos, que são pontos equidistantes de uma mesma coisa, isto é, a busca por satisfação, todas as personalidades humanas são criadas. 

E disso também resulta a maioria dos estados emocionais do homem. Tristezas e alegrias, melancolia e euforia, medo e coragem, falta de confiança e confiança em si mesmo. Também os motivos que causam cada um destes estados nos indivíduos, estão associados ao desejo de obter satisfação. Isso significa ser aceito, bem sucedido, bonito, capaz, idolatrado, desejado, ter poder. 

Compreender porque desejamos sempre mais que nossas necessidades, liberta a mente da sede de poder. Assim, ainda na infância, as frustrações dos adultos, educadores involuntários das crianças, devem ser contidas diante destas. Uma frustração adulta, quando exortada diante de uma criança, sinaliza para a mesma, que aquele comportamento é natural, que deve ser imitado. E embora intelectualmente a mesma ainda seja incapaz de compreender o que está acontecendo, os efeitos emocionais, tais como ansiedade, inquietação, intolerância e irritabilidade, estes são de compreensão imediata. 

Confiança em si mesmo, é quando conseguimos enfrentar nossos próprios medos. É o sentir-se capaz de superar obstáculos que se apresentam como grandes problemas. Isso se consegue quando se têm auto-motivação, que é um sentimento de certeza interior. Certeza de que os problemas podem ser superados, nunca pode existir no medroso, onde lhe falta a confiança em si mesmo. Essa qualidade não é inata, mas produto de aprendizado, com as pessoas que estão à nossa volta. 

Uma criança que apenas aprendeu a ouvir lamentações, expressões de mágoas e ressentimentos, jamais terá forças para enfrentar seus dilemas pessoais. Terá sua motivação desviada para expressar os estados de apatia, frustrações, coisa própria daqueles que fazem do seu viver uma central para lamentações, que insistem em cultivar mágoas e ressentimentos. 

Sentir-se-á incapaz de realizar qualquer coisa, inseguro por não se achar apto para nada, sequer para pensar com clareza, e acabará por repetir as lamentações que lhe serviram de lastro no passado. Desse modo, como a auto-piedade se torna seu mestre psicológico, não terá forças para reagir diante de problemas, e procurará para sempre, depender daqueles que resolvam tais coisas para si. 

Do mesmo modo, quando se exige de uma criança a perfeição, acabamos por criar um individuo isolado do mundo, demasiado critico, medroso de ser repreendido, que mais se preocupará com a opinião alheia, do que com sua própria felicidade. Terá medo até dos próprios pensamentos, embora, na maioria dos casos, jamais descubra a causa de agir dessa forma. 

Mostrar desde cedo, com gentileza, sem exigências de perfeição, que os problemas são questões que podem ser resolvidas, desde que encarados de frente, com coragem, determinação e conhecimento, ajudará a criança a preparar o seu emocional para tais situações. De que adianta mostramos para elas apenas o resultado emocional de um problema, através de nossas expressões de raiva, de angústia? Isso apenas servirá para que se tornem ansiosas, sem uma causa aparente, diante de qualquer situação, mesmo de uma surpresa, ou alegria, ou uma simples espera por qualquer coisa. 

Do mesmo modo, fazê-las compreender que os erros, longe de ser demonstrações de fraqueza ou imperfeições, servem como guias para os acertos, capacitará todas elas para serem mais tolerantes, mais flexíveis em seus julgamentos e expectativas, diante de qualquer coisa. 

E, finalmente, devemos nos lembrar de repreender uma falha com orientação, e um acerto com incentivo. Lembrando que na orientação, a paciência será fundamental para que ela apreenda o que está sendo dito. Do mesmo modo, um acerto não se incentiva com prendas ou elogios fáceis, mais com encorajamento, com apreciação verdadeira, com demonstração clara, inequívoca, de que aquilo tem algum valor. 

Por: Jon Talber é psicopedagogo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Criança e a Timidez



A timidez também se aprende, ela não nasce como parte integrante do ser. A criança tímida aprendeu a ser assim. Trata-se de mais um comportamento pré-fabricado, dentre tantos que existem para rotular os indivíduos, lhes dar identidade. A timidez também se torna um identificador de indivíduos, é a mesma coisa que outros rótulos, tais como, medroso, ou corajoso, culto, popular, extrovertido, etc. 

Um indivíduo corajoso, apenas repete os gestos superficiais, alegóricos, que caracterizam aquilo que chamamos de coragem. Assim coragem, ou demonstração de bravura, são simples roteiros que se seguidos à risca, tornam qualquer um medroso, ou corajoso, ou bondoso, não significando, entretanto, que internamente, dentro de si, aquele indivíduo seja qualquer uma dessas coisas.Se, para se fazer um bolo basta seguir um receituário, para ser medroso ou corajoso, vale a mesma regra. É como um ator a representar seu papel teatral daquele dia. Representando, fingindo, ele é capaz de se tornar corajoso, ou extrovertido, ou covarde. Ele pode se tornar qualquer personagem, sem, no entanto, ser nenhum deles de fato. 

Para entender a timidez, precisamos entender como se sente alguém tímido, que fatores externos e depois internos, o levaram a interpretar, na vida real, esse papel ingrato. Mais importante, no entanto, é compreendermos porque existe este tipo de comportamento, esse modelo de personalidade, que faz parte de um indivíduo, que às vezes o domina, que o controla e dirige a sua vida, aparentemente, à revelia da sua vontade. 

Sabemos como nasce alguém tímido. Eles são criados a partir das comparações com outrem. Afinal de contas, um tímido é alguém que sempre está em desvantagem, seja em relação a um, seja em relação a muitos. Ele se compara, não porque o deseje, mas porque já foi comparado antes, e logo se sente inferior, é um sentimento de inferioridade, de incapacidade. Logo sua auto-estima é baixa. 

Criamos o tímido quando louvamos qualidades nos filhos alheios, ou dos seus colegas, ou dos seus irmãos, deixando claro que estas, a nossa criança, aquela que é comparada, não possui. Um padrão de beleza que todos desejam ter, que passa a valer como ingresso de aceitação social, como um salvo conduto para merecer a atenção de um grupo, como um ingresso para fazer parte desse grupo, cria ou acentua a sensação de insegurança, própria do tímido.

Por isso trabalho em grupo é tão importante, sendo essencial, no entanto, que educadores e pais, criem na turma a ideia de igualdade. Isso se consegue na delegação adequada das tarefas, onde, ninguém deverá receber méritos diferenciados, ou ser elogiado por alguma particularidade. Deve-se elogiar sim, não um autor, mas a qualidade do trabalho, destacando-se as qualidades de cada um, sem classificar como menos ou mais, mas como igualmente importantes quando postas em conjunto, como resultado final.
Compreender a timidez, isto é, seu plano de atuação na formação da psique da criança ou jovem, liberta o adulto inseguro, frustrado, violento e insatisfeito que seria seu futuro. Não podemos menosprezar a sensação de insegurança, que é quase uma regra entre os mais novos, assim como não podemos menosprezar, o medo que tenham, por exemplo, de falar em público. Isso apenas aumenta sua frustração e sensação de pequenez, que por si mesmo já é grande, não precisando, portanto, de alguém para lhes lembrar daquilo que já sabem ser. 

Restaurar a segurança, ou confiança perdida, de uma criança ou jovem, primeiro começa pela compreensão, da parte do educador, de que aquele sentimento merece atenção e consideração. E apenas assim, ao ganhar o respeito do educador que se mostra solidário consigo, ela se mostrará disposta a ouvir seus conselhos. 

Compreender então as diferenças, respeitá-las assim como o são, deve ser o primeiro passo do educador que deseja ajudar. Mas só poderá ajudar se o outro o permitir, e este só lhe dará acesso, se confiar em suas intenções. Isso se comprova pelo comportamento, palavras e ações, e nunca com discursos, por mais floridos que possam parecer. O tímido é mais observador que os demais, está sempre atento, até como meio de se proteger dos ataques que sempre acham virão de fora. 

E finalmente, não se cura a timidez com as comparações, isso apenas tende a agravar o quadro. Comparar um tímido a alguém de comportamento não retraído, é o mesmo que fazê-lo sentir-se culpado pelo fato de ser inseguro, quando na verdade ele o aprendeu a ser. Aprendeu de forma involuntária, à revelia de sua vontade, do seu consentimento, sem direito à escolha. Lembre-se sempre de que, nós também aprendemos todos os nossos desejos e manias, medos e vaidades, sejam desagradáveis ou não, sem o nosso consentimento, se depois os rejeitamos ou aprovamos, isso é outra história. 

Autores:
Jon Talber - jontalber@gmail.com 
Ester de Cartago - estercartago@yahoo.com.br

Você já ouviu falar sobre TDAH? Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade

A hiperatividade é um tipo de conduta em que a criança está em constante estado de inquietude, de alerta, de impulsividade e sem controle. Os profissionais que lidam com estas crianças, devem estar atentos, pois se trata de uma conduta difícil de avaliá-la. É uma conduta complexa com sintomas amplos que afetam essas crianças. Os sintomas podem ser exacerbados por fatores orgânicos, ambientais, situacionais (pelos amigos, problemas de aprendizagem e até o seu próprio estado emocional). Com este alerta queremos abordar a dimensão da problemática de uma criança acometida deste mal, mais conhecida como Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH).

O TDAH é caracterizado por início precoce; uma combinação de um comportamento hiperativo e pobremente modulado com desatenção marcante, falta de envolvimento persistente nas tarefas e conduta invasiva nas situações e persistência no tempo dessas características de comportamento. Este transtorno tem sua origem sempre nos primeiros cinco anos de vida. Sendo suas principais características: a falta de persistência em atividades que requeiram envolvimento cognitivo e uma tendência a mudar de uma atividade para outra sem concluir nenhuma, junto com uma atividade excessiva, desorganizada e mal controlada.

Essas características persistem através dos anos escolares e até mesmo na vida adulta. Várias outras anormalidades podem estar associadas a esse transtorno, tendo em vista que crianças hiperativas são assiduamente imprudentes e impulsivas, propensas a acidentes e incorrem em problemas disciplinares por infrações não premeditadas. Seu relacionamento com adultos é, com freqüência, socialmente desinibido, com uma falta da precaução e reserva normais; são impopulares com outras crianças e podem-se tornar isoladas.

É comum o comprometimento cognitivo e atrasos específicos do desenvolvimento motor e da linguagem; complicações secundárias incluindo comportamento anti-social e baixa auto-estima. Sendo comum a essa síndrome, a dificuldade de leitura associada e/ou outros problemas escolares. A atenção comprometida é manifestada por interromper tarefas prematuramente e por deixar atividades inacabadas, em decorrência de constante mudança de uma atividade para outra, parecendo perder o interesse em uma tarefa, porque as crianças se distraem com outras. No processo diagnóstico, é importante estar atento para esses déficits na atenção, devendo a mesma ser compatível com a idade e desenvolvimento da criança.

Quando, através de sua conduta, a criança demonstra para seus pais que alguma coisa difere das demais, a trajetória destes é, primeiramente, o consultório do pediatra. E partindo dessa procura aos profissionais, é de suma importância que estes utilizem instrumentos objetivos, cujas medidas sejam válidas e precisas, de maneira que permitam estabelecer critérios claros para o diagnóstico da Hiperatividade Infantil, pois, partindo da utilização de um instrumento deste tipo, ele poderá decidir sobre a necessidade de procurar ou não um especialista da área. Um dos dados principais da evolução da criança é a informação dada pelos professores sobre os problemas acadêmicos e o comportamento na escola. Convém salientar que na escola estas crianças apresentam problemas na organização acadêmica, na escrita ou leitura. Dificuldades nos exercícios escolares e a própria dificuldade de manter uma relação de amizade com as demais crianças de sua idade. Essas queixas são as mais relevantes, apontadas tanto pelas professoras e os pais.

As crianças portadoras de TDAH apresentam como sintoma central a dificuldade na manutenção da atenção, implicando realização de várias tarefas ao mesmo tempo e sem terminar nenhuma delas. Em classe, não respondem às perguntas feitas pela professora e recusam participar das atividades didáticas. No recreio não sabem obedecer às normas dos jogos e nem perder. Falam todas ao mesmo tempo, não conseguem esperar sua vez, são bastante prepotentes e mandonas, acarretando para essas crianças um limite muito baixo de frustração.

Durante anos, com a constante modificação terminológica sofrida por essa patologia, os TDAH tiveram, como principal impasse, a elaboração de instrumentos para sua avaliação. Uma vez que, para o diagnóstico preciso destes é necessário que o pesquisador ou clínico informe-se detalhadamente sobre a conduta da criança, quer dizer, sugere-se o uso de instrumentos que permitam quantificá-la, levá-la a critérios operacionais. Estas condutas, entretanto, não podem ser situacionais, resultado de um determinado ambiente, sob pena de enviesar o diagnóstico, elas devem ser, necessariamente, massivas.

O educador desempenha, a nosso ver, um papel primordial, pois de suas informações dependerão um melhor rastreamento da sintomatologia apresentada em classe e na própria escola. É ele quem vê, conhece e observa as crianças. Os demais profissionais somente intervêm na criança. Poderíamos aqui destacar alguns fatores que observamos nestas crianças, partindo das informações das professoras. Entre eles temos: isolamento familiar, ausência dos pais por trabalharem, a pobreza e a dificuldade de identificação com o mesmo sexo (pai ou mãe), choro, desorganização nas tarefas, agressividade.

Chamamos atenção, também, para os erros educativos que, sobremaneira, podem estimular ou desenvolver na criança uma conduta hiperativa. A educação muito imperativa e autoritária, a educação discordante, impulsiva e a carência educativa, adicionando-se aos maus exemplos dos professores e dos próprios pais são, sem sombra de dúvidas, fatores de risco que implicam um mau rendimento escolar.

 

 

Sintomas relacionados à desatenção

§                     Não prestar atenção a detalhes;

§                     Ter dificuldade para concentrar-se;

§                     Não prestar atenção ao que lhe é dito;

§                     Ter dificuldade em seguir regras e instruções;

§                     Desvia a atenção com outras atividades;

§                     Não terminar o que começa;

§                     Ser desorganizado;

§                     Evitar atividades que exijam um esforço mental continuado;

§                     Perder coisas importantes;

§                     Distrair-se facilmente com coisas alheias ao que está fazendo;

§                     Esquecer compromissos e tarefas;

§                     Problemas financeiros;

§                     Tarefas complexas se tornam entediantes e ficam esquecidas;

§                     Dificuldade em fazer planejamento de curto ou de longo prazo.

 

Os sintomas relacionados à hiperatividade/impulsividade

§                     Ficar remexendo as mãos e/ou os pés quando sentado;

§                     Não permanecer sentado por muito tempo;

§                     Pular, correr excessivamente em situações inadequadas;

§                     Sensação interna de inquietude;

§                     Ser barulhento em atividades lúdicas;

§                     Ser muito agitado;

§                     Falar em demasia;

§                     Responder às perguntas antes de concluídas;

§                     Ter dificuldade de esperar sua vez;

§                     Intrometer-se em conversas ou jogos dos outros.