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domingo, 10 de maio de 2009

Histórias que meu pai contava quando eu era pequena...





Meu pai é um grande educador. Seu nome é Aristócles Borges da Matta, é advogado. Casou com minha mãe que  era viúva e mãe de 7 filhos do 1° casamento. Eles tiveram mais 3, então ao todo somos 10 e fomos criados sem distinção, eramos apenas uma família: um pai, uma mãe e 10 filhos.  Dia 09/05/2009, completaram 44 anos de casados
Meu pai é um grande contador de histórias e sempre nos educou ilustrando seus ensinamentos com histórias interessantes, vou postar algumas que me ocorreram agora e sempre que for lembrando as colocarei aqui no blog, pois são profundamente educativas, se algumas delas tem autoria eu desconheço, escrevi baseada no que ouvi de meu pai( foto acima).

Barulho de Carroça

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passei pela fazenda e eu aceitei com prazer. 
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa? 
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi: 
- Estou ouvindo um barulho de carroça. 
- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ... 
Perguntei ao meu pai: 
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos? 
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho.
Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulta, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo,tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
- Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...


Folha em Branco

Certo dia eu estava aplicando uma prova, os alunos, em silêncio tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade.
Faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno levantou o braço,se dirigiu a mim e disse:
- Professor, pode me dar uma folha em branco ?
Levei a folha até sua carteira e perguntei porque queria mais uma folha em branco.
Ele respondeu:
- Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.
Apesar do pouco tempo que faltava, confiei no rapaz, dei-lhe a folha Em branco e fiquei torcendo por ele.
Aquela sua atitude causou-me  simpatia.
Hoje, lembrando aquele episódio simples, comecei a pensar quantas Pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida que DEUS lhe deu até agora, e só tem feito rabisco, confusões, tentativas frustradas e uma Confusão danada...
Acho que, agora, seria um bom momento para se pedir a DEUS uma folha Em branco; uma nova oportunidade para ser feliz.
Assim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e Esforço do aluno, uma vida boa, também depende da atenção que dermos aos ensinamentos do professor nosso DEUS.
Não importa qual seja sua idade, condição financeira, religião, etc...
Levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo.
Não se preocupe em tirar 10 (dez), ser o melhor, preocupe-se apenas em Ter a simpatia do Mestre.
Ele está mais interessado em quem pede ajuda, portanto, só depende de você.
Que o Senhor te abençoe, guarde a tua vida e te dê a Paz. 


O Pardal e a águia


Lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. 
Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. 
Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. 
Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. 
Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza... 
Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. 
Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. 
Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. 
Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. 
Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. 
Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. 
A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:
Por que estás a me vigiar, Andala?
Quero ser uma águia como tu, Yan. 
Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.
E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?
Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho... - O pardal suspirou olhando para o chão... E disse:
Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. 
És tão única, tão bela. 
Passo o dia a observar-te. E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan.
Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas... Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente...
Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. 
Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. 
Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. 
Acredita! - E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:
Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. 
O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. 
Se não poe em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. 
Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. 
É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu
coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre! 
Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. 
Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. 
Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha! 

A Lição do Bambu

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, Mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.
"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês":
você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento,e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos.
Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava... 
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos,de nossos sonhos... especialmente no nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas)
É que devemos lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.
Tenha sempre dois hábitos: 
Persistência e Paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos!!! 
É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão. 

Não se Deixe Soterrar (Parábola do Cavalo)


Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda. 
Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado. 
O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.
Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo. O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o encobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais. 
No entanto, na medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela. 
Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que , finalmente, conseguiu sair...". 
Muitas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre. É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença. Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade. 
Afinal, se permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções: 
Ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo; - Ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre. É importante que, se estamos nos sentindo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir. 
Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, do qual podemos nos aproximar através da oração. 


A Borboleta azul


Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não. 
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina. 
O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder. 
Então, uma delas apareceu com uma borboleta azul que usaria pra pegar uma peça no sábio. 
- O que você vai fazer? - perguntou a irmã 
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. 
Se ele disser que está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. 
Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. 
E assim qualquer resposta que o sábio nos der está errada! 
As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando. 
- Tenho aqui uma borboleta azul. 
Diga-me sábio, ela está viva ou morta? 
Calmamente o sábio sorriu e respondeu: 
- Depende de você. Ela está em suas mãos. 
Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. 
Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. 
Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não). 
Nossa vida está em nossas mãos, assim como a borboleta. 
Cabe a nós escolher o que fazer com ela. 

Somos especiais

Um dia, vendo minha irmã triste, com o término de um namoro, meu pai começou uma brincadeira conosco segurando uma nota de 20 reias. 
Ele perguntou: 
- Quem quer esta nota de 20 reais? 
Nossas mãos começavam a erguer-se quando ele disse: 
- Eu darei esta nota a um de vocês, mas, primeiro, deixem-me fazer isto. 
Então ele amassou a nota. E perguntou, outra vez: 
- Quem ainda quer esta nota? 
As mãos continuaram erguidas. 
- Bom! - disse ele - e se eu fizer isto? 
E deixou a nota cair, pisou nela e começou a esfregá-la contra o chão. Depois pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou: 
- E agora? Quem ainda quer esta nota? 
Todas as mãos permaneceram erguidas. Então, ele nos disse: 
- Meus filhos, todos devemos aprender esta lição: não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta cédula, porque ela não perde o valor. Ela sempre valerá 20 reais.
E continuou: 
- Pois é! Essa situação também se dá conosco... 
Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos por decisões que tomamos ou pelas circunstâncias que vêm em nossos caminhos. E, assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância. 
- Porém, creiam, não importa o que aconteceu ou o que acontecerá, jamais perderemos o nosso valor perante Deus. Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a nossa importância, a nossa valia. 
- O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou sabemos, mas pelo que somos. E somos muito especiais. 

4 comentários:

Al.way disse...

Oi Xênia,
Gostei dos textos. Eles são bastante educativos e carregam ótimas mensagens.
albano

Matheus disse...

Obrigada, são histórias que marcam e educam. bjux

Xênia da Matta disse...

Obrigada, amigos!!!

Sissym disse...

Xenia, eu precisei ler isso em partes, não por ser grande, mas porque chorei (e ainda resfriada, fiquei com falta de ar). Por que?
O meu velho pai... saudades... do meu contador de histórias também.
Ele adorava história e geografia. Falar do tempo de menino em Portugal. De quando era jovem, do atletismo, de como era o Rio de Janeiro, sobre a construção de Brasília. Além de olharmos o céu estrelado quase toda a noite e tentar ver onde estavam algumas estrelas e depois comparar com carta celestel do mapa.

Nossa... viajei para a terra da saudades...

Deus abençoe seu pai e todos voces.

Beijos