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domingo, 10 de maio de 2009

Penso nas Mães



























Hoje 10/05/09 mais uma vez comemoramos o Dia das Mães... Muito mais que um dia comercial, é um dia no qual podemos refletir um pouco sobre TODAS as mães do Brasil e do mundo.

Muitas mães nesse dia foram reverenciadas por seus filhos, almoçaram com eles, receberam presentes e se sentem realizadas.

Mas, no meu coração só tenho em mente as mães esquecidas... E são tantas, hein?

Penso nas mães adolescentes que tiveram seus filhos sem que a maturidade de seus corpos tenha chegado e que brincam com uma boneca viva que precisa de cuidados que elas ainda precisam também;

Penso nas mães prostitutas que vendem o corpo para alimentar  a si e aos filhos na falsa ilusão de que essa é a sua única saída;

Penso nas mães que perderam seus filhos para a violência, para o crime, para as drogas  e que neste dia tem todos os sentimentos revirados dentro do peito aflito;

Penso nas mães que não sabem onde está seus filhos, que estão desaparecidos, que convivem noite e dia com a agonia e a esperança de encontra los vivos ou mortos;

Penso nas mães que na demência abandonaram seus filhos  recém nascidos nas latas de lixo, nas marquises de lojas e que sentem o remorso corroendo suas almas;

Penso nas mães que tiveram que dar seus filhos à adoção por pura falta de condições financeiras de criá los,  ou que tiveram seus filhos arrancados dos braços pela justiça por representarem risco de morte a eles;

Penso nas mães viciadas que não na sua solidão e carência se entopem de drogas , não enxergando o mal que estão causando em seus filhos pelo terrível exemplo;

Penso nas mães encarceradas que pagam o alto preço por terem cometidos atos impensados que prejudicaram a sociedade;

Penso ainda nas mães que foram privadas da convivência de seus filhos, que neste domingos   visitaram  nas penitenciárias tentando entender por que eles não ouviram seus ensinamentos;

Penso nas mães ausentes que partiram dessa vida deixando para traz seus filhos amados;

Penso nas mães que tiveram seus filhos assassinados e que ainda clamam por justiça mesmo sabendo que nada os trará de volta à vida;

Penso nas mães vitimas  do incesto que tiveram suas inocências roubadas por seus próprios pais, tios, que deveriam zelar por sua integridade física e moral;

Penso nas mães que tiveram seus cabelos embranquecidos pela velhice e que se tornaram um fardo para os seus filhos, sendo abandonadas nos asilos e casas de caridade;

Penso nas mães que são espancadas por seus filhos para que arranjem mais dinheiro para as drogas;

Penso nas mães cansadas pelo trabalho que ainda se sentem culpadas por deixarem nas creches seus  filhos amados; 

Penso nas mães que choram inconsoláveis, por serem vítimas do fel da calúnia das bocas que amamentaram;

Penso nas mães que  sacrificaram sua carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e que depois de anos dedicados a família é abandonada pelo marido e até mesmo pelos filhos, ficando a mercê da sorte;

Penso nas mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem  tristes e magoadas,  por não terem ao seu lado o  filho reconhecido e grato;

Penso nas mães solitárias, não visitadas, não desejadas,abandonadas num quarto qualquer, na cidade ou no campo, e que hoje não tem ao menos uma pessoa amiga que lhes faça companhia;

Penso nas mães que vivem nas ruas, sem um teto, sem um lar, que se agarram aos filhos para protegê los do frio, da chuva, das intemperies da natureza;

Penso nas mães que vivem a doença de seus filhos como se fossem sua própria sentença, sem poder sair as ruas,diuturnamente ao lado daquele que mais ama no mundo;

Penso nas mães que são vitimas do preconceito por seus filhos serem portadores de necessidades especiais e que sentem na própria carne as mazelas do filho querido;

Penso nas mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe;

E pensando em todas as mães penso na minha doce mãezinha Jerônima Cruvinel Borges, carinhosamente chamada por todos de Noninha,que ilustra minha postagem aqui hoje,  que é um exemplo dificílimo de seguir pois foi igualmente doce com meus nove irmãos, que tem uma fibra e uma coragem só vista nos seres mais evoluídos espiritualmente, que me acolhe e me chama ainda hoje de "menina", que é meu refúgio e o meu abrigo, que o meu porto seguro quando as turbulencias da vida me abalam, que é o maior presente que Deus poderia me dar: a oportunidade de ser sua filha e tê la como anjo protetor nessa existência pelo planeta Terra. Mãe,seus braços sempre se abrem quando preciso um abraço. Seu coração sabe compreender quando preciso uma amiga. Seus olhos sensíveis se endurecem quando preciso uma lição. Sua força e teu amor me dirigiram pela vida e me deram as asas que precisava para voar.
Em seu nome, mãezinha, quero poder homenagear todas as mães da Terra, as que foram lembradas e as que foram esquecidas, rogando a Maria Santíssima, mãe de todas as mães, que nos dê sempre a cobertura do seu manto sagrado, para que tenhamos força para continuar essa sublime caminhada que é o exercício da maternidade. 
Eu te amo muito, mãe!

4 comentários:

Graça Filadelfo disse...

Oi Xênia,

Fiquei comovida com a reflexão sobre as mães. Fiquei mais tocada ainda porque é a primeira vez que vivencio este dia sem a minha mãe. Ele seguiu para outro plano há dez meses. O meu presente foi uma oração para que ela continue tão iluminada e generosa como foi aqui na terra.

Parabéns pelo texto e abraços,
Graça Filadelfo

disse...

Poxa é verdade, nunca pensamos em homenagear essas mãe, principalmente as que perderam seus filhos precocemente!!!
Bela homengaem
Um beijo em seu coração
Regina

decaraparaodireito disse...

Excelente texto, de uma sensibilidade radiante. Neste momento penso em minha amada mãe que sofre com minha ausência, pois tive que sair de casa por causa do meu trabalho. Tomara que toda esta dor e privação sejam um dia diminuídas e que eu possa voltar pro lado dela, que é minha maior riqueza. Que Deus me perdoe por cada lágrima que fiz rolar no rosto de minha mãe.
Parabéns
Rogério

Xênia da Matta disse...

Querida Graça, eu sinto muito que você tenha passado esse dia sem sua mãe, me solidarizo com você, pois sei que deve ser uma dor imensa. E agradeço a você e a Rê pelos comentários.
bjux e que Jesus seja com vocês!