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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?

Pedro e uma amiga.




Espécies iguais, mundos diferentes


Quando um homem vai ao banheiro, geralmente faz isso por uma razão específica. As mulheres usam o banheiro como espaço pra reuniões sociais e sala de terapia. Podem entrar como estranhas e sair como amigas de infância. No entanto, se um homem disser: Ei, cara, vou ao banheiro, queres ir comigo?, logo provocará suspeita.
Homens tomam posse do controle remoto e ficam passando dum canal a outro.
Mulheres não se importam em assistir comercial. Sob pressão os homens bebem e começam guerra. As mulheres comem chocolate e vão fazer compra.
As mulheres criticam os homens por seu descaso, sua insensibilidade, porque não sabem ouvir, não são gentis e compreensivos, não conversam nem demonstram carinho, não levam a sério os relacionamentos, querem fazer sexo em vez de fazer amor e deixam a tampa do vaso levantada.
Os homens criticam as mulheres por dirigirem mal, não serem capazes de entender os mapas das ruas (que quase sempre viram de cabeça a baixo), porque não têm senso de direção, falam demais sem chegar ao ponto principal, não tomam iniciativa no sexo e deixam a tampa do vaso abaixada.
Já homens nunca conseguem encontrar algo mas seus Cds estão sempre arrumados em ordem alfabética. As mulheres não são capazes de achar a chave do carro que estavam perdidas mas é muito difícil conseguirem chegar a um lugar pelo caminho mais lógico. O homem acha que é o sexo mais prático. A mulher sabe que é ela.

Quantos homens são necessários pra trocar um rolo de papel higiênico? ão se sabe. Isso nunca aconteceu.

Os homens ficam maravilhados com a capacidade que as mulheres têm de entrar a um ambiente repleto de gente e fazer instantaneamente um comentário sobre cada pessoa que lá se encontra. Elas não entendem como eles podem ser tão poucoobservadores. Os homens se espantam de ver que uma mulher não consegue enxergar a luzinha vermelha do óleo piscando no painel do carro, mas é capaz de detectar uma meia suja num canto escuro a 50 metros de distância. As mulheres se admiram como um homem que estaciona o carro numa vaga apertada só olhando o retrovisor não sabe onde fica o ponto G.
Se uma mulher está dirigindo e se perde, pára e pergunta. Pro homem, isso é sinal de fraqueza. Ele roda em círculo durante horas, resmungando coisas como descobri outro caminho que dará lá ou estamos chegando ou ainda estou reconhecendo aquele posto de gasolina!


A igualdade entre homens e
mulheres é uma questão moral
ou política. A diferença
essencial é uma questão
científica.

Veremos, então, como chegamos ao que somos. Era uma vez, há muito, muito tempo, homens e mulheres vivendo juntos, felizes e trabalhando em harmonia. O homem a cada dia arriscava sua vida num mundo perigoso e hostil, caçando pra levar o alimento a sua mulher e filhos e enfrentando inimigos e animais selvagens. Desenvolveu o senso de direção e a pontaria, tornando-se capaz de localizar a caça, atingi-la, mesmo em movimento, e levá-la até o lugar onde vivia. A definição de seu trabalho era simples: Caçador de comida. Isso era tudo o que se exigia dele.
A mulher se sentia valorizada ao ver o homem expor a vida pela família. Homem de sucesso era aquele que conseguia bastante comida, e sua auto-estima dependia do reconhecimento da mulher a seu esforço. A família só esperava que ele cumprisse sua tarefa de caçador e protetor. Nada mais. Não era preciso repensar o relacionamento e ninguém lhe pedia pra levar o lixo a fora nem trocar as fraldas do bebê.
O papel da mulher era também muito claro. A necessidade de ser uma perpetuadora da espécie apontou a direção em que devia evoluir e a habilidade a desenvolver pra cumprir sua função. Precisava ser capaz de detectar sinais que indicassem a aproximação do perigo, ter excelente senso de direção a curta distância, se orientando por detalhes da paisagem pra encontrar o caminho e, com sua extraordinária sensibilidade, identificar pequenas mudanças na aparência e no comportamento de crianças e adultos. Tudo muito simples: Ele era o caçador de comida, ela a guardiã da cria.
A mulher passava o dia cuidando as crianças, colhendo fruto e semente e se relacionando com as outras mulheres do grupo. Não tinha que se preocupar com a parte principal do abastecimento de comida, e seu sucesso estava ligado à capacidade de manter a vida em família. Sua auto-estima dependia do valor que o homem dava a sua habilidade de zeladora e mãe. Ter filho era um ato mágico, sagrado mesmo, como se só ela conhecesse o segredo da vida. Ninguém esperava que fosse caçar, enfrentar inimigo ou trocar lâmpada.
A sobrevivência era difícil mas o relacionamento era fácil. Assim foi durante centenas de milhares de anos. No fim de cada dia os caçadores voltavam com os animais abatidos, que eram divididos igualmente, e todos comiam juntos na caverna onde viviam. Cada homem entregava parte da caça à mulher, que, em troca, lhe dava fruto e semente.
Depois de comer os homens se sentavam em volta do fogo, contavam história, faziam brincadeira e riam. Era uma versão pré-histórica da contínua troca de canal com o controleremoto ou da total concentração na leitura do jornal. Estavam exaustos depois de tanto esforço e precisavam se recuperar pra caçar novamente no dia seguinte. As mulheres continuariam a cuidar as crianças e a garantir o descanso e a alimentação dos homens. Cada um apreciava o que o outro fazia. Eles não eram considerados preguiçosos nem elas se sentiam criadas oprimidas.
Esses rituais e comportamentos simples ainda são encontrados em civilizações primitivas, em lugares como Bornéu, parte da África e Indonésia e entre alguns aborígines australianos, maoris da Nova Zelândia e esquimós do Canadá e Groenlândia. Nessas culturas cada pessoa conhece e entende seu papel. Os homens admiram as mulheres e as mulheres admiram os homens. Cada um reconhece no outro uma contribuição única prà sobrevivência e o bem-estar da família. Mas, pra quem vive nos modernos países civilizados, essas regras antigas foram abandonadas. O caos, a confusão e a infelicidade tomaram seu lugar. 

Mas as coisas mudaram 

A família não mais depende unicamente do homem pra sua sobrevivência e não se espera mais que a mulher fique em casa exercendo a função de mãe e zeladora. Em primeira vez na história da espécie humana a maior parte dos homens e mulheres se confunde na hora de definir sua atividade. Fazes parte da primeira geração a ter de encarar situação que teus antepassados nunca conheceram. Em primeira vez buscamos em nossos parceiros amor, romance e realização pessoal, já que a sobrevivência, garantida pra muitos pela estrutura da sociedade moderna através de fundo de pensão, aposentadoria, lei de proteção ao consumidor e várias instituições governamentais, não é tão prioritária. Então, quais são as novas regras? Onde se pode aprender?
Se nasceste antes de 1960 é bem possível que tenhas crescido vendo teus pais se relacionarem segundo os antigos princípios de sobrevivência entre homem e mulher. Repetiam o comportamento que aprenderam com os pais deles, que, por sua vez, imitaram os pais deles. que copiaram os pais deles, e assim a diante, até chegar ao povo da caverna com seu papel claramente definido.
Agora as regras mudaram completamente e teus pais não sabem como ajudar. O índice de
divórcio entre os casamentos recentes está em torno de 50%. Precisamos aprender as  novas regras, se quisermos ser felizes e vivermos emocionalmente ilesos no século 21.

A mulher é um radar

A mulher percebe claramente quando a outra pessoa está aborrecida ou magoada. O homem só desconfia que há algo errado depois de lágrima, acesso de fúria ou tapa na cara. Isso acontece porque, como a maioria das fêmeas dos mamíferos, as mulheres possuem habilidade sensorial muito mais aguçada que os homens. Como perpetuadoras da espécie e guardiãs da cria, precisavam ser capazes de perceber mudanças sutis nas atitudes e no humor dos outros. O que comumente se chama de intuição feminina é, na verdade, a apurada capacidade que a mulher tem de notar detalhes e alterações mínimas na aparência e no comportamento doutras pessoas. Isso, historicamente, tem deixado os homens confusos. É que eles são apanhados. Sempre.

Minha mulher consegue
enxergar um fio de cabelo
louro em meu casaco a
cinqüenta metros de distância
mas sempre esbarra na porta
da garagem quando guarda o
carro.


A mulher lê nas entrelinhas

As mulheres sentem melhor a diferença no tom e no volume da voz, percebendo assim mudança de humor em crianças e adultos. Como conseqüência, pra cada homem que consegue cantar com afinação há oito mulheres que fazem o mesmo. Isso explica também a famosa frase repetida pelas mulheres: Não fales comigo neste tom de voz! A maioria dos homens não faz idéia do que ela quer dizer. A superioridade da audição feminina contribui em grande parte, ao que se chama de intuição feminina e é uma das razões pra sua capacidade de ler nas entrelinhas. Mas os
homens não devem se desesperar. Eles são ótimos em identificar e imitar vozes de animal, o que, certamente, foi uma grande vantagem em seus tempos de caçador. Pena que não seja tão útil hoje em dia.
Por que os meninos não ouvem?

Os meninos são, com freqüência, recriminados pelos pais e professores por sua falta de atenção. Mas, à medida que crescem, especialmente quando se aproxima a puberdade, seus canais auditivos passam uma fase de desenvolvimento rápido que pode causar um tipo de surdez temporária. Notou-se que as professoras repreendem meninas e meninos de formas diversas e parecem compreender intuitivamente as diferenças de audição entre eles. A professora não se importa e continua a falar se uma garota desvia o olhar enquanto recebe uma advertência. Mas, se é um garoto, muitas professoras intuem que ele não está ouvindo e dizem: Olhe a mim quando eu falar contigo. Os meninos têm melhor visão que audição.

Os homens não reparam detalhes

Lyn e Chris estão voltando de carro duma festa. Ela orienta e ele dirige, e acabaram de
ter uma discussão porque ela lhe disse pra virar à esquerda quando queria dizer à direita.
Passam-se nove minutos de silêncio até que ele suspeita de algo:
— Querida... Está tudo bem?
— Está tudo ótimo!
A ênfase que deu à palavra ótimo confirma que nada está bem. Ele passa em revista o que aconteceu na festa.
— Fiz algo errada nesta noite?
— Não quero falar sobre isso!
Significa que está zangada e quer falar sobre o assunto. Ele continua completamente perdido, sem entender o que possa ter feito pra ela ficar tão aborrecida.
— Me digas, por favor, o que fiz?
Geralmente, em situações como essa, o homem está dizendo a verdade. Simplesmente não entende o problema.
— Está bem. Já que ficas te fazendo de inocente, te direi.
Mas não é fingimento. Ele realmente não sabe. Ela respira fundo.
— Aquela perua passou a noite toda dando em cima de ti e, em vez de sair fora, bem que gostaste!
Agora é que ele não entende mais nada. Que perua? Quem estava dando em cima dele? Ele não notou coisa alguma!
Vejamos: Enquanto a perua (essa é uma expressão feminina, os homens diriam que era
uma gata) conversava com ele, inclinava o quadril, lançava olhares demorados em sua direção,
mexia no cabelo, passava a mão na coxa, segurava o lóbulo da orelha, brincava com a haste do copo de vinho e falava como uma garotinha. Ele é um caçador. Consegue enxergar uma zebra a distancia e dizer a que velocidade ela está correndo. Não tem a habilidade feminina de identificar os sinais visuais, vocais e de linguagem corporal que indicam o interesse doutra pessoa. As mulheres que estavam na festa perceberam as intenções da perua sem precisar nem mesmo mover a cabeça. E uma mensagem telepática de perua na área foi enviada e recebida por todas. A maior parte dos homens nem notou. Portanto, numa situação assim, quando um homem disser que está falando a verdade, é provável que esteja mesmo. O cérebro masculino não está preparado pra ouvir ou enxergar detalhe.

Por que os homens são chamados insensíveis?

Não é que as mulheres sejam supersensíveis. Os homens é que tiveram os sentidos embotados. Como no mundo feminino a percepção é muito mais desenvolvida, elas esperam que eles também sejam capazes de ler seus sinais de linguagem verbal, vocal e corporal e adivinhar seus desejos, tal como faria outra mulher. Por causa da origem e evolução da espécie humana, como já vimos, isso não é possível. A mulher parte do princípio de que o homem será capaz de descobrir o que ela quer ou precisa e, quando isso não acontece, diz que ele é insensível, nem desconfiou! Ele reclama: Sou obrigado a ler teu pensamento?
Pesquisas mostram que homens não são bons leitores de mente. A boa notícia é que com treinamento podem melhorar muito.



Esse é um resumo da primeira parte do livro de  Allan e Barbara Pease: Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?
Vou resumindo e colocando aqui, considero muito importante que nós, possamos conhecer essas diferenças peculiares não só por causa de nossas relações pessoais, mas, também, como mais um referencial na educação de nossos filhos e filhas, e nas relações professor(a) e anuno(a).
Bjux e sucesso a todos! 

5 comentários:

"Antonio" disse...

Olá passei aqui e gostei muito e to te seguindo dei uma força nas suas ? passe la no meu e veja as minhas abraços

http://oblogdasnoticias.blogspot.com/

Xênia da Matta disse...

Ok, legal que esteja aqui. Obrigada pela parceria. bjux

Herval Junior disse...

KKKKKKKKKKKK!Isso mesmo! me enquadrei nesse texto e consegui enquadrar minha mulher também.
Não tem jeito.Essa diferença é biológia...

Fernando Claro disse...

Xênia, tudo bem?

Esse teu texto está muito bom, como sempre, mas a pergunta é anacrônica, pois amor as mulheres faziam, quem sabe, até a 1ª Grande Guerra munidal...rssss
AbraçOClaro

Xênia da Matta disse...

rrss, fazer o quê, né?
Bjux e sucesso!