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quarta-feira, 6 de maio de 2009

A rabugice - Quando uma pessoa não para de reclamar.

 No livro "Por que os homens mentem E as Mulheres choram"? de Bárbara & Allan Pease, temos uma série de assuntos que devemos pontuar com carinho. Ver até onde estamos acertando ou errando. Claro, que não é uma receita, sabemos que há vários tipos de pessoas e de comportamentos, mas, é no minimo muito  interessante. Elaborei um resumo(que não é pequeno) para quem não leu toda a obra, selecionando o que considero mais  significativo. Este livro estará dividido por  13 partes

Por que os homem mentem? Por que eles acham que têm de estar sempre com a razão? Por que evitam se comprometer? E as mulheres, por que choram para conseguir o que querem? Por que insistem num assunto até a morte? Por que não tomam a iniciativa sexual com mais freqüência? "Por que as mulheres não vão direto ao assunto?", "Por que as mulheres reclamam o tempo todo?", "Por que tenho de recolher do chão minhas meias às dez horas da manhã de um domingo?".

Boa leitura!


 Parte I - A RABUGICE

Quando uma pessoa não pára de reclamar

Rabugenta é um termo tradicionalmente usado pelos homens para qualificar as mulheres.
Em sua maioria, as mulheres não se consideram rabugentas. Elas acham que se limitam a lembrar aos seus homens as coisas que eles têm de fazer: cumprir sua parte nas tarefas domésticas, tomar os remédios, não abusar da bebida, avisar quando for se atrasar, consertar o que estiver quebrado, tirar roupa suja e toa- lhas molhadas do chão. Em muito pequenas doses, a rabugice pode até ser considerada construtiva. Onde estariam tantos homens sem uma mulher advertindo-os para não tomar cerveja nem comer sanduíches demais, para que façam regularmente seus exercícios e testes de colesterol? Reclamar, em certas situações, pode servir para mantê-los vivos.
O homem rabugento, no entanto, é coisa que a sociedade vê de um modo inteiramente diverso. Segundo a nossa cultura, os homens não reclamam. Eles são afirmativos, líderes naturais e estão o tempo todo transmitindo o seu saber - e lembrando educadamente às mulheres o caminho a seguir quando elas o esquecem. Sim, eles criticam, vêem defeitos, reclamam e se queixam, mas é sempre para o bem das mulheres. Conselhos como "Confira sempre seu extrato bancário! Quantas vezes eu tenho de lhe dizer?" e "Não dá pra você cuidar um pouquinho mais da sua aparência quando meus amigos vêm à nossa casa?" se repetem com uma persistência admirável e, acima de tudo, mostram o quanto eles se preocupam com elas.



Como é a rabugenta

A rabugenta sempre espera que sua vítima, movida pelo sentimento de culpa, faça o que ela quer. Seu objetivo é incitar a vítima a obedecer-lhe, senão por achar realmente que precisa fazê-la, mas para acabar simplesmente com a discussão. As mulheres sabem que reclamam, mas isso não quer dizer que elas gostam de ficar reclamando. Geralmente elas o fazem para alcançar um objetivo.
Algumas mulheres transformaram a rabugice em uma forma de arte. Nós identificamos cinco tipos básicos de reclamação:
A Reclamação Monotemática: "Kurt, por que você não pendura sua toalha?" Pausa. "Kurt, você disse que ia pendurar a toalha." Cinco minutos mais tarde: "E a toalha, Kurt? Ainda está no chão."

A Reclamação Multitemática: "Nigel, a grama do jardim da frente está um nojo, a maçaneta da porta do quarto está caindo e a janela da cozinha ainda está emperrada. Quando é que você vai trocar a lâmpada da sala e...", etc., etc.

A Reclamação Beneficente: "Já tomou seus remédios hoje, Ray? E pare de comer essa pizza - ela faz mal para o seu colesterol e aumenta o seu peso..."

A Reclamação via Terceiros: "Moira disse que Shane já limpou a churrasqueira e que eles vão dar um churrasco amanhã. Na velocidade que você vai, o verão acaba antes."

A Reclamação Antecipada: "Dale, eu só espero que você controle a bebida esta noite. Nós não vamos repetir o vexame do ano passado, vamos?"

Geralmente as mulheres dão gargalhadas com esses relatos. Elas se reconhecem e reconhecem as próprias palavras, mas acham que não há alternativa.
Quando o grau de reclamações fica fora de controle, os relacionamentos da rabugenta com as pessoas pode ser afetado. A tendência do homem é ignorá-la ainda mais, o que só aumenta a sua irritação e às vezes a sua fúria. Sentindo-se sozinha, a rabugenta pode acabar ressentida e infeliz. Quando a rabugice fica fora de controle, ela é capaz de destruir completamente o relacionamento.
Pode-se ver claramente que as mulheres têm uma capacidade de falar muito maior do que os homens. Isso explica por que as mulheres acham que os homens, de um modo geral, falam pouco e os homens acham que as mulheres falam sem parar.


Como é a vítima

Do ponto de vista do homem, as reclamações repetidas são um lembrete contínuo, indireto e negativo das coisas que ele deixou de fazer e dos seus defeitos. Elas ocorrem principalmente no fim do dia, justo na hora em que o homem mais precisa de um tempo para ficar "olhando a fogueira", como faziam seus antecessores primitivos ao voltar de um exaustivo dia de caça.
Quanto mais o agressor reclama, mais a vítima se refugia atrás das barreiras defensivas que deixam a mulher enlouquecida -
jornais, computadores, trabalho de casa, cara de desânimo, amnésia, surdez aparente e controles remotos. Ninguém gosta de ficar sujeito à raiva contida, a mensagens ambíguas, à autopiedade, à censura, e nem de ser continuamente acusado de tudo. Todo mundo evita a rabugenta, deixando-a sozinha e ressentida. E quanto menos reconhecida, quanto mais prisioneira e isolada ela se sente, mais a vítima está sujeita a sofrer.

Quanto mais reclama, mais isolada fica.


O único resultado concreto do excesso de reclamações é a destruição do relacionamento entre a rabugenta e a vítima, por- que a vítima acredita que precisa se defender o tempo todo.


Por que as mulheres são mais rabugentas?

A mulher possui uma estrutura cerebral que lhe permite superar qualquer homem do planeta em termos de falação e rabugice. A mulher tem uma organização mental a que chamamos de trilhas múltiplas - ela é uma malabarista capaz de manter no ar quatro ou cinco bolas ao mesmo tempo. Consegue rodar um programa de computador enquanto fala ao telefone, e ouve uma segunda conversa atrás dela no restaurante enquanto conversa com os companheiros de mesa. É capaz de falar sobre vários te- mas sem qualquer relação uns com os outros numa mesma conversa e usa cinco tons de voz para mudar de assunto e enfatizar questões. Os homens só. conseguem identificar três desses tons e por isso costumam perder o fio da meada quando ouvem uma mulher falando.

As trilhas múltiplas podem se manifestar até numa mesma frase:
Bill: "A Sue virá para o Natal?"
Debbie: "Ela disse que virá dependendo de como ficarem as coisas com as encomendas de tapetes, que diminuíram por causa da crise econômica, e Fiona talvez não venha porque Andrew precisa consultar um especialista, e Nathan perdeu o emprego e tem de procurar outro, e Jodi não pode se ausentar do trabalho - o patrão dele é terrível! -, de modo que a Sue disse que poderia chegar cedo para a gente sair para comprar as roupas para o casamento de Emma, e aí eu pensei que se nós puséssemos ela e o Len no quarto de hóspedes poderíamos pedir ao Ray para chegar cedo para. . ."
Bill: "Isso quer dizer 'sim' ou 'não'?"
Debbie: "Bem, isso também depende de Adrian, o patrão da Diana, deixar que ela se ausente do trabalho, porque o carro dele está na oficina e ela tem de...", etc., etc.
Bill achava que tinha feito uma pergunta simples e ficaria satisfeito com uma resposta simples do tipo 'sim' ou 'não'. Em vez disso, recebeu uma resposta em "trilhas múltiplas" envolvendo onze pessoas e nove assuntos diferentes. Frustrado, ela vai ver televisão. A organização mental do homem contém uma única trilha. Ele só consegue se concentrar em uma coisa de cada vez. Quando abre um mapa no carro, ele desliga o rádio. Se a mulher fala quando ele chega a um trevo na estrada, ele erra o caminho e põe a culpa nela por estar falando. Quando o telefone toca, ele pede para todo mundo calar a boca para poder falar. Alguns homens, às vezes situados em posições de poder, têm dificuldade de andar e mascar chiclete ao mesmo tempo.


O cérebro masculino só tem uma trilha.
 
O homem não consegue fazer amor e explicar ao mesmo tempo
 por que não levou
o lixo para fora.

Uma das situações mais difíceis para o homem é quando a trilha múltipla é ligada durante o processo de reclamação. Aí é demais. Ele simplesmente cala a boca, dando início a um círculo vicioso em que a rabugenta aumenta o volume da voz e a força de suas acusações e reivindicações, e a vítima recua ainda mais para trás da barreira, às vezes física, que usa para se proteger. Como nem sempre é possível sair de cena, a pressão aumenta até o ponto em que a vítima contra-ataca, causando uma áspera discussão que pode até degenerar em violência física.

Por que o excesso de reclamação nunca dá certo?

o principal equívoco da rabugice é a forma de abordar o problema, colocando o homem numa atitude defensiva e bloqueando a absorção da mensagem. A rabugenta trata do problema em parcelas pequenas, mesquinhas, triviais: "Você nunca leva o lixo para fora, você se recusa a recolher suas roupas..." e vai por aí afora. Seus "pedidos" são débeis, choramingados e carregados da culpa que ela quer impor à vítima. Em geral ela os agrupa de uma forma que o cérebro masculino tem limitada capacidade de decifrar. Para o homem, é como ser mordido por uma nuvem de mosquitos: leva picadas por todo o corpo e não consegue matá-los. "Eu não lhe peço para fazer quase nada em casa, peço?.. Levar o lixo para fora não é nada demais, é? .. e como você sabe, o médico disse que eu não posso pegar peso... passei o fim de  semana me matando de trabalhar para deixar essa casa mais ou menos decente e você passou o tempo todo sentado vendo televisão... se você tivesse vergonha na cara ia consertar a torneira, porque esse pinga-pinga está me deixando louca..."
Esse tipo de reclamação é o mais ineficaz possível na obtenção dos objetivos e se torna um hábito destrutivo que produz enorme estresse, desarmonia, ressentimento e raiva, podendo facilmente acabar em reação física violenta.

Onde acontece a pior rabugice?

A rabugice raramente se manifesta no ambiente de trabalho, a menos que o rabugento e a vítima tenham uma relação íntima. Um claro sinal de intimidade entre chefe e secretária é ela reclamar das coisas que ele deixou de fazer.
A origem da rabugice está no equilíbrio de forças entre duas pessoas. Ao notar que o chefe deixou de fazer alguma coisa, a secretária pode gentilmente lembrar-lhe ou simplesmente fazer por ele. Afinal, isso é parte do seu trabalho. Mas quando se sente mais segura de sua posição, mais poderosa, indispensável mesmo, ela pode começar a reclamar com o chefe para que ele seja mais eficiente em seu trabalho. Pode até chegar ao ponto de achar que é capaz de fazer o trabalho melhor do que ele. Nesse estágio, a rabugice pode ir crescendo e, mesmo não tendo força suficiente para lhe tirar o trabalho, a secretária, até inconscientemente, talvez veja a reclamação contínua como uma forma de desgastar o chefe, de "trazê-lo até o seu nível" e fazê-lo perceber o quanto está em falta.
A mulher profissionalmente feliz e realizada raramente reclama
em casa. Falta-lhe tempo e energia para isso. Está mais preocupada com o "quadro maior" de sua vida profissional, onde recebe elogios, homenagens e propostas. Tem uma forma mais objetiva de pedir as coisas, e se seu companheiro não faz a sua parte do trabalho doméstico, ela ignora-o, paga alguém para fazê-lo ou arranja um companheiro que faça. Ela atua a partir de uma posição de força.
A chamada "mulher fatal" também não costuma reclamar. Sua força é de outro tipo: ela usa seu poder sexual para conseguir de seu homem o que quer. Pode ser que ela nem se dê ao trabalho de reclamar da roupa suja espalhada pelo chão - ela própria larga a sua roupa pelo chão, e de um modo muito sensual. No entanto, quando o relacionamento se torna permanente, essa deusa do sexo pode se transformar na pior das rabugentas.


As deusas do sexo não reclamam das roupas largadas pela casa -
elas deixam as próprias roupas espalhadas pelo chão.


A mulher loucamente apaixonada também tende a não reclamar. Ela está tão amarrada à visão romântica que criou de seu parceiro, tão ocupada armando planos de fazer amor louca e apaixonada- mente em todos os lugares da casa, que não se dá conta de que há roupas pelo chão e louça suja em cima da mesa. Seu parceiro, igual- mente absorvido pela excitação do novo relacionamento, fará qual- quer coisa para agradá-la. Ninguém sente necessidade de reclamar. A rabugice sempre acontece entre pessoas que têm uma ligação íntima - esposas, maridos, mães, filhos, filhas e parceiros que coabitam. É por isso que o estereótipo da rabugenta, a rabugenta dos números cômicos, é sempre a esposa ou a mãe - as prisioneiras das tarefas domésticas, que geralmente se sentem sem nenhum poder sobre a própria vida e incapazes de mudá-la de um modo claro e direto. A mulher profissional irradia força material e psíquica. A do gênero se:ry transpira força sexual. Ambas são fortes, independentes e livres. A mulher que recorre regularmente à rabugice, porém, se sente sem forças, frustrada, com a única alternativa de ficar batendo o pé, com uma raiva confusa e contida. Ela sabe que a vida pode ser bem melhor, mas se sente culpada demais para admitir que não gosta de seu papel. E fica confusa e perdida por não saber o que pensar.
Séculos de estereótipos, de cultura familiar, de revistas senti- mentais e de filmes e comerciais de TV convenceram-na de que o ideal da mulher verdadeiramente feminina é ser a Esposa
e Mãe Perfeita. Mesmo sabendo, no íntimo, que merece mais, ela passou por anos e anos de lavagem cerebral para aceitar uma "verdade" que talvez não lhe sirva mais. Não quer ter em seu tú mulo a inscrição "Manteve a cozinha sempre limpa", mas não sabe como se libertar para construir para si uma vida melhor. Muitas vezes ela sequer percebe que seus sentimentos são normais e saudáveis, os mesmos de todas as mulheres.
Nossa pesquisa revela que as mulheres que possuem objetivos bem claros, que trabalham mais de trinta horas por semana, ou que aceitam e exercem com alegria o ritual monótono e repetitivo do trabalho doméstico e da maternidade, raramente são rabugentas.


A rabugice pode ser um apelo por reconhecimento

Reclamar é sinal de que a mulher quer mais: mais reconheci- mento da família por tudo o que fez e mais oportunidades para ter algo melhor. "A minha mãe tem de chamar a atenção das pessoas para tudo o que faz", suspira Adam, um adolescente vítima de constantes reclamações. "Toda vez que lava a louça ou passa o aspirador no tapete ela faz um comentário irônico para chamar a atenção sobre si mesma. Acaba que eu preferia que ela não fizesse nada. Por que é que ela tem de ficar reclamando por causa de qualquer coisinha?" Ela fica falando sobre "qualquer coisinha" porque a sua vida se transformou numa coleção de pequenas coisas. É difícil uma pessoa se sentir confiante e poderosa se tudo o que fez da manhã à noite é trivial, previsível e rotineiro. Qualquer um pode passar o aspirador no tapete. Ao contrário do soldado, que é enaltecido por dar a vida pelo bem-estar de seu país, ninguém manda gravar o nome dela num memorial de mármore por dedicar a vida ao bem- estar da família. Não existe Prêmio Nobel para a manutenção da paz doméstica. A mãe de Adam reclama com ele, pedindo reconhecimento, justamente porque ninguém dá valor às suas tarefas.


Não se ganha prêmio literário escrevendo fantásticas listas de compras.



A Esposa e Mãe Perfeita não foi torturada (ao menos na acepção comum desse termo) nem passou por padecimentos grandiosos. Suas tarefas cotidianas parecem demasiado banais para justificar protestos e reivindicações de reconhecimento público. Seu sofrimento é de um tipo invisível. É a angústia da maioria oprimida, silenciosa, sofredora.
Se Adam desse à mãe um pouco do reconhecimento que ela implora - e merece -, a qualidade de sua vida teria uma melho- ra impressionante.
Mulheres cuja rabugice saiu de controle geralmente são espo- sas e mães solitárias e decepcionadas, que carregam na alma o sentimento frustrante da falta de amor e de reconhecimento. Eis aqui uma das chaves para diminuir a rabugice: dar à rabugenta o reconhecimento devido pelo desempenho das tarefas pequenas e rotineiras da sua vida acaba com a maior parte das reclamações.


O complexo de mãe

Muitas mulheres pensam que são o único adulto sensível da família. Acham que os maridos e namorados agem como crianças. O homem, em seu ambiente de trabalho, pode se comunicar, resolver problemas, produzir resultados positivos e, no final, ganhar um salário significativamente maior do que as mulheres situadas na mesma posição. Como sua parceira sabe que ele tem essas aptidões, fica enormemente frustrada pelo fato de ele não usá-las em casa.


Estudos provam que os homens casados vivem mais tempo do que os solteiros.
 Mas alguns homens dizem que
o tempo é que parece mais longo.


O problema é que freqüentemente a mulher fica tentada a tratar seu parceiro menos como um homem capaz do que como um menino levado. Ele reage então, se comportando como tal. Essa mudança de atitude é a primeira pedra no caminho perigoso do desgaste do relacionamento. Quanto mais o homem se rebela, mais a mulher reclama. Quanto mais ele resiste, mais ela age como se fosse sua mãe. No final, ambos chegam a um ponto em que não se vêem mais como parceiros, amantes e grandes amigos. Para o homem, não há maneira mais segura de matar a paixão do que começar a achar que vive com sua mãe, e, para a mulher, do que sentir que vive com um menininho imaturo, egoísta e preguiçoso.


Soluções para a rabugice: dizer o que se quer

A discussão estava feia. O restaurante inteiro se calou enquanto a voz do casal se erguia, cada vez mais alta. Tudo começara por causa da pizza que eles iriam escolher. Ele queria calabresa com alcaparras. Ela, que detestava alcaparras, queria havaiana, e começou a acusá-lo de nunca dar atenção aos seus desejos. Era um absurdo ele dizer que o abacaxi estragava a pizza. Além do mais, se ele se desse ao trabalho de fazer compras e ajudá-la a cozinhar, não seria preciso saírem com tanta freqüência para comer na pizzaria. E ela também não queria comer pizza toda hora: preferia uma comida mais saudável. Com toda essa pizza, ela estava começando a engordar. Será que era pedir demais deixar que ela escolhesse a pizza ao menos uma vez na vida?
Depois dessa última frase, fez-se silêncio. O restaurante inteiro ficou na expectativa de qual seria a resposta do homem. Ele não perdeu a calma. Sorveu o seu vinho, olhou para o chão, para o cardápio, e finalmente de volta para a esposa. "O problema não é a pizza, não é?", disse finalmente. "São os últimos quinze anos."
A rabugice costuma ser sinal de que há um problema de comunicação entre duas pessoas. Mas, em vez de enfrentá-lo, em geral elas se pegam em trivialidades e se atormentam mutuamente com palavras cruéis. Esta é uma tendência especialmente comum entre as mulheres. Muitas meninas ainda crescem acreditando que devem ser simpáticas e doces, e colocar em último lugar os seus sentimentos e necessidades. Quando se tornam adultas, crêem que seu papel é apaziguar, contornar os problemas e serem simpáticas e afetuosas. Muitas mulheres têm dificuldade de dizer simplesmente, não como reclamação, mas como reconhecimento: "Eu não estou feliz com essa vida. Sinto-me sufocada. Quero me afastar disso tudo por duas semanas, me virar sozinha e ter um tempo só para mim. O que você acha de eu deixar as crianças com minha mãe por uma semana, depois você tirar uma semana no trabalho para ficar com elas? Eu acho que isso me faria muito bem e sinto que, ao retornar, eu estarei muito mais feliz e agradável de conviver." Para inúmeras mulheres parece muito mais difícil dizer isso do que bater boca publicamente por causa da escolha de uma pizza.
A mulher geralmente espera que o homem perceba intuitivamente o que ela está querendo expressar ao dizer coisas diferentes do que realmente quer. Ela acha que se bocejar e disser "Estou tão cansada, acho que vou para a cama" e se afastar, o homem vai escovar os dentes, fazer seu gargarejo com halitol, passar desodorante, vestir algo mais confortável, deitar junto dela, aconchegá-la nos braços e procurar reconfortá-la quem sabe até com uma sessão de sexo. Em vez disso, o homem resmunga, vai até a geladeira pegar outra cerveja e se aboleta no sofá para ver futebol na TV. Não lhe passa pela cabeça que sua mulher está falando
em código. Sentada sozinha na cama, a mulher acaba desistindo e caindo no sono, com uma sensação de rejeição e desamor.
Reclamações constantes apenas mascaram um problema maior de comunicação. Quando a mulher aprende a dizer direta e serenamente o que quer, o homem responde mais positivamente. A mulher tem de entender que o funcionamento do cérebro masculino é comparativamente mais simples e que os homens raramente conseguem adivinhar o que suas esposas e parceiras
realmente pretendem para além das
- palavras efetivamente ditas. Quando os dois se dão conta disso, a comunicação melhora e acaba a necessidade da rabugice - do excesso de reclamação ineficaz.


Soluções
para a rabugice: dizer o que sente

Um homem jamais lhe dirá que se sente diminuído quando você critica o seu comportamento. Nem dirá que fustigá-lo com reclamações lhe causa os mesmos problemas que ele costumava ter com a mãe quando era adolescente. E nunca lhe dirá que acha você sexualmente tão desinteressante quanto a mãe dele. Quando descobre que você não confia em sua capacidade de tomar decisões acertadas, ele fica se achando um fracasso, alguém que nunca conseguirá satisfazer suas expectativas. E se cala.
Mesmo que vocês conversem bastante, isso não significa que estão conseguindo transmitir corretamente suas mensagens. Quase todos os problemas de relacionamento, como infidelidade, ofensas físicas ou verbais, monotonia, depressão e rabugice são o resultado de problemas de comunicação. Raramente a mulher pergunta: "Por que ele não fala mais comigo?" O homem, por sua vez, mesmo que pense "Minha mulher não sente mais atração por mim", nunca discute o problema com ela.
Se sua mulher está sempre reclamando, é porque está tentando lhe dizer alguma coisa que você não está ouvindo, e portanto vai continuar falando até você ouvir. Você, por sua vez, não escuta porque ela não está lhe transmitindo o problema da forma correta. Como dissemos, as mulheres costumam abordar seus homens de uma forma equivocada, usando linguagem indireta.
Uma noite, Daniel chega tarde em casa vindo do trabalho e encontra sua esposa Sue esperando com cara de poucos amigos. Antes de ele ter chance de dizer qualquer coisa, ela se lança ao ataque:
Sue: "Você não tem consideração! Por que é que chegou tão tarde outra vez? Eu nunca sei onde você está! O jantar ficou frio - você só pensa em você o tempo todo!
Daniel: "Não grita comigo. Você está reclamando e exagerando como sempre! Eu trabalho até tarde para nós termos dinheiro e conforto... mas para você isso não basta!"
Sue: "Você é mesmo egoísta! Que tal colocar sua família em primeiro lugar uma vez na vida? Você nunca faz nada nesta casa
- espera que eu faça tudo!"
Daniel (se afastando): "Larga do meu pé! Estou morto, quero descansar. Você só sabe reclamar comigo o tempo todo."
Sue (furiosa): "Ah, então é assim! Vai logo saindo de fininho, não é? Agindo que nem criança outra vez. Sabe qual é o seu problema? Você está sempre fugindo das coisas, nunca quer falar sobre elas!"
Em vez de comunicar o que realmente sentia através de um discurso direto, Sue expressou sua hostilidade de forma indireta, levando Daniel a adotar um comportamento defensivo.
Depois que Daniel entra com posição defensiva, a comunicação se interrompe, impedindo que a situação se esclareça. Nenhum dos dois está escutando nem prestando atenção. Sue repete a mesma mensagem o tempo todo e Daniel sempre se omite, achando que ela não passa de uma insuportável rabugenta.
Simplesmente eles estão deixando de dizer como realmente se sentem. E seus problemas só tendem a piorar.


Soluções para a rabugice: a técnica do "Eu"

Para conseguir a atenção de Daniel, a primeira coisa que Sue deve fazer é evitar partir para cima dele, colocando-o na defensiva. Ela pode usar a técnica do "Eu", em vez de usar o tempo todo a palavra você.
Eis aqui algumas frases do tipo
você, usadas por Sue, que deixam Daniel profundamente irritado:
- Você não tem consideração!
- Você é um egoísta!
- Você está outra vez agindo como criança!
- Você sabe muito bem qual é o seu problema!
- Você está sempre fugindo!


A língua do "você" é de ataque, e sempre coloca o outro na defensiva. É como se Sue fosse um promotor, de dedo em riste na acusação. A técnica do "Eu" permite que ela comunique seus sentimentos a respeito do comportamento de Daniel, sem julgá-los. Esta técnica permite que você mantenha uma conversa normal com seu parceiro sem precisar brigar. Ela acaba com a discussão - para sempre.
A técnica do "Eu" tem quatro partes. Ela descreve o comportamento do seu parceiro, sua interpretação desse comportamento, seus sentimentos e o impacto que esse comportamento tem sobre você.
Eis como Sue poderia lidar com Daniel, falando o mais suavemente possível:
Sue: "Daniel, você está chegando tarde a semana inteira e não me telefona para avisar [comportamento]. Está havendo algum problema, você está saindo com alguém? [interpretação].
Eu estou começando a achar que você não se interessa e nem gosta mais de mim. Com isso eu fico magoada [sentimentos]. Quando isso acontece, eu fico louca de preocupação com o que pode ter acontecido [conseqüências]."
Daniel: "Sue,
me desculpe. Eu não imaginava que você estivesse se sentindo assim. Eu não estou evitando você. Eu gosto de você de verdade. E (eu) não estou saindo com ninguém, querida. Eu tenho andado tão atarefado no trabalho ultimamente, tenho trabalhado tanto, que estou ficando estressado. Quando chego em casa, [eu] estou tão cansado que preciso de um tempinho para mim mesmo. Eu não quero que você se sinta assim, e (eu) prometo que daqui em diante (eu) vou telefonar para você toda vez que tiver de ficar no trabalho até mais tarde."
A técnica do "Eu" é poderosa porque reduz a atitude de defesa, aumenta a sinceridade e esclarece os sentimentos de todos. É quase impossível irritar alguém com essa técnica.
No exemplo acima, as mensagens de Daniel e Sue foram claramente comunicadas, resolvendo o problema. As declarações do tipo "Eu" funcionam melhor quando são expressas na hora adequada, da maneira adequada e no tom de voz adequado.
portanto, respire fundo algumas vezes, espere até sua raiva aplacar e o outro ter condições de ouvir.


Soluções para a rabugice: Deixar o homem olhando a fogueira por uns trinta minutos

Quando o homem primitivo voltava para a caverna, depois de um exaustivo dia de caçada para alimentar a família, precisava ficar uns trinta minutos olhando a fogueira, sem falar, para recobrar as energias. O mesmo acontece com um homem que chega tarde do seu trabalho: precisa de um tempo para se recuperar. A maioria das mulheres, porém, quer falar imediatamente. Eis aqui como aplicar essa técnica.
Daniel: "Querida,
eu tive um dia realmente longo e difícil- me dá meia hora para eu poder assentar a poeira e relaxar? Eu prometo que depois converso com você."
Sue: "Meu bem,
eu preciso conversar com você sobre o que aconteceu hoje. Quando é que vamos poder falar?" Se Daniel concorda com uma determinada hora (e a respeita) e Sue espera enquanto ele "olha a fogueira", não há discussão, não há tensão e ninguém se sente intimidado.


Soluções para a rabugice: quem treina quem?

Parte da responsabilidade dos pais consiste em lembrar, per- suadir e até exigir das crianças determinados comportamentos com vista à sua segurança, seu bem-estar e seu sucesso na vida. Mas em que ponto o exercício dessa responsabilidade se converte em rabugice? E de quem é a culpa, se em casa há um pai ou uma mãe reclamando o tempo todo: da criança desobediente ou da mãe ou do pai rabugentos? A resposta correta é: do pai ou da mãe. Os pais condicionam o padrão de comportamento da criança. Se o padrão dos pais é lembrar, insistir e pedir várias vezes antes de a criança atender, ela aprende que não é necessário atender ao primeiro chamado. Dessa forma, a criança treina o responsável para ficar repetindo a exigência e, no fundo, acha que ele não quer que a exigência seja cumprida.
Para você, responsável, este é um círculo vicioso. Quanto mais você repete e reclama, mais a criança resiste. Quanto mais você se frustra com a desobediência dela, mais enfático e zangado fica. Aí a criança começa a se ressentir dessa zanga porque realmente acha que não fez nada de errado. Fica confusa e frustrada. O que começou como um simples pedido de "Venha jantar!" vira uma guerra.
A relação pais rabugentos/filhos desobedientes pode ser facil- mente corrigi da. Tudo de que vocês precisam é disciplina e firmeza - com vocês mesmos, bem entendido, não com a criança.


Sejam firmes com vocês mesmos,
 não apenas
com seus filhos.


Prepare-se para não ceder numa situação específica durante trinta dias sem vacilar. Diga aos seu filhos que você vai pedir a cooperação deles uma única vez, e que, se eles não atenderem, a escolha é deles próprios. Indique então as conseqüências da desobediência.
Por exemplo: "Jade, eu quero que você pegue a sua roupa suja do chão do quarto e coloque no cesto. Se você não colocar lá, ela não será lavada."
É aqui que a autodisciplina e a firmeza entram
em cena. Quem vai ceder primeiro? Se você ceder e recolher a roupa, vol- ta ao ponto de partida. Se tiver auto disciplina e firmeza, deixará a roupa suja acumular e não dará ouvidos às queixas de falta do que vestir. Pode parecer cruel, mas você estará ensinando hábitos responsáveis, sem falar que terá uma casa mais feliz. E os futuros parceiros de seus filhos não irão reclamar de seus maus hábitos.
O comportamento dos filhos é o resultado direto do treina- mento dado pelos pais, para o bem e para o mal.


Não reclame com eles - treine-os

Se você percebe que está o tempo todo reclamando com uma pessoa, isso quer dizer que essa pessoa treinou você para fazer o que ela quer que você faça. Em outras palavras, ela está criando as regras e você está obedecendo. Digamos, por exemplo, que
você pede mil vezes a alguém para não largar a toalha molhada no chão do banheiro, e a pessoa continua fazendo a mesma coi- sa. Então você acaba recolhendo as toalhas usadas porque não gosta de bagunça no banheiro e porque acha que, se você não pegar, ninguém vai pegar e não haverá mais toalhas secas para usar. O que acontece neste caso é que a outra pessoa sabe que no final você vai acabar pegando a toalha - basta ela agüentar as suas reclamações, o que é um preço provavelmente pequeno a pagar. Portanto, você se deixou treinar pela outra pessoa.
Eis como reverter a situação: dê uma toalha limpa - de preferência de cores diferentes - a cada criança e/ou adulto da casa e diga-lhes que essa é a sua toalha pessoal, pela qual eles têm de ser totalmente responsáveis. Diga-Ihes que, se alguma toalha suja ou molhada for deixada no chão, você vai apanhá-la porque não gosta de bagunça no banheiro e isso infringe o seu direito de ter uma casa limpa. Diga-lhes que vai colocar a toalha do infrator no quintal, em cima do muro, na casa do cachorro ou debaixo do travesseiro dele. Na primeira vez que você aplicar essa tática haverá gargalhadas, confusão e protestos. Siga em frente e leve até o fim o seu propósito, do contrário você continuará sendo a pessoa treinada.
Digamos, por exemplo, que da próxima vez que isso acontecer você coloca a toalha molhada no fundo do armário das vassouras. Quando o infrator for tomar banho, irá descobrir como é desagradável se enxugar com uma toalha úmida e fedorenta. Duas ou três vezes bastam para ele ser treinado a recolher e pendurar sua toalha. A mesma técnica funciona com meias sujas, roupa de baixo e qualquer coisa que você não queira ver joga- da pela casa. Com essa técnica, você se torna o treinador e não ° treinado, e as reclamações não serão mais necessárias. Se, no entanto, você seguir recolhendo as coisas de todo mundo, terá optado por continuar sendo a pessoa treinada e perderá o direi- to de reclamar com quem quer que seja por deixar as roupas espalhadas pelo chão.


Soluções para a rabugice: um estudo de caso com crianças

Cameron, treze anos, recebeu a incumbência de levar o lixo para fora toda quarta-feira à noite. Ele costumava dizer que levaria o lixo depois do jantar, ou depois que acabasse o filme, ou assim que saísse do banho, mas sempre esquecia de faze-lo. Semana após semana, o cheiro de comida estragada ia se espalhando pela casa à medida que o lixo se amontoava. A mãe deixou de pedir e passou a reclamar. A família toda já não supor- tava as reclamações e não agüentava mais sentir o cheiro de lixo. Mas Cameron não estava nem aí - ele simplesmente esquecia e pouco se importava com as reclamações.
Finalmente, a mãe de Cameron se deu conta de que o filho a havia treinado para reclamar e resolveu reagir. Disse-lhe que, como ele não cumpria com sua responsabilidade de levar o lixo para fora, toda a família estava sofrendo com o cheiro de comida estragada. E comunicou as conseqüências que ele iria sofrer por sua desobediência: o lixo que não fosse levado para fora seria colocado em seu quarto. Já que ele não se incomodava com o cheiro de comida estragada, não teria problema de dormir com ela. A coisa lhe foi apresentada de maneira divertida, relaxada, não-agressiva.
A família mal pôde esperar a noite de quarta-feira. Como de hábito, Cameron esqueceu de levar o lixo. Na noite seguinte, quando puxou o lençol para deitar na cama, ele a encontrou cheia de lixo estragado. O quarto fedia! O custo dessa lição foram alguns lençóis sujos e fedorentos que Cameron foi obrigado a lavar - ele sabia as conseqüências. Mas nunca mais esqueceu de tirar o lixo.


Como entender uma rabugenta

Se a vítima for honesta consigo mesma, admitindo que existe  alguma verdade nas reclamações da rabugenta e reconhecendo que a rabugice é geralmente um grito por reconhecimento, o problema pode ser rapidamente transformado em uma situação em que todos ganham. Sentir-se importante é a maior necessidade da natureza humana. As pesquisas têm demonstrado, inúmeras vezes, que as pessoas que trabalham o dia inteiro, que têm a sua contribuição e o seu esforço reconhecidos, reclamam menos do que aquelas que passam longos períodos dentro de casa, isoladas de outros adultos. Do mesmo modo, as donas-de- casa que realmente gostam do que fazem, que sentem orgulho de manter um lar limpo e confortável, de preparar uma comida boa e saudável e dar carinho para a sua família, também não costumam reclamar - desde que recebam a gratidão e o reconhecimento devidos.
Os rabugentos são geralmente pessoas que executam trabalhos monótonos e repetitivos ou que se ressentem de estar isolados
em casa. Para algumas mulheres, lavar a roupa, limpar os tapetes, fazer as camas, fazer as compras e cozinhar, não vendo sentido maior no que fazem, pode entorpecer a mente depois de um ou dois anos. Se acrescentamos a este coquetel filhos mal- criados que desfazem em dez minutos o trabalho de um dia inteiro, temos uma pessoa que vai recorrer à rabugice para chamar a atenção e tentar fazer com que as outras pessoas se sintam tão infelizes quanto ela.
Quando o fundamento da reclamação é verdadeiro, a vítima tem de admitir a sua parcela de responsabilidade pela rabugice. A rabugice é o resultado da falta de comunicação.


O desafio da vítima

Para atingir uma situação onde todos vencem, as duas partes precisam querer e dividir a responsabilidade pela mudança. A vítima das reclamações deve reconhecer e aceitar que tem de COntribuir para a solução do problema.
A tendência da vítima é desenvolver um comportamento agressivo ou omisso, o que torna as coisas mais difíceis. Ela ignora a rabugenta, tenta gritar ainda mais alto, sai da sala ou da casa e inventa desculpas para não atender os seus pedidos. A vítima não reflete sobre sua parcela de responsabilidade, até porque está infernizada pelas reclamações, e coloca toda a culpa sobre a rabugenta. A única saída é parar e fazer uma auto-avaliação, vendo na rabugice um pedido de socorro:
- Você está ouvindo a outra pessoa?
- Você entende a frustração da outra pessoa?
- Você exibe superioridade, fazendo-a sentir-se desvalorizada? - Você reconhece as realizações da outra pessoa?
- Você se recusa a dividir o trabalho doméstico porque acha que quem traz o dinheiro merece ficar em casa numa boa? - Você é absolutamente preguiçoso e imprestável?
- Existe alguma raiva profunda que alimenta a sua má-vontade de entender os problemas do outro?
- Você quer ser feliz?
Se você quer realmente ser feliz, sente-se capaz de sentar com a outra pessoa e falar sobre os problemas de vocês?


O desafio da rabugenta

Se você é rabugenta, já parou para pensar que o outro pode não ter capacidade de atender os seus pedidos? Você está se comportando como se fosse a mãe autoritária dele? Exige que ele atenda imediatamente seus pedidos e reclamações, independente das necessidades dele naquele momento? Você repete o tempo todo as suas demandas?
- Se sua resposta para qualquer dessas perguntas é sim, sente- se com o outro e comunique-se usando a língua do "Eu". - Diga-lhe o que está deixando você frustrada.
- Faça um acordo do melhor horário para as suas solicitações. - Pare de ficar se repetindo.
- Afirme suas necessidades e sentimentos e ouça atentamente a resposta de seu marido.
- Procure saber a opinião dele. Talvez ele tenha uma idéia melhor.
- Evite frases acusatórias do tipo "Você", que produzem
  resistência no outro.
- Qual será a solução ou as conseqüências no caso de ele não modificar seu comportamento negligente?
- O que você está fazendo para melhorar sua auto-imagem?
- Você se gratifica sempre que atinge seus objetivos?
- Você quer ser feliz?
Para muitas pessoas, reclamar pode se transformar num hábito, um meio de se comunicar que faz delas pessoas emburradas, infelizes e ressentidas com aqueles que deveriam ser uma fonte cotidiana de alegria, calor e apoio. Mas as coisas não precisam ser assim. Seguindo nossas estratégias simples, você pode construir um futuro muito mais feliz e amoroso para ambos.






3 comentários:

ROSE disse...

olá, vim fazer uma visitinha, parabéns pela postagem, muito boa, abraços.

Xênia da Matta disse...

Que bom, volte sempre, bjux.

Bronca no Trombone disse...

Xênia, que post bacana! Eu parei de ler na metade (mas amanhã eu continuo), porque já estou "pingando de sono", como dizem os goianos. Vou deixar a página pronta para ser aberta amanhã tão logo eu inicie o Firefox.

Parabéns!

Beijos!

André