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domingo, 24 de maio de 2009

Você acredita que amar pode dar certo?


A maioria de nós sonha ou sonhou com um amor de verdade, algo que nos fizesse voar, ou apenas que nos tirasse da solidão, não é verdade? Lendo a letra da música de césar Menotti e Fabiano, fico pensando por que então os casais se separam?

Caso por acaso - César menotti e Fabiano

Eu não quero mais um caso por acaso
Eu não quero mais viver uma ilusão
Quero um amor de verdade
A minha cara-metade
Quero alguém pra me acordar
E me chamar de meu amor

Eu não quero uma paixão sem compromisso
Eu não quero ter alguém só por prazer
Quero alguém para estar ao meu lado
De aliança e papel passado
Quero alguém pra me acordar
E me chamar de meu amor
Quero um amor!!

Quero alguém pra me abraçar
E andar comigo por aí
Alguém pra me fazer sorrir
Que faça dos seus braços meu abrigo
Quero alguém para acabar com este vazio que me consome
Pra dar ao meu amor meu sobrenome
Quero alguém pra se casar comigo



Por que os casais se separam? O que acontece para que o casamento acabe? Um dia eles se conheceram o coração bateu mais forte, fizeram promessas, se casaram e numa determinada época se separam e vai cada um para seu lado.

Para falar de separação é interessante entender por que eles se casam. 

Na nossa cultura somos educados para o casamento. Em uma determinada idade a sociedade cobra que você se case nesse momento você procura a pessoa que melhor se encaixe nos seus padrões e preferências para se casar. 

Geralmente vamos pela aparência, ou seja, o comportamento aparente. Depositamos no outro aquilo que queremos para nós, com o tempo passamos a conhecer a pessoa como realmente ela é, porque a fase do namoro não permite ver os defeitos. Passado essa fase, vem a rotina do dia a dia, começam a surgir os problemas, acontece a intolerância e a não aceitação dos defeitos um do outro.

A confiança no outro é um fator a ser considerado; enquanto ser humano somos tomados de um sentimento de posse em relação aquilo que achamos que é nosso, dizemos: “meu filho”, “meu marido”, “minha esposa”, e com isso queremos que essas pessoas se comportem exatamente como nós esperamos, só que elas têm personalidade própria, são outros seres humanos. 

Temos uma expectativa muito grande em relação ao comportamento, por exemplo: “Você não chegou no horário!” (mas no horário que eu esperava, e os problemas dele eu desconsidero?) 

A individualidade deve ser preservada, podemos nos considerar “uma só carne” após o casamento, porém com personalidade própria e ímpar.

A individualidade deve ser preservada em cada detalhe. A sua hora de banho, de dormir, de comer e até o momento em que deseja ficar a sós consigo mesmo. Muitas vezes fazemos coisas que não queremos somente para agradar o outro, mas essa prática constante tende a saturar o relacionamento, você deixa de ser autêntico e passa a viver em função do outro. 

Muitas vezes o dormir em cama ou quartos separados passa a ser uma necessidade, se um ronca e o outro não, um gosta de ar condicionado e o outro não... detalhes que passam despercebidos mas que com o tempo vão seacumulando e acabam por detonar brigas intensas por motivos que são desconhecidos do casal, só sabem que brigam.

As limitações da individualidade estão presentes no simples ato de impedir que o marido pratique seu esporte preferido ou que a esposa visite as amigas ou vá passear no shopping. As proibições contribuem para a perda da individualidade. 

A relação deve ser ponderada, usando o bom senso para não expor o outro a situações constrangedoras, deve-se sair com os amigos, conhecer novas pessoas, estudar, trabalhar, para quando estiverem juntos terem o que trocar um com outro além de lamentações da vida cotidiana.

A vida sexual tem fator decisivo na estabilidade do casal, principalmente sena fase do namoro o comportamento era diferente do apresentado após o casamento. No namoro há uma tendência da atividade sexual ser mais quente e constante e com a vida conjugal isso tende a esfriar. 

A mulher se constrange, muitas vezes acreditando que deve ter uma postura mais séria, se engorda um pouco se inibe frente ao parceiro. 
O homem por sua vez perde parte de seu romantismo, deixando de lado o jogo da conquista, se descuida da barba por fazer, da limpeza do carro para o passeio de fim de semana, como se não precisasse mais conquistar, “já é meu”. 

Com o nascimento dos filhos a tendência é a situação se agravar, a mulher se torna mãe e suas atribuições no casamento aumentam, mas a freqüência não é tudo, não podemos perder de vista a qualidade.

A emancipação feminina tem seu papel na separação.

Historicamente a mulher saía da casa dos pais direto para o casamento, inclusive na separação, ela era “devolvida” para os pais. Hoje a mulher já mora sozinha mesmo antes do casamento e tem sua independência financeira. 

Para alguns homens a mulher ser bem sucedida pode incomodar, pois ele não será mais o dono da situação, ele perde o controle, como se isto fosse necessário. O homem não está preparado para ser sustentado por uma mulher, causando um sentimento de impotência.


Outro fator a considerar é que cada dia mais, nós vemos pessoas aceitando passivamente a solidão como sua inevitável companheira. É importante que ao invés de nos decepcionarmos com o Amor, nos questionemos da nossa forma de amar, sobre as estruturas das relações amorosas e sobre os objetivos que se tem quando se vive com alguém. 

O amor é a fonte de nossas experiências de êxtase. O amor supõe trabalho e arte. É verdade que nascemos com imensas potencialidades de amar, mas também somos herdeiros de distorções culturais poderosas, que dificultam a grande experiência do amor. 

O amor é a relação básica do ser humano. Somente por ele se expande o sistema da vida e se alarga a percepção do sentido da totalidade. Os maiores inimigos do amor são o medo a e a indiferença. A arte do cultivo amoroso supõe ternura, percepção do detalhe e valorização do universo simbólico. Sem símbolos de afeição não há encontro de amor. As pessoas sempre procuram nos outros e na vida a confirmação do que elas acreditam e, infelizmente, têm andando bem desesperançadas no amor, como se a insatisfação fosse inevitável. 

O amor não perdoa quando não encontramos um jeito de realizá-lo. Sua ausência atrapalha nossa vida até que paremos e comecemos a refletir num jeito de realizá-lo. O amor é uma energia que cresce dentro de nós e nos convida a estar com o outro. No amor é necessário desenvolver um treinamento para viver junto a alguém. O ato de amar só pode ser desenvolvido com disciplina, humildade e coragem. Para alcançar o amor é preciso, com muita humildade, manter disciplina e carinho para com nossos atos de amor, como se conhecêssemos muito pouco deles.

 Saber amar é estar atualizado com os próprios desejos, com os desejos do parceiro e com a maneira mais adequada e especial de concretizá-los. Para amar alguém, da forma como se apresenta, e não viver procurando um ser ilusório, o único caminho é nos encontrarmos em nós mesmos, naquilo que realmente somos. E procurar averiguar se a pessoa que estamos buscando pode existir, de fato, ou se faz parte das nossas fantasias, como um príncipe.

 “Eu era apenas um botão, pronto para desabrochar, e ninguém percebeu isso. Nem mesmo eu, que estava preocupada em esconder-me.”

Quem quer viver um grande amor, necessita aprender a ver o que existe de concreto, de fato. Para que as dúvidas sejam desfeitas e a realidade apareça, o mais indicado é conversarem diretamente sobre estas dúvidas. Exigir um amor linear, constante, do parceiro é empurrá-lo para longe de si. E se obrigar a isso é se desajustar consigo mesmo. 

Exigir do parceiro a perfeição, como se todas as nossas ações fossem coerentes, é uma atitude que desgasta a relação. Uma relação consistente é formada de coisas simples e de atos delicados. Ser inesquecível para alguém, no amor, é algo que se consegue sendo verdadeiro. Os amores não aprecem prontos, mas são construídos a dois. É muito proveitoso que você descubra pontos comuns, ou as características similares que estiverem presentes em todos os seus relacionamentos fracassados. Deve-se observar com atenção seus comportamentos e ver se eles são compatíveis com alguém que, realmente, deseja ser feliz numa relação de amor. O amor não é complicado, as pessoas é que são complicadas. Para caminhar em busca do crescimento no amor também se faz necessário pensar. Constatamos a realidade, checamos as crenças e fazemos uma análise do que está acontecendo, no âmbito dos fatos, mas sem desconsiderar as fases anteriores. Após o pensar surge o momento da decisão. É bom lembrar que todas as atitudes adotadas numa relação terão conseqüências, positivas ou negativas. 

Existe um tripé de sustentação para que um homem e uma mulher vivam plenamente uma relação de amor. O amor é para ser vivido a dois, e à medida que alguém o permite, com simplicidade, sem exigir perfeição, ele vai sendo aprimorado. Não espere que o outro dê tudo o que você necessita, mas, sim, crie o amor, e o crescimento então virá. Para que cada um de nós possa realmente conhecer o amor, é precisoa coragem de ser e de deixar o outro ser. É importante conhecer as várias fases de um relacionamento e estar atento a elas. O passado é passado. O futuro será uma conseqüência de como você vive hoje. O único tempo real é o presente. O importante é usar o passado como fonte de experiências, programar o futuro e viver o presente consciente de que o momento de ser feliz é agora. 

Quando não conseguimos, por nós próprios, encontrar o ponto em que estamos bloqueados paraamar, então é bom fazer terapia. Psicoterapia pode ser um ótimo recurso, desde que se admita que a responsabilidade pelas decisões e condutas pertence a cada um, e que o terapeuta é alguém que tem como papel ajudar nas reflexões. As possibilidades de mudanças são infinitas, mas desde que seja feito algo para que isso ocorra. Para que haja mudanças, supõe-se que cada um altere algum comportamento. Esperar mudança sem fazer nada é a pior maneira de sofrer inutilmente. Falar de amor é transmitir, em palavras ou gestos, o sentimento que está dentro de cada um de nós. Cada um deve expressar da sua forma, com suas palavras, do seu jeito, seja ele qual for, o sentimento de amor que está trancado em seu ser e permitir que slgumas pessoas passem a conhecer essa beleza.

Texto escrito por Xênia da Matta com algumas idéias de Roberto Shinyashiki, do livro Amar pode dar certo.

4 comentários:

Janio disse...

Enquanto as pessoas não separarem o amor da paixão, vai ficar difícil de manter um casamento.

O bEM viVER disse...

Olá, amiga.

mais um ótimo e edificante texto. Nossa, preservo muito a família. Quando estamos com problemas, nunca penso em sepração e sim que amo muito meu amor. E que jurei no altar, estar com ele para toda a vida. E as forças renovam, com oração e amor de Deus nos iluminando.

Abraço,

Lena

cucasuperlegal disse...

Parabéns por sua atitude de sempre buscar reconciliação e no amor...
Bjux

Sissym disse...

Xenia, querida. Embora eu tenha sofrido um casamento infeliz, acredito no amor, na família. Lamento apenas que as pessoas não saibam o que querem, sejam influenciadas, nao sejam responsáveis. E, se separar é a única via, que fosse de maneira saudável, sem rusgas.
Reconciliar, por que não se um dia o amor existiu? Claro, depende de circunstâncias. Mas perdoamos irmãos, pais, mães e filhos, como não o conjugue?!
Beijos