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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Você já ouviu falar sobre TDAH? Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade

A hiperatividade é um tipo de conduta em que a criança está em constante estado de inquietude, de alerta, de impulsividade e sem controle. Os profissionais que lidam com estas crianças, devem estar atentos, pois se trata de uma conduta difícil de avaliá-la. É uma conduta complexa com sintomas amplos que afetam essas crianças. Os sintomas podem ser exacerbados por fatores orgânicos, ambientais, situacionais (pelos amigos, problemas de aprendizagem e até o seu próprio estado emocional). Com este alerta queremos abordar a dimensão da problemática de uma criança acometida deste mal, mais conhecida como Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH).

O TDAH é caracterizado por início precoce; uma combinação de um comportamento hiperativo e pobremente modulado com desatenção marcante, falta de envolvimento persistente nas tarefas e conduta invasiva nas situações e persistência no tempo dessas características de comportamento. Este transtorno tem sua origem sempre nos primeiros cinco anos de vida. Sendo suas principais características: a falta de persistência em atividades que requeiram envolvimento cognitivo e uma tendência a mudar de uma atividade para outra sem concluir nenhuma, junto com uma atividade excessiva, desorganizada e mal controlada.

Essas características persistem através dos anos escolares e até mesmo na vida adulta. Várias outras anormalidades podem estar associadas a esse transtorno, tendo em vista que crianças hiperativas são assiduamente imprudentes e impulsivas, propensas a acidentes e incorrem em problemas disciplinares por infrações não premeditadas. Seu relacionamento com adultos é, com freqüência, socialmente desinibido, com uma falta da precaução e reserva normais; são impopulares com outras crianças e podem-se tornar isoladas.

É comum o comprometimento cognitivo e atrasos específicos do desenvolvimento motor e da linguagem; complicações secundárias incluindo comportamento anti-social e baixa auto-estima. Sendo comum a essa síndrome, a dificuldade de leitura associada e/ou outros problemas escolares. A atenção comprometida é manifestada por interromper tarefas prematuramente e por deixar atividades inacabadas, em decorrência de constante mudança de uma atividade para outra, parecendo perder o interesse em uma tarefa, porque as crianças se distraem com outras. No processo diagnóstico, é importante estar atento para esses déficits na atenção, devendo a mesma ser compatível com a idade e desenvolvimento da criança.

Quando, através de sua conduta, a criança demonstra para seus pais que alguma coisa difere das demais, a trajetória destes é, primeiramente, o consultório do pediatra. E partindo dessa procura aos profissionais, é de suma importância que estes utilizem instrumentos objetivos, cujas medidas sejam válidas e precisas, de maneira que permitam estabelecer critérios claros para o diagnóstico da Hiperatividade Infantil, pois, partindo da utilização de um instrumento deste tipo, ele poderá decidir sobre a necessidade de procurar ou não um especialista da área. Um dos dados principais da evolução da criança é a informação dada pelos professores sobre os problemas acadêmicos e o comportamento na escola. Convém salientar que na escola estas crianças apresentam problemas na organização acadêmica, na escrita ou leitura. Dificuldades nos exercícios escolares e a própria dificuldade de manter uma relação de amizade com as demais crianças de sua idade. Essas queixas são as mais relevantes, apontadas tanto pelas professoras e os pais.

As crianças portadoras de TDAH apresentam como sintoma central a dificuldade na manutenção da atenção, implicando realização de várias tarefas ao mesmo tempo e sem terminar nenhuma delas. Em classe, não respondem às perguntas feitas pela professora e recusam participar das atividades didáticas. No recreio não sabem obedecer às normas dos jogos e nem perder. Falam todas ao mesmo tempo, não conseguem esperar sua vez, são bastante prepotentes e mandonas, acarretando para essas crianças um limite muito baixo de frustração.

Durante anos, com a constante modificação terminológica sofrida por essa patologia, os TDAH tiveram, como principal impasse, a elaboração de instrumentos para sua avaliação. Uma vez que, para o diagnóstico preciso destes é necessário que o pesquisador ou clínico informe-se detalhadamente sobre a conduta da criança, quer dizer, sugere-se o uso de instrumentos que permitam quantificá-la, levá-la a critérios operacionais. Estas condutas, entretanto, não podem ser situacionais, resultado de um determinado ambiente, sob pena de enviesar o diagnóstico, elas devem ser, necessariamente, massivas.

O educador desempenha, a nosso ver, um papel primordial, pois de suas informações dependerão um melhor rastreamento da sintomatologia apresentada em classe e na própria escola. É ele quem vê, conhece e observa as crianças. Os demais profissionais somente intervêm na criança. Poderíamos aqui destacar alguns fatores que observamos nestas crianças, partindo das informações das professoras. Entre eles temos: isolamento familiar, ausência dos pais por trabalharem, a pobreza e a dificuldade de identificação com o mesmo sexo (pai ou mãe), choro, desorganização nas tarefas, agressividade.

Chamamos atenção, também, para os erros educativos que, sobremaneira, podem estimular ou desenvolver na criança uma conduta hiperativa. A educação muito imperativa e autoritária, a educação discordante, impulsiva e a carência educativa, adicionando-se aos maus exemplos dos professores e dos próprios pais são, sem sombra de dúvidas, fatores de risco que implicam um mau rendimento escolar.

 

 

Sintomas relacionados à desatenção

§                     Não prestar atenção a detalhes;

§                     Ter dificuldade para concentrar-se;

§                     Não prestar atenção ao que lhe é dito;

§                     Ter dificuldade em seguir regras e instruções;

§                     Desvia a atenção com outras atividades;

§                     Não terminar o que começa;

§                     Ser desorganizado;

§                     Evitar atividades que exijam um esforço mental continuado;

§                     Perder coisas importantes;

§                     Distrair-se facilmente com coisas alheias ao que está fazendo;

§                     Esquecer compromissos e tarefas;

§                     Problemas financeiros;

§                     Tarefas complexas se tornam entediantes e ficam esquecidas;

§                     Dificuldade em fazer planejamento de curto ou de longo prazo.

 

Os sintomas relacionados à hiperatividade/impulsividade

§                     Ficar remexendo as mãos e/ou os pés quando sentado;

§                     Não permanecer sentado por muito tempo;

§                     Pular, correr excessivamente em situações inadequadas;

§                     Sensação interna de inquietude;

§                     Ser barulhento em atividades lúdicas;

§                     Ser muito agitado;

§                     Falar em demasia;

§                     Responder às perguntas antes de concluídas;

§                     Ter dificuldade de esperar sua vez;

§                     Intrometer-se em conversas ou jogos dos outros.

 

 

2 comentários:

Alexandre Brendim disse...

Esse transtorno virou a moda dos últimos anos...o que apareceu de criança, diagnosticada com isso foi incrível!

Tem muita criança sendo tratada neste sentido, mas que não sofrem disso...

O resultado desta febre, será sentida daqui alguns anos..

cucasuperlegal disse...

Pode até ser mesmo um modismo, mas, o fato, é que nas escolas temos percebido uma grande falta de concentração e atenção das crianças.
Bjux e sucesso!