Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A dependência química dos pais aprisionam principalmente os filho(a)s..

Crescer em uma família que possui um dependente químico é sempre um desafio, principalmente quando falamos do contato direto de crianças e adolescentes com essa realidade. Esse desafio pode atuar desenvolvendo competências para lidar com situações estressantes e soluções de problemas, bem como desestruturar o desenvolvimento saudável de uma criança ou adolescente. 

Filhos de dependentes químicos apresentam risco aumentado para transtornos psiquiátricos, desenvolvimento de problemas físico-emocionais e dificuldades escolares. Dentre os transtornos psiquiátricos, apresentam um risco aumentado para o consumo de substâncias psicoativas, quando comparados com filhos de não-dependentes químicos, sendo que filhos de alcoolistas têm um risco aumentado em quatro vezes para o desenvolvimento do alcoolismo. No entanto, também é um grupo com maior chance para o desenvolvimento de depressão, ansiedade, transtorno de conduta e fobia social.
Filhos de dependentes químicos têm um risco aumentado para o desenvolvimento da dependência química, bem como para transtornos psiquiátricos, quando comparados com outras crianças. 
Muitas vezes a criança não consegue identificar a raiz do problema e pode se sentir culpada pelo vício dos pais. A criança se torna retraída por que tem vergonha do comportamento dos pais em relação as drogas e não querem que seus amiguinhos percebam que sua família não é "normal".
Nenhuma criança está preparada para enfrentar o alcoolismo e a dependência química de seus pais. Os pais são para os filhos o modelo, o exemplo, o parametro a seguir. Quando tudo isso não é verdadeiro a criança tende a ficar desnorteada por que não consegue compreender o por que dessa inversão de valores.
Se os pais  fazem uso de drogas ilegais, como regra geral isso não deveria ser colocado abertamente aos filhos. Alguns, alegando que não são hipócritas, chegam até mesmo a usá-las na companhia dos próprios filhos. Não percebem é que, ainda que o uso possa ser esporádico e não acarretar maiores problemas, a maior parte dos jovens não está preparada para lidar com a questão, por uma série de razões que variam de família para família e de pessoa para pessoa.
A maioria das crianças e adolescentes aceita a autoridade dos pais, sobretudo quando no ambiente familiar estão presentes a confiança e o afeto. Porém, à medida que o adolescente vai se desenvolvendo, a autoridade vai sendo transferida para eles mesmos até que se tornem responsáveis por suas próprias ações. Muitos pais têm dificuldades para abrir mão de sua autoridade conforme os filhos crescem, dificultando, assim, que eles possam se tornar responsáveis por si mesmos. O oposto disso são os pais usuários de drogas, que dão uma liberdade excessiva ao filhos, jogando para eles uma sobrecarga enorme de responsabilidades.
A autoridade dos pais desempenha papel importante no sentido de dar limites, como exigir que os filhos façam as lições de casa, fixar horários para atividades de lazer etc. . Isso promove a organização interna do jovem, permitindo que ele possa cuidar de si mesmo à medida que vai se tornando adulto.  Para todas as regras tem de haver alguma flexibilidade a fim de que o jovem possa ir testando e sentindo seus limites. Por exemplo, se foi fixado um determinado horário para o jovem chegar de uma festa, um pequeno atraso não deve ser punido. Atitudes drásticas como violência ou expulsar o jovem de casa não têm resultados positivos e nunca devem ser consideradas solução para os problemas. Mas,se os pais não estão em condições de cuidarem nem de si mesmos, quem fará esse papel tão importante na educação dos filhos?

Muitas famílias se tornam co-dependentes da droga. A Co-Dependência é nada mais do que viver ou manter contato muito próximo com uma pessoa que sofre com dependência de álcool ou drogas.
O familiar ou amigo se envergonha e tenta controlar o usuário. Assumindo para si responsabilidades que não lhe cabem, despertando os sentimentos de medo e culpa pelo uso de drogas ou álcool do ente querido. 

As perguntas a seguir servem para identificar possíveis padrões de codependência.
Você se sente responsável por outra pessoa? 
Seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?
Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?
Você se flagra constantemente dizendo "sim" quando quer dizer "não"?
Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?
Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? 
Você tem medo de errar?
Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação? 
Você sente-se inadequado?
Você tolera abuso para não perder o amor de outras pessoas?Você sente vergonha da sua própria vida?Você tem a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
Você se sente aprisionado em um relacionamento? 
Você tem medo de ficar só?
Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?
Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?
O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que impede-lhe de mudar?
Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?
Você vive ajudando as pessoas a viverem? Acredita que elas não sabem viver sem você?Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos, assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?
Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a realidade?
Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?Você tem dificuldade de identificar o que sente? Tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha?

    Não use drogas!Dê bons exemplos!Viva! Seja Feliz!

Nenhum comentário: