Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Educação no trânsito e para o trânsito.




Entender o trânsito como uma relação permanente entre pessoas motorizadas ou não, independente da classe social. Esse é o objetivo do PROJETO VIVA O TRÂNSITO, lançado pelo Departamento Nacional de Trânsito. Ao munir quase 60 mil escolas do país, a ação vem mostrando que é possível debater o tema sob a perspectiva da ética e da cidadania. O projeto é voltado para alunos do ensino fundamental, e eles tem demonstrado grande interesse em aprender a conviver melhor no trânsito.
O material aborda de forma clara e criativa diversos temas relativos ao trânsito. Os livros trazem histórias voltadas aos alunos dos anos iniciais, intermediários e finais do ensino fundamental, além de curiosidades e sugestões de atividades.

O Projeto Viva o Trânsito traz também dois softwares: De pontinho em pontinho, se faz um caminho, indicado para as séries iniciais e o Transitando pelo Brasil, direcionado os alunos das séries finais. Os softwares estarão disponíveis no site do Denatran. Para fazer download basta acessar www.denatran.gov.br.

Sem duvida, a educação é a melhor ferramenta para mudar comportamentos. O trânsito numa conpeçcção ampla, pode ser entendido como a necessidade inerente que todas as pessoas tem de ir e vir. Visto dessa forma, abre muitas possibilidades de abordagem na escola.
Em sala de aula, o tema trânsito pode ser trabalhado em todas as disciplinas, tanto como tema principal, como também para ilustrar os demais conteúdos, sem anular a importância do curriculum escolar. O objetivo é ampliar o entendimento dos alunos para o exercício da cidadania nas vias públicas e fazer com que eles levem os conhecimentos adquiridos na escola, para dentro de suas casas de forma que esta ação ganhe significado na medida que a qualidade de suas vidas e da comunidade, mude para melhor.



Essa educação deve estar baseada na prática de valores, habilidades e auto-estima, onde o valor a vida seja o foco primordial. A meta da sociedade deve não é formar melhores motoristas para o futuro, mas sim propor que o transito faça parte de um projeto fundamentamentado em valores. A idéias é que as crianças possam adotar posturas corretas desde agora, ao auxiliar alguám a atravessar a rua ou ceder o lugar a uma gestante em um ônibus.

E é com o envolvimento da família que se busca alcançar este objetivo, pois a melhor escola que as crianças têm é o seu lar. Os pais são modelos para seus filhos que assimilam e copiam seus hábitos e atitudes, inclusive no trânsito. Se o exemplo que a criança tem é de um comportamento civilizado e prudente, provavelmente ela vai adotar uma conduta semelhante quando for adulta.

É importante que se conscientize os pais sobre o trabalho que será realizado na escola e sobre a necessidade de que em casa estas orientações sejam reforçadas. Só um processo contínuo de educação poderá fornecer ao ser humano meios de se adaptar as rápidas e constantes mudanças, pois a medida que os membros de uma sociedade forem criando hábitos corretos, é natural que esses cidadãos passem a cobrar uns dos outros um comportamento correto no trânsito.

A Criança no Trânsito - Orientações Básicas

As crianças são habituais companheiras de viagem no veículo, pelo menos uma vez por dia. São transportadas da casa para a escola, da escola para a casa, além do dentista, médico, natação e compras, fora os passeios nos finais de semana e as viagens com a família. Portanto, devem ser orientadas para o comportamento de respeito e segurança nas vias públicas, seja na condição de pedestre, passageiro ou condutor. Quando se fala em condutor, não nos referimos aos veículos automotores, ou que ela um dia vai conduzir este tipo de veículo. Mas a realidade é que atualmente nossas crianças usam bicicleta, muitas usam montaria, outras são vendedoras ambulantes e conduzem o veiculo do catador de produtos recicláveis.

Outro aspecto a considerar é que os brinquedos tais como skate, patins, patinetes, etc., não são veículos, mas brinquedos, e existe lugar apropriado e seguro para brincar com eles.

Muitas vezes, a falta de maturidade para aprender determinados comportamentos adequados no trânsito, pode ser confundido com distração, desobediência ou até pouca inteligência. Conhecer as limitações da criança é importante para entender porque ela não pode se comportar com a mesma desenvoltura do adulto no tráfego.

São características da criança:

  • Dificuldade de localização precisa dos sons que ela ouve no tráfego;

  • Capacidade de lidar apenas com um fato ou uma única ação de cada vez, até aproximadamente sete anos;

  • Dificuldade de julgamento da distância de um objeto nas vias de tráfego;

  • Tendência à distração e ao comportamento imprevisível, decorrente da concentração voltada exclusivamente para uma única atividade de interesse;

  • Necessidade de maior tempo para processamento de informações;

  • Dificuldade de encontrar locais seguros para atravessar que não sejam os evidentes, como as passarelas, por exemplo;

  • Incapacidade ou dificuldade de colocar-se na posição dos outros, o que é fundamental para a compreensão do jogo do trânsito. Isso só muda por volta dos onze anos de idade, quando a criança passa de uma visão do mundo centrada em si mesma para uma visão mais social;

  • Pequena estatura, que prejudica, tanto a visão do trânsito pela criança, como dificulta a visão da criança pelo motorista. Os olhos da criança estão entre 80 e 100 cm de altura, enquanto os dos adultos ficam de 150 a 175 cm de altura.

    Como Pedestre

    Como pedestre a criança nunca deverá estar desacompanhada. Somente quando ela tiver noção clara dos riscos, poderá locomover-se por conta própria, desacompanhada.

    • Crianças menores de 10 anos devem sempre atravessar a rua acompanhada de um adulto, seguras pelo pulso;

    • Aprender o trajeto mais seguro para ir à escola;

    • Mesmo na faixa de travessia de pedestre, devemos olhar várias vezes para os dois lados e só depois, atravessar a rua em linha reta;

    • Quando não houver faixa de travessia de pedestres ou semáforo, devemos procurar uma passarela ou o local mais seguro para atravessar a rua;

    • Devemos tentar fazer contato visual com os motoristas ao atravessar as ruas;

    • Devemos sempre caminhar na calçada e longe da rua;

    • Brincadeiras só em áreas seguras, como parques e jardins e jamais correr em direção à rua, atrás de bolas e pipas;

    • Quando caminhamos em estradas ou vias sem calçadas devemos seguir no sentido contrário aos veículos para vermos e sermos vistos pelos motoristas;

    • Sempre que estivermos em mais pessoas é preciso caminhar em fila única;

    • Ao desembarcar do ônibus, devemos esperar que o veículo pare totalmente e aguardar que ele se afaste para só depois, atravessar a rua;

    • Nunca devemos atravessar a rua por trás de ônibus, carros, árvores e postes onde os veículos em movimento não podem nos ver;

    • Em dias chuvosos e à noite devemos usar roupas claras para que os motoristas nos vejam.


    *Os benefícios da educação são recíprocos, para as crianças portadoras de necessidades especiais e para as não portadoras. Esses alunos recebem estímulos para superarem desafios na execução das tarefas e os demais aprendem a aceitar as pessoas diferentes e entenderem que existem limites para todos, até mesmo para quem não é portador de necessidade especial.

    Como Ciclista

    Ensinar às crianças as leis de trânsito, o perigo do impacto quando em velocidade, o controle do veículo e medidas imediatas em caso de acidente e noções de como pedir socorro.

    É necessário conscientizar sobre o uso obrigatório de equipamentos de segurança (capacetes, protetores para joelhos e cotovelos), a importância de manter a bicicleta em boas condições (freios, pneus, etc...) e de se colocar fitas refletivas e campainha.

    Como Passageira em Motocicletas

    Devido à evidente periculosidade deste veículo é desaconselhável transportar crianças ou gestantes em motos.

    • Criança só pode ser transportada em motocicletas à partir dos sete anos de idade, com capacete e após ter desenvolvido suficiente equilíbrio e força para manter-se sobre o veículo em movimento.

    • O uso correto dos equipamentos de segurança é muito importante. Não colocar um capacete que seja grande demais para a criança, pois seu peso excessivo poderá machucá-la e, principalmente, sempre trafegar em baixa velocidade pela mínima distância necessária e só se for indispensável.


      Como Passageira em Transporte Escolar


      É muito importante verificar se o motorista e o veículo possuem credenciamento junto aos órgãos competentes, pois esta é a garantia de que as normas de segurança estão sendo atendidas.

      O veículo utilizado para o transporte escolar deve ter os equipamentos de segurança adequados às crianças que estão sendo transportadas.

      Cada criança deverá estar usando o seu próprio cinto ou cadeirinha, não podendo ser acomodada no banco da frente. Também é proibida a colocação de duas ou mais crianças em um único cinto de segurança.

      Como Passageira em Carros

      Cadeiras de segurança, quando instaladas e usadas corretamente, diminuem os riscos de morte e lesões graves em até 71%. Elas também reduzem em 69% a necessidade de hospitalização de crianças até 4 anos.

      Algumas orientações para quando transportar crianças no carro:

      • Ajuste as tiras da cadeirinha de segurança ao tamanho da criança;

      • Bebês com até 1 ano ou 9 kg devem ser transportadas em cadeirinhas colocadas no meio do banco de trás do carro, de costas para o motorista. A cadeirinha deve ainda ser presa com o cinto de segurança do veículo;

      • Crianças maiores de 1 ano e que pesem entre 9 e 18kg podem ser transportadas em cadeirinhas colocadas de frente para o movimento. A cadeirinha deve ser colocada na posição vertical;

      • Crianças entre 18 e 36 kg devem usar assento de elevação, para ajustar criança ao cinto de segurança do veículo;

      • O cinto deve passar pelo meio do ombro da criança e no quadril, caso contrário ela corre o risco de ser sufocada em uma colisão;

      • A partir dos 10 anos e com mais de 36 kg, a criança já pode ser transportada no banco da frente e usar cinto do veículo sem suporte de segurança;

      • Nunca leve uma criança no colo usando cinto. A criança pode ser esmagada em caso de acidente;

      • Usar travas bloqueando a abertura interna das portas traseiras;

      • O local mais seguro dentro de um veículo é o centro do banco traseiro;

      • O cinto será tanto mais seguro quanto em mais pontos ele se fixar;

      • Os de três pontos, ou mais são os melhores;

      • Os sub-abdominais ou os diagonais oferecem proteção, porém apresentam mais riscos e problemas;

      • Sempre usar cinto de segurança mesmo o mais simples pois é melhor do que ser projetado contra obstáculos, onde o risco é muito maior;

      • O embarque e desembarque da criança deverão ser feitos sempre pelo lado da calçada;

      • Nunca carregar crianças no colo;

      • Nunca colocar mais de uma criança em um único cinto;

      • Os vidros traseiros devem estar abaixados (travados) apenas o suficiente para permitir a ventilação. Não permitir nunca que as crianças ponham as mãos, braços ou a cabeça para fora;

      • Algumas crianças sofrem facilmente de enjôo, especialmente em caminhos que tem muitas curvas, portanto evite alimentos de digestão difícil antes de sair;

      • Tenha sempre biscoitos, frutas, água e sucos para oferecer às crianças, quando viajar. Leve-as em embalagens plásticas, evitando vidros e metais;

      • Nunca dirigir com uma criança no colo. É um risco inconcebível;

      • Se estiver com crianças no carro, redobre a atenção ao ser fechada a porta. Muitas vezes as crianças deixam os pés e as mãos do lado de fora, sofrendo acidentes;

      • Não usar cinto de adulto em crianças pequenas;

      • Adesivos no vidro traseiro, como “Bebê a bordo” e “Criança a bordo”, podem ser usados e são úteis para informar aos outros o motivo da nossa cautela, ajudando a diminuir eventuais atitudes agressivas de outros motoristas.

      • Se for inevitável carregá-la no colo, (recém-nascido, por exemplo, quando os pais não se prepararam para a saída da maternidade) o adulto deverá ir no banco traseiro, usando cinto de três pontos e com o veículo trafegando em baixa velocidade. Fique ciente de que esta é uma situação insegura e somente utilizada quando, excepcionalmente, não se tem o assento próprio.

      Lembre-se: A segurança da criança depende dos adultos e a melhor educação vem do exemplo de como o adulto dirige, da sua paciência em ajustá-la aos equipamentos, explicando-lhe as razões das medidas de segurança e praticando a direção defensiva.

Nenhum comentário: