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terça-feira, 2 de junho de 2009

A Justiça está realmente cega.

Recapitulando o caso do garoto Sean Bianchi Goldman


A disputa pela guarda de Sean Bianchi Goldman é uma história talhada para um filme. Começou com um caso de amor no glamoroso mundo da moda em Milão e está virando um crescente desconforto diplomático entre Brasil e Estados Unidos. Em 1997, o americano David Goldman vivia em Milão como modelo, esbanjando sua estampa em 1,86 metro de altura e 80 quilos. Conheceu a brasileira Bruna Bianchi, bonita e culta, que estudava moda. Apaixonaram-se, mudaram-se para Nova Jersey. Ela engravidou, casaram-se em 1999 e Sean nasceu em 25 de maio de 2000. Na aparência, viviam uma vida feliz. Mas algo ia mal. Em 16 de junho de 2004, Goldman levou mulher, filho e sogros ao aeroporto para embarcar para curta temporada no Rio, como faziam de vez em quando. 

Além dos contornos dramáticos, a história tem mistérios. Um deles: por que Bruna tomou uma decisão tão radical como a de sequestrar o próprio filho do pai? Bruna entrou no Brasil com autorização de Goldman para ficar com o garoto até 18 de julho de 2004. Depois dessa data, a permanência da criança no Brasil passou a violar a Convenção de Haia, que versa sobre sequestro internacional de crianças por um dos pais. Por que fez isso? "Ela nunca reclamou de nada da nossa vida", diz Goldman. Mas é óbvio que alguma coisa ia mal. A família de Bruna, que não fala publicamente do caso porque corre sob segredo judicial, tem insinuado que Goldman é um aproveitador. Enquanto eram casados, Bruna sustentava a casa dando aulas de italiano, e a vida sexual do casal era um deserto. Goldman nunca pediu para ver o filho e não atendia a seus telefonemas. Ávido por dinheiro, pegou 150 000 dólares em troca da retirada do nome dos ex-sogros do primeiro processo. Não tem renda nem emprego fixos. É portador de uma doença degenerativa, o que o impede de cuidar da criança.


Eu e a minha grande colher de pau...


Sobre este assunto vou escrever apenas como uma mulher mãe de 3 filhos, frutos do meu primeiro casamento.

Assim, como a mãe de Sean, eu me casei por que estava muito apaixonada pelo pai dos meus filhos. Mas, a convivência diária, trataram de ir transformando toda admiração que sentia por ele em indiferença. O amor não se acaba enquanto ele ainda é ódio, raiva, nada disso. O amor só acaba quando ele se transforma em desprezo ou indiferença.

Ao contrário, também acontece o relacionamento onde uma pessoa inicialmente não era tudo o que você sonhava e aos poucos vai conquistando o seu coração. esse é o jeito certo na minha opinião, o amor construído a duas mãos, não sendo comandado só pela paixão.

Enfim, com o casamento e o amor nascem os filhos. Por minha formação cultural e familiar eu amadureci por longos 15(quinze anos a ideia de sair de meu casamento. O que pesava muito era o fato de meu ex marido ser o pai de meus filhos e o carinho que meus filhos sempre sentiram por ele. Ele também é um pai sensível e amoroso, mas, nunca foi um provedor, um protetor. E nesse aspecto se parece muito com o pai de Sean, segundo as pesquisas que fiz sobre o caso.

Como esposa e mãe, asseguro que para que a mãe de Sean, Bruna Bianchi, tenha tomado uma atitude extrema, pois não teve coragem nem de separar primeiro para deixar o país, ela vivia sobre tensão, pressão e medo. Se o marido fosse um cara aberto ao diálogo, teria sentado com ele e resolvido pessoalmente as questões práticas do divórcio, assim como eu e muitas mulheres fizemos. Mas, não o fez. essa atitude do ponto de vista psicológico merece grande atenção. Ela não teria agido assim se estivesse numa situação favorável.

Outra questão que me preocupa é que a criança conviveu com sua mãe , seu padrasto e a família dele por quase toda sua vida. Tendo agora com eles o único laço que o prende a mãe: sua irmã. O que faz a justiça acreditar que agora será diferente na vida dos Goldmans

Não consigo entender como um juiz pode brincar com o emocional de uma criança tão pequena como Sean. Que não sabe fazer juízo de valor sobre  laço sanguíneo e parentesco, mas, sabe perfeitamente o que é o laço e os vínculos afetivos que lhe dão segurança.

Fora isso, temos que pensar na questão da aculturação, de todos os valores sociais que ele incorporou vivendo no Brasil com sua mãe. E agora, terá que se adaptar aos padrões de vida americano que é muito diferente do  nosso, principalmente nas questões afetivas

Numa idade de inicio a sua vida escolar, onde tudo é novo para ele. Enfrentar um drama pessoal dessa natureza?

qual é a justificativa para um ato de crueldade como esse? Leis? Que leis são essas que violam os sentimentos de um garoto que em apenas o4 anos perdeu o pai, mudou de país, perdeu a mãe, ganhou uma irmã e agora perde toda sua família, para novamente mudar de país?

É, realmente a JUSTIÇA É CEGA! E , VOU  MAIS ALÉM, ESTÁ TAMBÉM SE TORNANDO BURRA.

Claro, que se por um lado o pai biológico luta pela guarda do filho que deixou no Brasil todo esse tempo, por outro lado, a família brasileira também o fará. E pode ser que em uma outra instância a justiça entenda que ele deverá retornar ao Brasil, e criar um ciclo, onde o que menos conta são os sentimentos do garoto.

Quero me ajudem a compreender uma única questão: a justiça está priorizando o garoto, ou os pais do garoto?

No meu ponto de vista, o peso deve ser dado tendo em vista apenas o bem estar fisico, psiquico e emocional de Sean, que é uma criança. Os dois pais são adultos e deveriam saber o que significa a palavra amor. 

Fico muito preocupada com a situação de Sean, entre a cruz e a espada. Sentindo que está perdendo sua família. Isso sim, poderá criar um grande trauma. Por isso, fico irritada com a justiça. Mete o bedelho em assuntos banais como o caso da Maísa do SBT, em vez de estudar criteriosamente o caso do garoto Sean. Algo poderia ser feito por nossos representantes legais que impedissem a ida dessa criança para os Estados Unidos.


 Há quase um século, Rui Barbosa já lamentava. “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a  injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. 




3 comentários:

Francisco Castro disse...

Olá, Xênia!

Um juiz federal havia interpretado corretamente que a criança deveria ser entregue ao seu pai, de quem foi tirado sem o seu consentimento. Entretanto, esse tal de Marco Aurélio negou esse direito sagrado do pai de viver com o seu filho. Infelizmente, mais uma trapalhada desse ministro que não vale nada.

Abraços

Francisco Castro

Arthurius Maximus disse...

Você criou uma opinião sem conhecer os dois lados da história.

Primeiro, o americano sofreu durante tempos com a contestação do casamento pela família de sua esposa que não gostava do fato dela trabalhar. Já que, por aqui, eram bem de vida e ela uma "patricinha".

Torpedearam o casamento dos dois durante todo o tempo em que ficaram juntos e foi a mãe, da esposa do americano (pai de Sean), que a convenceu a ficar aqui e a abandonar seu marido.

O pai de Sean não o abandonou. Ele foi proibido de visitar o filho e de ter contato com a criança por uma decisão judicial (que, por curiosidade, foi proferida por um juiz "amigo da família") e foi isso que ocasionou a retirada da alçada estadual para a federal. Como forma de se garantir a isenção judicial devida.

Desde o início do caso, ele vem tentando reaver a guarda do filho na justiça brasileira. O caso estava intencionalmente parado na justiça estadual (graças as ligações da família da mãe e do padrasto (que são muito influentes no judiciário carioca - os Lins e Silva)).

O que a justiça determinou é justo pelo simples fato de que seria natural o menino escolher ficar aqui. Pois, graças ao ato ilícito da mãe, ele nunca conviveu com seu pai biológico.

Portanto, logicamente, não criando laços afetivos fortes com este.

Permitir que, baseando-se nisso, se mantivesse o menino aqui; seria o mesmo que validar o sequestro e o ato ilícito cometido.

A decisão ainda é precisa ao determinar que a guarda seja discutida no foro correto, ou seja, a justiça americana.

Coloque-se na situação contrária. Se ela fosse a pobre e ele levasse o menino para os EUA. Garanto que as coisas seriam bem diferentes.

Todo ano, vários casos como este acontecem no país envolvendo mulheres brasileiras que tiveram filhos sequestrados por seus parceiros estrangeiros mais ricos ou de origem muçulmana. Por que ninguém sai em defesa delas?

Muito simples: Em sua totalidade são pobres e não conhecem celebridades e nem políticos que lhes puxem o saco, graças a "tradição" e "influência" de suas famílias.

É simples assim; pode acreditar.

cucasuperlegal disse...

Oi Francisco, obrigada por dar aqui sua opinião sobre o caso. Seja bem vindo e volte sempre, tá? A casa é sua. Bjux.

Oi Arthurius, obrigada por compartilhar aqui conosco as suas idéias e sua opinião sobre o caso, elucidando sua versão, ilustrando meu blog com notícias que não conhecidas da maioria das pessoas.
respito sua opinião e me sinto honrada de tê lo aqui, mas, não concordo com você.
vamos imaginar o seguinte: você conquistou o emprego de seus sonhos, está super feliz e realizado. Seus pais teriam algum tipo de influencia para que você permanecesse nele ou não?
Eu dei minha opinião como mulher e mãe, e me colocando nessa posição, mulher nenhuma jamais em tempo algum abriria mão do seu amor, do seu marido, do pai de seu filho por influência familiar. E te digo isso com propriedade, por que me casei contra a vontade de meus pais, que sempre me mostraram o obvio e eu nunca quis enxergar. Até que depois de 15 anos o fiz por mim mesma, por certificar me que não valia a pena.
Mas, como disse, os dois adultos que se entendam.
Minha preocupação real é tão somente com a criança.
Como educadora tenho visto que transtornos familiares dessa natureza fazem um grande estrago emocional e muitas vezes fazem com que as crianças não tenham uma identidade, ou personalidade. Isso é muito sério. Onde está o ECA numa hora dessas e os conselheiros que não tomam uma atitude?
Pra mim o que menos conta é a questão financeira, tem muitas mães que tiram o pão da boca para dá los a seus filhos, e sei que existem pais assim também.
O que me parece muito incoerente por parte das autoridades e dos familiares de Sean, é ficar fazendo o garoto de TROFÉU. Coloca-lo no centro de uma disputa como essa é no mínimo maldade.
Bjux,
Sucesso sempre!