Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A maior e a pior forma de discriminação é tratar os diferentes como iguais.

Inclusão e Integração, existe uma diferença? Nos nossos dias muito se tem falado em inclusão. Muitas escolas abrem o peito e propagam ser inclusivas. Acredito que muitos colegas meus, educadores não sabem a diferenças das palavras Integração e muito menos de Inclusão. O que acontece na prática é que as crianças portadoras de necessidades especiais são 'aceitas" no ensino regular, estão integradas a rede, mas, não estão inclusas.

Muitas estão seguindo a LDBEN - (Leis de diretrizes e base da educação nacional). Veja suas definições:

INTEGRAÇÃO: processo que visa trabalhar com as deficiências das pessoas para que possam se reintegrar na sociedade como ser produtivo (Escolas ou classes especiais)

INCLUSÃO : Processo de adequação da sociedade às necessidades de seus membros. A escola e toda equipe Escolar devem se preparar e se modificar para aceitação de crianças com necessidades especiais .
Mudança de mentalidade é mudança de comportamento (são os desafios propostos por Piaget: desequilíbrio, estar em conflito, para voltar a um equilíbrio, com novos paradigmas. Rejeição Zero. Em nenhuma circunstancia , rejeitar ou discriminar uma pessoa para qualquer finalidade independente do grau de deficiência.


Mas, "aceitar" é um verbo que por si mesmo já nos dá um mandamento de resignação e indiferença ante a realidade que nos é apresentada. Aceitar não é de forma alguma inclusão. Isso é um grande absurdo!

Todas as pessoas independentemente de terem ou não algum grau de dificuldade de aprendizagem, ou ainda necessidades especiais físicas, são capazes de aprender e de evoluir. Não me refiro aqui aos casos gravíssimos de lesão cerebral, e sim, dos casos que nos chegam  às escolas.

Muitas vezes um pai e uma mãe na expectativa de terem " o filho ideal" se sentem frustrados com os filhos que recebem como presente de Deus. E soma se a suas angústias a falta de preparo de nossas instituições para lidar com essas crianças, a fim de oportunizar a eles um meio de aprendizagem e inclusão.

O simples fato de uma criança frequentar uma escola ou creche não significa que ela está inclusa nesta instituição. Estar incluso é fazer parte, é pertencer ao grupo, é participar das atividades propostas dentro de suas limitações, recebendo compreensão, atenção e atendimento individual.

Tenho assistido a muitos absurdos em várias instituições. Uma escola antes de tudo é uma prestadora de serviços e como uma empresa teve buscar a qualidade do atendimento de sues "clientes", adaptando toda sua estrutura física e organizacional para atender a todos indistintamente. 

Eu não sei como tem educador que consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos, sabendo que não fez nada para auxiliar o seu aluno. Seguindo a lei de Jesus: Ame o próximo como a si mesmo. Isso vai muito mais além, do que simplesmente conviver e aceitar que meu aluno tenha  uma deficiência ou dificuldade. Mas, o que eu gostaria que fosse feito a mim, se eu estivesse no lugar dele? Como eu gostaria de ser tratada? Como eu gostaria de ser respeitada? Como eu me sentiria se eu estivesse sempre a margem, fora das atividades preparadas por meu professor?

Se uma criança é especial, merece atenção também especial. Essa história de tratar os diferentes como se fossem iguais é um pecado. Acredito que seja muito pior do  que deixar a criança fora da escola. Isso mesmo, pelo menos em casa e entre seus familiares a criança é amada e valorizada em suas conquistas, mesmo que sejam muito pequenas essas vitórias.

Faço um apelo aos pais e as mães de crianças portadores de necessidades especiais: NÃO ACEITEM QUE SEUS FILHOS SEJAM DISCRIMINADOS. Faça valer os seus direitos e exija uma educação de qualidade e com coerência. Fique sempre atento ao desenvolvimento pessoal de seu filho(a), mesmo que seja lentamente, você deverá perceber o progresso dessa criança nos diversos aspectos do conhecimento social, afetivo e cognitivo.

Denuncie os profissionais de educação que não sabem lidar e respeitar esses limites pessoais. Assim como um erro médico tira uma vida. Um erro na educação poderá tirar de seu filho as chances de se tornar autonomo e independente.



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