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sábado, 27 de junho de 2009

A morte de Michael Jackson traz a tona toda hipocrisia da midi a.

Em 25 de junho de 2009, foi noticiado que Michael Jackson sofreu uma parada cardíaca em sua casa, na vizinhança de Holmby Hills, Los Angeles, CA, Estados Unidos. Os serviços de emergência médica socorreram o cantor em sua casa, na tentativa de reanimá-lo. Porém, como Jackson se encontrava em estado de coma profundo, ele foi levado às pressas para o hospital universitário da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), vindo a falecer no dia 25 de junho p.p..

A idéia de que vaso ruim não quebra não é equivocada, mas uma leitura mais atenta notará outra coisa: após quebrar, todos os vasos são imediatamente considerados ótimos. Foi o que houve com Michael Jackson.Longe de mim aplaudir sua morte, mas também mantenho distância dessa salva de palmas absolutamente acrítica quanto à sua obra.

Na equidistância (epa!), vejo o que sempre acontece quando falecem figuras polêmicas, justamente aquelas cujas trajetórias misturam obras maravilhosas e episódios pra lá de lamentáveis.
A virtude fagocita o vício. Jornais fazem isso porque é um negócio: o enaltecimento de cadáveres é algo que "vende bem". E as pessoas, bom, são os urubus de sempre. Mas há que se fazer uma leitura menos superficial para compreender o fenômeno. O jogo-de-empurra é por demais rastaqüera. Qual, afinal de contas, é esse encantamento acerca da morte? Ou, mais além, que motivo faz com que o povo atenue, perdoe ou anistie as pessoas após seu 'passamento'? Por que a canonização imediata, a transformação de homens em mitos, de mortais execráveis em heróis infalíveis?
Arrisco: medo e projeção.
Temos um medo danado de morrer e, bom, sabemos que mais adiante, cedo ou tarde, seremos nós ali naquele caixão, numa parada cardíaca ou num acidente da carro; na bala perdida ou na tragédia de avião.Além disso, também cometemos os nossos pecados e não queremos jamais ser lembrados por eles. Porque, seja por mérito ou por arrogância, também acreditamos ter nossas conquistas; e queremos que nossos familiares (limitando-nos ao nosso universo) nos lembrem por elas.
Não acho que seja algo errado. Mas também penso nas famílias das crianças - vítimas ou não? - daquelas acusações de pedofilia. Há quem brade em favor da supremacia da arte, da música, da genialidade. Ok, é uma visão. Mas até que ponto aquelas crianças, sendo verdade o que alegavam, concordariam com isso? E há histórias tristíssimas do próprio Michael, de quando menino, sobre a mesma temática.Mas, a essa altura, tudo isso pouco importa.

A divinização do homem (que era um mito da música) acontece do dia pra noite. Por exemplo, nesses memoriais de MJ que passam na TV não se menciona pedofilia. se tinha vitiligo e optou por despigmentar toda a pele para camuflar as marcas, ou se foi julgado e inocentado...
O máximo que se menciona é "escândalo" e "polêmica". Depois disso, é só passar o clipe de They Don't Care About Us e está tudo bem.

Foi-se o homem - e que descanse em paz -, ficou a obra, o legado artístico. E, no espetáculo de despedida, que envolve muito mais um realismo comercial do que uma legítima comoção humana, não sobra tempo para pormenores que prejudiquem as vendas.A reconstrução do mito (travestida de ressurreição) se sobressai.

Fico até aliviada que finalmente pararam de tentar desconstruir o ídolo. Pena que só lembraram de fazer isso após sua morte.


8 comentários:

MERCURIO disse...

Você disse tudo,
A mídia é muito cruel.
Abraço
Deusa

Xênia da Matta disse...

É muita falsidade, né?
Bjux e sucesso!

Edilza Nascimento disse...

A "familia" do garoto queixoso foi muito bem remunerada para ficar "caluda", ou conseguiu o seu intento que era faturar. Se foi verdade ou não nunca se saberá. Apenas houve uma acusação e uma defesa. Concordo com vc em relação a mídia: ... isso vende! Lamentável é que tenham execrado tanto o artista enquanto vivo e agora depois de morto toda essa
comoção e o endeusamento. Defeitos todos temos, uns mais outros menos.
um grande abraço.

Xênia da Matta disse...

Obrigada, por participar.
Bjux e sucesso!

Felipe disse...

Se o comportamento da população mundial tivesse sido de reprovação ao rapaz, a mídia teria simplesmente devassado sua vida e acabado com sua memória.
Abraços
Felipe

Mary Miranda disse...

Oi, Xênia!
Eu costumo dizer q a mídia adora "dançar em volta do caixão", ou seja, ganhar dinheiro em cima de celebridades q falecem.
Quando eu resolvi escrever um post sobre Michael Jackson, eu fui fiel aos meus princípios, ao q eu sempre achei de verdade sobre ele.
Jamais me permitiria escrever algo q não fosse o q acredito ter sido o homem e o mito MJ.
Mas, infelizmente nossos veículos midiáticos só querem se dar bem, e eles sabem q a sublimação de um astro, é o melhor caminho p/ conseguir o o bjetivo...
Tchauzinho, querida amiga!
Mary.

Paulo Antonio disse...

Até que enfim, alguém para discordar da midia que faz sempre a mesma coisa, também não entendo porque depois da morte do cantor "todos" foram comprar CDs e DVDs estc....Alguém acha que os produtos não seram lançados em dezenas de versões, como sempre acontece, as mesmas pessoas que criticavam e faziam piadinhas sobre o cantor hoje o endeusam e correm as lojas para comprar produtos do mesmo, sinceramente Michael foi ótimo até o disco BAD, nos últimos 15 anos parecia que estava morto em vida. Agora que morreu, sua carreira volta a estar em evidencia. Estranho isto, não é mesmo ?

Xênia da Matta disse...

É isso mesmo, Paulo, por que só agora, né?
bjux e sucesso!