Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Coletanea de Pedro Bloch - Essas crianças dizem cada coisa...

A criança não só imita a voz e o ritmo com que lhe falam como se deixa influenciar pelo que a voz trai. Se uma pessoa usa a voz tensa, a criança fica nervosa, mesmo que as palavras, aparentemente, queiram exprimir amor e tranqüilidade. A criança capta, com rara facilidade, o clima emocional de quem lhe fala.

Por isso é extremamente importante que as mães lhes falem tranqüilamente, não representando a tranqüilidade mas sentindo-se realmente tranqüilas.

Por isso é de tão grande importância que professoras de jardins de infância e de curso primário tenham boa voz e boa maneira de falar, personalidade ajustada, condições condizentes com a profissão; que realmente amem a criança e a profissão a que se dedicam.

A voz e a fala revelarão o ambiente do lar em que é criada a criança e as virtudes da escola que freqüenta. Dirão se tem segurança e se lhe é oferecido o indispensável carinho. Toda e qualquer modificação da voz e da palavra revela a presença de problemas que devem ser examinados e orientados.


Definições interessantes :



  1. - Paciência é uma coisa que mamãe perde sempre.
  2. - Relâmpago é um barulho rabiscando o céu.
  3. - Palhaço é um homem todo pintado de piadas.
  4. - Sono é saudade de dormir.
  5. - Arco-íris é uma ponte de vento.
  6. - Deserto é uma floresta sem árvores.
  7. - Felicidade é uma palavra que tem música.
  8. - Rede é uma porção de buracos amarrados com barbante.
  9. - Vento é ar com muita pressa.
  10. - Cobra é um bicho que só tem rabo.
  11. - Helicóptero é um carro com ventilador em cima.
  12. - Esperança é um pedaço da gente que sabe que vai dar certo.
  13. - Alegria é um palhacinho no coração da gente.
  14. - Avestruz é a girafa dos passarinhos.
  15. - Calcanhar é o queixo do pé.
  16. - Chope é o refrigerante de adulto.



Havia, na revista 'Pais e Filhos', um espaço de Pedro Bloch, pediatra e teatrólogo, de coisas engraçadas que as crianças diziam.


Essas historinhas são verdadeiras:

Uma menina estava conversando com a sua professora.
A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engula um ser humano porque apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena.
A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia.
Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.
A menina, então disse:
'Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas'.
A professora lhe perguntou:
- 'E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?'
A menina respondeu:
- 'Aí a senhora pergunta.'



Uma professora de creche
observava as crianças de sua turma desenhando. Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança.
Quando chegou perto de uma menina que
trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava.
A menina respondeu:
-'Estou desenhando Deus.'
A professora parou e disse:
-'Mas ninguém sabe como é Deus.'
Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho,
a menina respondeu:
- 'Saberão dentro de um minuto'.



Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luis Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.
- 'E como aconteceu isso?' Perguntou a mãe assustada.
- 'Não foi fácil', admitiu a pequena senhorita, 'mas três meninas me ajudaram a segurá-lo'.




Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura. Olhou para sua mãe e lhe perguntou:
- 'Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?'
A mãe respondeu:
- 'Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco.'
A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:
- 'Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?'



Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que haviam acabado de nascer. De volta a casa, contou, com excitação, para sua mãe que havia gatinhos e gatinhas.
'Como você soube disso?' perguntou a mãe.
- 'Papai os levantou e olhou por baixo', respondeu o menino. 'Acho que ali estava a etiqueta'.




Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.
- 'Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos disserem: ali está Catarina, é advogada, ou também 'Este é o Miguel. Agora é médico'.
Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:-
'E ali está a professora. Já morreu.

Antonio, seis ou sete anos tinha o aniversário de um amigo, o Bruno, lá num daqueles bufês no Itaim. Festa das seis às nove da noite. O pai Lorenzo, conhecido por suas distrações cá no Brasil, ficou de levar o garoto ao tal bufê. Depois iria pegar a Emília, iriam a um cinema e voltariam para buscar o menino.

E assim foi feito. Lorenzo deixou Antonio no bufê, pegou a esposa e foram para o cinema. Nove da noite, conforme o combinado, foram buscar o pimpolho. Tocaram a companhia, veio o menino.

Já no carro:

- Tava boa a festa do Bruno, filho?

- A festa tava boa, só que você errou de bufê. Era aniversário de uma menina que eu nunca tinha visto na vida. Mas foi legal. Ajudei até o mágico. O nome dela é Andréa.



Deu-se que o pai da Silvia morreu, o velho e bom Lori. Maria, cinco anos, insistiu em ir ao velório ver o avô morto. Foi levada (nos dois sentidos).

No colo da mãe ficou ali alguns segundos, olhando para o avô. A sala cheia. De repente ela pergunta bem alto, como são, geralmente, as perguntas impertinentes:

- Mãe, como é que ele sabe que morreu?



Esse protagonista se chama Antonio. Um dia, ele tinha uns quatro anos, dei uma bronca nele sei lá porque e ele me xingou, feroz:

- Você é uma anta!!!

No que eu, sem perder a calma, perguntei:

- Ah, é? E quem é filho de anta, o que que é?

Pensou dois segundos e me desarmou completamente:

- Filho de anta é... é... Antonio!



Uma minha prima, hoje já casada e com dois filhos, quando tinha uns doze anos a mãe a chamou para um reservado:

- Hoje eu vou lhe ensinar o que é sexo.

A menina já fez cara feia. E a mãe começou lá pelo princípio com a história da maça.

- Uma vez Adão e Eva estavam no paraíso e...

- Isso eu já sei. Pula.

- O homem tem uma sementinha e...

- Isso eu já sei. Vai mais para a frente.

- Bem, para nascer uma criança é preciso que...

- Pô, mãe, eu sei como é. Pode pular essa parte.

- Bem, a mulher ter um órgão chamado útero...

- Grande novidade, mãe.

- O espermatozoide tem umas substâncias...

- A porra.

- Isso. Escuta aqui, menina. O que é que você não sabe?

- O que é que a senhora ser saber? Pode perguntar, mãe. Pergunta!


E tinha um garotinho que era infernal. Brigava todo dia na escola. Um dia, no almoço, o pai, para testar seus conhecimentos bíblicos (ele estudava num colégio de padre), perguntou:

- Meu filho, me diz quem foi que jogou a pedra no Golias.

O garoto desatou a chorar.

- Tá vendo, mãe? Tudo eu. Tudo eu. Juro, pai, juro pelo que é de mais sagrado que eu nem conheço esse menino.


Aninha já estava com dois anos. Loira, linda. Nunca tinha cortado o cabelo. Eram amarelo-ouro e cacheados. "Parecia um anjinho barroco", diz a mãe coruja.

Lá um dia, a mãe pega uma enorme tesoura e resolve dar um trato na cabeça da criança, pois as melenas já estavam nos ombros. Chama a menina, que chega ressabiada, olhando a cintilante tesoura.

- Mamãe vai cortar a cabelinho da Aninha.

Aninha olha para a tesoura, se apavora.

- Não quero, não quero, não quero!!!

- Não dói nada...

- Não quero!, já disse.

E sai correndo. A mãe sai correndo atrás. Com a tesoura na mão. A muito custo, consegue tirar a filha que estava debaixo da cama, chorando, temendo o pior. Consola a filha. Sentam-se na cama. Dá um tempo. A menina pára de chorar. Mas não tira o olho da tesoura.

- Olha, meu amor, a mamãe promete cortar só dois dedinhos.

Aninha abre as duas mãos, já submissa, desata o choro, perguntando, olhando para a enorme tesoura e para a própria mãozinha:

- Quais deles, mãe?


Claudia tinha seis anos. Seus pais se separaram. O pai arrumou outra namorada e a engravidou. Resolveu ter o filho. Foi contar para a Claudia, filha do primeiro casamento.

- Filhinha, o papi quer te contar uma novidade.

- Ahn...

- Você vai ganhar um irmãozinho.

- A mamãe tá grávida?

- Não, filhinha. É com a minha namorada.

Claudinha fica intrigada. Seis anos:

- Mas como é que você vai ter um filho com a Fernanda se vocês não são casados?

O pai se embaraça, sai pela tangente:

- Sabe o que é, filhinha, a cegonha errou a data, entende?

- Cegonha, papi? Cegonha?

- É, errou a data... Acontece...

- Papi, eu estou achando que você andou colocando uma sementinha na Fernanda!!!



E o pai daquele garotinho, o Bruno, foi designado para trabalhar em Washington durante dois anos. Na viagem, a mãe foi explicando ao Bruno, quatro anos, como seria a vida nos Estados Unidos, que lá é tudo diferente, o povo, a comida e, principalmente, a língua.

Bruno ouvia tudo, no avião, muito curioso.

- Como que é a língua, mãe?

- É outra língua, completamente diferente. Mas, com o tempo, você vai se acostumando.

Uma semana depois, a mãe vai buscar o filho na escola, depois do primeiro dia de aula. Bruno tinha passado o dia inteiro lá. Vem a professora americana, toda preocupada:

- Seu filho é um amor. Participou de todas as atividades. Só que não disse uma única palavra. Não abriu a boca nem na hora do lanche.

Voltando para a casa, a mãe pergunta ao filho:

- A professora me disse que você não abriu a boca nem para comer. Sem fome, filho? Estranhou a comida?

- E eu sou bobo? Se eu abro a boca eles trocam a minha língua...


- O primo fazia primeira comunhão. Ele viu o Padre preparando a consagração, pegando o cálice, mostrando, dobrando o lenço , ajoelhando.. então me perguntou:

- Mãe, ele vai fazer mágica?

Quando meu pai morreu meu filho mais velho tinha 3 anos e alguns dias depois quando ele foi a casa de minha mãe eu preveni: " A vovó está sentindo muito a falta do vovô, voce vai ver que ela está muito séria..." Depois de entrar, ele beijou minha mãe, sentou ao lado dela e perguntou: " Você está triste Vó?" e ela: "Estou." Aí ele perguntou, meio dando bronca: " Então porque você não foi morrer com ele?" Minha mãe caiu na gargalhada!

- Filha, o que vc vai querer ser quando crescer?
- Polícia!
- Polícia, filha? Por quê?
- Pra prender a enfermeira! Ela picou todo o meu braço!

Lá vai minha mana levando meu sobrinho no elevador comercial , ele precisava fazer exame de fezes.
Entra alguém no elevador, e ele:
- Adivinha o que minha mãe tem na bolsa?
e a moça simpática: - Balinha?
E ele, louro e sardento com a cara mais linda do mundo:- nãaaaaaao....
ela: um boneco?
ele: nãaaaaoo....
ela: ah, então não sei.
ele radiante:- cocô!





5 comentários:

Mol-TaGGe disse...

Excelente! Morri de rir aqui sozinha, às 5h45 da madruga.
Lembrei de meu sobrinho ele sempre me vinha com esses comentários personalíssimos.
ABÇão e boa semana.
MarGGa, do Mol-TaGGe

Maite...La Diva disse...

Muito legal, este blog, parabéns!

Bronca no Trombone disse...

Adorei as frases e as histórias das crianças. Bela compilação! Muito engraçadas!

Parabéns pelo post, amiga!

Beijos,

André

Ismaelita Nascimento disse...

amei o post parabéns ,tudo que se refere a criança me interessa.

Luiza Meyer disse...

Fiquei feliz de saber que você curte frases de crianças! Também sou mineira e autora do recém-lançado "Palavra de Criança", pela Editora Matrix. Se tiver "pérolas" para colaborar com o meu blog, ficarei muito feliz!
palavradecrianca.wordpress.com