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domingo, 5 de julho de 2009

Zeca, a personagem X a sociedade em geral

Tenho acompanhado, pelo jornal, a preocupação dos pais, em relação à personagem Zeca, da novela Caminho das Índias.

Zeca é um estudante de Ensino Médio – parece-me – que transgride, com sua turma, tanto de escola como de diversão, os limites do comportamento social normal: assim é que ele e seu grupo não respeitam as professoras, agridem pessoas na rua, de forma violenta, utilizam a Internet para denegrir a imagem de outros. E o pior: tudo isso com a concordância dos pais que ajudam o filho na libertinagem, vangloriando-se de sua esperteza. Absurda a figura do pai advogado, defendendo, frente ao delegado, a inocência do filho, na realidade culpado. Enfim, praticamente um marginal, acobertado pelos pais que, em tudo, veem situação de normalidade e de exaltação.

Fica, pois, a preocupação daqueles pais que zelam pela boa conduta dos filhos: a atitude do rapaz, sempre vitorioso e ileso em suas investidas, não serviria de estímulo para que outros jovens o imitassem? Com certeza, sim. Transgredir é próprio da juventude, nessa fase de firmar a personalidade. E modelos, para ela, como Zeca, fazem sucesso. Por isso os jovens se mostram mais afoitos, mais atirados, menos preocupados com as consequências dos atos. Os pais, pois, precisam ficar atentos com orientações amorosas, mas firmes e seguras, mostrando aos filhos que, normalmente, atitudes errôneas geram resultados desagradáveis, às vezes, irreversíveis.

Interessante observar: se o jovem já possui uma formação sólida, alicerçada nos ensinamentos dos pais, com certeza olhará a personagem Zeca com desprezo e repúdio. Mas se o jovem possuir personalidade vulnerável, instável, muitas vezes a despeito das orientações dos pais, logicamente o desqualificado jovem da novela servirá de estímulo, transformado, talvez, em heroi: aquele que desrespeita e sempre se sai bem, vitorioso e endeusado.

Reconheço que a televisão precisa cumprir melhor seu papel social, evitando abordagens como essa e outras como, por exemplo, no seriado Malhação. Os jovens, em geral, são influenciáveis, e o reforço da mídia acaba sendo maléfico para a juventude.

Nós, educadores, esperamos, pelo menos, que Zeca e seu grupo, como também os omissos e coniventes pais, sejam punidos como convém em situações assim. Pelo menos isso.

E quando percebo que a ficção repete a realidade (há muitos Zecas e pais omissos por aí), apoio, a despeito da celeuma em torno do assunto, o Toque de Recolher: se existem famílias que não conseguem controlar os ímpetos repreensíveis dos filhos – com gangues, brigas, álcool, drogas – noite adentro, compete ao Poder constituído zelar pela tranquilidade da população. Todos somos responsáveis pelos rumos que nossa juventude possa tomar: famílias, escolas, sociedade, mídia, poderes constituídos não podemos fazer de conta que tudo caminha bem com nossos jovens, enquanto os jornais comprovam a inserção, cada vez maior, de menores em delitos sociais. Por isso é preciso que cada um faça a sua parte, com denodo e responsabilidade.

2 comentários:

Max Costa disse...

Salve, querida Confrade!
Parabéns por seu artigo muito oportuno e bem delineado!
Eu sou de opinião que, a uma imensa gama de fatores que influenciam a negligência familiar com relação à orientação dos filhos quanto à convivência coletiva; e além do instinto competitivo inerente ao humano gênero, existe - desde sempre - o interesse da mídia em evidenciar a imagem do "sempre-vitorioso" VENCEDOR-SEM-ESCRÚPULOS!
É a minha opinião!
Um abraço com carinho!
Deste Confrade: Max Costa

Xênia da Matta disse...

Oi, Max, realmente, a responsabilidade das famílias é muito grande na formação do caráter do individuo.
Bjux e sucesso!