Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A pátria de Vinicius de Moraes é a nossa patriazinha...


Pátria Minha
Vinicius de Moraes




A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.



Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.



Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!



Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!



Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.




Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...



Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!



Quero rever-te, pátria minha, e para 
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.



Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra 
E urina mar.



Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!



Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.



Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha 
Brasil, talvez.



Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."



Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 383.

Dicas para educadores: 07 de Setembro - Independencia do Brasil.

Conhecer a história para saber quem somos e para onde queremos ir; para saber o quanto já se lutou e que o caminho é longo é uma forma de aprendermos o verdadeiro amor à Pátria.



     Sugerimos algumas dicas de músicas, livros e sites que podem auxiliar a compreender a nossa história de povo brasileiro.









Vídeo:
 Povo Brasileiro - O antropólogo Darcy Ribeiro (1913-1997) foi um dos maiores intelectuais brasileiros do século 20. Esse DVD duplo traz os 10 programas da elogiada série baseada na obra central de Darcy: O Povo Brasileiro, em que o autor responde à questão “quem são os brasileiros?”, investigando a formação do nosso povo. Com imagens captadas em todo o Brasil, material de arquivo raro e depoimentos, a série é um programa indispensável para educadores, estudantes e todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre o nosso país.   Aquisição: Livrarias Cultura, Saraiva, Melhoramentos

Livro:
As Lutas do Povo Brasileiro – do Descobrimento a Canudos - O autor, Julio José Chiavenato, busca desmitificar a idéia da passividade do povo brasileiro, e a crença de que a Independência do Brasil teria sido alcançada pacificamente. Analisa as diversas revoltas que eclodiram pelo Brasil, desde o século 16, como em algumas delas a adesão popular apenas serviu aos interesses das classes médias ou da elite, e destacando aquelas que se orientaram movidas pelos anseios mais genuínos dos índios, negros e brancos pobres. Aquisição: Editora Moderna


Site:
O Grito dos Excluídos é uma grande manifestação popular. Não é um evento localizado. Antes, trata-se de um conjunto de atividades que convergem para uma determinada data de mobilização geral: o chamado “dia do Grito”. No Brasil, ocorre a 7 de setembro; na América Latina, a 12 de outubro. Uma série de manifestações precedem ou dão continuidade a esse dia, que busca denunciar todas as situações de exclusão e apontar as possíveis saídas e alternativas.


Músicas: 

Brasil
Cazuza / Nilo Roméro / George Israel

Não me convidaram
Pra esta festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta
Estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha...
Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer...
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Prá só dizer "sim, sim"
Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair...
Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...(2x)
Confia em mim
Brasil!!
Conversando sobre a música:
Essa música faz parte do álbum Ideologia, 1988. Quais fatos históricos são apontados nesta música? Que sentimentos estão expressos? Destaque alguma expressão da música que chama sua atenção e comente-a. O que é civilidade e qual o seu valor para os dias atuais?


Sob o mesmo céu
Lenine e Lula Quieroga
Brasil,
Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país chamado Brasil?
Sob o mesmo céu
Cada cidade é uma aldeia, uma pessoa,
Um sonho, uma nação.
Sob o mesmo céu,
Meu coração não tem fronteiras,
Nem relógio, nem bandeira,
Só o ritmo de uma canção maior.
A gente vem do tambor do Índio,
A gente vem de Portugal,
Vem do batuque negro
A gente vem do interior e da capital,
A gente vem do fundo da floresta,
Da selva urbana dos arranha-céus,
A gente vem do pampa, do cerrado,
Vem da megalópole, vem do Pantanal,
A gente vem de trem, vem de galope,
De navio, de avião, motocicleta,
A gente vem a nado
A gente vem do samba, do forró,
A gente vem do futuro conhecer nosso passado.
Brasil,
Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um País chamado Brasil?
A gente vem do rap e da favela,
A gente vem do centro e da periferia,
A gente vem da maré, da palafita,
Vem dos Orixás da Bahia,
A gente traz um desejo de alegria e de paz,
E digo mais:
A gente tem a honra de estar ao seu lado
A gente vem do futuro conhecer nosso passado.
Brasil,
Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país chamado Brasil. (bis)
A gente vem do futuro, conhecer nosso passado.
Conversando sobre a música:

A música traz imagens da diversidade que compõe o nosso país e que é a sua maior riqueza. Você concorda com isso? Faça uma pesquisa sobre a diversidade cultural do povo brasileiro, destacando seus aspectos positivos e as atitudes que ainda precisamos desenvolver para que as diversas culturas sejam igualmente valorizadas.
 Vídeo com esta música: - www.youtube.com/watch?v=EHlqcQgy4_A

Aquarela do Brasil
Composição de Ari Barroso

Brasil, meu Brasil brasileiro,
Meu mulato inzoneiro,vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá, bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor

Brasil, pra mim, pra mim, pra mim

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do serrado
Bota o rei-congo no congado
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda a canção do meu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões, arrastando o seu vestido rendado

Brasil, pra mim, pra mim, pra mim

Brasil, terra boa e gostosa
Da morena sestrosa, de olhar indiferente
O Brasil, samba que dá, bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor, terra de Nosso Senhor

Brasil, pra mim, pra mim, pra mim

Esse coqueiro que dá coco
Onde amarro a minha rede, nas noites claras de luar
Ah ouve essas fontes murmurantes
Aonde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ah esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro

Brasil, pra mim, pra mim, Brasil
Brasil, pra mim, pra mim aquarela do Brasil.
Nota:
Composta em 1939, esta canção foi considerada um samba-hino, votada em 1997 como a Melhor Canção Brasileira do Século por um juri de 13 peritos, feito pela Academia Brasileira de Letras. Foi gravada inúmeras vezes e dos seus mais conhecidos intérpretes destacam-se João Gilberto, Carmen Miranda, Gal Costa, Elis Regina etc.



Pra não dizer que não falei das flores
Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição.

Nota:
Esta música que chegou ao 2º lugar no Festival da TV Globo de 1968, foi a preferida do público, que a cantou em uníssono no Maracanãzinho e virou hino contra a ditadura.


Que País é Este?
Legião Urbana – Renato Russo

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é este ? – 4 x

No Amazonas, no Araguaia ia ia, na Baixada Fluminense
Mato Grosso, nas Minas Gerais e no Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão

Que país é este? – 4x

Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão

Que país é este? – 4x

Nota:

Esta música do LP “Que país é este?” foi escrita em 1978 e gravada em 1989 pela banda Legião Urbana.







O país sem ordem e sem progresso





     Sem nenhum desrespeito à nossa bandeira e sem o menor intuito de ridicularizar nossas instituições, meditemos um pouco sobre o que pretendia e pretende o país que ostenta semelhante lema num de seus três símbolos.

     Quem idealizou e aprovou o lema, supunha que progrediríamos somente com ordem e disciplina e que a ordem e disciplina nos conduziriam ao progresso. Isto quer dizer que, se progredimos sem ordem, o progresso não foi progresso. E, se admitimos a desordem social, de nada vai adiantar o progresso alcançado, posto que toda desordem leva ao retrocesso.

     Não é o que está acontecendo neste país onde campeia o medo, o desrespeito à lei e onde a falta de perspectivas leva o cidadão a gestos irrefletidos e desesperados. Afinal, a violência destes últimos anos tem ou não tem um componente social chamado fome? E, das desordens sociais, nenhuma é mais desagregadora do que a fome. Junte-se a isso a humilhação do desemprego, do subemprego, da impunidade para os grandes criminosos, o abismo de classes e uma série de outras injustiças gritantes e teremos nada mais e nada menos do que a indisciplina e a desordem como precursoras do caos e da anarquia.

     Entendemos que nem todos os assaltantes ou saqueadores são pessoas famintas. Haverá muitos que roubam, assaltam e matam por instinto animalesco. Mas não há como negar que muitos dos assaltantes e criminosos de hoje vêm de famílias desagregadas e de ambientes onde não existia a mínima condição de decência e humanidade. Quem nasce em ambiente marginalizado não se preocupa muito com ordem e progresso. O que ele quer é sobreviver, custe o que custar. Se é verdade que muitos pobres e oprimidos são modelo de humanidade, também é verdade que muitos outros são a prova do que se torna uma criança que jamais conheceu ternura e conforto.

     Séculos e séculos de marginalização. Décadas e décadas de raiva impotente acabam por explodir em violência. Os quebra-quebra de trens e ônibus, os assaltos cada dia mais ousados, o aumento dos assassinatos a sangue frio, a perda de valores morais, a desagregação da família e tudo o que se verifica no Brasil de agora tem um passado. Não veio de repente. Progredimos descompassadamente e com desordem para descobrir que não foi progresso porque serviu apenas a uma parcela privilegiada da população. A grande maioria viu o país a se modernizar e sentiu que os pobres perdiam terreno. Trabalham mais e ganham menos do que ganhavam seus avós. O país progrediu, mas a população sofreu um retrocesso econômico e moral.

     Para que o ideal da ordem e do progresso volte a ser verdade, o Brasil precisa voltar aos valores morais que já foram mais estáveis que os de agora. A ordem familiar, a ordem social, a justiça que é o nome do verdadeiro progresso, continua falha. Enquanto o Brasil for ordenado em favor de poucos, nunca teremos ordem e o progresso não será progresso. Avenidas iluminadas e edifícios ou supermercados suntuosos podem esconder milhares de trogloditas vestidos de terno ou de jeans. Não é isso o que a violência desses últimos anos sugere?


José Fernandes de Oliveira,
padre Zezinho, cantor e escritor.

07 de setembro - Independência ou Morte






     Aos sete dias do mês de setembro de 1822 o Brasil se torna independente, livre de Portugal, marcando sua autonomia política e administrativa. Esse fato histórico, um dos mais importantes do Brasil, parecia que já ditava os rumos políticos, sociais e econômicos dessa nova nação “independente”. Na época, a má distribuição de renda já assolava a sociedade brasileira, o povo sequer entendia o motivo daquele alvoroço, a independência não trouxe nenhuma mudança na estrutura agrária do país, nem mesmo à escravidão. De tudo, a camada que mais se beneficiou foi a elite agrária que deu total apoio a D. Pedro I. 

     O rompimento com Portugal era desejável por grande maioria dos brasileiros, porém havia divergências por conta de existirem grupos sociais distintos: a aristocracia rural do sudeste, as camadas populares urbanas liberais radicais e por fim, a aristocracia rural do norte e nordeste, sem contar que para que Portugal reconhecesse oficialmente a independência de sua antiga colônia, exigiu uma indenização de dois milhões de libras esterlinas. Sem este dinheiro, D. Pedro I recorreu um empréstimo da Inglaterra, iniciando assim, o endividamento externo do Brasil.

     Mas, e hoje? Cento e oitenta e cinco anos depois. Já temos independência? Somos autônomos? Qual o verdadeiro significado de independência?
Sem buscarmos uma resposta para esses questionamentos, no sete de setembro desfilamos pelas praças e avenidas o orgulho por essa “pátria amada Brasil”, como se ao ouvirmos o grito “do Ipiranga às margens plácidas” teríamos de fato conquistado a independência.

     A independência não existe num país onde a política é determinada em grande parte, por mecanismos neoliberais; a independência não existe num país onde são fabricados milhões de analfabetos e desempregados; a independência não existe num país onde a exploração da mão de obra e da natureza é a fonte de riqueza da burguesia; a independência não existe num país onde não é questionada a venda ao capital financeiro internacional de um dos maiores patrimônios construídos com dinheiro público (Companhia Vale do Rio Doce); a independência não existe num país onde a igualdade, ainda que “com braço forte”, não é conquistada; a independência não existe num país onde a impunidade e a corrupção são notícias diárias; a independência não existe num país onde “tudo é fonte de lucro: mídia e educação, saúde e cultura, esporte e religião”; a independência não existe num país onde a população não busca a independência.

     Brasil, país “gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro...”. 

     Este futuro está entregue a quem? À elite burguesa? Aos opressores? À base corruptível da política brasileira? Ao atual modelo hegemônico?

     Queremos acreditar que não! Hoje, o que nos alimenta são nossos sonhos, nossas utopias, mas ainda “verás que um filho teu não foge à luta”, e queremos “independência ou morte”.

Independência brasileira: ilusão ou realidade?


Comemorar a simbologia do Sete de Setembro é um gesto de cidadania, é um gesto de amor à nossa pátria Brasil; é um gesto de valorização pessoal e coletiva, aliado ao orgulho de ser brasileiro. E é, acima de tudo, a aceitação de que somos os protagonistas da história da independência iniciada há 185 anos e retratada nos dias atuais.

     Hoje, em pleno século 21, muitos domínios nos impedem de projetar uma vida melhor: a corrupção desenfreada, a fome que mata, a falta de moradia básica, o ativismo da vida diária, a mídia que impõe limites negativos, os membros das famílias que não dialogam entre si, o envolvimento com drogas, a falta de compromisso com as responsabilidades pessoais e sociais, o descaso das autoridades para com o povo, e tantos outros fatores destrutivos que percebemos e sentimos no viver histórico de nossas vidas.

     No entanto sabemos que a história é feita por pessoas e são as pessoas que podem modificar a realidade que hoje vivenciamos. Estas pessoas somos nós. Cada um de nós, no ser e no agir do dia-a-dia, tem grande importância para a modificação das relações com as pessoas e com a sociedade. São pequenos gestos que praticamos ou que precisamos aprender a praticar, dentro de um padrão de valores benéficos e úteis à vivência de uma respeitosa convivência social, que, somados um a um, poderão tornar a história brasileira uma história de real significado de independência.

     Para isto é preciso incorporar em cada um de nós a cultura da participação efetiva, da conservação precisa, do bem querer necessário, do respeito viável e da paz promovedora da justiça. Assim, poderemos nos orgulhar da nacionalidade à qual pertencemos e da história que estamos ajudando a reconstruir e construir, cotidianamente.

     Somos um país formado por pessoas talentosas, criativas, inteligentes, batalhadoras, fortes e hábeis, e precisamos unir nossas forças para vivermos melhor e sermos realmente felizes. É preciso acreditar, agir e participar da necessária transformação da história brasileira. Todos unidos num mesmo ideal, projetando e realizando ações para torná-lo realidade. O que hoje é independência ilusória, brevemente poderá ser uma realidade vivenciada.


Marlise de Fátima Moretti
pedagoga, Jaraguá do Sul, SC.

Brasil, meu Brasil !



Um novo mundo é possível, um Brasil novo também é possível...

     A esperança, a utopia e os sonhos são essenciais para o ser humano porque o impulsionam na luta por sociedades mais justas e democráticas. Nem sempre o real se aproxima do ideal desejado. É necessário, porém, continuar acreditando que todas as realidades humanas podem ser melhoradas. Sempre podemos ir além e chegar mais longe.

     Somos projeto infinito. Vivemos o aqui, o presente, à espera do que virá, do que ainda não é, mas poderá ser. Somos seres da esperança. Temos consciência de que não desenvolvemos todas as nossas potencialidades. Vivemos o já realizado, sempre na espera do que ainda não realizamos, mas que poderá se realizar dentro da história e do tempo. Enquanto há vida, há esperança. A esperança é uma espécie de imperativo existencial.

Vivemos esperando...

     A esperança de um mundo melhor, de uma humanidade melhor e de relações melhores pode ser estendida a todas as dimensões da nossa vida. É claro que não é fácil manter a esperança frente à dureza do cotidiano. Impossível pensar uma vida verdadeiramente humana sem esperança. Como diz a música Dias melhores, do Jota Quest: “Vivemos esperando dias melhores, o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo”. A função da esperança é justamente a de não nos deixar acomodar e se conformar com a situação em que vivemos.
     Viver é ter consciência das nossas possibilidades. É claro que nunca chegaremos à perfeição, porque somos humanos e não deuses. A perfeição é privilégio dos deuses. Mas é certo que em muitos aspectos podemos, e talvez devemos, evoluir muito.
     Esta visão de um futuro aberto às possibilidades se aplica à política e à democracia. Todos estamos descontentes e frustrados com a política que temos hoje. Há uma mistura de cansaço e de indignação frente à realidade política nacional. Porém a política que temos é possível de ser transformada, melhorada. Não podemos aceitar o argumento de que os políticos são todos iguais. Este discurso é ideológico e tem por objetivo gerar a apatia, a indiferença, o distanciamento das pessoas frente à atividade política.
     Em todos os espaços há pessoas que seguem sua profissão com ética e honestidade. Você conhece alguém decente, honesto? Penso que todos nós conhecemos pessoas que não abrem mão dos seus valores, da honestidade e da ética. Que são verdadeiros exemplos de bondade e humanidade. É isto que nos faz ver que nem tudo está perdido. Nosso mundo tem solução, sim. Precisamos divulgar as boas ações, os bons exemplos e também educar as futuras gerações para os valores do bem, da justiça, do respeito à vida e da outra pessoa.
     Nosso maior desafio no atual momento é resgatar a confiança das pessoas em relação ao ser humano, às instituições e à política. O que ameaça a humanidade é o cansaço existencial; a vontade de desistir, largar tudo.

Pensar no futuro

     Convidamos todos para pensar um pouco sobre o nosso futuro e ver o que cada um de nós pode fazer para construir um outro projeto de mundo, de sociedade. Acreditamos que a situação atual de deterioração da ética e dos valores acaba gerando um desejo imenso de mudanças. Pensamos que a tendência da realidade é caminhar para uma situação oposta.
     Em meio a tanta violência, surge o desejo de paz. Diante de tantos apelos pelo consumo e pela cultura materialista, cresce a busca por valores espirituais, pela vida mais simples. Frente à intensa poluição sonora, desejamos o silêncio e a tranqüilidade. Como resposta ao ritmo louco da sociedade atual, há pessoas que estão desacelerando a velocidade e trabalhando menos.
     O mesmo movimento se dá na política. As pessoas estão cansadas da corrupção, da malandragem, da impunidade e querem atitudes éticas, pessoas honestas, comprometidas com o bem público. Pense nisto. Um mundo novo está surgindo e com ele novos valores, novas atitudes. Nem tudo está perdido. Como diz Fernando Pessoa: “nós vemos o que somos”. Sou otimista, esperançoso e por isso acredito na capacidade humana de construir relações mais humanizadas.
     “Quando os nazistas vieram caçar os comunistas, eu fiquei calado; eu não era comunista. Quando prenderam os social-democratas, permaneci em silêncio; eu não era social-democrata. Quando vieram em busca dos sindicalistas eu não disse nada; eu não era sindicalista. Quando vieram buscar os judeus, não pronunciei palavra; eu não era judeu. Quando vieram à minha procura, não restava ninguém para dizer nada.” (Pastor Martin Niemöller)


Sérgio Trombetta
professor de Antropologia e Filosofia da Educação na Unisinos, São Leopoldo, e na Faccat, Taquara, RS.

O Brasileiro sempre dá um jeitinho...



De onde vem o jeitinho brasileiro?

     O povo brasileiro, historicamente, confunde o conceito de direitos com a idéia de favores. Culturalmente, foi assimilando mais deveres a serem cumpridos do que direitos a serem usufruídos. Da mesma forma, erradamente, os brasileiros acreditam que o que é público não é de ninguém. É por isso que nossas atitudes cotidianas somente são compreensíveis pelos processos culturais que nos fizeram “ser o que somos”.

     No filme Os outros, o diretor Fernando Mozart apresenta o povo brasileiro como muito religioso e que tem adoração pelas formas arredondadas da bunda, do bumbo e da bola. Os brasileiros, segundo o filme, não perdem o controle da bola e o rebolar da bunda. O carnaval, por sua vez, é uma grande festa capaz de superar, instantaneamente, todas as desigualdades sociais, reunindo todas as seitas religiosas no embalo de um único ritmo. A idéia de que brasileiros sempre são os outros teria origem no início da colonização, a partir de uma idéia de que esta é uma terra sem males e de que aqui tudo se pode.
     Então, se o outro pode (roubar, enganar, mentir, ser corrupto) por que também eu não posso fazer? Desta forma, foram aumentando e se multiplicando os outros, de forma que hoje ninguém assume mais quaisquer responsabilidades sobre nada. Outros agora são ninguém. Se não bastasse, atribuímos a iluminados ou iluminadas salvar o país. O povo se comporta como expectador e não como protagonista de sua história.

Identidade brasileira?

     Quando o Brasil foi avistado pelos colonizadores, os índios e, mais tarde, os negros, tiveram sua cultura ignorada e suprimida. Suas culturas não eram dignas de uma identidade brasileira e, por isto mesmo, sempre foram marginalizadas. Os colonizadores aqui implantaram ou adaptaram o modo de pensar europeu de ser. Por muito tempo, em nossa história, ser culto (possuir ou dominar cultura) significava ter estudado em universidades européias ou ter viajado pela Europa. Aos brasileiros, sua própria cultura (modos de ser, pensar e agir) ainda não é suficientemente séria para ser reconhecida e estudada. O Brasil ainda hoje carece de uma identidade.
     Quem é que não conhece o jeitinho brasileiro? Ele é a expressão notória de que os direitos, sempre conquistados com luta e organização, são renegados, muitas vezes, entrando em ação os jeitinhos. Sim, porque estes resolvem, na camaradagem, as situações particulares de cada um. Por sua vez, os direitos apontam benefícios coletivos e critérios justos, ao passo que os jeitinhos resolvem os problemas individuais, com vantagens para quem é beneficiado e quem media o mesmo. Some-se ao jeitinho brasileiro a Lei de Gérson (sempre levar vantagem em tudo) e explicamos a cultura de corrupção nos sucessivos escândalos a que vimos assistindo até hoje.

O Brasil tem jeito

     Muitos brasileiros não se imaginam protestando ou exigindo direitos. Pois é por conta disso que somos a nação das filas e das esperas demoradas, abrindo oportunidades para os espertos se darem bem. Os que lutam por direitos são tratados como baderneiros, rebeldes, vagabundos, gente que não tem o que fazer. Criou-se, assim, a idéia de que é crime reivindicar e exigir direitos.
     O que é público, por sua vez, é tido como aquilo que não é de ninguém. Se não é de ninguém, por que cuidar? Público é tudo aquilo que é um patrimônio de todos. E porque não pensamos assim, vamos destruindo o que é de todos, porque entendemos que não é de ninguém.
     O Brasil tem jeito? Sim, o Brasil terá jeito quando brasileiros e brasileiras assumirem uma cidadania ativa, exigindo de si mesmos e dos demais novas posturas e condutas. Acreditamos que é possível? Pois é, se nem eu e nem você fizermos nossa parte, seremos mais dois no time dos outros.


Nei Alberto Pies
professor e militante de Direitos Humanos, Passo Fundo, RS.

Álcool gel caseiro

Facílimo de fazer!



 alcool
Já tem muitos lugares que não se encontra ÁLCOOL GEL.
Guarde a formula simples do álcool gel, caso tenha necessidade.

Ingredientes:
2 folhas de gelatina incolor e sem sabor ( compra-se em qualquer
supermercado)
1 copo de agua quente para dissolver as 2 folhas de gelatina.

Espere esfriar.
Acrescente 12 copos de álcool de 96° graus.
Está pronto o álcool gel de 72° a 75° graus.

Viu, como é fácil! 

domingo, 30 de agosto de 2009

Os parasitas das redes sociais

Eu estive fazendo uma reflexão sobre a participação das pessoas nas redes sociais... 


Você já ouviu falar no conceito de Redes Sociais? Não? Nem imagina o que seja? Bom, a Internet está se tornando um modo de vida. Milhares de usuários da internet são membros de uma ou mais redes sociais.
Segundo o site wikipedia, são relações entre os indivíduos na comunicação por computador. O que também pode ser chamado de interação social, cujo objetivo é buscar conectar pessoas e proporcionar a comunicação e, portanto, utilizar laços sociais.
Mas e quais são as redes sociais na Internet? 
Resposta simples: redes sociais na Internet são as páginas da web que facilitam a interação entre os membros em diversos locais. Elas existem para proporcionar meios diferentes e interessantes de interação.Atualmente, existem vários sites da rede social que operam mundialmente.
 As Redes Sociais são uma das formas de representação dos relacionamentos existentes entre os seres humanos ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos; a rede é responsável pelo compartilhamento de idéias entre pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados. Essas redes se encontram hoje em grande número na internet, uma vez que esta acelera o processo da busca de algo em comum entre as pessoas.

A partir delas, pode- se determinar a popularidade de uma pessoa, mesmo que desconhecida, apenas por observá-la nas 
redesMuitas pessoas entram nas redes sociais e participam ativamente de tudo que acontece por lá. Adicionam amigos com quem tem afinidades intelectuais, emocionais, pedagógicas, humanas, etc. E nesse espaço de convivência mesmo que virtual existe uma grande cumplicidade, parceria, amizade, incentivo, elogios, e muita diversão.



Eu, particularmente, participo de várias redes sociais, e procuro na medida do possível estar presente nas páginas de meus amigos, comentando suas fotos, suas postagens, suas notícias, opiniões, textos, crônicas e poemas...


Em contrapartida temos também nas redes pessoas oportunistas que podem ser comparadas com "parasitas", uma vez que adicionam membros populares, são verdadeiros "papagaios de pirata", buscando unica e  exclusivamente promoção pessoal, estando sempre na sombra daqueles que se sobressaem.

Eu não consigo entender o por que de se ter uma enormidade de "amigos" nas redes sociais, se você não está interessado em acompanhar nada do que essa pessoa escreve. Qual seria o motivo o sentido dessa experiência? Oportunismo?

Existem diferentes tipos de redes sociais, uma delas a que mais participo é o Dihitt, um "site para quem é viciado em notícias". Existe dentro do Dihitt um grande número de blogueiros que são parceiros, colaboram, dão dicas, compartilham conhecimento, aprendizado por que a web é muito rápida, é uma fonte inexorável de informação. Bem, mas, também existem aqueles que se encaixam perfeitamente no segundo grupo: os parasitas das redes sociais.

Nós, os blogueiros, somos pessoas públicas - uns mais, outros menos - e , por isso, somos responsáveis por nossas condutas e posicionamentos na internet. Quanto mais conhecidos ficarmos, maior será a nossa responsabilidade. Não podemos agir como crianças fazendo "arte". Lembro-me de ter lido,  numa matéria sobre o seminário da Info, a seguinte frase: “Tirar algo da web é tão difícl quanto tirar xixi da piscina”.

As notícias e fatos postados na web tomam vida e circulam numa velocidade impressionante. Isso muitas vezes fruto do trabalho de pesquisa e da dedicação de pessoas que se esforçam ao máximo para levar algo consistente e de bom nível aos leitores em geral.

E nessa barca que os parasitas tomam sua carona, pessoas que pouco participam, não comentam, não visitam blogs, não votam em notícias relevantes, não possuem uma ética compatível com os bons formadores de opiniões. Na história dos povos, ditos civilizados, sempre houve o registro de pessoas oportunistas e, em nossos dias, a realidade não é diferente. 

Nos sites das redes sociais então, vemos muitas disparidades e muitos fatos desagradaveis que vão desde plágio até a formação de grupos ou quadrilhas de "parasitas".


 Há criaturas que, além de oportunistas, são também inescrupulosas. Essas são muito perigosas, pois, não seguem nenhuma regra e podem muitas vezes nos colocar em risco ou vulneráveis.



Um blogueiro tem nas mãos um grande poder de persuasão, ele pode queimar a imagem de uma pessoa ou produto facilmente, dependendo do número de pessoas que visitam seu site ou blog. Forma se uma corrente de amigos dos amigos dos amigos e rapidamente percorre o planeta.

A vida nos dá sinais de que em tudo encontarremos as duas verdades Yin e Yang. Entretanto, nem sempre estamos habilitados a eleger o nosso ambiente mais íntimo, na experiência cotidiana. Somos obrigados a conviver com os mais diversos tipos de pessoas e personalidades. Cada inteligência emite as idéias que lhe são peculiares, a se definirem por ondas de energia viva , mas, se arroja de si essas forças, igualmente as recebe, pelo que influencia e é influenciada.  

Humor: Beber é que nem ioga. Então,vamos "PRATICAR" !






Savasana



É uma posição de total relaxamento.







Balasana


Posição que traz uma sensação de paz e tranquilidade.




Setu Bandha Sarvangasana

Esta posição acalma o cérebro e recupera pernas cansadas.



Marjayasana

Esta posição provoca uma massagem suave na barriga e na espinha.


Halasana

Posição do arado.
 Ótima para dor nas costas e para insônia.



Dolphin

Ótimo para os ombros. Também fortalece o torax, pernas e braços.



Salambhasana

Uma forma efetiva de fortalecer os músculos lombares, pernas e braços.



 Ananda Balasana

Esta posição faz uma boa massagem na área dos quadris.


Malasana

Esta posição estira os tornozelos e músculos das costas.


Pigeon
Tonifica seu corpo, aumenta a felxibilidade e desestressa sua mente.