Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

As tribos urbanas: Punks, Skinheads, Rappers, White Powers, Clubbers, Grunges, Góticos, Drag Queens, etc.


As tribos urbanas

Punks

Skinheads

Rappers

White Powers

Clubbers



Grunges


Góticos



Drag Queens


(As imagens acima foram retiradas da net sem créditos, através de busca pelo nome do grupo.)



     Rodeadas de códigos e normas, estudadas por sociólogos e psicólogos, mal entendidas por muitos, crescendo e se multiplicando, mudando hábitos, costumes e práticas sociais, aí estão as tribos urbanas que podem ser caracterizadas como um fenômeno juvenil dos grandes centros e que, dia após dia, ampliam sua atuação e aumentam seus adeptos. Do que se trata?
     Estamos acostumados a ver jovens “normais” em nossas  cidades. O máximo do diferente é alguém com um corte de cabelo não comum, ou com uma calça jeans toda rasgada, ou ainda, jovens com roupa de cor exótica e cheios de correntes, pulseiras, botons, anéis etc. Isso não parece preocupar. No máximo, causa espanto e é motivo de gozação.
     Porém, por enquanto, essa atitude é característica de nossas cidades pequenas. Nos grandes centros urbanos (e o mundo se urbaniza cada vez mais), o diferente já se organiza, tem normas, leis, códigos, adeptos...
     Cedo ou tarde este fenômeno da juventude moderna chegará até nós. É importante que conheçamos as razões de tal fenômeno para sabermos agir diante dele.
     Punks, Skinheads, Rappers, White Powers, Clubbers, Grunges, Góticos, Drag Queens. Estes são apenas alguns grupamentos juvenis, chamados pelos sociólogos de “tribos urbanas”, encontrados diariamente nos grandes centros. As “drag queens”, tipo atualmente em destaque na mídia e considerado o mais exótico, são na verdade homens vestidos de mulher. Duas diferenças básicas as diferenciam dos travestis: não se prostituem nem modelam seus corpos com silicone ou hormônios. Ser drag significa dar vida a um personagem. Eles se preocupam com a moda, possuem uma linguagem específica e brincalhona, são irreverentes e pareciam os gêneros musicais contemporâneos. Podemos dizer que esse jeito, toda essa brincadeira, essa festa, característica das Drag Queens, vem como uma resposta a uma série de dificuldades sociais importantes.
     Os Grunges, filhos legítimos da recessão mundial, nasceram em Seatle, nos Estados Unidos, e são caracterizados pela sua indumentária: bermudão abaixo dos joelhos, tênis sujos, barbichas, calças rasgadas etc. Eles transformaram o desleixo numa provocação aos “mauricinhos” e “patricinhas” (filhos de papai).
     Ainda existem outros, como os Rockabillies, que amam o rock dos anos 50 e usam enormes topetes; os góticos, que cultuam as sombras e adoram poesias românticas, além dos hippies, rastafaris, metaleiros etc.
     Há também as tribos pós-punk que são as mais temidas devido à sua agressividade. Entre elas estão os Carecas (skinhead brasileiro) e os White Powers (Podes dos Brancos). Ambas as trios são racistas, têm tendências nazistas e detestam homossexuais. Atualmente os punks não são encontrados com facilidade, mas ainda existem alguns grupos.
     A origem de todas essas manifestações parece ser a contestação. A violência, a apatia, desleixo, a festa e a anarquia são as formas de contestação do mundo pós-moderno, dizem os sociólogos.

Sentimento de vazio



     Ao analisarmos, perguntávamos o que tem por trás desse estilo de vida? Olhando a história, percebemos que muitas manifestações de repúdio e revolta com os padrões dominantes se deram de uma forma muito semelhante a esta, os Hippies, por exemplo.
     Porém ficaram outras duas questões: 
- Este fenômeno é um modismo, simplesmente? 
- E estes jovens são assim para si ou para os outros, isto é, vestem-se e agem assim por convicção ou são assim para serem vistos e notados numa cidade/sociedade onde o anonimato é o maior medo?
     Acredito que a morte da identidade pessoal promovida pela sociedade moderna e seus aparatos, não é o fim, ainda há, na alma do jovem, a capacidade de resistir a e contestar, mesmo que à margem do normal, na contra-mão da sociedade.
     Acredito que o sentimento de vazio e de descontentamento vivido pelo jovem de hoje pode levar a uma resistência diante do mundo opressor, massificador e despersonalizador.
     Acredito na pluralidade de opções e de estilos de vida, desde que acima de tudo esteja a vida, a liberdade, a felicidade, a construção (ou re-construção) da pessoa, não importa se ela esteja de calça azul-marinho e camisa branca ou com um macacão cor-de-abóbora da cabeça aos pés.

QUESTÕES PARA DEBATE



1 - Quais são as tribos juvenis que conhecemos?
2 - Quantas são atuantes em nossa cidade?
3 - Como se comporta cada tribo?
4 - O que explica esse comportamento “estranho” das tribos juvenis?

11 comentários:

Atila disse...

Oi Xênia, tudo bom menina?
Vamos ao tópico, mas antes irei relatar um pouco da minha vivência em meio a tribos urbanas. Fiz parte do movimento Punk durante 10 anos da minha vida e pude conheçer de perto,dentro e fora estes fênomenos sociais da juventude brasileira.

1 - Quais são as tribos juvenis que conhecemos?
Existem variações dentro de cada tribo, existem algumas muito semelhantes tais como gótico e black metal, como Rockers (rock a billy) e psico Billy, entre algumas linhas dentro do punk e algumas variações dos skinheads.
Só para constar o Skinhead e o Careca são semelhantes, mas não seria uma versao nacional do movimento e sim uma vertente. Agora Withe Power é outra coisa, são os mais radicais e não tem um "visual" caracteristico, porém, suas conversas vão de piadinhas racistas a apologia a praticas Nazistas.
2 - Quantas são atuantes em nossa cidade?
Eu moro em São Paulo e trabalho no centro da cidade, vejo todas as tribos urbanas com a mesma frequencia que vejo pessoas "normais" indo ao trabalho.
3 - Como se comporta cada tribo?
Muitas vezes o que diferencia cada tribo é o seu comportamento porém, o fator determinante é as bandas que houvem.
Eu tenho experiência maior sobre o comportamento punk e comportamento "Oi" (Grito de guerra de movimentos operalistas tais como Carecas e Skinheads). Dentre as vertentes punks a atitude e comportamente é o que mais diferencia, existe duas vertentes ideológicas/comporamentais os anarquistas e os niilistas, anarquistas geralmente são mais politizados e se organizam em mutirões e os niilistas são mais agressivos e geralmente participantes de gangs.
Dentre os Carecas (Suburbio, ABC e do Brasil) a unica diferença é que cada um faz parte de uma linhagem e o grau de violência. Todas são exremamente nacionalistas e homofóbicos porém, entre eles existe um "pacto" de aliança.
4 - O que explica esse comportamento “estranho” das tribos juvenis?
Nossa sociedade tende a oprimir pensamentos diferentes, muitas vezes aqueles que se sentem oprimidos e encontram modos de expor seus sentimentos (seja politico ou emocional) ele se idêntifica. Todos estes movimentos nasceram do anseio de mudanças, tal como o hippie que nasceu pela incomformidade da juventude americana com a guerra do vietnan, punks nasceram da inconformidade com os baixos salários de seus pais operarios ou pelo alto indice de desemprego em paises como USA e Inglaterra. Os Rappers vieram contra o preconceito branco contra os negros, e hoje como um grito de protesto contra as diferenças sociais.
O grande problema de algumas tribos urbanas é o exagero, muitos jovéns desenfreados por um anseio de liberdade acabam se afundando em drogas ou em brigas, que podem levar a morte.
Muito legal sua reflexão sobre as tribos urbanas.
PS; o grunge da foto esta mais pra Emo que é uma das mais novas tribos urbanas e veio decorrente das vertentes do pós punk.

Xênia da Matta disse...

Oi, Atila,
Como é legal receber um comentário tão enriquecedor como seu. Se todas as pessoas que possuem algum conhecimento sobre algum assunto, fizesse como voce fez, o conhecimentos de todos ia se agigantando, não é?
Olha, aprendi muitas coisas com seu comentário, mesmo por que eu sou "academica", rrss, nunca participei dos movimentos e nem das tribos.
Amei. Muito obrigada e volte sempre, ok?
Bjux

zomb1tch disse...

skins heads não são nazistas, quem são é os white power..
até porque a música skin é uma mistura com reagge, ou seja, uma música de origem negra.

Maluh disse...

TEM CERTEZA QUE ISSO É UM "GRUNGE"?



TEEEEM CERTEZA?

Gustafah disse...

e nesse momento Kurt Cobain se revira dentro do caixão!!!

grunge foi tensu...

Lyttah disse...

Os Grunges tão mais pra emos do que pra Grunges. bem nada ah ver.

Internético disse...

O grunge num ficou muito bom

Anônimo disse...

Se skinhead ñ é nazista eu ñ sei mais o q é nazista =P

Anônimo disse...

Então alguem avisa os skinhead daki q eles tão errado q num é pra matá preto, nordestino e gay ñ!!!! ¬¬

hellraiser disse...

White Power sempre raça branca mais valiosa que quanquer ouro ou pedra rara viva SP fora nordestinos viva aos arianos seus lixos podem tentar atacar minha pureza como sempre fazem mas eu sei oquê eu sou e acabou heil hitler

Carla /õ/ disse...

Bem, eu vou esclarecer umas coisas.

1º - Nem todo skinhead é nazista. A maioria é, mas o meu namorado, por exemplo, é skinhead mas não é nazi.

2º - Pobre Kurt Cobain. Não que goste dele, mas que raios de Grunge foi esse? Isso daí deve ser um From U.K.

Eu fiz parte de vários movimentos até encontrar um que se encaixou na minha personalidade (Harajuku Kei). Meu namorado tinha certo preconceito com as minhas bandas favoritas no começo, por eles andarem de vestido, salto alto, maquiagem e etc, mas hoje nem implica mais. Acho que um grande problema dos jovens de tribos urbanas hoje é o preconceito (tô eu aqui falando como se fosse adulta. xD).

Eu tenho um certo ódio de nazistas e pessoas preconceituosas (principalmente evangélicos), por não saberem respeitar os outros.

Mas enfim. Se alguém estiver interessado em saber sobre a Harajuku Kei, procure. É um movimento urbano que surgiu em Harajuku, Tóquio.

Bem, é isso. Tchau. õ/