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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Brasil, meu Brasil !



Um novo mundo é possível, um Brasil novo também é possível...

     A esperança, a utopia e os sonhos são essenciais para o ser humano porque o impulsionam na luta por sociedades mais justas e democráticas. Nem sempre o real se aproxima do ideal desejado. É necessário, porém, continuar acreditando que todas as realidades humanas podem ser melhoradas. Sempre podemos ir além e chegar mais longe.

     Somos projeto infinito. Vivemos o aqui, o presente, à espera do que virá, do que ainda não é, mas poderá ser. Somos seres da esperança. Temos consciência de que não desenvolvemos todas as nossas potencialidades. Vivemos o já realizado, sempre na espera do que ainda não realizamos, mas que poderá se realizar dentro da história e do tempo. Enquanto há vida, há esperança. A esperança é uma espécie de imperativo existencial.

Vivemos esperando...

     A esperança de um mundo melhor, de uma humanidade melhor e de relações melhores pode ser estendida a todas as dimensões da nossa vida. É claro que não é fácil manter a esperança frente à dureza do cotidiano. Impossível pensar uma vida verdadeiramente humana sem esperança. Como diz a música Dias melhores, do Jota Quest: “Vivemos esperando dias melhores, o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo”. A função da esperança é justamente a de não nos deixar acomodar e se conformar com a situação em que vivemos.
     Viver é ter consciência das nossas possibilidades. É claro que nunca chegaremos à perfeição, porque somos humanos e não deuses. A perfeição é privilégio dos deuses. Mas é certo que em muitos aspectos podemos, e talvez devemos, evoluir muito.
     Esta visão de um futuro aberto às possibilidades se aplica à política e à democracia. Todos estamos descontentes e frustrados com a política que temos hoje. Há uma mistura de cansaço e de indignação frente à realidade política nacional. Porém a política que temos é possível de ser transformada, melhorada. Não podemos aceitar o argumento de que os políticos são todos iguais. Este discurso é ideológico e tem por objetivo gerar a apatia, a indiferença, o distanciamento das pessoas frente à atividade política.
     Em todos os espaços há pessoas que seguem sua profissão com ética e honestidade. Você conhece alguém decente, honesto? Penso que todos nós conhecemos pessoas que não abrem mão dos seus valores, da honestidade e da ética. Que são verdadeiros exemplos de bondade e humanidade. É isto que nos faz ver que nem tudo está perdido. Nosso mundo tem solução, sim. Precisamos divulgar as boas ações, os bons exemplos e também educar as futuras gerações para os valores do bem, da justiça, do respeito à vida e da outra pessoa.
     Nosso maior desafio no atual momento é resgatar a confiança das pessoas em relação ao ser humano, às instituições e à política. O que ameaça a humanidade é o cansaço existencial; a vontade de desistir, largar tudo.

Pensar no futuro

     Convidamos todos para pensar um pouco sobre o nosso futuro e ver o que cada um de nós pode fazer para construir um outro projeto de mundo, de sociedade. Acreditamos que a situação atual de deterioração da ética e dos valores acaba gerando um desejo imenso de mudanças. Pensamos que a tendência da realidade é caminhar para uma situação oposta.
     Em meio a tanta violência, surge o desejo de paz. Diante de tantos apelos pelo consumo e pela cultura materialista, cresce a busca por valores espirituais, pela vida mais simples. Frente à intensa poluição sonora, desejamos o silêncio e a tranqüilidade. Como resposta ao ritmo louco da sociedade atual, há pessoas que estão desacelerando a velocidade e trabalhando menos.
     O mesmo movimento se dá na política. As pessoas estão cansadas da corrupção, da malandragem, da impunidade e querem atitudes éticas, pessoas honestas, comprometidas com o bem público. Pense nisto. Um mundo novo está surgindo e com ele novos valores, novas atitudes. Nem tudo está perdido. Como diz Fernando Pessoa: “nós vemos o que somos”. Sou otimista, esperançoso e por isso acredito na capacidade humana de construir relações mais humanizadas.
     “Quando os nazistas vieram caçar os comunistas, eu fiquei calado; eu não era comunista. Quando prenderam os social-democratas, permaneci em silêncio; eu não era social-democrata. Quando vieram em busca dos sindicalistas eu não disse nada; eu não era sindicalista. Quando vieram buscar os judeus, não pronunciei palavra; eu não era judeu. Quando vieram à minha procura, não restava ninguém para dizer nada.” (Pastor Martin Niemöller)


Sérgio Trombetta
professor de Antropologia e Filosofia da Educação na Unisinos, São Leopoldo, e na Faccat, Taquara, RS.

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