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sábado, 8 de agosto de 2009

Como assumir que sou homosexual, sendo pai?

Foto meramente ilustrativa


Como assumir?


Se para os
homossexuais assumir sua sexualidade muitas vezes já requer um certo grau de sofrimento e dificuldade de aceitação, externa e interna, para os homossexuais que têm filhos essa situação pode ser ainda mais delicada. O diagnóstico é do psicólogo Klécius Borges, especialista em terapia afirmativa para gays e lésbicas, que escreveu sobre os delicados conflitos que podem decorrer da verdade sobre a orientação do desejo dos pais.


DIFICULDADES

Amor e respeito

Normalmente, o principal medo enfrentado por pais e mães
homossexuais é o de perder o amor e o respeito dos filhos. E de ser responsável pelo sofrimento que a informação irá infringir-lhes.


Mitos

Além desse medo, o homossexual precisa lidar com o preconceito de forma geral, e também, com alguns mitos a respeito da homossexualidade. Ainda são muito fortes as crenças de que homossexuais não podem ser bons pais e mães, que poderão influenciar a identidade sexual de seus filhos e que, no caso dos pais, são propensos à pedofilia. Há também as questões relativas à relação com os ex-cônjuges e, principalmente para as mães, os aspectos ligados aos direitos de guarda.




CONSELHOS


Educar para a diversidade

Para os pais o mais importante é que planejem da melhor maneira possível, quando e como contar. É importante que se sintam preparados intelectual e emocionalmente para as dificuldades que podem surgir. O ideal é que os filhos saibam o quanto antes. Crianças pequenas podem ser expostas à situações de um jeito natural e ter suas questões respondidas de forma sincera e aberta, de acordo com o grau de compreensão da sua idade. Um outro cuidado essencial é transmitir valores e fornecer modelos de aceitação da diversidade humana (racial, religiosa, ideológica, etc).


Preparar-se para as reações

Ao contar, é importante que os pais não o façam em tom de confissão e que estejam dispostos e preparados para responder às questões, e a lidar com as reações emocionais decorrentes. Não se deve esquecer, que o fato, do filho ou da filha, não aceitariam a novidade de imediato, não significa que não irão aceitá-la no futuro. Os pais e mães devem reafirmar que nada mudará na sua relação com os filhos, explicar porque estão contando (por amor e confiança), e se mostrar abertos à negociação sobre quem mais pode ou deve saber (isso para evitar situações de stress desnecessários) para os filhos ou de embaraço social). E, por fim, se for necessário, oferecer algum tipo de ajuda profissional para que os filhos possam aprender a lidar melhor com a situação.


Confiança nos filhos

Para os filhos, o mais importante é tentar compreender que o fato do pai ou da mãe serem homossexuaisnão muda em absolutamente nada o amor que eles sentem por seus filhos. Contar é, sobretudo, uma forma de demonstração de amor e de confiança neles. Devem também se sentir à vontade para perguntar o que quiser e a pedir ajuda profissional para que possam aprender a lidar melhor com os conflitos decorrentes da nova situação.

Respeito à individualidade

Há famílias que conseguem lidar melhor com a questão. Geralmente são famílias criadas com valores morais e éticos mais liberais, onde a individualidade é melhor respeitada. Costumam também cultivar o diálogo entre seus membros e estimular a expressão sincera de sentimentos. Essas famílias, embora sofram com a situação, tendem a lidar melhor com os conflitos e, a médio e longo prazo, resolvê-lo de forma satisfatória.

3 comentários:

Anônimo disse...

Tá, mas por quê tem um punk na foto?
por acaso punks são gays? --'

Anônimo disse...

Para de ser burro ¬¬
Nunca ouviu falar q quando se é criança vc ker ser como seu pai? [no caso dos meninos logico =P]
Então se o pai ta usando um moicano o filho tbm ker ter um pra ficar igual o pai, mas isso ñ ker dizer q se o pai for gay o filho vai ser tbm! É o q o texto ta dizendo ou vc ñ leu?
Concordo em achar q ñ tem nada a ver a influencia em ser gay passada de pai pra filho ¬¬ o pai é um ser humano o filho é otro totalmente diferente independente de ter o mesmo sangue e blá blá...

Xênia da Matta disse...

Eu tenho uma filha punk, super na dela e acho muito legal o fato dela não ter medo das críticas. Vou até escrever algo sobre isso e colocar no blog e vc terá a oportunidade de conhecê-la.
A foto é meramente ilustrativa, e o preconceito é seu. Eu só coloquei a imagem de um pai e um filho. Se eu tivesse colocado um executivo de terno e seu filho também de terno, você teria perguntado se os executivos são gays?
Bjux e sucesso!