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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Gagueira não tem graça tem tratamento








Embora não haja consenso sobre a sua definição, a gagueira do desenvolvimento pode ser é entendida como um distúrbio na fluência e na temporalização da fala e se caracteriza por interrupções atípicas no fluxo da fala, que ocorre de modo involuntário.

Trata-se de um distúrbio universal, referido em todas as partes do planeta independentemente da raça, cultura, credo, situação sócio-econômica. A gagueira incide temporariamente em 4% da população e prevalece em 1% da população mundial, numa proporção de 04 pessoas do sexo masculino para 01 do sexo feminino.

Na maioria dos casos ela surge entre 02 e 04 anos de idade, e seu desenvolvimento é gradativo, mas em um terço das crianças ela tem seu início abrupto. Tende a ocorrer em famílias onde há membros que gaguejam ou que gaguejaram numa proporção de 3 vezes mais do que em crianças sem histórico familiar.

Estudos específicos apontam para evidências de transmissão genética. Porém, o fator genético não pode ser considerado como única causa. Atualmente a gagueira é entendida com um distúrbio multicausal, onde observamos um conjunto de fatores que concorrem para o seu aparecimento e desenvolvimento, tais como: os aspectos motores da fala, emocionais, afetivos, cognitivos e lingüísticos, entre outros.

Muitas das crianças que gaguejam poderão ter uma remissão total desse quadro, porém ainda não temos como prever quais as crianças que se encontram nesse grupo. Dessa forma é fundamental que se faça precocemente um trabalho específico. Melhores resultados serão obtidos quanto mais rápida for a intervenção terapêutica fonoaudiológica especializada. Pesquisas demonstram que o tempo médio de espera desde o surgimento dos sintomas primários (repetições, bloqueios, prolongamentos etc.) deve ser de 06 meses, e que não deve ultrapassar 01 ano após do seu surgimento.

O profissional a ser procurado para uma avaliação e diagnóstico diferencial é o fonoaudiólogo especializado no atendimento dos distúrbios da fluência.
Convém salientar que trabalhos importantes têm sido realizados em adolescentes, obtendo a remissão total da gagueira. Observamos ainda que também com adultos que já apresentam a gagueira instalada, muito se pode melhorar a sua fala e as suas relações de comunicação como um todo, minimizando significativamente o distúrbio e o sofrimento presente em relação a sua dificuldade. O trabalho fonoaudiológico com o adulto que gagueja é altamente gratificante pelos excelentes resultados positivos alcançados.

Além da Gagueira do Desenvolvimento a fonoaudiologia ainda reconhece outros quadros considerados com Distúrbios da fluência. São eles: a taquilalia, a taquifemia, a gagueira neurogênica e a gagueira psicogênica. Um fonoaudiólogo especializado no tema tem competência para avaliar, fazer o diagnóstico diferencial e traçar um planejamento adequado e desenvolver um processo terapêutico adequado.

4 comentários:

EAD/JOYCE disse...

Concordo, muito chato esse negócio de gozação.

(MERCURIO)Deusana disse...

Tem que ter respeito ao proximo, pois se ele tem problema podera a gravar a situação da pessoa.

Muito interessante seu post porque mostra uma realidade que acontence no Brasil.

Deusa

Gilberto disse...

Realmente voce tem razao, muita coisa que passa na TV atualmente nos deixa pasmos ao conviver com essa tal sociedade neo-liberal.

Gilberto
http://culturanobre.blogspot.com

Xênia da Matta disse...

Obrigada por comentarem aqui, pessoal.
Gagueira é coisa séria e não brincadeira de TV.
Bjux e sucesso!