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sábado, 15 de agosto de 2009

Levei mais de 20 tapas no rosto', diz professora agredida por mãe de aluna


Caso ocorreu no maior colégio estadual de Santa Catarina. Professores não deram aula na sexta como forma de repúdio.

A professora da maior escola pública de Santa Catarina que foi agredida pela mãe de uma aluna conta que recebeu mais de 20 tapas no rosto e, depois, caída, levou ainda pontapés.

Como forma de repúdio à agressão, os professores do Instituto Estadual de Educação (IEE), em Florianópolis, onde estudam cinco mil alunos, decidiram não dar aula na sexta-feira (14).

O caso aconteceu no começo da tarde de quinta-feira. A professora disse que, ao se aproximar da agressora, que queria falar com ela, em vez de cumprimento, ela recebeu tapas no rosto e pontapés. A cena aconteceu na frente de alunos.

A agressão ocorreu antes de as aulas do turno da tarde começarem. A professora, que há 12 anos trabalha na Escola de Aplicação do IEE e pediu para não ser identificada, estava na sala de professores quando foi chamada por um colega para atender a mãe da aluna.

"Eu fui colocar a mão no ombro dela, e ela pegou a minha mão, não deixou eu falar e começou a me bater. Acho que levei mais de 20 tapas no rosto. Caí no chão e ela ficou me chutando", relembra a professora, que é contadora de histórias e há dois anos trabalha com 36 turmas de ensino infantil.

Em quase duas décadas de profissão, nunca havia passado por situação semelhante. "O que mais me entristeceu é que tudo aconteceu na frente das duas filhas dela e de outras crianças. Fiquei mais machucada por causa disso."

Sorteio de chiclete e de tatuagem

Segundo a coordenadora da Escola de Aplicação, Ângela Zavarize, foi preciso a intervenção de outros professores para separar a mãe da professora. De acordo com ela, o rosto da contadora de histórias estava com bastante sangue. Um boletim de ocorrência foi registrado na 1ª Delegacia da Capital.

A professora atacada acredita que a agressão teve origem em uma aula sua na qual sorteou um chiclete e uma tatuagem entre os estudantes e que a menina, filha da mulher que a agrediu, sentiu-se contrariada por não ter sido sorteada:

"Ela ficou bastante nervosa, chutou a carteira e eu peguei a agenda dela para fazer uma anotação. Ela pediu para eu devolver a agenda."

A professora disse que, quando isso aconteceu, a aula já estava acabando e outros alunos da turma começaram a se aproximar das duas.

"Eu tentei afastar todo mundo e a menina foi para o fundo da sala. Ela tinha dois arranhões no pescoço. Eu tentei descobrir quem fez aquilo, porque podia ter sido eu ou qualquer outro aluno", lembrou.

A diretora-geral do IEE, Gilda Mara Marcondes Penha, disse que em momento algum a mãe da criança procurou a escola para conversar ou registrar qualquer tipo de queixa em relação à professora. A escola não divulgou o nome da mãe para preservar a identidade da aluna.

(* Com informações do Diário Catarinense)



Meu ponto de vista


Como podemos cobrar o respeito de nossos alunos, se os pais não nos respeitam? Como admitir que uma mãe, entre no ambiente escolar e agrida uma professora? Onde está o sense de civilidade? Se a professora cometeu algum erro em relação a criança existem muitas formas de fazer justiça, mas, usar de justiça própria, fazer justiça com as próprias mãoes? E pior ainda nesse caso que foi uma injustiça com as próprias mãos.


Que país é esse, onde professores são agredidos por pais e alunos?

Que país é esse onde um professor ganha menos que um auxiliar de escritório e ainda tem que aturar toda sorte de humilhação?


BASTA! CHEGA! Isso é um grande absurdo!


O que temos visto com frequência é a falta de respeito de alunos com os professores, e até agressões físicas. Esse problema começa nas famílias, onde deixou de existir uma hierarquia. O respeito deixou de existir dentro da própria família. Os filhos não respeitam os pais, os pais não respeitam os filhos ou ainda se submetem a eles e o resultado é esse caos social que estamos vivenciando..

Alguém que chega agredindo um professor na escola precisa de acompanhamento psiquiátrico. Com certeza, essa pessoa tem problemas em outros âmbitos.


O que não podemos é assistir a tudo isso calados. O estado deve adotar ações, como acompanhamento psicológico e segurança nas escolas, para evitar esse tipo de problema.



5 comentários:

Lúcia do Carmo disse...

Covardia, imagina se esta mãe ficasse com mais de 40 crianças sozinha? Sou contra agressões e principalmente em educadores, porque eles que na verdade educam nossos filhos, agente só ajuda na educação. Uma pessoa assim nem sabe o que é educação, deveria ser presa sem essa de fazer tratamento para fugir de ir para cadeia. abraços

Dani disse...

Olha sempre que leio essas nóticas de agressões contra professores, eu fico indignada, chocada, perplexa de ver como as pessoas não tem mais respeito com professores.
Você falou tudo, falta estrutura familiar.
Meu irmão era professor e se desgostou da função em razão desses tipos de coisa.Tenho uma amiga que se formou o ano passado e não quer dar mais aula.
Acredito que medidas mais drásticas deveriam ser tomadas pelo Governo, pois daqui a algum tempo a situação ficará insustentável e os alunos mandarão na escola!

Al.way disse...

É triste ver o ponto em que chegou a educação no nosso país. Dá vergonha. Quando será que teremos homens de verdade para consertar isso?

O bEM viVER disse...

Xênia, hj de manhã vi essa matéria no site. Até comecei postá-lo, mas sabe...ver o rosto da profa, ler que em Sta Catarina acontecem várias agressõe a profs, só que não de tamanhas proporções...Olha, SE JÁ ACONTECEU antes, nem que seja mais leve, sei lá,...será que ninguém foi punido? Quem agrediu? Me dá repulsa mesmo. A que ponto estamos chegando, Xênia?

Olha, vou...é demais. Mas espero que a pessoa seja responsabilizada pelos seus atos. Espero mesmo.
Abraço.

Sissym disse...

Eu fiquei pensando se a mãe da garota tambem não pratica violencia contra a filha. A mãe deve ter algum problema muito sério. Não sei como deixaram a professora apanhar tanto. Os alunos poderiam ter ajudado a parar. Ela apanhou demais e poderia ter sofrido piores ferimentos.

Lastimável...