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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O poder na escola



     O professor exerce, fatalmente, um poder muito grande na escola. Eu digo fatalmente porque é o papel dele. Na escola, há uma relação assimétrica: o professor tem mais experiência, estudou mais, então ele tem essa função muito importante na sociedade que é a de ensinar aquilo que pôde estudar, de orientar e dizer para os alunos qual a importância dos vários tipos de conhecimento. Pensando esse professor em um grupo, ele também tem a chance de exercer a autoridade. Mas pode transpor esse nível e exercer de forma autoritária a sua autoridade. Então o aluno pergunta e ele humilha o aluno, não o ouve.



Quem não consegue atingir e conquistar seus alunos está tendo algum problema em suas relações interpessoais. O bom professor sabe como conduzir uma turma com serenidade e paz.

     Nós poderíamos pensar que a escola ou uma sala de aula é também uma democracia. E como encaminhar a sala de aula com conflitos e não-conflitos? O professor precisa saber disso. Ele não pode dizer que aprendeu ciência e vai ensinar ciência. Ele tem que conhecer a área dele, mas, lidando com o outro, vai ter que saber lidar com conflitos.

     Então eu ouço muito meus alunos falarem: “Ah, o professor não respondeu”. Começa já quando o professor não cumprimenta os alunos quando chega à sala de aula, não responde às perguntas, ou o faz de uma maneira que humilha. Nesses casos, o professor está exercendo uma autoridade autoritária. As pessoas não vão reconhecer nesse professor o papel que lhe cabe, que seria de ensinar. Ensinar, inclusive, a como se relacionar com as pessoas.

     E os alunos, infelizmente, tiram o modelo de relação com os professores e os outros adultos. Então, quando temos uma relação muito assimétrica em relação à autoridade, vamos ter o mesmo entre os alunos daquela escola: um quer saber mais que todos, o que pergunta ouve piadinhas e é humilhado... Geralmente, os que são humilhados são pessoas que não gostam muito de reagir ao poder, são mais quietas ou não têm força no grupo. Ou seja, nessas relações sobressaem as pessoas mais fortes: ou são pessoas intelectualmente mais vigorosas, ou fisicamente mais avantajadas.

3 comentários:

erickfigueiredo disse...

É uma responsabilidade muito grande mas também muito compensadora.

Tom Book disse...

Parabéns, Professora.
É de professores assim que precisamos neste nosso país. Neste país onde a educação anda tão capenga.

Guilherme Freitas disse...

Há pouco tempo dentro da educação, percebo o quanto é recompensador oferecer diálogo e estar pronto para também receber as ideias dos alunos, tudo fica mais fácil quando facilitamos esse encontro!!

Gostei do texto, colega professora... Se puder, passe no meu blog! Abraços