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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Para reduzir o uso de sacolas plásticas - Projeto educacional -

O projeto “Sacando o Futuro” está sendo realizado na Escola de Ensino Fundamental Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Pedro Osório, RS. Iniciou em setembro de 2007 sob a coordenação da professora Carla, envolvendo toda a escola, para conscientizar a população e o comércio da cidade sobre a importância de reduzir o uso de sacolas plásticas.

A idéia do projeto surgiu quando se observou a grande preocupação dos alunos com a preservação do meio ambiente e os impressionantes relatos da quantidade de sacolas plásticas que chegam a suas casas. Foram envolvidas diretamente as disciplinas de Ciências, Matemática, Língua Portuguesa, Geografia e Artes.

Passos do desenvolvimento

O primeiro passo foi a constatação da realidade. Os alunos visitaram o aterro sanitário, onde é depositado o lixo da cidade; entrevistaram o secretário de obras do município, responsável pelo destino do lixo; visitaram e conversaram com os responsáveis dos 52 estabelecimentos comerciais da cidade.

Desta apuração perceberam que o comércio local distribui mensalmente cerca de 165 mil sacolas plásticas. Pedro Osório é um município pequeno, com oito mil habitantes. Dessas sacolas, 90% vão para o aterro sanitário, onde supostamente ficam durante 400 anos para se decompor.

Mas o que mais preocupa os estudantes são esses 10% restantes, que se espalham em muitos lugares, com prejuízos ainda maiores para a natureza. Uma tarefa do projeto foi a verificação dos locais onde se encontram sacolas plásticas. Esta realidade foi apresentada através de fotografias. Descobriu-se, durante o trabalho, que algumas pessoas utilizam sacolas plásticas para confecção de trabalhos manuais, como tapetes, bolsas, obras de arte etc.

O passo seguinte foi estudar possibilidades de redução do uso de sacolas plásticas, em favor da preservação do meio ambiente.

Sacolas ecológicas

Além da conscientização de reduzir o uso das sacolas plásticas, o projeto organizou um estudo sobre alternativas ao plástico. Chegaram à conclusão que em muitos casos é possível usar embalagens de papel ou de pano. Depois das pesquisas, a convicção foi de que uma boa possibilidade de substituir sacolas plásticas seriam as sacolas oxibiodegradáveis.

Oxibiodegradável é o processo de degradação do plástico, utilizando aditivos para acelerar este processo, contando com auxílio do oxigênio, da temperatura e de processos mecânicos, como vento, chuva etc. Não precisa de um ambiente biologicamente ativo. Mesmo estando em cima de uma árvore, este plástico irá se degradar.

O plástico biodegradável tem que estar em ambiente biologicamente ativo para se degradar. Este ambiente pode ser uma compostagem, por exemplo. Caso este saco plástico biodegradável esteja em cima de uma árvore, vai demorar o mesmo tempo que o plástico convencional para se degradar. O plástico oxibiodegradável agride menos o meio ambiente, pois diminui o tempo de degradação para no máximo 18 meses.

Ao longo dos anos vem se acompanhando uma elevação desenfreada na demanda de utilização de embalagens plásticas de uso único, causando uma mudança nos hábitos de consumo em função de seu baixo custo. Há poucas décadas cada consumidor levava sua sacola de pano para as compras.

Os plásticos tradicionais são materiais particularmente versáteis e resistentes. Na verdade, sua robustez é uma das causas de seu imenso sucesso, em inúmeras aplicações, em nossa vida cotidiana.

Este produto pode ser um aliado ainda maior ao ganhar em seu processo de manufatura normal, os aditivos existentes que são utilizados, cuja atuação fragiliza as ligações entre os átomos e moléculas, tornando o produto sensível à luz solar, umidade, temperatura, estresse do filme, além de torná-lo digerível por microorganismos. Iniciando assim, o processo de degradação natural, encurtando consideravelmente seu ciclo de vida.

A continuidade do projeto, consiste em pôr em prática as sugestões da redução do uso das sacolas plásticas aos comerciantes, buscando parcerias junto à prefeitura ou entidades que estejam dispostas a colaborar.

“Acompanhei, em termos, o trabalho deste projeto. Ele provocou muitos diálogos e debates em casa. Não tinha idéia da maravilha que a pesquisa e o projeto proporcionaram ou podem proporcionar ao nosso município”, escreveu Lígia, mãe de uma das alunas envolvidas no projeto.

Carla Margot de Castro Oliveira,
professora de Língua Portuguesa e Inglês, Pedro Osório, RS.

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