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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

‘Incentivei sim’, diz mãe de aluna envolvida em briga em porta de escola

Estamos diante de um caso que merece atenção de todos nós educadores e pais. De um lado uma jovem que com 15 anos briga com uma colega da mesma idade por causa de um "namorado" de 23 anos. De outro lado, a mãe de uma delas, que também é monitora escolar, responsável pela segurança dos alunos no transporte escolar ao presenciar a briga incentiva a filha a bater na outra adolescente.

Soma se a isso a falta de "noção" do Conselho Tutelar local que denuncia a mãe ao ministério público e que coloca em risco o pátrio poder dessa família sobre a jovem em questão. essa jovem poderá ser "encaminhada" para uma instituição.

Olha quanta insensatez e incoerência na mesma situação...


Claro que não concordo com a atitude dessa mãe, nem das duas jovens. Mas, também não concordo que o caso seja para tanto. Essa mãe precisa sim ser punida, ser convidada a participar de trabalhos comunitários, receber orientações psicológicas, mas, daí, acreditarem que uma solução é a retirada de uma adolescente da casa dos pais por uma briga de rua, sem grandes consequências, vai uma longa distancia.

Está havendo uma grande inversão de valores na nossa sociedade, pune rigorosamente pequenos delitos, ao invés de orientar, educar e corrigi - los a contento. E, em contrapartida fazem vista grossa para o tráfico, para as crianças jogadas nas instituições e nas ruias a mercê da própria sorte.
Isso para mim tem nome, chama se HIPOCRISIA.



Leia a reportagem  Do G1, com informações do Bom Dia São Paulo



A mãe que incentivou a filha a brigar na saída da escola em Araçariguama, a 53 km de São Paulo, admitiu ter incentivado a filha a bater na outra aluna. Ela disse estar arrependida, mas contou que não pensa ter agido tão errado. 

“Incentivei sim, e eu acho que eu estava errada nessa parte. Mas eu acho que qualquer mãe, qualquer pai, que visse a filha no chão, por baixo, ia agitar sim para sair de baixo. O que eu falava, falava mesmo. ‘Bate também, dá pesada’, porque se apanhar aqui vai apanhar em casa. Eu não criei filha para apanhar na rua”, disse a monitora escolar Meire Aparecida Fernandes. 

Meire é funcionária da prefeitura da cidade, e trabalha como monitora nos ônibus que transportam os alunos. As imagens da briga, ocorrida fora do estabelecimento de ensino, foram gravadas por um aluno com um celular. 

Nas cenas, ela encoraja a filha a bater em uma colega e não permite que pessoas interrompam. “Não entra ninguém. Não vai entrar ninguém. É minha filha. Ela vai resolver”, diz a mulher. 



A mãe da outra aluna não concorda com a atitude. “Você é mãe como eu sou. Pegasse a sua filha, colocasse dentro do carro e levasse embora. Passasse na minha casa. ‘Olha, elas estavam brigando. Eu trouxe a minha filha, dá um jeito na sua’. Porque eu teria feito isso”, contou a aposentada Sueli Silvestrin dos Reis.
Investigação
O Conselho Tutelar quer que o Ministério Público investigue o caso. “Nós esperamos que o adolescente aprenda a ter limites, a amar o seu próximo, a ter um bom comportamento, a estudar. De forma nenhuma aprenda a bater. Como será a educação dessa adolescente, que ela está tendo na casa dela?”, disse o conselheiro tutelar Marcos Silva. 

Segundo ele, a atitude da mãe contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "O poder pátrio dá direito a educar, a pôr a salvo, a separar de más condutas, a tirar de situações de risco. Esse direito, quando infringido, é questionado." 

O conselheiro disse que a briga foi motivada por ciúmes. As duas garotas de 15 anos disputavam um rapaz de 23 anos. Silva diz que a menina que foi agredida estava saindo com o jovem, que havia terminado com a outra. Marcos da Silva diz que ainda é preciso colher algumas informações sobre o caso. Mas a mãe pode mesmo perder a guarda e a menina ser encaminhada a um abrigo. 

4 comentários:

Tereara disse...

Como as pessoas têm valores diferentes né não? se minha filha tivesse brigando na rua, eu tirava ela pelos cabelos (não gosto de violência, é apenas força de expressão)e levava pra casa, brigar é coisa pra bicho, não pra gente.
abração

Xênia da Matta disse...

Nossa é verdade. Não consigo nem imaginar uma cenas dessas com minha filha.
Bjux e sucesso!

Dani disse...

Um absurdo.
Hoje em dia que valores os ais pensam em passar pros filhos?
Estamos retroagindo, voltando a era primitiva.
Lamentável
Belo post
Abraços

silvana maria disse...

Um verdadeiro absurdo uma mãe incentivar a violencia, quando deveria ensinar o diálogo, o amor ao proximo, mesmo que este proximo esteja contra voce mesmo. Imagina se todos os pais deste mundo , resolverem incentivar a violencias entre os jovens? Como seria este mundo ? Esta mãe merece distancia de sua filha.