Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quebrando o silêncio






Estamos vivendo uma época de grandes mudanças sociais, de grande fluxo de informações, de estabilidade econômica, de melhoria da condição de vida de modo geral, de desenvolvimento, e de muitas realizações.
Mas, infelizmente, junto a tudo isso, ainda assistimos atônitos a violência contra as mulheres, as crianças e idosos do Brasil e também do mundo.
Nos últimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana (violências praticadas nas ruas, como assaltos, sequestros, extermínios, etc.); violência doméstica (praticadas no próprio lar); violência familiar e violência contra a mulher, que, em geral, é praticada pelo marido, namorado, ex-companheiro, etc...
A questão que precisamos descobrir é porque esses índices aumentaram tanto nos últimos anos. Onde estaria a raiz do problema?... 
Vários questionamentos poderiam e deveriam ser feitos por todos nós: Por que permitimos que ainda aconteça a violência? Estamos contribuindo de alguma maneira para amenizar esses acontecimentos?
Qual a postura do cidadão comum como eu e você diante de uma cena de violência? Na maioria das vezes preferimos não tomar parte, não denunciar por que afinal não temos nada a ver com isso não é mesmo?


E justamente essas nossas atitudes covardes e que nos torna coniventes com a violência. Se você assiste calado e inerte você está sendo cúmplice desse mal que assola nossa sociedade.


Qual seria então o posicionamento correto?


Talvez por medo de repressão ou perseguição por parte do agressor preferimos ignorar os abusos que sabemos ou vemos acontecer. Ligue anonimamente para a polícia, para os conselhos tutelares ou procurem o ministério público de sua cidade, o promotor de justiça. Sua identidade será preservada e você poderá evitar novos acontecimentos hediondos e cruéis.


Eu, não consigo ficar calada diante de uma injustiça, quando vejo já tomei a atitude necessária, muitas vezes ou na maioria delas nem sigo a atitude mais sensata, sigo apenas meu coração que grita: COVARDIA, NÃO ACEITE, LUTE, DENUNCIE, AJUDE!


Um dos maiores males do nosso tempo tem sido a omissão, a covardia diante dos fatos sociais e até mesmo políticos. Basta!



Em todo o Mundo as principais causas da violência são: o desrespeito -- a prepotência -- crises de raiva causadas por fracassos e frustrações -- crises mentais (loucura conseqüente de anomalias patológicas que, em geral, são casos raros).


Exceto nos casos de loucura, a violência pode ser interpretada como uma tentativa de corrigir o que o diálogo não foi capaz de resolver. A violência funciona como um último recurso que tenta restabelecer o que é justo segundo a ótica do agressor. Em geral, a violência não tem um  caráter meramente destrutivo. Na realidade, tem uma motivação corretiva que tenta consertar o que o diálogo não foi capaz de solucionar. Portanto, sempre que houver violência é porque, alguma coisa, já estava anteriormente errada. É essa “coisa errada” a real causa que precisa ser corrigida para diminuirmos, de fato, os diversos tipos de violências.


No Brasil, a principal “ação errada”, que antecede a violência é o desrespeito. O desrespeito é conseqüente das injustiças e afrontamentos, sejam sociais, sejam econômicos, sejam de relacionamentos conjugais, etc. A irreverência e o excesso de liberdades (libertinagens, estimuladas principalmente pela TV), também produzem desrespeito. E, o desrespeito, produz desejos de vingança que se transformam em violências. E ainda, a certeza da impunidade.



as grandes metrópoles, onde as injustiças e os afrontamentos são muito comuns, os desejos de vingança se materializam sob a forma de roubos e assaltos ou sob a forma de agressões e homicídios. Já a irreverência e a libertinagem estimulam o comportamento indevido (comportamento vulgar), o que também caracteriza desrespeito e produz fortes violências.
Observe que quando um cidadão agride o outro, ou mata o outro, normalmente o faz em função de alguma situação que considerou desrespeitosa, mesmo que a questão inicial tenha sido banal como um simples pisão no pé ou uma dívida de centavos. Em geral, a raiva que enlouquece a ponto de gerar a violência é conseqüência do nível de desrespeito envolvido na respectiva questão. Portanto, até mesmo um palavrão pode se transformar em desrespeito e produzir violência. Logo, a exploração, o calote, a prepotência, a traição, a infidelidade, a mentira etc., são atitudes de desrespeito e se não forem muito bem explicadas, e justificadas (com pedidos de desculpas e de arrependimento), certa mente que ao seu tempo resultarão em violências. É de desrespeito em desrespeito que as pessoas acumulam tensões nervosas que, mais tarde, explodem sob a forma de violência.


Sabendo-se que o desrespeito é o principal causador de violência, podemos então combater a violência diminuindo os diferentes tipos de desrespeito: seja o desrespeito econômico, o desrespeito social, o desrespeito conjugal, o desrespeito familiar e o desrespeito entre as pessoas (a “má educação”). Em termos pessoais, a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito diante de toda e qualquer situação. Em termos governamentais, as autoridades precisam estimular relacionamentos mais justos, menos vulgares e mais reverentes na nossa sociedade. 


O governo precisa diminuir as explorações econômicas (as grandes diferenças de renda) e podar o excesso de “liberdades” principalmente na TV e no sistema educativo do país. A vulgaridade, praticada nos últimos anos vem destruindo valores morais e tornando as pessoas irresponsáveis, imprudentes, desrespeitadoras e inconseqüentes. 


Por isso, precisamos, também, restabelecer a punição infanto-juvenil tanto em casa quanto na escola. Boa educação se faz com corretos deveres e não com direitos insensatos. 


Precisamos educar nossos adolescentes com mais realismo e seriedade para mantê-los longe de problemas, fracassos, marginalidade e violência. Se diminuirmos os ilusórios direitos (causadores de rebeldias, prepotências e desrespeitos) e reforçarmos os deveres, o país não precisará colocar armas de guerra nas mãos da polícia para matar nossos jovens cidadãos (como tem acontecido tão freqüentemente).



















Um comentário:

WANDER.CHEF disse...

COMCORDO COM VOCE QUANTO AO EXCESSO DE VULGARIDADE, É UMA PENA SABER QUE O CORPO,PRINCIPALMENTE O FEMININO, TEM SIDO USADO E ABUSADO EM DIVERSOS TIPOS DE MÍDIA.
TALVEZ A IDÉIA DE LIBERDADE TENHA CHEGADO AO EXTREMO DA VULGARIDADE, MAS PARA ISSO HÁ SOLUÇÃO ,TALVEZ NÃO ATRAVÉS DA LEI, MAS ATRAVÉZ DO BOM SENSO DAS PESSOA QUE TRANSFORMAM CORPOS EM EMRCADORIA ,GÍRIAS EM DIALETO E DESRRESPEITO ,EM ATITUDE DE PROTEÇÃO.
QUANTO AS MÍDIA, INFELIZMENTE NÃO HÁ O QUE FAZER... AFINAL COM A EXPLOSÃO DA INTERNET , OS LARES JÁ TAMBÉM JÁ SE TORNARAM TERRA DE NINGUÉM.