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domingo, 20 de setembro de 2009

Revoluções em família - Como os jovens estão contribuindo para mudar a cultura dentro de casa


RECICLAGEM JÁ
Michelly, de 18 anos, é militante ecológica e convenceu 

os pais a fazer a coleta seletiva de lixo. 
Sua mãe estranhou, mas hoje aprova




Em décadas passadas, a relação entre pais e filhos era uma via de mão única. O papel de transmitir conhecimento cabia aos adultos – o jovem que ousasse revolucionar o ambiente doméstico com suas idéias corria o risco de sentir na pele a ira dos mais velhos. 


Só em algum ponto dos anos 70, graças à liberalização educacional, os filhos começaram a ter voz ativa nas decisões da casa. Hoje, pode-se dizer que os jovens assumiram, em muitos casos, um papel que vai além disso. 


Mais bem informados que os adolescentes de qualquer geração anterior, eles se tornaram agentes de mudanças comportamentais positivas para a família e para a sociedade.


 São os grandes introdutores – ou, no mínimo, incentivadores – de práticas politicamente corretas dentro dos lares, como a reciclagem de lixo e as dietas saudáveis. Ou até mais que isso: algumas vezes, eles contribuem para a formação cultural dos familiares.



LER É O MELHOR REMÉDIO
Karen, de 14 anos, é moradora da periferia de Belém. 

Leitora de clássicos literários, ela despertou na família o gosto pelos livros




Em certos casos, os jovens convencem os pais da importância das causas nas quais estão engajados. Militante da ONG SOS Mata Atlântica, a estudante paulistana Michelly Rodrigues do Prado, de 18 anos, promoveu uma cruzada para instituir a coleta seletiva de lixo em sua casa. O pai, que é segurança, e a mãe, funcionária de uma escola pública, acabaram cedendo aos argumentos pró-ecologia da filha.


 "Minha mãe deu trabalho, mas no fim aceitou a novidade", diz Michelly. Como é próprio dessa fase de idealismo, há jovens que radicalizam. O universitário paulistano Rodrigo Damazio, de 21 anos, uniu o conhecimento de tecnologia a suas preocupações políticas do tipo "antiimperialistas" para mudar o comportamento dos pais.


 Aluno de engenharia de sistemas eletrônicos, ele não descansou até fazê-los trocar o sistema operacional de seus computadores: em vez de usar o Windows, da Microsoft, eles agora têm o Linux, um software gratuito. "Bill Gates ganha muito dinheiro com o Windows e faz de tudo para que continue assim. Já era hora de mudar", diz Damazio. No começo, houve resistência de seu padrasto, o representante comercial Reginaldo Vitullo. 
"Chiei muito, mas com o tempo me acostumei. Afinal, sou um neófito em informática e o Rodrigo sempre foi o especialista da família nessa matéria", resigna-se. 



INFORMÁTICA ENGAJADA
Rodrigo, de 21 anos, luta pelo uso de programas de computador gratuitos. 

Fez seu padrasto trocar o sistema pago Windows pelo Linux


Em camadas sociais mais pobres, não é raro que um adolescente seja o primeiro a ter uma educação mais rica. Alguns conseguem levar o que aprenderam para dentro de casa. Tome-se o exemplo da paraense Karen Karla Ferreira de Souza, de 14 anos. Estudante da 8ª série, ela provocou uma pequena revolução em sua família: foi responsável pela iniciação da mãe e da irmã caçula nos prazeres da literatura. 


Karen apaixonou-se pela leitura de histórias de aventura e clássicos literários há dois anos e hoje é freqüentadora assídua da biblioteca de sua escola – não passa uma semana sem se debruçar sobre um livro. De tanto comentar os enredos que lia, despertou o interesse da mãe, Eliana Ferreira de Souza, desempregada que cuida da casa e das duas filhas, enquanto o marido trabalha como garçom num restaurante de Belém. 


"Foi Karen quem me apresentou o primeiro romance que li na vida", diz ela. Trata-se de uma versão de Os Miseráveis, do francês Victor Hugo, adaptada para crianças. "Muitas vezes eu me atraso para devolver os livros na biblioteca porque agora minha mãe quer ler também", conta Karen. 


Ultimamente, a estudante retira três exemplares por empréstimo: um para ela, um para a mãe e outro para a irmã Karoline, de 10 anos, que também entrou na onda.


fonte: http://veja.abril.com.br/especiais/jovens_2004/p_062.html

Um comentário:

Anônimo disse...

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