Mensagem do dia

Estude! Saber é o maior diferencial que existe!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Por que se depreciar?


Debora, minha sobrinha

A cada dia que passa, mais me convenço de que o autoconhecimento é fundamental a todos os seres humanos, principalmente no combate à autodepreciação. Conhecer-se por dentro, saber a respeito de suas próprias emoções, virtudes e fraquezas, identificar suas afinidades e antipatias, e saber o porquê desses sentimentos é tão importante quanto o alimento que nutre seu corpo.



Papai e mamãe

Há um grande número de pessoas, especialmente mulheres, que vive um exercício constante de autodepreciação, enfatizando seus próprios defeitos e dificuldades e vendo a vida com olhos de pessimismo e desesperança. São pessoas que cresceram com a autoestima deficiente, cujos pais e professores, ignorantes, viam suas qualidades como simples obrigação e seus erros, como falhas imperdoáveis. Hoje, essas pessoas se consideram incapazes de atos construtivos e, quando conseguem melhorar suas próprias vidas, não se julgam merecedoras e temem que algo trágico lhes aconteça, “quebrando o encanto”.


eu


Muitas mulheres maduras, por exemplo, fogem do espelho porque acreditam mais nas propagandas que enaltecem a juventude e a magreza do que na própria beleza e encanto advindos da maturidade. É muito difícil convencer uma pessoa autodepreciativa de seus valores individuais e talentos. Ela prefere viver comparando-se com os outros, quando o ideal seria comparar-se consigo mesma, apreciando as mudanças e as melhoras ocorridas com o passar dos anos. Mudar seus pontos de vista a respeito de si mesmo não é tarefa das mais fáceis, porém, não é impossível.


Eu


Atualmente, terapias utilizando a PNL (Programação Neurolinguística) têm revelado resultados fantásticos; por meio delas, pessoas com problemas de autoestima podem fazer uma reprogramação cerebral, descobrindo por si mesmas os tesouros internos que possuem e os seus próprios recursos emocionais para desenvolverem em si aquele desejável sentimento de competência. Elas aprendem que viver bem é encarar os obstáculos da vida como simples etapas para a execução de um plano maior.




Assim, seja muito cuidadoso com seus autojulgamentos e aprenda a enfraquecer suas ideias autodepreciativas com a utilização da gratidão por tudo o que tem na vida e pelo exercício da autoconfiança e a autovalorização.

Como sabiamente diz a escritora Sarah Ban Breathnach, “não há nada que cause mais amargura do que a autodepreciação. Um sentimento que nos impede de ser felizes, independente do que tenhamos conseguido ou acumulado, ou dos braços em que dormimos.”

E você, como tem se comportado em relação a esse tema? 

Procure se amar muito, valorize tudo que você tem de positivo, seja feliz!!!

Sugestão de leitura para os pais





Seu filho tem muita coisa a dizer... até quando está calado.


Que pai ou mãe, ao ser questionado se ama o filho, pronunciaria um sonoro “não”? Necessidade básica de qualquer ser humano, o sentimento de amar e ser amado manifesta-se ainda mais fortemente na criança. Em muitas situações, o que de fato ela deseja saber é se você a ama. Sua atitude quando seu filho está triste, indiferente, revoltado ou agindo de forma estranha é extremamente importante. 

Em Como realmente amar seu filho [publicado anteriormente como Filhos felizes], que já superou a marca de um milhão de cópias vendidas em vários países, dr. Ross Campbell oferece um guia sobre esse tema tão controvertido. Ele orienta pais e mães na tarefa de cultivar um relacionamento familiar saudável a fim de que possam antever, compreender e atender as necessidades dos filhos.







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O Reizinho da Casa, de Gustavo Teixeira, Editora Relativa, aborda o Transtorno Desafiador Opositivo.

A característica essencial desse transtorno é um comportamento negativista, desafiador, desobediente e hostil para com figuras de autoridade, que persiste por pelo menos 6 meses e se caracteriza pela ocorrência freqüente de perda da paciência, descontrole emocional, discussão e desafio a adultos e autoridades, negação de seus atos, crises de ira e busca de vingança.

O livro nos transmite informações essenciais sobre o transtorno, suas principais causas e transtornos associados. Aborda as principais formas de tratamento e finaliza com dicas para se lidar com indivíduos com transtorno desafiador opositivo (como reforço positivo e punições brandas).

Um dos pontos de destaque é a importância da aliança entre pais, professores e profissionais de saúde. Quando o tratamento é feito em conjunto, com todos estes grupos, os resultados são muito bons e é possível a melhora e recuperação.

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A ponto de explodir? Crianças indisciplinadas tiram qualquer pai ou mãe do sério. Quantas vezes já não lhe pareceu que elas amanheceram com a clara intenção de arquitetar uma conspiração contra você? E quantas também não foram as vezes em que lhe bateu aquele sentimento de total incapacidade de discipliná-las? Será que não dá para elas perceberem que você não agüenta mais ser testado? Ninguém merece!


Autor: Bruce Narramore


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Sugestão de leitura para os pais: Como realmente amar seu filho.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

As perguntas que DEUS fará a você...

Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantaspessoas que necessitavam de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.

Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu outros.

Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.

Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.

Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.

Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.

E eu me pergunto: que tipo de respostas terei para dar?

Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.
Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Como lidar com a internação de um familiar em UTI





Ter um familiar internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é motivo de estresse, ansiedade e distúrbios de humor para os parentes, que, de uma hora para outra, ficam distantes de seu ente querido. E ainda, sentem se impotentes, com medo de perdê lo.  Após a internação não há muito o que fazer além de aguardar por notícias na sala de espera. É exatamente neste momento tão delicado que equipe de saúde e familiares precisam estabelecer um relacionamento de confiança. A parceria entre estes dois pólos interfere positivamente em todo o processo de internação e tratamento do doente.

Cada vez mais, a medicina percebe que não só os doentes, mas os familiares dos internados precisam da atenção da equipe de saúde. Em artigo falando sobre o assunto, Márcio Soares, médico do Instituto Nacional do Câncer do Rio de Janeiro, destaca que a responsabilidade pelo cuidado e atenção neste trato com a família é de todos os integrantes da equipe de UTI.

“Muitos profissionais de saúde das UTI ainda acreditam que o cuidado dos familiares dependa basicamente de habilidades e características individuais, e que esta responsabilidade seja exclusiva de profissionais específicos como psicólogos e assistentes sociais. Entretanto, embora esses profissionais tenham extrema importância nesse processo, o cuidado dos familiares é de responsabilidade de todos [da equipe]”, afirma Márcio.

A enfermeira Roberta Berte, que enfrenta diariamente a rotina de acompanhar pacientes internados naUTI do Hospital Prontomed concorda com o médico carioca. Segundo Roberta, a relação entre familiares e equipe de saúde da Terapia Intensiva precisa ser de troca, já que a família desempenha o papel fundamental de repassar informações que o próprio paciente muitas vezes não está em condições de expressar. “Precisamos ter a família como aliada. Durante o período de internação, são eles que vão nos passar detalhes sobre o paciente, apresentar dados que nós não temos como conseguir de outra forma e que podem auxiliar no tratamento”, explica a enfermeira.

Do outro lado, a equipe de saúde precisa encontrar a unidade, evitando repassar informações desencontradas para os familiares, e demonstrando disponibilidade para atendê-los e apóia-los sempre que possível. Neste ponto, o artigo do médico Márcio Soares frisa que a comunicação com os parentesde um internado deve ser feita de modo claro e com a utilização de termos que sejam compreensíveis, pois a utilização de expressões técnicas ou do uso do jargão médico pode dificultar a compreensão, gerando outras interpretações.

A hora da visita

Para que toda esta relação de troca funcione bem, os familiares precisam controlar a ansiedade em ver e visitar o paciente. Roberta ressalta que a UTI é um espaço de tratamento e, como tal, possui uma rotina e segue regras de funcionamento. Por isso, não é concebível a presença desregrada dos familiares dentro deste espaço.

“O familiar precisa compreender que sua presença dentro da UTI acaba por modificar toda a rotina do local, nosso fluxo de trabalho. Em vez de estar focada totalmente no paciente, e em suas condições, a equipe precisa se preocupar em atender as demandas daquele familiar, que quer saber o porque de cada procedimento médico que está sendo realizado”, explica Roberta, ressaltando que a preocupação do visitante é perfeitamente compreensível, mas acaba por tumultuar o trabalho da equipe. “Não podemos esquecer que, apesar da importância do apoio dado à família, nosso foco principal é o paciente que está internado. É ele que está em situação mais frágil, necessitando do máximo da nossa atenção”.

Na hora de conversar com os médicos ou receber os boletins, uma dica importante é levar um parente ou amigo menos emotivo, que esteja em melhor situação para compreender as informações repassadas pelo médico. “É sempre bom trazer um tio, um irmão, alguém que esteja em melhores condições de escutar e compreender a situação do paciente. Os pais ou o cônjuge podem até participar, mas não devem enfrentar sozinhos estes momentos”, ressalta Roberta.

UTI não é sentença de morte

Para finalizar, a enfermeira do Prontomed destaca que desmistificar a UTI é outro aspecto que pode facilitar a relação com os familiares. De acordo com a enfermeira, as pessoas ainda enxergam a UTIcom muito temor, como se ninguém conseguisse sair vivo dali. “Na verdade, a grande maioria das pessoas internadas em UTI só está lá porque tem pelo menos algum potencial de recuperação”, garante Roberta.

Mesmo nos casos em que o paciente não tem chances de recuperação, a internação na UTI garante menor sofrimento e dor para aquela pessoa em estágio terminal. “UTI é um espaço de tratamento. Nela, o paciente goza de um suporte de saúde totalmente focado nele e em sua recuperação”, frisa Roberta.


Dicas para os familiares

Confiar na equipe que escolheu para tratar do paciente

Sempre levar um parente menos emotivo para as conversas com o médico

Controlar a ansiedade e respeitar os horários de visita

Aproveitar os momentos com os pacientes para demonstrar carinho. Isto influi positivamente na recuperação do internado.


Dicas para equipe de saúde

Manter a unidade nas informações repassadas para os familiares.

Passar informações de modo claro e compreensível, evitando o jargão médico. Afinal, O que pode um familar entender desta frase: "ele está desenvolvendo um quadro de acidose metabólica" ?

Só um membro da equipe pode falar para os familiares sobre a evolução do paciente - o diretor médico da UTI. Os outros devem dizer: -"no próximo boletim você terá informações precisas". A precaução evita a divulgação de informações desencontradas.


Ter sensibilidade e calma diante da fragilidade ou distúrbios de humor dos familiares.

Dedicar um tempo para retirar dúvidas e atender às demandas da família do internado. Esta atividade deve ser exercida por um só membro da equipe médica, uma vez por dia, através de um representante da família.





domingo, 25 de outubro de 2009

Oração a Nossa Senhora da Saúde



Virgem puríssima, 
que sois a Saúde dos enfermos, 
o Refúgio dos pecadores, 
a Consoladora dos aflitos 
e a Despenseira 
de todas as graças, 
na minha fraqueza 
e no meu desânimo 
apelo, hoje, 
para os tesouros 
da vossa misericórdia e bondade 
e atrevo-me a chamar-vos 
pelo doce nome de Mãe. 
Sim, ó Mãe, atendei-me 
em minha enfermidade,
dai-me a saúde do corpo 
para que possa cumprir 
os meus deveres 
com ânimo e alegria, 
e com a mesma disposição 
sirva o vosso Filho Jesus 
e agradeça a vós, 
Saúde dos enfermos. 
Nossa Senhora da Saúde, 
rogai por nós. Amém.

Peço ainda por minha doce mãezinha Noninha Cruvinel.

Ninguém é insubstituível? Será mesmo?


Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível". A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:- Alguma pergunta?- Tenho sim. E Beethoven?- Como? - o encara o gestor confuso.- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmãoZacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível".

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."

Postado originalmente no blog: http://bobagenseemocoes.blogspot.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Coisa que aprendi, mãe, quando você achou que eu não estava olhando...


Quando você achou que eu não estava olhando.. eu vi você pendurar meu primeiro desenho na porta da geladeira,
e imediatamente, entendi que o que eu fazia tinha valor pra você e quis fazer outros desenhos, e depois textos, poemas, blogs, etc..

Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você acolhendo pessoas que batiam na nossa porta em busca de roupas e alimento.

E aprendi o que era caridade.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu vi lágrimas em seus olhos,
e eu aprendi que, às vezes, coisas nos machucam,
mas que é permitido chorar.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu vi você fazer para mim o meu bolo favorito,
e aprendi que pequenas coisas podem se
muito especiais na vida das pessoas.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu vi você rezando e eu soube que há um Deus
com quem eu podia sempre conversar
e aprendi a confiar neste Deus.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu senti o seu beijo de boa noite.
Senti-me amada e protegida. Eu vi você fazendo comida
e levando para a vovó, para uma filha ou neto que estava doente.
Eu aprendi que todos nós devemos nos ajudar e cuidar uns dos outros.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu vi você cuidar do papai, da nossa casa e de todos que moram nela,
e eu aprendi que temos que cuidar de tudo que nos foi dado.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu observava suas atitudes e atividades e
eu aprendi, como uma das maiores lições de vida,
que eu precisava aprender ser como você e ser
uma pessoa boa, acolhedora e produtiva quando crescesse.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu percebia você engolindo a dor de perdas irreparáveis para
nos acalmar e nos dar forças para prosseguir de cabeça erguida.


Quando você achou que eu não estava olhando,
eu vi você e o meu pai saírem todos os dias para orar na "Casinha do pão",
praticar o bem e a caridade e aprendi
que só através da caridade há salvação.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu sentia você colocando emplastros para acalmar
minha tosse que te atormentou por anos a fio e
aprendi que devemos ter tolerância e paciência com as enfermidades.

Quando você achou que eu não estava olhando,
eu olhei para você e quis dizer:
"Obrigada por todas as coisas que eu vi você fazer quando você
pensou que eu não estava olhando."

Obrigada mamãe!

Oração para cura física e espiritual




Cura física e espiritual



 Deus de grandeza, Tu és o Médico divino. Tu dás a Vida e a Vida em plenitude àqueles que Te buscam. Por isso, hoje, Senhor, de um modo especial, quero pedir a cura de todo tipo de doença, principalmente daquela que me aflige neste momento.

Eu sei que não queres o mal, não queres a doença que é a ausência da saúde, porque és o Sumo Bem. Opera, em mim, uma profunda cura espiritual e, se for da Tua Vontade, também uma cura física. Que seja operada diretamente pela ação poderosa de Teu Espírito Santo ou através do médico e dos remédios ! Aumenta a minha fé no Teu Poder, Senhor, e no infinito Amor que tens por mim. Aumenta minha fé, Senhor, que às vezes se encontra tão enfraquecida. Eu acredito no Teu poder curador, meu Deus, e já agradeço humildemente por toda obra que estás realizando em meu coração e em meu corpo, neste momento.

Além de mim, Senhor, quero também apresentar, todos os doentes que me pediram orações. Tu conheces a cada um deles, sabes as provações pelas quais estão passando ! Tem misericórdia, Senhor, vem em socorro também destas pessoas que padecem enfermidades. Senhor, eu Te bendigo, porque clamei a Ti e Tu me ouviste. Minha alma, por Tuas mãos benditas, foi tirada da escuridão. Ó fiéis do Senhor, cantai a sua glória, dai graças ao seu Santo Nome, porque só Ele é poderoso e digno de eterno louvor. Aleluia ! 







Cura interior

Senhor, livrai-me de toda amargura e sentimento de rejeição que trago comigo. Curai-me, Senhor. Tocai meu coração com Vossa mão Misericordiosa e curai-o, Senhor. Sei que tais sentimentos de angústia, não vem de Vós: vem do inimigo que tenta me fazer infeliz, desanimada(o), porque me escolheste, assim como Vos escolhi, para servir e amar.

Enviai-me, pois, Vossos santos anjos, para me libertar de toda angústia e sentimento de rejeição, assim como os enviastes, para libertar da prisão a Vossos apóstolos que, embora injustamente castigados, Vos louvavam e cantavam com alegria e destemor. Fazei-me também, assim, sempre alegre e grata(o), obstante as dificuldades de cada dia.

Salmo 9 - Para manter a esperança sempre viva, principalmente nos casos de doenças graves.


1 Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.
2 Em ti me alegrarei e exultarei; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo;
3 porquanto os meus inimigos retrocedem, caem e perecem diante de ti.
4 Sustentaste o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente.
5 Repreendeste as nações, destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente.
6 Os inimigos consumidos estão; perpétuas são as suas ruínas.
7 Mas o Senhor está entronizado para sempre; preparou o seu trono para exercer o juízo.
8 Ele mesmo julga o mundo com justiça; julga os povos com equidade.
9 O Senhor é também um alto refúgio para o oprimido, um alto refúgio em tempos de angústia.
10 Em ti confiam os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, não abandonas aqueles que te buscam.
11 Cantai louvores ao Senhor, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos.
12 Pois ele, o vingador do sangue, se lembra deles; não se esquece do clamor dos aflitos.
13 Tem misericórdia de mim, Senhor; olha a aflição que sofro daqueles que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte.
14 para que eu conte todos os teus louvores nas portas da filha de Sião e me alegre na tua salvação.
15 Afundaram-se as nações na cova que abriram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé.
16 O Senhor deu-se a conhecer, executou o juízo; enlaçado ficou o ímpio nos seus próprios feitos.
17 Os ímpios irão para o Seol, sim, todas as nações que se esquecem de Deus.
18 Pois o necessitado não será esquecido para sempre, nem a esperança dos pobres será frustrada perpetuamente.
19 Levanta-te, Senhor! Não prevaleça o homem; sejam julgadas as nações na tua presença!
20 Senhor, incute-lhes temor! Que as nações saibam que não passam de meros homens!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Preciso de sua oração : a minha mãe está na UTI...

Queridos amigos que tem acompanhado meu blog e também me acompanham nas redes sociais. Venho humildemente compartilhar com vocês a minha imensa dor.

No dia 14/10/09 próximo passado, comemoramos seu aniversário de 75 anos. Ele teve alta do hospital e voltou para casa, estava aparentemente bem. Mas, infelizmente, seu quadro se agravou nestes últimos dias pois ela tem um grave problema coronário, e agora está sem função renal. Foi hospitalizada em Sacramento, e agora foi transferida para a UTI do Hospital São Domingos de Uberaba, MG,em estado grave.

Eu estou me sentindo uma criança perdida, sem rumo, sem nenhum esteio, parece que me tiraram o chão. As palavras do médico ecoam aos meus ouvidos de criança aflita e se recusa aceitar o diagnóstico pois tenho muita esperança de levá la de volta para casa. Ela sempre teve pânico de ficar sofrendo em UTIs, e vê la assim tão frágil me faz conhecer um sentimento novo que está arrebentando meu coração de filha : a impotência!

Peço a vocês de joelhos em espírito que roguem a Deus nosso Pai por ela, que Ele lhe dê o lenitivo, o alívio para sua aflição e a sua dor.

Se for para a glória de Deus o regresso dela ao lar maior que seja leve como foi o seu voo de anjo amigo e amado no planeta Terra. E que se for de nosso merecimento que ela seja abençoada com a Saúde  o mais breve possível, para amenizar seu sofrimento.

Conto com o carinho de vocês, pois, Jesus nos disse que "onde estiver  dois  ou mais reunidos em meu nome eu estarei no meio deles"..

. Eu tenho certeza que Deus ouvirá nossas preces se orarmos juntos.

Deus lhes pague.

Bjux

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Exercícios de Paz










A paz vale a pena


     Na vida nos deparamos com muitos conflitos. Resolvê-los de forma pacífica, usando o perdão e a justiça é um exercício diário. Procure lembrar-se de uma situação difícil, em sua vida ou de um conhecido, que foi resolvida pelo diálogo, pela negociação, enfim, por métodos pacíficos: como a situação começou? Por que começou, quais fatos a desencadearam? Como poderia ser evitada? Como foi resolvida pacificamente? Quem saiu ganhando? O que se aprendeu dela?

     Pense nisso sempre que tiver o impulso de resolver conflitos utilizando outros métodos que não o da paz!

Onde mora a paz?

     Muita gente se queixa da falta de paz e de sentido da vida.


     Quem sabe refletir sobre o direcionamento que estamos dando à nossa vida, revisando e assumindo compromissos mais ousados nos possam devolver a alegria de viver.



Atitudes que podem nos ajudar a encontrar a paz:



  • Saber colocar-se no lugar do outro;
  • Não responder à violência;
  • Promover o diálogo;
  • Interessar-se pela comunidade;
  • Descobrir e valorizar o que há de positivo nas pessoas;
  • Fazer parcerias, juntar forças;
  • Cuidar das causas dos problemas;
  • Conhecer e usar os recursos legais;
  • Não ficar em silêncio diante da injustiça;
  • Cultivar a espiritualidade da esperança e da reconciliação.

Violência urbana no Brasil : As vítimas e os criminosos




     Ao assistir a noticiários de televisão é comum nos defrontarmos com casos de crimes que chocam por sua astúcia e crueldade. A violência encontra-se entre as principais preocupações dos brasileiros e o medo passou a ser um sentimento comum no cotidiano das grandes cidades.


     Há mais de 20 anos que os índices de homicídios e crimes violentos estão em níveis alarmantes, fato que tem instigado o estudo mais detalhado da criminalidade e da violência urbana. Esses estudos são importantes, pois quebram com mitos e noções imprecisas sobre a situação da violência e criam uma percepção crítica e mais rigorosa da situação da violência no Brasil hoje.


     A violência é um fenômeno que tem afetado com maior intensidade a população urbana no Brasil. Comparando-se dados do Ministério da Saúde sobre mortalidade nas principais regiões metropolitanas brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo têm índices preocupantes de homicídios, mas não são essas duas capitais as mais violentas do Brasil, contrariando a imagem que se cria dessas cidades na opinião pública. Embora não apareçam com tanto destaque nos noticiários policiais em nível nacional, Recife, vitória e Maceió foram as regiões metropolitanas com maior incidência de homicídios para 100 mil habitantes no ano de 2005.


Jovens e homens


     Juventude e masculinidade são duas palavras que andam em conjunto com o fenômeno da violência. Quando tratamos de homicídios é incontestável a predominância de homens, tanto na posição de criminosos quanto na posição de vítimas. De acordo com dados do Ministério da Justiça,  por volta de 90% das vítimas de homicídios intencionais eram do sexo masculino. A mesma tendência é observada no caso dos autores de homicídios em que o percentual masculino é de 95%. Uma mudança no cenário ocorre quando focamos o crime de lesão corporal. Nesse caso as mulheres são as vítimas mais freqüentes, ocupando um pouco mais da metade das estatísticas, enquanto os homens ainda são na grande maioria os autores. Os jovens de até 24 anos são aqueles que figuram nas estatísticas com mais de 46% do total das vítimas de homicídios intencionais e mais de 50% dos autores. Esses números mostram que a violência não é um fenômeno que atinge igualmente a todos. É realizado principalmente por jovens e contra jovens, o que deixa claro a necessidade de uma política de segurança pública articulada com uma política para a juventude.



O desafio do combate à violência


     As formas de combater essa violência suscitam diversos debates entre acadêmicos, autoridades, políticos e a população em geral. Há uma diversidade de soluções apontadas para conter o crime que podem ser agrupadas em duas correntes principais. De um lado temos uma estratégia repressiva, na qual a ênfase se dá na responsabilização e punição do criminoso como meio de diminuir a incidência dos crimes. Para tanto, uma política repressiva buscará o incremento da polícia, maior rigor na aplicação das penas, mais eficácia da Justiça Criminal e aumento das penitenciárias.


     Em um enfoque distinto, as estratégias preventivas visam a impedir que o crime aconteça, agindo sobre as causas sociais que incentivam a criminalidade. Nesse caso, a busca da inclusão social, a ressocialização do detento e a defesa dos direitos humanos são colocadas como meios de combater a violência. Uma política preventiva dá preferência à assistência social, em detrimento da punição e vê a causa do crime na situação social e não na responsabilidade do indivíduo criminoso.


     O controle da criminalidade violenta é um processo complexo que envolve uma negociação delicada na busca da ordem social que deve passar pelo respeito aos direitos individuais. O esforço em diminuir a incidência de crimes envolve não só a ação policial ou assistencial, mas uma cooperação entre diversas áreas como o sistema educacional, de saúde pública, de Justiça Criminal, atividades culturais, condições de moradia e emprego etc. A articulação adequada dessas áreas, focada principalmente no público jovem, é o desafio para uma política de segurança pública que possa trazer resultados positivos.


Questões para Debate

1 - Quais são as diferentes situações de violência que percebemos em nosso dia-a-dia?

2 - Que estratégias podemos utilizar para o combate à violência?

3 - Para conhecer uma experiência interessante na área de segurança pública, acesse o site da Secretaria de Valorização da Vida (SEMUV), da Prefeitura de Nova Iguaçu, RJ: www.prevencaodaviolencia-ni.org.br




Caminhos de ressocialização


     O mínimo que se poderia exigir do Estado é que garantisse aos condenados condições de aprendizado e profissionalização. Se não por uma exigência humanista, pelo menos por uma medida de inteligência. Ora, se alguém irá passar alguns anos encarcerado será muito melhor para a sociedade que, uma vez em liberdade, esta pessoa tenha se qualificado como um profissional apto a disputar um espaço no mercado e que tenha adquirido algumas competências cognitivas. Na ausência disto, será sempre maior a possibilidade da reincidência. Educar e profissionalizar a massa carcerária brasileira é, assim, uma medida elementar de prevenção ao crime e à violência. Estes temas, entretanto, não são sequer considerados pelos gestores na área. Eles preferem continuar prendendo e produzindo declarações demagógicas ao gosto da mídia e da demanda punitiva disseminada. No fundo, estão preocupados com as urnas, não com a segurança da população. 

     A rigor, não temos educação nos presídios brasileiros. Em alguns casos, como na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), no RS, por exemplo, chegamos ao ridículo de montar salas de aula onde uma grade separa os professores dos alunos. Penso que, neste particular, a experiência que o IPA vem desenvolvendo no Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre, oferece um bom exemplo das possibilidades em aberto. O projeto lá montado foi de um curso universitário - o primeiro dentro de um presídio brasileiro. Uma turma de Serviço Social, formada por presas e agentes penitenciários aprovados em vestibular já está no terceiro semestre, todos com bolsa integral. O convênio com o IPA permitiu que uma ala inteira do presídio fosse reformada, com a construção de salas de aula, uma pequena biblioteca e um laboratório de informática. Como educadora vejo este projeto com bons olhos,  e sou testemunha das radicais transformações que ele vem produzindo. Mesmo assim, somos obrigados a conviver, diariamente, com a resistência da própria instituição que começa pelo boicote à presença das presas em aula.

As prisões resolvem o problema da violência?




Marcos Rolim
     A população está amedrontada com a violência e percebe que corre riscos reais. Os mais desprotegidos, aliás, são os pobres. É natural, então, que se exijam soluções. O problema é que a “receita” que vem sendo insistentemente divulgada pela mídia é uma estupidez.
     Muitos de nossos “formadores de opinião” não fazem a menor idéia do que seja prevenção em segurança, mas estão firmemente convencidos de que a solução é mais repressão, mais presídios e leis penais mais duras.
     Não se dão conta de que o Brasil trilha este caminho há muito tempo e que os resultados até agora oferecidos por esta opção redundaram em um fracasso vergonhoso.





Mundo Jovem: Como você vê o sistema prisional brasileiro?

Marcos Rolim: Os presídios brasileiros formam um mundo à parte, um mundo que a esmagadora maioria das pessoas não faz idéia do que seja. Como regra geral, são instituições obscuras e deprimentes no interior das quais milhares de seres humanos são amontoados em condições indescritíveis e abomináveis. As celas, construídas com as dimensões mínimas legais de 6 m2, deveriam receber um só preso cada, mas lá estão, em média, entre seis e dez pessoas. Em algumas oportunidades, isto obriga a organização de turnos de sono, pois não há espaço para que todos durmam ao mesmo tempo, ainda que no chão. As condições de higiene são as piores possíveis; ao invés de vaso sanitário, há um buraco, invariavelmente fétido. 

     Insetos e ratazanas dividem os mesmos centímetros com os presos que obviamente passam a conviver com muitas doenças, da sarna à tuberculose, sem que se lhes ofereça qualquer atenção à saúde. A comida servida nestes estabelecimentos é uma gosma, não há, em regra, oportunidades de profissionalização ou estudo; as poucas oportunidades de trabalho estão ligadas aos serviços de manutenção ou a atividades que não profissionalizam. Para piorar o quadro, há muita violência dentro dos estabelecimentos, entre os próprios presos divididos em facções e nas relações de agentes e presos. Casos de tortura ainda são muito comuns. Com estas características, nossas prisões são instituições perfeitas para a reprodução ampliada do crime e da violência.


Mundo Jovem: Por que colocar alguém na prisão?

Marcos Rolim: A pena privativa de liberdade deveria ser empregada sempre como último recurso e concebida como uma medida de segurança necessária para a proteção da vida e da integridade dos demais. Assim, deveriam estar privados de liberdade apenas aqueles que praticaram crimes graves, cuja liberdade fosse, em si mesma, uma ameaça à vida. O que ocorre, entretanto, é algo muito diverso: os presos brasileiros, em geral, são encarcerados por crimes cometidos contra o patrimônio e por envolvimento com o tráfico de drogas ilícitas. 

     Os selecionados para este tipo de punição são, invariavelmente, muito pobres e jovens. Nosso aparelho persecutório simplesmente não seleciona os tipos de crimes mais comumente praticados por nossas elites (crimes como corrupção ou sonegação de impostos, por exemplo). Então, as cadeias são também instrumentos de uma política de classe que não são usados para os “bandidos do lado de cá”, aqueles que habitam o mundo da inclusão.


Mundo Jovem: O povo quer rigidez contra o crime. As estratégias repressivas resolvem?

Marcos Rolim: É evidente que a repressão possui um papel importante em qualquer democracia; ela está vinculada à idéia de respeito à lei e não pode ser menosprezada. Mas imaginar que se possa construir uma solução com base em repressão é ingenuidade. Tenho sustentado que mesmo as estratégias repressivas devem estar subordinadas a uma política centrada na prevenção do crime e da violência. O combate à impunidade é muito importante, mas não se reduzirá a taxa de impunidade no Brasil aumentando as penas ou tornando a execução penal ainda mais desumana. A impunidade, aliás, pouco tem a ver com as leis penais. Ela está profundamente vinculada, na verdade, às deficiências de investigação e, por conseqüência, à fragilidade da prova. Impunidade é um problema de polícia despreparada, incapaz e sem recursos de inteligência.

     Os países mais desenvolvidos e com tradições democráticas mais consolidadas já perceberam há muito que o fundamental em segurança pública é a prevenção. No Brasil mesmo, temos já muitos exemplos de iniciativas em segurança que produzem resultados impressionantes de redução do crime e da violência. O exemplo de Diadema é apenas um entre outros. Nesta cidade, onde havia taxas superiores a 100 homicídios para cada 100 mil habitantes, a prefeitura identificou, a partir de um estudo científico, que as mortes no município ocorriam preferencialmente nas proximidades de bares, o que sugeria uma correlação entre abuso de álcool e violência. Com base neste dado, aprovou-se uma lei municipal que determinou o fechamento de todos os bares da cidade às 23h - uma medida já clássica em segurança pública em toda a Europa. Em um ano, os homicídios foram reduzidos em 54%. Fazer segurança pública com inteligência exige medidas desse tipo.


Mundo Jovem: A maioria dos presos é jovem. Quem são esses jovens? Por que estão na prisão?

Marcos Rolim: Em todo o mundo, a maior parte dos presos é jovem. Possivelmente, esta característica tenha a ver com a circunstância de que durante a juventude (mais precisamente entre os 14 e os 24 anos) as pessoas ainda não constituíram seus vínculos mais importantes (casamento, filhos, emprego etc.), o que faria com que se sentissem mais livres para a transgressão. Este é também um período da vida onde as pessoas estão em busca de sua própria identidade, precisam de reconhecimento e autoria e se orientam demais pelos valores dos seus pares. 

     No Brasil, entretanto, os jovens presos são já o resultado de um sistema persecutório extremamente seletivo. Como regra, os jovens encarcerados no Brasil são muito pobres, moram nas periferias dos grandes centros urbanos e foram condenados por crimes contra o patrimônio (furtos e roubos) ou por envolvimento com o tráfico de drogas. Na origem deste envolvimento delituoso encontraremos algumas características básicas tais como: famílias desestruturadas, com histórico de negligência, abuso e maus tratos; evasão escolar e ausência de perspectivas profissionalizantes.


Mundo Jovem: Os adolescentes e jovens são mais infratores que os adultos? Que infrações eles cometem?

Marcos Rolim: Aqui é preciso diferenciar o fenômeno do crime ou infração, da violência. Jovens adultos cometem mais crimes violentos que adolescentes. A curva da violência no Brasil começa a se acentuar por volta dos 15 anos e atinge seu ponto mais elevado aos 20 anos. Então, cai abruptamente até por volta dos 25 anos, quando se estabiliza em indicadores baixos. Isto significa dizer que os autores de crimes violentos estão concentrados, desproporcionalmente, entre os jovens, não entre os adolescentes. Mas as vítimas destes crimes também integram a mesma faixa etária. Entre os jovens na faixa dos 14 aos 24 anos está a maior fatia dos autores de crimes violentos e a maior fatia das vítimas destes mesmos delitos. Por isso, uma política de segurança séria deve focar sua atenção na juventude.

     Penso, por exemplo, que deveríamos construir um Sistema Penal para Jovens Adultos, permitindo que jovens condenados por delitos praticados entre 18 e 21 anos cumprissem pena em estabelecimentos diferenciados. As medidas de internação de adolescentes, por outro lado, sem perder seu caráter socioeducativo, deveriam ser concebidas como parte de um direito penal juvenil. Quem se opõe a isto esquece que direito penal não é apenas punição, é também garantia aos acusados.


Mundo Jovem: É possível uma ressocialização na prisão?

Marcos Rolim: A situação brasileira é tão marcadamente irracional quanto ao tema da segurança que, hoje, começa a se formar uma opinião segundo a qual os objetivos da prisão seriam apenas o de punir e o de neutralizar os infratores. Precisamos, então, nos proteger das opiniões. Em segurança pública, como em saúde pública, elas são uma praga. No Brasil mesmo, a experiência das APACs ainda é incrivelmente desconhecida. As APACs têm, de fato, produzido resultados muito bons de ressocialização e são, de longe, responsáveis pelos menores índices de reincidência no Brasil. Nestes casos, são ONGs que administram pequenos presídios em São Paulo e Minas Gerais, mediante contratos de gestão. (Mais informações sobre APACs na página 23).


Mundo Jovem: Como a escola e a educação devem enfocar esse tema da criminalidade?

Marcos Rolim: Entendo que a educação deveria oferecer aos alunos uma formação básica em direito - incluindo noções elementares de direito penal. Qualquer criança pode aprender, por exemplo, o que é pedofilia - o que aumentaria as chances de não ser vitimada. Mas elas podem também aprender o que é legítima defesa, a diferença entre furto e roubo, a necessidade de um mandado judicial para busca e apreensão, ou qual é a política brasileira quanto às drogas. Estes e outros temas (como a educação sexual, por exemplo) têm sido subestimados e muitos pensam que não são adequados para se tratar com crianças e adolescentes. Isto me parece um erro grave. Mas há outra questão que me parece muito importante na escola se queremos tratar da violência e do crime: refiro-me ao bullying. 

     O conceito (tratado em março de 2006 pelo Mundo Jovem) denota todo o tipo de violência inter-pessoal sistemática e proposital produzida entre pares (ou seja: em relações não-hierárquicas). Desde a violência física e a prática de delitos como o roubo e o furto, até a violência psicológica produzida pelo isolamento, pela exclusão, pelo emprego de apelidos humilhantes etc. O bullying é muito comum nas escolas em todo o mundo. Na maior parte das vezes, entretanto, tais práticas violentas que infernizam a vida de milhares de crianças e adolescentes são invisíveis, porque não percebidas pelos professores e pelas direções das escolas. O que ocorre é que o bullying - além de abalar as vítimas, diminuir o rendimento dos alunos e concorrer para a evasão - é um dos fenômenos mais fortemente correlacionados à produção do crime e da violência na vida adulta. Nossas escolas deveriam, então, prestar atenção neste problema e desenvolver políticas específicas anti-bullying.

Marcos Rolim,
jornalista e consultor em segurança pública, autor do livro A Síndrome da Rainha Vermelha: policiamento e segurança pública no século XXI, editora Zahar, 2006.
Endereço eletrônico: marcos@rolim.com.br
Entrevista concedida para o Jornal Mundo Jovem, edição n°377

Aborto: Homicídio legalizado?



Médico faz um apelo contra a legalização do aborto

     Estão querendo legalizar o aborto a todo custo. E devemos lutar de corpo e alma para que isto não aconteça. A hora é agora; pois, se esperarmos será tarde e teremos que conviver com esta desgraça no Brasil como já acontece em diversos outros países no mundo. Vamos procurar nossos representantes na Câmara e no Senado e apelar para que não deixem que isto se realize.

     Está provado, através da genética, que as células germinativas masculinas e femininas, ao serem fecundadas, cada uma é portadora de 23 cromossomos, levando cada uma um cromossomo sexual, que determinará o sexo daquela nova criatura. Esta, em cada uma de suas células, apresentará 46 cromossomos, como no organismo humano adulto com todos os seus caracteres, como cor da pele, dos olhos, dos cabelos etc... E, só deverá permanecer no útero materno, para que se desenvolva até que tenha condições de viver fora dele. Fica provado então que, logo após a fecundação o embrião já é um ser humano e, mesmo quando fecundado artificialmente, fora do útero materno, já recebe até o nome de “Bebê” de proveta. Maria, mãe de Jesus visitou sua prima Isabel que estava no sexto mês de gravidez e esta, quando ouviu a saudação de Maria, a criança saltou no seu ventre, reconhecendo o Filho de Deus, que Maria acabara de conceber, conforme é narrado no primeiro capítulo de São Lucas (Lc. 1, 41).

     Não restam quaisquer dúvidas de que o embrião, em qualquer idade, é um ser humano composto de alma e corpo, e não pode ser sacrificado, sem que se considere um assassinato de um ser inocente e indefeso. E, agora, se a Legalização do Aborto for aprovada, como ficarão os médicos da Saúde Pública, que serão obrigados a cometer estes assassinatos, quando repetiram o juramento de Hipócrates, dizendo que “jamais se servirão da medicina para corromper os costumes ou favorecer o crime?”


Silas Leite Prado,
Médico.

domingo, 18 de outubro de 2009

Lição de solidariedade para nós: professores animais !


Em nossos dias temos assistido a tantas cenas de violência explícita que chegamos até a acreditar que não há mais esperança para o mundo em que vivemos. Mas, hoje, vendo essa notícia no G1, percebo que DEUS insiste em nos mostrar que é possível respeitar as diferenças individuais, que é possível superar nossos limites e até mesmo controlar nossos instintos naturais de repulsa e exclusão. E, por incrível que pareça esta lição nos é dada pela própria natureza através de animais, que apesar de não possuírem raciocínio, são solidários com outras espécies. 


Veja lista de nove cenas curiosas de animais solidários


Neste mês, uma gata tem chamado atenção por amamentar um cãozinho órfão da raça Chihuahua em Phoenix (EUA). Abaixo listamos outros oito casos de solidariedade animal. Há, por exemplo, flagrantes de cadelas amamentando gatinhos, porquinhos e leopardos.


Foto: Wichai Taprieu/AP
Cadela chamada ‘Coffee’ amamenta um gatinho órfão de três meses de idade em uma
casa na província de Chiang Mai, na Tailândia. A cena foi flagrada por fotógrafo da agência ‘Associated Press’ em 30 de agosto. (Foto: Wichai Taprieu/AP)

Foto: Reuters

No ano passado, uma cadela amamentou, além do próprio filhote, dois 

pequenos 

tigres siberianos na China. A mãe dos felinos não pôde cuidar deles 

depois de dá-los à luz. (Foto: Reuters)

Foto: Reuters

Jila, uma gata de apenas dez dias, foi ‘adotada’ pela cadela Granpong, de um ano

, na província 

tailandesa de Ayutthaya. A cena foi flagrada em setembro de 2008. (Foto: Reuters)


Foto: Arben Celi/Reuters

Gata amamenta em maio de 2007 cãezinhos órfãos na cidade de Mamurras, que 

fica a 50 quilômetros de Tirana, na Albânia. (Foto: Arben Celi/Reuters)


Foto: AP

Cadela amamenta dois filhotes de panda-vermelho em julho deste ano em zoológico 

na cidade chinesa de Taiyuan, na província de Shanxi. Os filhotes foram 

abandonados 

pela mãe depois do nascimento e só estão sobrevivendo por conta do leite e 

do carinho da 'mãe adotiva'. (Foto: AP)


Foto: Scott Mason/AP

Honey, de 7 anos, amamenta o pequeno Precious em outubro de 2007 em 

uma casa em Stephens City, na Virgínia (EUA). O cão da raça golden 

retriever passou por uma situação inusitada após não conseguir dar cria:

 depois do dono dela, Jimmy Martin, trazer para casa um pequeno

 gatinho, a cachorrinha passou a produzir leite e alimentar o felino. 

(Foto: Scott Mason/AP)