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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Mundial de Luta contra a AIDS

Getty Images



Quase 30 anos depois do surgimento dos primeiros casos de Aids no mundo, ainda é muito forte o preconceito em relação à doença. Tanto que o tema da campanha lançada pelo Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado nesta terça-feira (1º), é Viver com Aids é possível. Com preconceito não.

Dois relatórios recentes indicam a maneira como a doença está se comportando no Brasil e no mundo. Um deles é o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, divulgado na última quinta-feira (26), em Brasília, com a conclusão de que a epidemia cresceu em cidades com menos de 50 mil habitantes no interior do país e diminuiu em grandes centros, com população de mais de 500 mil pessoas.

Para o infectologista Esper Georges Kallás, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), “o uso de preservativo é um dos principais agentes no combate à transmissão da Aids”. Além disso, ele afirma que um maior acesso aos tratamentos e aos testes é fundamental para evitar novos casos da doença.

- É preciso acabar com o preconceito, as pessoas têm medo de fazer o teste de HIV. 


Quanto mais cedo a doença for detectada, maiores as chances de sucesso do tratamento e menores as chances de transmissão. Estima-se que existam 630 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no Brasil.

- Entre as milhares de pessoas que vivem com o HIV no Brasil, só metade sabe disso. E a cada cem pessoas que descobrem serem portadoras do vírus, 16 morrem devido ao diagnóstico tardio.

Dados preliminares do boletim registram que, entre 1980 e junho de 2009, foram registrados 544.846 casos de Aids no Brasil, dos quais 217.091 resultaram em morte. A cada ano, de acordo com o Ministério da Saúde, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos.

Mundo

Outro documento de referência sobre Aids foi publicado no último dia 24 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em parceria com a UnAids (órgão das Nações Unidas para a doença). De acordo com o relatório, um total de 25 milhões de pessoas morreram por causa da Aids desde seu surgimento outras 60 milhões foram infectadas.

O número de novos contágios, porém, caiu 17% nos últimos oito anos, diz o relatório. Segundo o documento, "a tendência em oito anos indica uma redução de 17% das novas infecções desde 2001. A maioria dos progressos é observada na África subsaariana". 

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi instituído em 1987 durante a Assembleia Geral de Saúde, com apoio das Nações Unidas. No Brasil, o Ministério da Saúde passou a celebrar a data oficialmente no ano seguinte, em 1988.

Naquele ano, morreu o cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil, aos 43 anos, em decorrência da Aids. Henfil era hemofílico e contraiu o vírus HIV durante uma transfusão de sangue. Foi um dos 4.535 casos da doença notificados no país até então.




Há mais homens com Aids do que mulheres

Entre jovens de 13 a 19 anos, porém, há mais casos confirmados em garotas

O Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009 também identificou que o número de casos de Aids em homens dividido pelos casos em mulheres no Brasil caiu consideravelmente.

Em 1986, a razão era de 15 homens com a doença para cada caso em mulheres. A partir de 2003, a razão se estabilizou. Para cada 15 homens com Aids, existem hoje 10 mulheres infectadas.

Em 2007, último ano considerado na análise, a taxa de incidência foi de 22 notificações por 100 mil habitantes entre os homens, e de 13,9 para as mulheres.

Chama atenção os casos entre jovens de 13 a 19 anos, em que o número de casos de Aids é maior entre as meninas desde 1998. Desde então, há uma média de 8 casos em meninos para cada 10 casos em garotas.


Em ambos os sexos, as maiores taxas de incidência se encontram na faixa etária de 25 a 49 anos. A taxa apresenta tendência de crescimento a partir dos 40 anos em homens e dos 30 em mulheres, comparando-se 1997 e 2007.

Segundo o boletim, praticamente dobrou o número de casos em mulheres acima de 50 anos . Em 1997, a taxa de incidência nessa faixa etária era de 5,2 casos por 100 mil habitantes. Em 2007, o índice saltou para 9,9. A taxa entre os homens de mesma idade, considerando o mesmo período, passou de 12 para 18.

De acordo com o levantamento, a grande maior das infecções em 2007 (96,9%) foi causada por meio de sexo sem preservativo. Em 1997, o número era de 88,7%.

Também houve aumento de casos entre jovens homossexuais de 13 a 24 anos - de 29% em 1997 para 43,2% em 2007.

Já a mortalidade por Aids está estável no Brasil desde 2000. São cerca de seis mortes para cada 100 mil habitantes.






Um comentário:

War disse...

Que triste que as mulheres jovens já até ultrapassaram os homens em quantidade de infectados. É muito cruel.