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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Estrela de Belém




Há meses, vinha ensaiando minha passagem pela Palestina. Tudo começou no dia em que o Arcanjo Gabriel passou por mim com um recado do Céu.

Ele fora visitar uma moça linda e silenciosa que morava em Nazaré. E retornou sorridente. O nome da moça era Maria.
Um querubim segredou-me que Maria aceitou ser a Mãe do Filho de Deus. 


Daquele dia em diante, iniciaram-se os preparativos no Céu e na Terra. Era possível ouvir um coral de anjos ensaiando
uma canção de glória e paz, enquanto treinavam revoadas suaves e graciosas, quase sempre à noite.

Quando nós, estrelas, começávamos nosso trabalho de salpicar o Céu com pontinhos de luz, e a encantar pastores e poetas,
percebia que muitas pessoas olhavam para o Céu procurando por mim. Três reis magos e astrônomos eram os mais atentos e persistentes. 

Na harmonia do Universo, todos se unem para ajudar uns aos outros. Naquela noite longa e fria do solstício de dezembro,
estava já preparada com o meu vestido de luz. Eu era a Estrela de Belém e devia dar o sinal quando nascesse o Filho de Deus.
Estava feliz! Nunca imaginei, porém, que a divina Criança nasceria num lugar simples e afastado, numa gruta, nos arredores de Belém.Silencioso, porém, e com privacidade.

Tudo aconteceu meio de repente, na calada da noite. Meu coração intuitivo e feminino de estrela percebeu logo o cantar dos anjos em revoada sobre a gruta. Abri, então, um sorriso imenso e espalhei minha luz por toda a região.
Entrei até pelas frestas da gruta, misturando minha luz com a que o bebê recém-nascido irradiava. Foram momentos de esplendor e glória dos quais apenas os pais da criança, os pastores da região e alguns visitantes forasteiros participaram. Depois tudo se aquietou.
O Universo ficou um longo tempo em adoração. A emoção daquela noite permanece até hoje. Coloquei-me sobre a gruta, pois devia ser o sinal de que o Filho de Deus havia nascido.

Alguns dias depois, três reis magos iniciaram
uma longa jornada em direção a Belém. Ao entardecer de cada noite, procuravam por mim. Quão importante e feliz me sentia em guiá-los até a gruta, onde nascera o Filho de Deus – Jesus.

“Vimos a estrela no oriente e viemos adorar o Menino”, disseram os magos. Trouxeram presentes e permaneceram pouco tempo ali.

Mais tarde fiquei sabendo que eles escolheram um caminho diferente para voltar às suas terras. Decidiram não contar ao Rei Herodes onde estava o bebê Jesus, o esperado por muitos anos.
Ao regressarem, vez por outra, os magos olhavam para mim, felizes e agradecidos. Nada fiz para merecer tamanha honra e responsabilidade. Ser sinal e caminho de luz para levar as pessoas a JESUS.
Pena que muitas andam tão preocupadas com tudo que têm para fazer, que raramente olham para o céu.

Quero “dar uma mãozinha de luz” para os que sonham alto e desejam “alcançar as estrelas”


Um comentário:

vovolili disse...

Olá querida Xênia,

Quanta poesia encerra esse conto da Estrela Guia, a Estrela de Belém.
Parabéns! Já li muito a respeito da Estrela que guiou os Reis Magos até onde se encontrava o Menino Jeus na manjedoura, mas nunca tinha lido algo tão sublime pelo olhar da Estrela, como sua narrativa.
Encantou-me.
Deixei um presentinho sngelo de natal para você antes de viajar e você ainda não o pegou. Passe lá. Pegue-o.
Carinhoso e fraterno abraço,
Lilian