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domingo, 3 de janeiro de 2010

Deus e as tragédias coletivas... Isso é ser justo?

Mais uma vez vimos pela TV uma tragédia de grandes proporções. Acompanhamos estarrecidos as imagens do desabamento ocorrido na praia do Bananal, na Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ).





O mundo se tornou pequeno, e hoje em dia podemos acompanhar com detalhes tudo o que ocorre em qualquer parte da Terra, no exato instante do ocorrido.



A tragédia trouxe com ela muita tristeza e muita dor. Além das famílias atingidas, via-se nas fisionomias de todos a surpresa, o desconforto, o abatimento diante de um fato tão terrível e sem volta.


Nada se pode fazer, a não ser envolver a todos os nossos irmãos atingidos pela terrível ocorrência, com uma prece. Rogamos ao Senhor da Vida que dê a todos a conformação necessária para receber e superar golpe tão intenso.


Vamos fazer uma reflexão sobre essa e outras tragédias coletivas. Qual será a razão de tanta dor? Por que são atingidas pessoas que se unem em ocasiões esporádicas e acabam morrendo juntas? E os casos de pessoas que deveriam estar em determinado vôo ou lugar e que, por um acontecimento fortuito que lhes ocorre, são desviados de sua intenção e por essa razão acabam sendo salvos?


Imaginemos a cena, do ponto de vista dos espíritos que estão no Plano Espiritual.


Os espíritos superiores, que naturalmente conhecem as razões do que ocorre, devem se unir para proteger e amparar aqueles que chegam lá de surpresa, desnorteados, desorientados.


É um trabalho enorme, dos dois lados da vida. Do lado de cá, bombeiros e policiais lutando para desobstruir as áreas atingidas e procurando salvar pessoas. Do lado de lá, equipes de médicos e enfermeiros espirituais recebendo, medicando e auxiliando os recém-chegados, amenizando em parte a situação aflitiva que os mesmos se encontram.


Sabemos que tudo o que acontece faz parte de um plano divino, e que os vários fatores que influenciam um acontecimento dessa ordem obedecem a causas cármicas e que funcionam como instrumentos de reajuste para os espíritos em evolução. É por isso que as pessoas que não fazem parte do compromisso cármico são afastadas das tragédias a que não devem participar, por algo repentino e não previsto.


Não temos explicações para tanta dor e para tanta tristeza. Resta-nos deixar tudo nas mãos sábias de Deus. Ele, com toda a certeza, sabe o que é necessário para a nossa caminhada na Terra.



Ante tragédias como essa mais recente, ou como outras de triste memória: o incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo; o incêndio no circo em Niterói;  desastres de avião; terremotos; inundações; enfim, diante desses dramáticos episódios a fé arrefece, torna-se vacilante e, não raro, surge a revolta, o desespero, a descrença. Menciona-se que Deus castiga violentamente ou que pouco se importa com os sofrimentos da Humanidade. Chega-se ao ponto de comparar-se o Criador a um pai terreno e, nesse confronto, este sair ganhando pois zela pelos seus filhos e quer o melhor para eles, enquanto que Deus...


Quando essas  tragédias acontecem  a soma das vítimas impressiona até o mais frio e calculista dos homens. Certamente que, sendo Deus justo e bom, esses fenômenos naturais haverão de ter uma causa justa, e se alguns sobrevivem às tragédias enquanto outros sucumbem, haverá para esse fato uma razão lógica, pois não é possível que Deus sancione o acaso para escolher quais dos seus filhos merecerá continuar a existência terrena, visto que isso é incompatível com sua plena sabedoria e misericórdia. 


Se os homens observassem a lei divina, de causa e efeito, diante de uma tragédia, não haveria porque entrar em desespero, reconhecendo que um fim justo e superior comanda nossa vida. diante de uma tragédia, não haveria porque entrar em desespero, reconhecendo que um fim justo e superior comanda nossa vida. 




Não há frieza nas explicações espíritas, pois diante de uma tragédia física ocasionando a morte de muitas pessoas, devemos nos sensibilizar e agir em benefício dos que sobreviveram, assim como orar pelos que retornaram ao mundo espiritual, exercitando plenamente a caridade. Apenas constatamos que tudo tem uma causa justa, e que o próprio homem é, muitas vezes, responsável direto pelo agravamento do mal necessário: as tragédias muitas vezes são anunciadas, ou seja, o homem sabe que corre sério risco, mas sua imprevidência, sua incúria, sua indiferença acabam aumentando a proporção das mesmas, encurtando assim o tempo de suas vidas ou de outros, o que lhe não permite usufruir das oportunidades que teria de aprendizado e trabalho para o seu progresso. 




               Quando tomarmos as providências necessárias os estragos serão minimizados, e mais do que contabilizar prejuízos financeiros, aprenderemos a valorizar a vida, pois as grandes tragédias não são ocasionadas pela ação das forças da natureza, mas ocasionadas pelo homem na sua ação terrena, já que se traduzem por espetáculos de conseqüências morais. 


               A evolução do homem deve equilibrar ações inteligentes com ações morais, para o bem coletivo, e sempre que ele concorrer para a obra geral do criador estará dando um passo decisivo no rumo da perfeição. 


Nesses momentos onde a dor é imensa devemos nos unir em orações e jamais desacreditar no amor de Deus por nós.





8 comentários:

Principe Encantado disse...

Amiga nós que estamos neste mundo vemos de uma forma, mais Deus sabe exatamente os "porquês" e cabe a nós sermos resignados e olhar para os céus e pedir ainda mais sua proteção e misericórdia.
Abraços forte

Xênia da Matta disse...

obrigada por comentar no blog.
bjux e sucesso.

Isabel Ruiz, disse...

Parabéns pelo post. Muito bom, mesmo.
Esses desencarnes coletivos têm uma razão de ser e somente Deus sabe o porquê. Entretanto não somos meros espectadores, mas personagens com outros papéis e outros momentos.
Nos resta pedir forças para suportarmos as nossas dificuldades sem esmorecer e sem deixar de prestar amparo aos que estão em piores condições que nós.
Beijos
Bel

eu disse...

Não acredito em um Deus vingativo ,tudo que acontece é por culpa do próprio homem,infelizmente uns pagam pelos outros .A falta de prudencia.. O homem vem destruindo a natureza e ainda vai pagar muito por isto. a paz

Rosana Madjarof disse...

Xênia,

Sensacional a sua postagem.

Deus não é injusto, pois a morte coletiva já está definida antes mesmo destas pessoas renascerem.

São resgastes de outras encarnações, e, por algum motivo que não sabemos, elas têm que retornarem ao Plano Espiritual da mesma forma.

E seria muito fácil compreender... Porque diante de tragédias como esta, alguns conseguem sobreviver? Porque estes que sobreviveram não estavam envolvidos nesse resgate espiritual.

Nossa! Isso é assunto para muitas horas, mas acredito que você fez uma excelente explanação sobre o tema.

Parabéns!

Bjs.

Rosana.

Francisco Amado disse...

Muito bom!

Em meio a tanto artigo e informações de um sensacionalismo barato, é esclarecedor encontrar algo racional.

Parabéns!

Histórias & Estórias disse...

Sou nua e crua nestas questões, mas uma leitora voraz no que tange este assunto. Seria inconcebível tanta luta, tantas dores se houvesse um sentido.

Obrigada. Muito obrigada!

Iит€я€รรǺитт€ disse...

Excelente artigo!

Deus sabe de todas as coisas, tudo tem um propósito debaixo do céu.

Nunca poderemos saber o que pensa o Senhor Jesus, em uma passagem Bíblica Deus nos díz assim:

Isaías c55 e v8

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensametos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.

Para completar no versículo 9

Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.

Grande Abraço!