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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Diga não à violência doméstica contra nossos idosos.






Lendo os jornais nos deparamos com reportagens como essa retirada do jornal Gazeta do Povo (Macéio):


Na madruga deste sábado, na periferia de Maceió (Alagoas), Silvânio dos Santos Silva, 39, espancou até a morte o seu pai, João Ferreira da Silva, 68, aposentado e portador de deficiência – ele perdeu os movimentos das pernas em conseqüência de um acidente.
A história é mais ou menos previsível: o filho sempre foi agressivo para com pai, há um histórico de maus-tratos. E os dois viviam em atritos, segundo relato da Agência Estado.
Lena, a filha, não soube explicar à polícia a causa da desavença desta vez, mas pouco importa qual seja o motivo, porque nada justifica, claro, bater no pai e menos ainda matá-lo. A covardia e a bestialidade são primas de primeiro grau.
A agressão aos idosos (pessoas com mais de 60 anos, pelos critérios estatísticos) é mais comum do que se pensa e sua ocorrência cresce na proporção que aumenta a população dessa faixa etária.
O Brasil tem cerca de 18 milhões de idosos e pelo menos 12% deles já sofreram algum tipo de violência, física e psicológica, aponta pesquisa feita em oito cidades no ano passado pelo professor Vicente Faleiros, da (UnB) Universidade de Brasília.
Dos casos de violência, 54% partiram dos filhos dos idosos.
Detalhe: a maioria das vítimas não são os idosos, mas as idosas, na proporção de 60%. A covardia não se submete a um limite.
A ironia é que os os agressores de hoje provavelmente serão os agredidos de amanhã.
A sociedade tem de dar um jeito quebrar esse círculo da bestialidade.
Existem na sociedade em geral varios tipos de violencia contra os idosos:

  • Um tipo freqüente de agressão contra o idoso é a violência estrutural, caracterizada pela situação de pobreza e exploração. Um exemplo é a garantia à Previdência social. Quando o Estado não facilita essa situação para o idoso, está claramente praticando uma violência.

  • O sistema de transporte e as próprias cidades do país ainda não estão adaptados para as pessoas idosas. É plenamente viável diminuir a violência contra os idosos no trânsito, criando faixas e cursos de capacitação para os motoristas.

  • Outro tipo comum de violência contra os idosos é a discriminação, inclusive da própria família. Esse tipo de violência fere profundamente a dignidade da pessoa. Atualmente, 53% dos idosos do país dizem que já sofreram discriminação, o que é um absurdo. É necessário trabalhar na prevenção e mediação desse tipo de agressão.








Educação pode minimizar violência contra o idoso




“As crianças não nascem com o preconceito, isso é uma coisa que elas adquirem durante a vida. Se elas aprenderem como valorizar o idoso dentro e fora de casa desde pequenas, nós podemos valorizar essa criação. 


Devemos educar para o respeito e para a dignidade do ser humano, ensinar nossas crianças respeitar pai, mãe e consequentemente todos os idosos, isso faz parte dos valores que trazemos de casa para a vida.


Nos dias atuais muito tem se falado em justiça, respeito, igualdade, fraternidade, solidariedade, mas, os adultos esquecem se que a educação se faz pelo exemplo. O que temos feito diante de nossos filhos é demonstrar essas atitudes positivas ou nosso comportamento desmente tudo o que pregamos da boca para fora?




O mandamento de honrar seu pai e sua mãe é uma conseqüência da lei geral de caridade e de amor ao próximo, pois não se pode amar ao próximo sem amar a seu pai e sua mãe. Não é somente respeitá-los: é assisti-los na necessidade, proporcionar-lhes o repouso na velhice, cercá-los de solicitude como fizeram por nós em nossa infância. É, sobretudo, para com os pais sem recursos que se mostra a verdadeira piedade filial.

Será que satisfazem esse mandamento, honrar pai e mãe, aqueles que crêem fazer um grande esforço, dando-lhes apenas o necessário para não morrerem de fome, quando eles mesmos não se privam de nada? Aqueles que os relegam aos mais ínfimos aposentos, muitas vezes mercadejando o tempo que lhes resta de vida, descarregando sobre eles os trabalhos de casa, enquanto se reservam o que há de mais confortável? Cabe aos pais velhos e fracos serem os servidores dos filhos jovens e fortes?

O Livro dos Espíritos, no capítulo que trata da Lei do Trabalho, enfoca que o homem tem o direito de repousar na velhice, que a nada é obrigatório, senão de acordo com as suas forças. Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, questionando os Benfeitores Espirituais sobre o que há de fazer o velho que precisa trabalhar para viver e não pode, obteve a seguinte resposta: "O forte deve trabalhar para o fraco. Não tendo este família, a sociedade deve fazer às vezes desta. É a lei da caridade".

Reflitamos todos e vejamos se estamos cuidando dos nossos velhinhos, com amabilidade e doçura, sem nunca pensarmos em despejá-los do abrigo do nosso coração. Ah! E fica o lembrete: muitos de nós poderemos chegar à velhice. E aí...

 

5 comentários:

Kellen disse...

Um dos problemas sérios que estamos passando é a instalação da violência urbana coletiva para o pessoal. Cada vez, idosos e crianças - pessoas sem direito de defesa, estão sendo amendrotados por outras prepotentes..é muita covardia!

Grande abraço
Kellen

Francisco Castro disse...

Olá!

Infelizmente, existem incontáveis casos de violência contra pessoas indefesas que sofrem verdadeiras tragédias nas mãos de pessoas sem caráter, moral ou sentimento. A punição para esses canalhas deveia ser exemplar, a ponto de nunca mais poderem fazer isso novamente.

Abraços

Francisco Castro

Principe Encantado disse...

Vejo a violencia aos idosos covarde, em que os autores deveriam recer uma punição verdadeiramente severa. Fico indignado.
Abraços forte

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Dóriam Alves disse...

Não deixe de ler excelente artigo sobre a Lei Maria da Penha e como eu entender porque até o presente, a Lei Maria da Penha tem sido ineficaz, pois a violência doméstica e familiar tem aumentado. Acesse o blog, comente e divulgue: www.valdecyalves.blogspot.com