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sábado, 16 de janeiro de 2010

Professor exonerado no Distrito Federal se diz perseguido por ser homossexual assumido

Lourenço Canuto
Da Agência Brasil
Em Brasília
A Secretaria de Educação do Distrito Federal divulgou nota esclarecendo que a punição ao professor Marcus Maciel teve como única razão a não prestação de contas prevista no sistema de gestão compartilhada.

O professor foi exonerado da direção do Centro de Ensino Fundamental Mestre D'Armas nº 4, na periferia de Planaltina, cidade satélite de Brasília, e suspenso como professor, sem direito a receber vencimentos por 90 dias.

Marcus Maciel se queixa de que o fato de ser homossexual assumido seria uma das razões para sua destituição, o que é negado pela secretaria.

A não prestação de contas no prazo legal, de acordo com a nota, levou a Corregedoria Geral do GDF a abrir Tomada de Contas Especial para que Maciel devolva os R$ 60 mil aos cofres públicos, deixando claro que "nada mais consta contra Maciel".

Segundo a Assessoria Especial de Comunicação da secretaria, o professor teve 90 dias de prazo para comprovar a regularidade do gasto de R$ 60 mil repassados à escola, mas "não conseguiu esclarecer o destino do dinheiro".

Na manhã de hoje (15), cerca de 20 alunos e pais fizeram manifestação em favor de Maciel em frente ao colégio, que tem 1.200 estudantes da primeira à quarta séries. O professor disse em entrevista que a prestação de contas está pronta para ser apresentada, bastando apenas a assinatura dos professores, que estão de férias.

A comunidade se divide no apoio ao diretor afastado. Há queixas de pais e estudantes sobre deficiências nas instalações, falta de professores em razão de abonos, licenças e afastamentos por problemas de saúde. Esse teria sido o motivo de abaixo assinado encaminhado à secretaria contra a permanência de Maciel.

Outras pessoas da comunidade, no entanto, defendem o professor dizendo que ele foi um bom diretor e sempre trouxe para a escola todas as inovações criadas pela Secretaria de Educação.

Um comentário:

Montanari disse...

Ah, é complicado opinar nesses casos. Pode-se ter 100% de certeza de que foi um ato de preconceito?
De repente o próprio profissional sentiu-se particularmente ofendido sem motivo. Talvez por ter se ressentido pela sua exoneração, procurou o motivo mais óbvio. Quem sabe?