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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Material escolar: O pai deve ceder e comprar os materiais que o filho escolher?



Pela maneira como os pais lidam com o material escolar para os filhos pode-se avaliar o estilo de educação familiar reinante. Os filhos copiam a importância que os pais dão aos seus materiais escolares, que também será o quanto os filhos valorizarão os estudos. Bons alunos cuidam bem do seu material escolar.


O material é o instrumento do uso do aluno e lidar com ele significa o relacionamento que o aluno estabelece com ele. Esse relacionamento envolve várias etapas: comprar, usar, manter, preservar para poder guardar o que for importante e descartar o que não mais for necessário. Incluir neste descarte a doação a instituições que distribuam a quem dele precise para estudar. O aluno tem o seu material escolar como o cirurgião conta com seu instrumental cirúrgico, o motorista com o seu carro, o mecânico com sua oficina. Só a ferramenta não faz um bom profissional, mas a sua falta compromete-lhe a competência.
Faz parte do ensino que seus professores indiquem os materiais necessários para o seu conteúdo programático e a Escola todo o restante necessário para o bom andamento da educação pedagógica, geralmente por meio de uma lista. 


Há pais que passam a lista diretamente para seus funcionários comprarem e entregarem todo o material prontinho ao filho, sem a participação deste. Apesar de financeiramente presentes, estes pais não estão participando da construção psicológica do papel de aluno. A ligação entre o desejo e a posse está sendo atropelada. Posse sem desejo tira um dos prazeres da vida. A fome é o melhor tempero da comida, já diziam os mais velhos. Assim também é o desejo que valoriza um prêmio, uma conquista, uma aquisição. Sem desejo, tudo fica igual, sem envolvimento emocional nem afetivo. Seu material escolar não tem vida. É um que já vem pronto, e não construído conforme os seus sonhos. Apesar de ser seu de posse, não lhe pertence e, portanto, nem tenha prazer em utilizá-lo como se deve. É como um professor que dá uma matéria pronta sem que seu aluno participe da construção deste conhecimento.


Alguns aluninhos chegam à escola arrastando uma mochila que de tão grande nem conseguem carregá-la. Voltando este filme, retomemos na hora da compra da mochila. O filhinho entra correndo no setor das mochilas e os pais falam a ele para escolher o que quiser. Os olhinhos brilham e ele pede a maior mochila que existe, cheia de compartimentos, penduricalhos, bolsas externas e zíperes aos montes... Ele quase cabe dentro. Os pais compram-no também com brilho de felicidade nos olhos por poderem comprar o que nunca puderam ter quando crianças. Eles acham que estão fazendo o melhor que podem, mas não estão, pois não se pode delegar a responsabilidade de compra a quem não tem competência para escolher. Os pais mais satisfizeram o desejo "desmedido" do filhinho do que compraram o que na lista se pedia. Assim são também com a quantidade e variedade de outros materiais que ultrapassam de muito as necessidades escolares. É comprar uma Ferrari para andar na fazenda. Por melhor ou mais cara que seja, este não é o veículo adequado para as estradinhas e atoleiros rurais. Os pais estão investindo no desperdício e despreparo para este filho se tornar um cidadão ético.


O ideal é pelo menos um dos pais acompanhar o filho nas compras para servir de adequação tanto na aquisição quanto na qualidade e na quantidade. Um caderno, que é encapado com capricho pelo pais, com o filhinho ajudando, deixa de ser material sem vida e passa a ser um objeto de prazer; promove lembranças futuras. Tudo isso propiciará maior cuidado e capricho nos estudos.

Por Içami Tiba

4 comentários:

TONY disse...

Olá Xenia

Ainda sou do tempo,que os livros escolares, e por vezes as "sebentas"
cadernos escolares, sobravam dos irmãos mais velhos.
Agora de facto, vejo meus netos com material na pasta ou em casa que nunca chegam a usar.
Isto todos os anos...!!

Um abraço

arte-e-manhas-arte disse...

Os pais devem ser consensuais, explicar sempre que for necessário fazer opções. As crianças têm que sentir-se felizes com os seus materiais, mas claro dentro dos limites de cada orçamento.

Beijos
Luísa

Madresgate disse...

Olá

Todos os anos oa pais convivem com este que é um grande "problema" no início das aulas.
Todas as escolas principalmente as particulares emitem listas intermináveis de materiais que seus filhos irão utilizar ao longo do ano (as vezes nem todos).
Cabe aos pais entender a necessidade e procurar escolher o material adequado dentro da solicitação da escola, sem que para isto busque marcas famosas ou mesmo cumpra as "vontades" de seu filho.
Sabemos que os materias fabricados dentro de padrões industrias oferecem o mesmo resultado que os demais fabricados sobre uma campanha puclicitária forte.
O que devemos, é sim, fornecer a plataforma para que nossos filhos possam atingir os resultados esperados na escola, sem ter que onerar em muito o orçamento.
Procurar, pesquizar, e principalmente pechinchar é o melhor remédio.
Parabens pelo post
Um forte abraço
Mad

Pharis disse...

Olá Xenia,

Acho que tudo pode ser bem negociado, podendo restringir ou transigir. Tudo dentro do que cabe o orçamento.

Abraço