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terça-feira, 16 de março de 2010

A cor da discriminação


A Constituição Federal garante a todo cidadão igualdade de direitos. Proíbe discriminação em função de raça, cor, sexo, idade.

Sabemos que certas garantias, embora na lei, não são cumpridas, pois as pessoas permanecem arraigadas a certas concepções que não tinham sentido no século passado, muito menos agora, quando a informação está mais difundida.

[red][b]Não só a cor da pele é objeto de diferenciação. Inúmeros segmentos também são, geralmente, aqueles que se referem às minorias, como os índios, ciganos, portadores de deficiências, portanto com necessidade especiais (surdos, cadeirantes), as mulheres, os portadores de vírus HIV, os homossexuais, os velhos, os pobres.[/red]

Constatam-se contradições imensas, na medida em que os pobres são discriminados e não são minoria.

Os negros, considerando-se o contingente que para cá foi trazido à época da escravidão e, também, o fato da população brasileira ter se originado da miscigenação, constituem-se em um numeroso contingente, para não dizer quase maioria.

Retrocedendo ao passado, encontramos barbáries como a do negro ser considerado como animal, não dotado de "alma".

Os idosos marginalizados em função de estarem distante do setor produtivo, também são alvo de idéias e ações exclusivas. O contraditório nisto tudo é que é um segmento em expansão, sendo em breve espaço de tempo em número que superará o de crianças.

Podemos falar nas mulheres que apesar da relevante competência também sofrem em virtude de idéias arcaicas, tendo dificuldades de entrarem no mercado de trabalho, em muitas ocasiões, só por serem mulheres e com isto terem direito, em caso de maternidade, ao período de licença. Também em função disto, sofrem com medidas que embora contrárias à legislação vigente, ainda são encontradas, como solicitação de exames e atestados indicativos de não gravidez.

E os obesos, considerados como pessoas com desvio de conduta e não pessoas doentes e com necessidade de tratamento.

Como avançar neste aspecto embora as garantias constitucionais e internacionais, através de tratados ratificados pelo Brasil e outros dos quais foi signatário?

Acredito que mais uma vez a medida correta é a educação para todos em Direitos Humanos, inclusiva, transdisciplinar, que se faz não só na escola, mas envolvendo todos os segmentos dasociedade, na família em conjunto com a escola, poder público, associações.

Só através de educação embasada em princípios universais será possível evitar ações hediondas que resultaram em genocídio (como no Paraguai) e holocausto como na Segunda Guerra Mundial.

5 comentários:

Dani disse...

Eu vejo a Constituição Federal ser "rasgada" todos os dias, quando vejo uma discriminação contra idosos, homossexuais, negros, deficientes físicos.
É lamentável que muitas destas discriminações se dê em razão de preconceitos formados com relação a determinadas minorias, por exemplo,os homossexuais e os negros.
Cada um pode ter a sua opinião formada sobre determinado assunto.É direito seu e de qualquer um ter a liberdade de pensar.
Mas a liberdade de cada um termina onde começa a do outro.
Tirar o direito de um cidadão ser respeitado porque você não entende porque uma pessoa é de determinado jeito, ou porque ela tem uma cor de pele distinta da sua ou ainda quando ela porta uma deficiência, é a maior das atrocidades ja vistas neste país.
O Brasil é um país onde as minorias para serem respeitadas têm que haver uma Lei infra constitucional resguardando este direito, pois infelizmente a maioria das pessoas não respeitam.
Parabéns ao legisladores ao criarem a lei do idoso, criminalizarem a discriminação contra negros e garantirem alguns direitos ao deficientes.
Falta porém, uma lei que criminalize a homofobia.Homossexuais são mortos quase todos os dias em razão do ódio e aversão de pessoas que não conseguem aceitar a diversidade na nossa sociedade.Punição já a estes agressores!
Criminalização já contra a homofobia!!!
Por um Brasil mais justo para se viver!

Gustavo Moura Brasil disse...

E dizem que no Brasil não há racismo...
Dados do Ibge comprovam que uma mulher negra recebe quase a metade de um homem grande...

Existem dois preconceitos, um o fato de ser mulher. Alguns resquícios machistas e por distorções dos benefícios conquistados pelos trabalhadores que cumprem sua função social, mas não há contrapartida para os empregadores.
E o pior a hipocrisia e a mentira que não existe racismo no Brasil
E dizem... não acredito nisso... como não, olha no trabalho? na escola particular? na faculdade? no shopping, na boate, num show? Qual é a maioria?

E o IBGE também diz que a maioria da população é negra...

Milton Cavalcante disse...

Qualquer preconceito, seja racial, religioso ou social, entre brancos, pretos, vermelhos , amarelos, entre cristãos, judeus e muçulmanos, entre ricos e pobres, será vencido quando a Humanidade entender que o seu DNA nos torna essencialmente *iguais*...

Milton Cavalcante disse...

Qualquer preconceito, seja racial, religioso ou social, entre brancos, pretos, vermelhos , amarelos, entre cristãos, judeus e muçulmanos, entre ricos e pobres, será vencido quando a Humanidade entender que o seu DNA nos torna essencialmente *iguais*...

Aldenir Araújo disse...

Na minha humilde opinião, a escola sendo um ambiente social interativo, necessita de atitudes que visem à formação de cidadãos com valores, de forma a respeitarem as pessoas e suas diferenças.

O PREGADOR